Young & Hungry – O sitcom vai lhe deixar faminto por risadas

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Young & Hungry chegou até mim como uma daquelas indicações de pessoas que tem bom gosto quando o assunto é série. E foi amor à primeira vista! Mesmo não sendo fã do gênero, a série tomou um espaço entre minhas favoritas e me fazendo devorar sua primeira temporada em dois dias apenas. Com produção de Ashley Tisdale, e criada David Holden a série nos ganha pela sutileza e desenvolvimento do enredo que decorre de forma descomplicada fazendo cada episódio você se envolver um pouquinho com os personagens e torcem para que tudo de certo no final.

A série segue o jovem e rico empresário Josh (Jonathan Sadowski), que contrata uma jovem blogueira de alimentos chamada Gabi (Emily Osment) para ser sua nova chef pessoal. Desesperada para manter seu novo trabalho, Gabi tem que provar suas habilidades para Josh e seu assessor pessoal Elliot (Rex Lee), que prefere um chef celebridade para trabalhar no lugar dela.

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O sitcom transmitido pela ABC Family estreou em 25 de Julho de 2014 e pela sinopse parecia ser uma mistura de tudo aquilo que agrada: uma protagonista genuinamente carismática e a beira da falência; um bonitão extremamente rico, fofo e nerd; três personagens secundários que, por alguns momentos se tornam tão queridos quanto os protagonistas; e por fim, a culinária emoldurando cada um dos conflitos. Emily Osment está tão madura e divertida que é quase impossível lembrar que ela já foi uma das coadjuvantes de Hannah Montana. Sem contar que o show já foi indicado ao PCA (People’s Choice Awards) após sua pré indicação tudo graças ao seu mérito e ao do elenco.

Com críticas mistas pelos especialistas e uma pequena legião de fãs se formando, Young & Hungry está em sua segunda temporada, e se mostra promissora por trazer assuntos rotineiros de uma forma tão leve que foge daquele exagero de outras séries de sucesso do mesmo gênero. Com produção cativante e um elenco incrível, a hilária empregada Yolanda (Kym Whitley) e o assistente extremamente pintoso e ácido de Josh Elliot (Rex Lee) merecem destaque e não é pra menos. Eles dominam as cenas em que estão presentes, como por exemplo no episódio da banheira, ou quando eles resolvem fazer uma nova dieta a base de sucos.

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Cada novo episódio de Young & Hungry é como saborear um dos inúmeros pratos feitos por Gabi e levar para seu dia-a-dia coisas da série como a “Power Pose”. Com apenas 20 a 25 minutos de duração, você pode assistir um episódio na hora do almoço; super prático e tirar da série sua dose de risadas da semana. Assista ao trailer:

No iPod: Grimes – REALiTi

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Hoje eu quero trazer para o Fruto Proibido algo que eu tenho um imenso carinho: Grimes.  Claire Bouhcer ou só Grimes de 27 anos, chegou aos meus ouvidos em 2013 aonde uma amiga venho a me indicar Oblivion, qualquer pessoa que já tenha ouvido o som da Canadense sabe que ela é de uma sonoridade bem pessoal e única.

Toda essa “excentricidade” se da por ela começar seu caminho musical desde 2010, tendo influencias do cenário Eletrônico e Industrial Underground de Montreal. A moça nesse mesmo ano lança seu primeiro álbum intitulado “Geidi Primes” seguidos de alguns outros que iriam evoluir sua sonoridade e trabalho. Em 2012 ela lançou o que em minha opinião é sua obra prima “Visions“, foi aclamado pela critica era uma mistura de elementos musicais variados e vocais diferenciados que a fez ser considerada dona de um dos melhores álbuns do ano pelo The New York Times.

Em 2013 ela assinou com a gravadora Roc Nation, contudo REALiTi é uma demo de descartada de seu próximo álbum (que inclusive possuí outra musica descartada chamada “Go”). Com um vídeo que mostra sua viagem pela Ásia durante 2013, a moça mostra sua qualidade musical mesmo com uma faixa ainda não finalizada. As clássicas batidas nostálgicas e os vocais destorcidos causam aquela nostalgia que faz qualquer um se apaixonar pela banda.

Com um álbum previsto para chegar ainda esse ano, Grimes mostra que até mesmo em suas demos o nível de suas musicas continua o mesmo após todo esse tempo. Indicação pessoal de quem não consegue tira-la do repeat.

Review: Madonna – Rebel Heart

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Rebel Heart
Nota: 5,0

    Artista: Madonna

    Álbum: Rebel Heart

    Gênero: Pop

2015 nem bem começou e o álbum que dominava o centro das atenções era o da rainha do pop, Madonna. Rebel Heart já vinha sido esperado desde o fim da MDNA Tour, onde Madonna já deixava rastros de que estava trabalhando com alguns dos produtores mais bombados do momento, entre eles Diplo e Aviici. Fato esse que começou a ser questionada sobre um novo trabalho e nada era confirmado. Usando sua conta no instagram, Madonna postava fotos que diziam sobre as faixas e algumas hashtags enigmáticas, como por exemplo #unapologeticbitch e #bitchimmadonna. Mas bastou uma demo cair na rede para que Madonna começasse a sua “era rebelde” muito antes do que imaginava.

Madonna sempre esteve envolvida com vazamentos de seu material, precisamente desde os anos 2000 (que me recordo) em que a música Music vazou na internet em uma qualidade baixa e porquíssima, mas mesmo assim quem tinha um computador com conexão naquela época podia ter a música ilegalmente. E quem a ouviu disse que Madonna simplesmente havia se superado e tanto que naquela década, a música nunca mais foi a mesma. Quando de fato Music foi lançada, o delírio dos fãs foi enorme e todo mundo queria ser musicalmente como Madonna, pois era novo e inspirador. Hoje, após quinze anos depois, Madonna foi exposta e do pior jeito que podia: todas as suas demos foram jogadas na internet e todo seu trabalho, que até então estava sendo trabalhado em detalhes, foi interrompido brutalmente e o feedback da rainha começou a vir daquele material não finalizado. E infelizmente, ninguém quis seguir seus passos e nem ouve muito delírio. Apenas caras entediadas e vozes debochadas.

Muitos dizem que o vazamento das faixas foi jogada de marketing para Madonna medir como as faixas soavam e a resposta de cada uma, pois já é tradição que todo álbum que Madonna pretende lançar, suas músicas sempre caem na rede muito antes do lançamento oficial. O FBI encontrou o hacker que fez o vazamento do material e o prendeu, nos mostrando que a coisa parecia ser mais séria do que pensávamos. Mas de nada adiantou, pois já tínhamos ouvido às músicas e tudo que ela estava guardando para trazer como “a novidade”. A assessoria da cantora acelerou o lançamento e fez uma jogada de marketing rápida: colocou as seis primeiras músicas que já estavam finalizadas para venda online e tentar reverter o prejuízo. Deu certo! Porém, para o azar de Madonna, um mês antes do lançamento o álbum vazou INTEIRO na internet e nem preciso dizer que a “internet” não esperava por isso.

Ouvi o álbum desde então e depois de muito ouvir, pensar, analisar, reanalisar e enfim concluir minha opinião, deixo aqui o que achei de cada uma e uma conclusão de todo o trabalho. Fico feliz que vocês tenham me pedido esse review, e peço que o leiam com bastante carinho, pois apesar de extenso, creio que vocês vão se divertir bastante.

Vamos lá?

Madonna

Living For Love foi a melhor música para começar o álbum e toda a nova era de Madonna. Aqui ela já começa a dizer que desprendida de tudo, ela vai seguir em frente e apenas viver por amor. Pra meio entendedor, meia palavra basta não é mesmo? O que me deixou mais admirado nessa música foi toda a produção envolvida, inclusive Diplo que saiu de sua zona de conforto e deixou o estilo “Major Lazer” de lado e criou um hit que varia de estilo e mostra quanto esse trabalho está renovado. O coral ao fim, finaliza a faixa house com aquela sensação de querer ouvir mais uma vez e sair dançando. Coladinha com Living For Love vem Devil Pray, que vem com uma pegada acústica e nem precisa muito pra saber que é uma produção assinada por Aviici, que deixa sua marca em todo o Rebel Heart. Confesso que apesar de estar cansado das produções dele, quase não percebo que foi ele quem a produziu, pois a faixa varia em filtros e alguns sintetizadores mais polidos. E sim, Madonna quer fazer o diabo rezar…

Posso chamar Ghosttown de baladinha? Linda e intensa, mas ao mesmo tempo elétrica, a faixa produzida pelo hitmaker Billboard não deixa a desejar e faz com que o refrão nos faz cantarolar com uma batida que Madonna fez questão de ter, para não esfriar tanto o clima do álbum até então. Falando sobre amor, a rainha faz um convite à sermos apenas duas almas em uma cidade fantasma. Mas a vibe reggae e o estilo próprio de Diplo toma conta quando Unapologetic Bitch chega. Como esse álbum é uma outra reinvenção de Madonna, é claro que ela iria se experimentar e lançar algo com a pegada reggae e nos fazer dançar ao mesmo tempo. E todos já estão avisados que apesar de as vezes soar meio narcisista, ela é uma “garota orgulhosa” que não pede desculpas e se arrepende. É o típico: “Vocês vão ter que me aceitar assim”.

Illuminati começa barulhenta, sem sentido e citando um monte de gente dessa geração que a mídia adora dizer que é Illuminati. E bom, isso é irrelevante até então, até porque Madonna só quer causar e fazer referência a eles todos, assim como fez em sua épica Vogue. Escrita e produzida por Kanye West, era certeza que essa música teria uma pegada eletrônica mixada ao rnb renovado que ele vem produzindo. “Querida, eu sou Madonna!” Bem, é essa mensagem que a rainha do pop quer passar em Bitch I’m Madonna, pois ela pode ser o que você quiser, até porque ela é a Madonna. Junto de Nicki Minaj, essa faixa me chama a atenção pois é uma produção genuína do Diplo e soa comum. O que destoa um pouco é a referência do “bubblegum dance” onde Sophie influenciou e deixou tudo que Diplo fez, soar o refrescante ao máximo. O feat. de Nicki é a cereja do bolo, mas as vezes eu prefiro bolo sem cereja, viu. Amo a Srta Maraj, mas essa parceria devia ter ficado no MDNA.

Hold Tight é uma das minhas favoritas, e não sei nem porque me identifiquei tanto com essa faixa, desde que eu sempre gosto mais das faixas barulhentas. Nessa música de motivação, Madonna só diz pra seguir em frente que tudo vai dar certo. E bom, existe mensagem de superação mais simples e melhor do que essa? Sim! Joan Of Arc, que é outra que eu amo desde que as demos vazaram e que se manteve o mais idêntica à vazada, continuando acústica e ganhando uma batida mais animada no refrão. “Até corações de ferro podem se quebrar”, e com referências sobre ser uma heroína incompreendida como Joana D’arc, ela não quer ter uma conversa sobre seu relacionamento, mas diz que mesmo o mundo caindo ela irá se reerguer. Imagina começar uma música com um verso polêmico de Mike Tyson? Sim, eu me arrepio com a ousadia de Madonna em colocar ele em uma música, quando na verdade ela já é a rainha de tudo isso. Iconic vem com aquela pretensão de falar em ser icônico e como ela mesma disse, Rebel Heart é um trabalho autobiográfico e a todo momento ela citará sobre sua vida e carreira. E vamos combinar que se fomos revisar toda a história pop, 50% dela será sobre a camaleoa que Madonna se tornou, ok? Chance The Rapper faz sua participação com um rap onde só complementa o que a música já frisou, até porque não basta ser uma super estrela… tem que ser inesquecível e ser um ícone!

Madonna

HeartBreak City chega apenas com uma voz incrível e um piano intenso com uma declaração dizendo: “Me cortou ao meio, me machucou um pouco… Você disse que eu era sua rainha. Eu tentei te dar tudo e agora você quer sua liberdade.” Sim, HeartBreak City é uma música sobre fim de relacionamento e como se fosse um acerto de contas. Madonna enfatiza que está em uma cidade dos corações partidos e que não é um lugar muito bonito. Uma balada impecável e na medida. É bom ouvir Madonna sem todos aqueles filtros e distorções. Uma faixa que ela fez para todos que tiveram seu coração partido. É o momento fossa do álbum. Mas não dura muito, pois em seguida vem Body Shop que se destoa de todas as músicas desse trabalho e nos faz lembrar da época em que Madonna fez “Hey You”. Apesar de não ser uma faixa que eu não ouço muito, Body Shop tem como base um banjo muito tímido e ao refrão uma batida que já estamos bem familiarizados. A faixa traz uma paz e nos prepara para o furacão que vem a seguir.

Provocativa e indecente, Madonna não está nem aí e vem trazer o assunto a tona mais uma vez. Com Holy Water, a rainha faz referências ao sexo e diz que apesar de sagrado, nada disso tem gosto de água benta. Escrita por Natalia Kills, a faixa tem algumas características de seus trabalhos. Outra alfinetada que Madonna dá nessa música é sobre as supostas rainhas que aparecem em seu caminho, querendo tomar seu “pódio” e que infelizmente, algumas coisas que ela tem (como talento) não se compra em lojinhas. Bem isso.. Essa mulher está impossível!

Inside Out parece ser uma faixa dos anos 80 que ganhou uma nova roupagem em 2015. Mas não é. A faixa produzida por Mike Dean é cheia de sintetizadores e passagens com base no hiphop que a deixam com uma cara renovada e com um vocal filtrado do jeito que Madonna adora e se garante. Wash All Over Me vazou junto de Rebel Heart, e desde então tinha outra produção. Para a versão finalizada, a música deixou a estrutura eletrônica e remixada para se tornar uma faixa mais calma, apenas com uma bateria que lembra aquelas bandinhas. E fiquei bem chateado, pois a faixa que era feita para dançar, se tornou uma balada morna e repetida. O que salva a seqüência é Best Night que é mais uma da parceria de Toby Gad, Madonna e Diplo. Envolvente, a faixa não é a melhor do álbum como outros hinos, mas o refrão que tem uma influência de uma cítara e nos remete ao ocidente é sensacional. A citação “Se renda ao prazer” me fez lembrar da era Erotica, onde Madonna não poupou na sensualidade e nos incita a fazer parte dessa noite que será a melhor de nossas vidas.

Veni Vidi Vici vem em forma de dobradinha, pois novamente é uma produção do trio queridinho do Rebel Heart. Toda integrada na batida do hip hop atual, Madonna vem contando um pouco de sua história. “Eu era destemida e tinha um sentimento que eu não posso explicar. Não ouvi o que as pessoas disseram. Vim, vi e venci”. Fazendo várias referências a suas músicas, Madonna nos leva a uma faixa constante e com uma batida ora electro, ora rnb. O rapper Nas complementa a música com um pouco de sua vida em um rap bem interessante, dizendo “Minha vida não pode ser comparada a de ninguém.” e mostrando que também venceu nessa vida.

E lá vem Madonna falar sobre seu assunto favorito! S.E.X. é sexy, claro! Falando sobre o que o seu parceiro deve fazer no ato, Madonna sugere que ele segura as mãos nela e tenha uma má atitude até então. Não tem como explicar, é Erotica com Bedtime Stories: “Sexo.. o que você sabe sobre sexo?” Depois de pegar fogo em S.E.X., Madonna quer que você se sinta arrependido e nos joga na cara com Messiah, uma balada onde ela diz que será sempre fiel, “Eu serei a noiva que é casada pela vida inteira”. Uma faixa que termina com batimentos cardíacos e finaliza com “Eu vou lançar um feitiço que você não pode desfazer, até você acordar e descobrir que também me ama.” Bom.. já não dá pra entender muita coisa. As vezes não dá pra levar a Madonna tanto ao pé da letra.

E enfim ela, a faixa título, REBEL HEART: Que fim trágico essa faixa levou! Quando Rebel Heart vazou na internet, foi amor a primeira vista. Claro que fiquei com receio no começo, mas por fim já estava viciado. Tinha uma batida electropop e com uma referência do pop sueco, tanto que jurei ser produzido pelo Aviici, mas na verdade é uma produção do também sueco, Magnus Lidehall. Quando saiu a versão final no cd, eu quis morrer. Eu até entendo a raiva que Madonna sentiu quando todas as músicas vazaram na internet sem ser finalizadas, mas custava deixar Rebel Heart do jeito que era? Enfim, para aqueles sortudos que não a ouviram, a faixa nada mais é que mais uma música nos moldes do Aviici e que já estamos saturados de ouvir. Beautiful Scars é outra que Madonna podia ter deixado de fora nessa versão finalizada. Com uma produção bem íntima e parecendo deep house, a faixa perdeu sua identidade que havia na demo, que na minha opinião soava muito mais a cara do Rebel Heart. A faixa ficou linda finalizada e super futurística. Me lembra muito da era disco e com uma pegada do Daft Punk. Mas eu iria gostar mais dela pop como era na versão vazada.

Queen é excelente, com uma produção impecável que tanto os arranjos quanto os vocais fazem da faixa ser uma das mais notáveis em questão de produção. Mas infelizmente não soa comercial em nenhum momento. Só consigo a imaginar em alguma trilha sonora de algum filme. Vem para mostrar que o álbum está acabando e sendo finalizado. Borrowed Time é uma produção de Aviici e podemos ver que o violão está de volta. Só que com um refrão fraco e nada memorável. Nem vou dizer que a demo é melhor pra não ficar chato, mas é que já que vai ter Aviici, que tenha a farofinha que ele faz né. Graffiti Heart é aquela música que Madonna tentou passar uma mensagem, mas nesse ponto ninguém se importa mais. O refrão tem uma batida intensa e elétrica, impossível não se render. Dá a impressão que essas últimas músicas do álbum só entraram porque a Madonna já tinha feito mesmo, não vejo novidade e nem comprometimento nelas. Estão ali só por estarem.

De repente um choro de criança com autotune invade o seu ouvido. É apenas Autotune Baby, outra música que Madonna vem trazer pro seu Rebel Heart. A necessidade de algo novo era tanto, que ela conseguiu pelo menos chamar nossa atenção em uma música ruim como essa. Me poupe, eu adoro o conceito mas me irrita um pouco essa criança berrando na minha cabeça. É como se a rainha estivesse mandando um recadinho pras “novinhas” que na verdade são todas bebês com auto tune. Mas a própria Madonna é uma das que abusa do recurso. Irônico!? Icônico! Rs

E pra finalizar com chave de ouro, Addicted que sim, é uma música que funciona como imã e quando você a ouve, dá vontade de ouvir o Rebel Heart todo novamente. Jogada de mestre? Talvez sim, pois é uma das que mais gosto. Madonna fala de quando se está em um relacionamento em que você fica viciado na pessoa e não quer abrir mão dela de jeito algum, mesmo ela partindo o nosso coração. No caso, nosso coração rebelde.

Madonna

Como disse, esse review precisava ser analisado e escrito com detalhes. Eram muitas músicas e muitos sentimentos, não dá pra simplesmente ignorar todo o trabalho que Madonna teve em preparar mais uma obra prima. No facebook o que mais vejo, são as insatisfações das pessoas com o Rebel Heart diante às demos que vazaram, tanto que alguns arriscam dizer que elas, os rascunhos, soam melhores que o álbum todo finalizado. E eu acho isso muito infeliz, pois assim como eu, preferir uma ou outra é até aceitável, mas desdenhar o trabalho todo é injusto.

Creio que Madonna preza que suas músicas soem diferentes, mesmo trabalhando com produtores tão saturados e com materiais já muito gastos. A Rainha do Pop consegue transformar cada proposta deles em algo que seja dela! Com seu toque de midas, as músicas vão sendo lapidadas de acordo com seu gosto e que fiquem com sua cara. Madonna não está fazendo um trabalho comum, está esbanjando qualidade e aceitando riscos. Criando algo novo e surpreendente de algo que estamos cansados de ouvir. É arte.

Claro que o mercado fonográfico já não é o mesmo de que quinze anos atrás, quando tudo que Madonna trazia se tornava algo relevante. Hoje ela entra na onda dos nomes populares da música e os molda de acordo com o trabalho que quer, sempre com a autenticidade de refrescar o showbizz.

Já deixo aqui registrado que esse trabalho de Madonna merece cinco estrelas pelo todo o engajamento que teve. Óbvio que eu não presenciei, mas imagino por ser fã e estar sempre acompanhando tudo que Madonna faz, cada trabalho que ela faz é sobre fazer história. Seja lá como, ela dá um jeito. Pois não existe outra que tenha feito um trabalho tão genuíno, moderno e percursor quanto Madonna. E também digo que se hoje existe tantas cantoras e espaço para cada uma brilhar, é porque ela preparou o terreno. Então se curvem à rainha do coração rebelde.

Uma despedida dolorosa para Glee

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Seis anos atrás, estreava o que viria a ser um dos maiores fenômenos mundiais e uma das minhas paixões mais intensas: Glee. Sinceramente, acho que não precisa contar a sinopse e sobre como a série foi crescendo até se tornar uma dos maiores sucessos da Fox. Criada por um time de peso como Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennam; Glee infelizmente chega ao fim esse ano com suas ilustres seis temporadas e duas outras do The Glee Project, e muitas lágrimas.

Minha história com Glee começou há quatro anos, quando conheci a série pelo Youtube enquanto assistia a performance deles de “Born This Way”. Por ser muito fã da Lady Gaga, virei o nariz na primeira impressão, porém lá no fundo algo me instigou a pesquisar mais sobre aqueles garotos. Foi tiro certo no meu pequeno coração! No mesmo ano, a Rede Globo comprou os direitos da série e era mais do que eu esperava, pois minha alegria era tanto que comecei a distribuir a “palavra” de Glee para todos meus amigos. Era como se eu tivesse a necessidade de mostrar a todos aquilo que tinha me encantado tanto.

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Não demorou muito e todos que eram próximos a mim, estavam infectados e se tornaram expectadores assíduos nos sábados de manhã da TV Globo. Contudo, logo dei um jeitinho de fazer meus pais assinarem Sky em casa e pronto; o vício realmente estava instalado. Estava viciado nos ataques de estrelismo da Rachel, no senso fashion de Kurt, no tempero latino da Santana, no sorriso bobo do Finn, na voz incrível da Mercedes, nas tentativas e chiliques da Sue e em cada uma das personagens. Eu vivi cada reviravolta daquela série, mais ainda porque ela veio em um momento difícil em minha vida e Glee fez seu papel: me animar e me fazer esquecer a tristeza que me rodeava.

Eu estava envolvido no enredo, e com os personagens de uma forma quase familiar, e somente quem foi, ou ainda é fã da série, sabe como é chorar com Kurt revelando a seu pai sobre sua sexualidade, com os conselhos do Mr. Schuester, com Sue quando conhecemos sua história juntamente com sua irmã ou então gargalhar alto da vilã conversando e planejando sabotagens com sua assistente Becky. Impossível não ter vibrado com a vitória na terceira temporada ou simplesmente sentir um buraco enorme quando o ator que atuava como Finn, Cory Monteith, faleceu.

Assistir Glee era vivenciar um turbilhão de acontecimentos e sentimentos embalados por versões viciantes de músicas que ganharam cada vez mais espaço no nosso coração. Contudo, a série sofreu sua grande mudança durante a 4° temporada quando se dividiu entre Lima, o local onde estava o colégio onde alguns alunos ficaram, e New York, onde parte do elenco se mudou após estarem formados. Lidar com toda mudança e ainda com a perda de um dos protagonistas principais da série na 5° temporada fizeram alguns fãs temer que a má qualidade do enredo e a audiência baixa fizessem a série ser cancelada. Mas pelo bem de uma nação de Gleek’s a série foi confirmada até sua sexta temporada, que é onde nos encontramos.

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Escrever sobre algo que você tem uma paixão tão grande como eu tenho por Glee é extremamente difícil, porque você tem que escolher momentos para citar, músicas para lembrar… Você convive durante anos com aqueles personagens, e você aprende com eles. Isso não é somente um post sobre o fim de uma série amada por milhares de pessoas é um tributo, um agradecimento e uma triste despedida de um fã que vai ter pra sempre em seu coração Glee como umas das melhores partes daquilo que ele se tornou.

Don’t stop believin’.

No iPod: Tove Lo – Habits (Stay High)

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Eu me considero garimpeiro da música pop atual, e eu estou sempre tentando ouvir coisas novas, sonoridades diferentes do que estamos acostumados no mainstream dos charts. Numa dessas minhas buscas em 2014, eu descobri a sueca Tove Lo de 28 anos. Nascida em Estocolmo, a moça já tinha composto canções para alguns artistas como Icona Pop, Lea Michele e Girls Aloud.

Habits (Stay High) foi a prova que ela não seria só mais um compositora que decide se jogar no mercado musical e simplesmente desaparecer. A sueca simplesmente tem mais de 17 milhões de visualizações com as duas versões do vídeo da música no Youtube. Com batidas e um letra totalmente chiclete, “Habits” está desde o meio do ano passado até hoje como uma das minhas executadas da minha playlist.

Com seu mais recente trabalho Queen of the Clouds, Tove Lo vem se consagrando no mercado internacional e contagiando todos com hits como o já citado Habits, Talking Body e Not on Drugs. O sucesso da moça é tão grande que rendeu até um evento entre os milhões de eventos fakes do Facebook nomeado “MUTIRÃO PARA STAY HIGH ALL THE TIME” que já conta com 24 mil confirmados.

Dê o play no videoclipe da música e prepare-se para ficar viciado na música, assim como eu.

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