Lista: 15 álbuns de 2015

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2015 foi um ano de crescimento. Profissional e pessoal. Foi um ano de decisões e questionamentos, de economia e de muitas contas para pagar. Teve muito rebuliço na política, na natureza e um blá blá blá carregado de insatisfações. Porém temos sempre que tirar o que teve de bom e lembrar o quanto fomos felizes.

Nesse ano muitas músicas embalaram o meu dia a dia e como não podia ser diferente, estou aqui quebrando meu hiatus para postar os álbuns que mais ouvi antes da virada do ano. Assumo que 2015 foi um ano que os produtos lançados não me cativaram tanto, pois olhando meu relatorio do Spotify, percebi que ouvi mais coisa lançada há algum tempo do que as novidades do ano.

Sobre a lista, decidi organizar por ordem de avaliação/audição/apego mesmo.

15º – Disclosure – Caracal

14º – Marina & The Diamonds – Froot

13º – Charli XCX – Sucker

12º – Lana Del Rey – Honeymoon

11º – Little Boots – Working Girl

10º – Love, Sax and Flashbacks
Fleur East
Continuando na vibe oitentista, Fleur East não venceu o X Factor 2014 mas conquistou o coração de muitos fãs durante sua passagem pelo programa. Um fato curioso sobre sua participação foi que ela conseguiu colocar seu cover de Uptown Funk no topo dos charts britânicos, posição essa que nem a música original tinha conseguido. Simon Cowell que não é bobo foi lá e fechou contrato com a garota e só vem colhendo bons frutos com ela. Seu álbum tem uma pegada retrô, jazz e pop. Ora lembra Jackson 5, ora lembra Whitney Houston. Deu pra entender o nível né? Estou apaixonado em todas e a cada hora me apego a uma música diferente.

Eu amo: Sax, Breakfast e Tears Will Dry
Música delicinha: Gold Watch

9º – The Original High
Adam Lambert
Pra quem me acompanha sabe que sou fã do Adam Lambert desde o American Idol e agradeço muito a Deus por ele não ter ganho, pois ele teve muito mais destaque que o vencedor. A cada álbum lançado é uma nova expectativa. Pensei que depois da obra prima Trespassing fiquei pensando que Adam iria se perder, mas não. Depois de uma turnê pesada com o Queen, ele voltou com um gás e maturidade. “The Original High” veio na medida e com uma pegada mais bruta, que percebemos o quanto o trabalho está coeso. E sem contar que mistura as referencias do glam rock com o electropop atual. Sim.. Adam arrasou mais uma vez!

Eu amo: Lucy, Another Lonely Night e Ghost Town
Música delicinha: The Light

8º – Breathe In, Breathe Out
Hilary Duff
2015 foi o ano dos comebacks. Uns sinônimos de sucesso, outros de esquecimento. Hilary Duff ficou ali no meio dos dois. Não vou mentir, mas até hoje não superei o álbum Dignity e acho um dos melhores da história do pop e toda vez que ouvia um burburinho que a loira iria voltar, criava aquela expectativa de um With Love 2.0… mas ficou só na vontade. Breathe In, Breathe Out veio redondinho e direto para as rádios. Uma delicia do começo ao fim, e me lembra muito o inicio de sua carreira (ainda como garota Disney) e senti falta de uma pitada de atrevimento. Mas não deixa de ter seu merecimento, e eu o ouvi bastante viu…

Eu amo: Sparks, Confetti e Stay In Love
Música delicinha: My Kind

7º – The Desired Effect
Brandon Flowers
Brandon Flowers (o crush ambulante de todo indie) decidiu lançar seu segundo álbum solo em 2015 e digamos que ele foi um dos felizardos em me deixar arrepiado. Com produção do gênio Ariel Rechtshaid (guardem esse nome pois ele foi responsável por quase 70% das produções boas de 2015), The Desired Effect veio com uma pegada retrô, tropical e oitentista que parece ter sido feito naquela época. Envolvente e cheia de músicas intensas pra cantar do começo ao fim. Impossível não se transportar para essa vibe criada pela “dupla”. Acertou em cheio, ainda mais por essa queda que tenho por 80s.

Eu amo: I Can Change, Can’t Deny My Love e Lonely Town
Música delicinha: Still Want You

6º – 25
Adele
Tem como falar de Adele sem exagerar e encher a gata de elogios? Não né. O comeback mais esperado dos últimos anos veio carregado de emoção e com vontade de marcar presença. Feliz e realizada, Adele não se sentiu a vontade em se apegar nas mágoas que veio transformando em música e nos trazendo hits poderosos. Para se encaixar mais à sua realidade, ela decidiu fazer as pazes consigo mesma e o resultado está aí. Um album menos denso e mais suave, porém potente e cheio de emoção. Confesso que me arrepio quando o ouço e só ficou aqui porque não o ouvi tanto por ter saído a pouco tempo. Mas será um album que vou ouvir muito em 2016. Hello, Grammy!

Eu amo: Remedy, Water Under The Bridge e When We Were Young
Música delicinha: Send My Love (To Your New Lover)

5º – Rebel Heart
Madonna
Se esse álbum não tivesse vazado antes do tempo, vazado todas as demos e tivesse singles melhores aproveitados, eu creio que ele seria o 1º da lista. Mas não, Madonna me decepcionou um pouco e acabei me apegando a outros trabalhos. Engraçado que Madonna foi a que mais ouvi nesse ano, mas por conta de Bedtime Story, Erotica e Confessions. Ouvi bastante o Rebel Heart, tanto que enjooei. Essa necessidade da Madonna em se reinventar a transformou em sucateira. Jamais que Diplo e Aviici são novidades e vamos combinar que o som deles já está bem saturado. Enfim, há músicas maravilhosas e o trabalho está impecável como sempre. Só nos resta deixar o respeito à rainha…

Eu amo: Addicted, Veni Vidi Vici e B*tch I’m Madonna
Música delicinha: Holy Water

4º – Reflection
Fifth Harmony
Que hit vocês mais dançaram na balada? Eu tenho certeza que foi Worth It!! Impossível não tenha quem não conheça as Fifth Harmony, pois 2015 foi o ano delas. Vindo da franquia do X Factor, as meninas não ganharam a competição, mas novamente Simon Cowell foi lá e abocanhou as gatinhas para seu selo. E nem precisa dizer que virou sucesso na mesma hora né? Donas de hits que ouvimos o ano todo, elas nos conquistaram e foi o álbum que mais ouvi junto com os abaixo desse. Com uma pegada pop atual e com uma pitada dos anos 90 que lembra Mariah Carey, Reflection é um álbum dançante e que anima em qualquer hora do dia.

Eu amo: Worth It, Body Rock, Sledgehammer, Reflection, Bo$$…
Música delicinha: Like Mariah

3º – Conchita
Conchita Wurst
Quando falamos Conchita, todo mundo já lembra da belissima “mulher” barbada com um vozeirão de arrepiar né? E depois do sucesso estrondoso causado em 2014, ela voltou e lançou seu álbum debut. Infelizmente não teve uma divulgação maciça mas eu confesso ter me apaixonado por todo o trabalho, do começo ao fim. Quem leu o review, percebeu o meu extase a cada faixa. Mas a qualidade e produção do álbum é impecável. Se você não ouviu, corre no Spotify e ouve. De tanto que eu ouvi, consegui viciar meus amigos também e que ficaram impressionados.

Eu amo: Firestorm, Somebody To Love, Up for Air, You Are Unstappable…
Música delicinha: Out Of Body Experience

2º – Cry Baby
Melanie Martinez
Estava cansado de Florence, Lana e Marina… Exausto! Aí surgiu Melanie Martinez e eu fiquei com mais preguiça ainda. Aquela aparencia de um “bebê” dela me deixava irritado e criei um bloqueio conta ela. Todo site, página, rede social só falava dela. Só teve uma solução: aceitar!! Depois de muito torcer o nariz pro Gabriel (meu amigo e colaborador do blog) até um dia ouvir o álbum de cabo a rabo e ficar preso na atmosfera criada. Claro que não foi de primeira, mas me envolvi com os instrumentos, digamos, exóticos de suas músicas. Que delicia, fiquei encantado. E é um dos únicos que ouço inteiro sem querer mudar de música. Não sei que macumba ela fez, mas amei muito esse trabalho.

Eu amo: Carousel, Dollhouse, Cry Baby, Sippy Cup, Pity Party, Soap…
Música delicinha: Pacify Her

1º – Emotion
Carly Rae Jepsen
Socorro, que álbum é esse? Meu Deus!! Sou apaixonado em TODAS as faixas. Que delícia de vibe.. pop genuíno e o melhor: com sintetizadores e pegada 80s. Chego a ser chato né? Mas vocês não tem noção do quanto eu amo essa batidinha mais forte das baterias e esses instrumentais mais agudos. E vamos combinar que ninguém esperou que a Carly iria “vingar” desde o seu viral hit Call Me Maybe e está aí, um dos melhores do ano. Quando saiu I Really Like You eu amei no mesmo momento e torci muito para ela bombar novamente. Mas passou meio despercebido mesmo tendo Tom Hanks e Justin Bieber no clipe, aff. Ai ela veio com All That como single e eu quis morrer. Já ia a enterrar, quando o álbum saiu e foi amor a primeira “ouvida”. Que perfeição!! A voz bem suave dela a sonoridade pop do álbum nos faz ouvir sem perceber que acabou. Mas não tiro o merecimento ao timaço que ela juntou para esse álbum. Só alto escalão, tipo Greg Wells, Josh Ramsay, Ariel Rechtshaid e os hitmakers Greg Kurstin e Shellback… e até a Sia botou o dedinho dela. Digamos que Emotion foi o 1989 de 2015.

No mais, só deixo aqui o meu registro desse trabalho que precisa ser glorificado de pé!! Parabens Carly!! Obrigado por não desistir… mas na próxima vê se acerta nos singles 😀

Eu amo: Run Away With Me, Emotion, I Really Like You, Gimmie Love, Boy Problems, Making Of the Most The Night, Your Type, LA Hallucination, I Didn’t Just Come Here To Dance ?…
Música delicinha: Warm Blood


DESTAQUE: BANG
Anitta
Sempre fui mais ligado ao pop internacional e nada que saía da nossa terra tunipiquim eu dava muita atenção. Mas aí surgiu Anitta com uma vontade de ser diva, que fez o dever de casa tão certinho que conquistou um espacinho na música brasileira. Só que a menina cresceu e se tornou potência. Sua notoriedade e musicas animadas que bombam em festas e shows pelo Brasil todo, conquistou o ouvido de gente que torcia o nariz (eu) e fiquei impressionado com o novo álbum todo. BANG é minha música favorita do ano todo, isso não é segredo, mas gostei que ela não se despreendeu do funk totalmente e ainda ouvimos a batida e alguns pontos de funk nas músicas. Fez um álbum pop que eu vejo todas as faixas na radio e nas festas tranquilamente. Todas com um apelo sexy e com uma batida dançante.

E seu video viral de Bang está bombando no mundo inteiro e já passou dos 75.000.000 (e contando) e conquistando mais fãs no mundo todo. Aceita que dói menos.. Anitta é a poderosa de 2015!!

Eu amo: Bang, Atenção, Parei e Gosto Assim
Música delicinha: Cravo e Canela

Sei que não citei Selena Gomez e nem Demi Lovato, mas foi que seus álbuns são maravilhosos mas não consegui me preender neles. O mesmo digo da farofagem da Ellie Goulding que fez um álbum só com faixas fillers. Queria ter dado mais destaque à Lana Del Rey, a Marina & The Diamonds e até Florence + The Machine, apesar de ser incríveis, ouvi pouco (quase nada no caso da Flo), deve ser por razão de eu estar a procura de coisas novas. Enfim, esperei ansiosamente por Rihanna que nos enganou o ano todo, porém nos deu a brilhante Bitch Better Have My Money. Achei que Grimes escorou muito no pop e o que a deixava interessante e diferente, sumiu e ela acabou parecendo uma Charli XCX loira. Amei os álbuns das drags Violet Chachki, Miss Fame e Alaska Thunderfuck!! Achei tendência o som da Allie X e estou esperando por mais exposição na mídia. A Banda Uó trouxe um álbum interessante e bem safadinho. Janet Jackson me fez dormir com o comeback dela. Queria ter amado mais o álbum das Little Mix, porém achei que faltou algo ali.

Menções Honrosas á:
Ariana Grande – Focus
Drake – Hotline Bling
Inês Brasil – Make Love
Karol Conká – Tombei
Tori Kelly – Should’ve Been Us

E para você?? Qual são os melhores deste ano??

Review: “American Horror Story: Hotel”

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Na ultima Quarta Feira (07 de Outubro) O Hotel Cortez abriu suas portas para milhares de Fãs da série de Horror criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk, que cada ano trás consigo um tema novo. Mas vamos deixar as explicações técnicas por aqui, afinal nosso intuito é falar única e exclusivamente sobre quais foram as impressões ao episódio da abertura da quinta temporada de American Horror Story : Hotel.

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Michael Goi Diretor de Fotografia de AHS fez um trabalho excelente, tudo é magistral e evoca um espírito Anos 30, que é arquitetura totalmente Art Deco que serviu de inspiração para a construção do cenário. Como já citado em entrevistas o tom vermelho preenche os ambientes deixando todo o clima e as cenas com um traço claustrofóbico e angustiante, mas ainda sim exuberante e encantador. No quesito, Fotografia, Arte e Cenário eu não podia esperar mais de uma equipe que sempre constrói cenas Memoráveis como O Portal Demoníaco de Freak Show e a Academia para Excepcionais Jovens Garotas da Madame Robichaux.

As performances não decepcionaram, ainda que boa parte do Elenco ainda não tenha dado as caras, Checking In foi um episódio que trouxe uma introdução inexplicável para Sarah Paulson e sua personagem Sally, quem acompanha a série sabe que é a primeira vez que vimos um personagem com densidade e potencial sendo retratado por Sarah que não fez por menos e me deixou arrepiado a cada aparição, seja na cena aterradora no Quarto 64 ou quando contracenava com Iris personagem de Kathy Bates. Falando em Kathy Bates, podemos ver um pouco mais sobre ela e seu passado, a veterana não decepciona no aspecto atuação, que pra mim teve seus momentos mesclados de suas ultimas personagens na série, não demonstrando nada novo, mas ainda sim sendo impecável. Lady Gaga por sua fez, me trouxe uma atuação positiva, como eu já esperava ela seria um símbolo estético na série, que faria da suas expressões, cenas chocantes e aparições parte de sua atuação. Contudo quero ressaltar o fascínio que Lady Gaga traz com sua personagem Elizabeth, algo que Jessica Lange fazia bem com suas personagens, elas transitavam entre a tênue linha do assustadora e doce. Algo que a Condessa fez excepcionalmente bem nesse primeiro episodio, contudo o que me preocupa em relação a atuação de Lady Gaga é ela ficar escorada numa personagem que seja estética e simples, sem grande diálogos e de certa forma “presa” dentro de um clichê. As demais atuações foram bem medianas, e sem grandes performances, algo que eu já esperava, e que não me chamou muita atenção.

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O Figurino é um espetáculo a parte em TODAS as temporadas, Lou Eyrich é a guru Fashion dos universos criados por Ryan. O desafio desse ano seria como dar um destaque a determinados personagens com uma figura fashionista tão imponente como Lady Gaga no Elenco? A resposta foi dada com figurinos extremamente bem montados com o da já mencionada Sally, outros detalhes como os óculos imensos de Iris e suas roupas em tons pasteis, as botas de Donovan, os ternos combinados dos filhotes da Condessa e para completar e enriquecer o clima psicótico e sensual da série os conjuntos das serviçais foram um show a parte. A surpresa veio com a mais bela e excêntrica criatura do Hotel Cortez: Liz Taylor, personagem Crossdresser de Denis O’Hare que tem um figurino excepcional, posso dizer quase mágico, suas cenas por mais sucintas e pequenas, foram um banho a qualquer amante da Moda que reconheceu referencias da atriz que da nome a personagem e se banhou na graça e elegância que Denis acrescentou a personagem, sabe-se ainda que ele teve ajuda da Drag Queen Alaska Thunderfuck para construção e detalhes da sua personagem .

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No quesito trilha sonora eu não fui surpreendido por nada, era de se esperar que musicas com uma pegada rock – punk, e outras mais vintage relacionadas com hotel ou algo que remetesse a temática e entoassem a estreia.  Como o esperado o episódio teve nomes do Rock como The Sisters Of Mercy,  Joy Division e She Wants Revenge entonou a cena auge de Gaga. Por outro lado tivemos nomes como Benny Goodman Trio e Petula Clark ponderando e suavizando a atmosfera “dark” instalada pelo resto da trilha sonora. Eagles encerrou o episódio com Hotel California um final a altura e deixando um gostinho de quero mais na boca de todos.

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Construir um enredo que instigue, provoque, excite, transtorne e fascine é a habilidade que fez Ryan e sua equipe ter 5 Temporadas de uma série bem premiada e com números de audiência bem satisfatórios. Hotel fez bem em seu primeiro episódio mostrou a ponta do Iceberg de cada conflito que vai se desenrolar e desenvolver dentro do Cortez, um terror psicossexual com tons escuros e uma vibração sexual e sangrenta que preenche todo ambiente. Tivemos uma amostra das figuras de Terror dessa temporada: O Assassino dos 10 Mandamentos e do Demônio do Vicio foram a encarnação do que a série terá que oferecer de mais macabro. As críticas estão escancaradas a cada corredor do Hotel e não precisa ir muito fundo pra saber que teremos o Vício como o centro de tudo isso. Famílias desestruturadas e necessidades físicas e emocionais a serem supridas acompanham a grandiosidade de um enredo que remete aos melhores momentos de todas as temporadas da série.

O primeiro episódio dentro do Hotel Cortez foi como descer o primeiro degrau à um escada diretamente para o coração demoníaco da construção. Com referencias a clássicos do cinema, e casos reais de locais assustadores, Hotel possui uma embasamento profundo e atormentador. Em uma temporada em que o vício foi posto em questão você só pode se entregar a ele e se deliciar com o que o Hotel Cortez e Lady Gaga tem guardado para você este ano.

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5 Motivos para começar a assistir American Next Top Model

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Eu quero trazer algo que eu amo para o Fruto Proibido dessa vez: America’s Next Top Model. Trata-se de um dos maiores shows da atualidade, simples, com participantes e uma produção impecável. Comandado por Tyra Bank, o America’s Next Top Model ou ANTM busca encontrar entre um grupo de garotas, uma que se destaque e que possua talento e esforço para evoluir junto com a competição.

Cada Temporada é nomeada de Ciclo e possui de 10 a 14 garotas com os mais diferentes tipos de belezas. Assim que elas chegam ao programa e são selecionadas, elas passam por uma transformação inacreditável para ter uma estética que se adéque ao meio Fashion. Após suas fotos inicias elas passam todos os episódios vivendo juntas e fazendo sessões de fotos com os mais variados conceitos e desfiles, para que, seu caminhar seja elevado a de uma super Model Veterana, como a Apresentadora e Mentora do programa.

Com bordões próprios, prêmios, reviravoltas cheias de drama, comédia e muito glamour ANTM é um show vasto, com tantos momentos e ciclos inesquecíveis, totalizando 22° com o que começara esse mês. Lógico, o show sofreu mudanças aos longos de suas duas décadas na TV, mas ainda é um grande sucesso por todo mundo, tendo versões por Austrália, Inglaterra e até uma versão Brasileira. Se você está nos EUA pode acompanhar a Tyra comandando seus modelos através do canal CW e, aqui no Brasil, o programa é exibido pela Sony.

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Com um Ciclo estreando ainda esse mês, eu resolvi colocar meus 5 motivos prediletos para que eu lhe convença de que vale a pena conferir esse show, que é um marco na cultura e na TV americana.

1 – Tyra Banks.
“Mas, o motivo de eu assistir o show é a apresentadora/criadora dele?” Sim!! Tyra teve uma super carreira, com apenas 17 anos ela seguiu para Paris, onde conseguiu chamar atenção de várias grifes por sua presença esmagadora na passarela, tal feito fez ela ser cogitada para 25 desfiles, número recorde para uma iniciante. Foi a primeiro modelo Afro Americana a ser uma Angel da Victoria’s Secret. Mas, ela no show se mostra uma das pessoas mais queridas, inteligentes, extrovertidas de todos os realities que eu já vi. Ela protagoniza momentos em mostra ser tão grandiosa e acolhedora e que realmente se importa com as competidoras, mostrando como se portar, desconstruindo preconceitos e deixando todos encantados por sua personalidade magnética e graciosa.

2 – Jurados e Mentores.
Bem, a lista de Jurados e Mentores que ajudaram Tyra a construir o show é bem grande, mas, vale a pena ressaltar alguns nomes como Janice Dickinson, Paulina Porizkova, Kelly Cutrone e André Leon Talley que são meus preferidos durante toda a história do show. São personalidades do meio Fashion, que tem um vasto conhecimento, e, como eu gosto de chamar, os “Gurus” da Tyra. Sem eles cada brincadeira, ou até mesmo climão não seriam os mesmos. Eles são parte essencial da decisão e desenrolar do programa.

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3 – J. Alexander.
Se existe alguém abaixo de Tyra Banks essa pessoa é Miss J. Uma mistura de glamour, excentricidade e uma das personalidades mais incríveis do show. Conhecido como “Queen of the Catwalk”, Miss J é um Coach de Passarela e auxilia as garotas com seu jeito atrevido, impiedoso, sua extravagância natural e cheio dos trocadilhos que são sua marca registrada. Ele acompanhou Tyra no ANTM em todos os ciclos, sendo jurado no 5° Ciclo e depois voltando em 2014 no 21° e permanecendo por mais um ano.

4 – Makeovers.
Como eu disse anteriormente, o casting de cada ciclo é extremamente variado. Cada garota possui uma beleza extraordinária e única. Contudo, o meio Fashion pede que os Modelos sejam verdadeiros camaleões e, sabendo disso, Tyra faz o famoso “Makeover”. Ela propõe que os participantes do programa passem por uma mudança no visual em que é supervisionada e busca elevar o potencial de todos. Ver as mudanças e como cada concorrente reage perante elas é verdadeiramente delicioso.

5 – Sessões de Fotos.
São 22 Ciclos, centenas de participantes, da pra imaginar quantas sessões de Fotos foram pensadas e executadas durante todo o show? Todas sendo diferenciadas e buscando trazer um conceito ou algo que os modelos pudessem encontrar num futuro em suas carreiras, enquanto modelassem. Foram sessões de fotos incorporando celebridades, em pontos turísticos, em condições climáticas diferenciadas, com modelos extremamente importantes. É incrível ver como eles se superam cada vez mais em cada desafio.

Foram só 5 motivos correto? Foram Poucos? Sim, esse é o intuito, lhe dar uma prévia do que com certeza vai lhe fazer vibrar e torcer a cada episódio. ANTM é um clássico e agrada as mais variadas pessoas, sendo citado em livros como A Culpa é das Estrelas e O Diabo Veste Prada, servindo de bases para outros shows como RuPaul Drag Race, e ainda, colocando profissionais incríveis no Mundo da Moda. O Ciclo 22 começou dia 05 de Agosto, e, se quiser uma dica, existe um site Brasileiro que é o America’s Next Top Model BR, que legenda todos os ciclos e os disponibiliza gratuitamente para os Fãs, além de trazer conteúdos sobre tudinho relacionado ao universo do show. Pois bem, basta agora você decidir se vale ou não a pena dar uma chance para Tyra e seus modelos impecáveis invadirem sua casa e torna-lo mais um amante da série assim como eu.

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Review: Florence and The Machine – How Big, How Blue, How Beautiful

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Florence
Nota: 5,0
    Artista: Florence + The Machine

    Álbum: How Big, How Blue, How Beautiful

    Gênero: Indie

Do meu ponto de vista existia uma certa expectativa sobre como o terceiro álbum da banda seria, com “Lungs” seu primeiro álbum lançado em 2009 e seu seguidor “Ceremonials” em 2011, Florence Welch e seus musicistas criaram o que eu diria como uma “dupla imbatível” no cenário Indie Pop. Eles misturavam elementos como harpas e tambores e trouxeram letras místicas, ritualísticas cheias de magias e escuridão que sustentaram singles imortais da banda. Em junho de 2015 o manifesto de liberdade e nudez da cantora foi lançado: How Big, How Blue, How Beautiful. Senti que Welch tinha se livrado de seus demônios, de suas amarras, estava orgânica, intimista e voraz por mostrar ao mundo suas novas musicas.  As metáforas, a magia ainda está aqui, contudo existe uma “rainha pacífica” por trás de todos esses elementos.

A primeira faixa que abre o álbum é Ship To Wreck um Pop Rock cheio de cordas que praticamente lhe evoca a dançar, com batidas e elementos clássicos da banda a cantora lhe deixa em meio ao um conflito em que está cheias de indagações. É uma música libertadora como se lhe preparasse para a viagem que é apreciar todas as demais musicas.

What Kind of Man traz aquela intimidade já dita, um amor que é capaz de transpor as décadas e seus sentimentos expostos faz da musica uma grande confissão acentuada por trompetes e guitarras seguindo uma pegada próxima a da faixa anterior. How Big, How Blue, How Beautiful que traz o titulo do álbum foi inspirada no céu de Los Angeles: imenso, vivo, lindo, são as exatas palavras que são aplicadas na musica. Os vocais são emersos numa calma em cada refrão e sua banda os eleva com uma sinfonia simplesmente magistral.

Queen of Peace traz vocais que dão ideia oposta ao nome da faixa, agressivos, latentes. Sua voz é crescente no refrão e contra balando as metáforas por toda a faixa. Seus ensinamentos e sabedoria de uma rainha é quase palpável, fazendo uma das melhores musicas de todo o álbum.  Various Storms & Saints é uma música regada de uma guitarra envolvente, com tons mais sombrios sem a presença de muitos elementos sonoros. As vísceras sentimentais da cantora estão expostas, é uma faixa cheia de dor e remorso, reforçando aquele toque intimista que é presente em quase todas as musicas.

Intensa, cheia de ira Delilah é inspirada na história bíblica de Sansão e Dalilah, a letra emana um amor cego e intenso (Enforcada, pendurada em seu amor Aguente firme, desligue, é tão rude). Com vocais espalhados, mas, bem organizados e uma instrumental energética, é uma das faixas mais dançantes do álbum. A guitarra da às caras novamente em Long & Lost com sua função de criar essa esfera particular na musica autoral, em quem regressa e procura por encontrar o mesmo conforto do qual um dia deixou. Os tons mais sexuais, sombrios e batidas mais compassadas são responsabilidade de Ester Dean que assinou faixas de grandes nomes.

Caught a oitava faixa do álbum possui um som mais leve, que se destaca no meio de toda a intensidade das demais musicas. É como se pudéssemos ver a aura de Florence, em meio aos seus vocais e que ela realmente se fizesse presente em cada sentimento da letras cheias de sentimento e dor. O misticismo volta com suas metáforas e sua batidas errantes e libertadoras em Third Eye. Uma das faixas mais completas de todo álbum em minha opinião, com uma letra que traz o melhor da senhorita Welch, a magia presente em cada melodia e uma letra que lhe impulsiona a sair do comodismo e escuridão, ela nos convida a experimentar de uma transformação em que o tributo é deixar todo o seu “eu” antigo para trás.

Uma das faixas mais lindas e, contudo extremamente pesada e obscura é St. Jude  sua declaração de desistência sobre um sentimento que lhe sugou de forma completa. Uma faixa com vocais simples muito bem construídos, trazendo uma harmonia ainda maior com instrumentos como o Órgão. Seu pequeno clamor à São Judas Das Causas Perdidas, trás algo sacro para a musica e a torna ainda mais emotiva e dolorosa. Mother com uma produção e um som mais experimental tem uma produção muito mais pop e eletro-dançante, alguns elementos psicodélicos e uma batida totalmente descompromissada é uma musica que trás certo fôlego para a intensidade das ultimas faixas.

Na versão Deluxe temos Hiding que é de longe uma das minhas letras preferidas do álbum, suas melodias leves mais ainda sim vibrantes são um deleite quando entoadas pelos vocais da cantora que são simplesmente deliciosos, nessa altura do álbum você só pode se sentir agradecido por uma musica que traz uma simplicidade e vigor que está presente em todo álbum. Make Up Your Mind mostra o caos de Florence, mostra que tudo ainda está pesado, sua melodia é elétrica e com vocalizações como (Make Up Make Up) que se entende por todo refrão, dançante e metafórica é uma musica que só reforça a sonoridade que foi apresentada em todo álbum.

De longe Which Witch é um pedaço de Ceremonials no novo álbum, ela emana uma divindade que foi subjulgada pela nova sonoridade nesse álbum, uma musica em que apresenta a força magnânima de toda sua orquestra. A letra é quase assustadora no quesito intensidade, e traz certa voracidade emoldurada pelas metáforas de uma bruxa em julgamento.  A musica era o plano original de Welch para seu terceiro álbum musicas que captasse totalmente uma Bruxa e toda dor e sofrimento de suas irmãs durante a inquisição. A potencia vocal da cantora chega no seu ápice para mim nessa musica: a explosão, as repetições, vocalizações, vocais ritmados e crescentes finalizam a versão Deluxe de forma completa e imensamente satisfatória. As outras duas musicas que estão presentes são versões não finalizadas das já mencionadas Third Eye e How Big, How Blue, How Beautiful.

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2015 se mostrou uma surpresa quando trouxe esse álbum, Florence and The Machine está se transmutando, está aberta, exposta. Canta sobre como é sua caminhada, sobre suas lamentações, sobre suas sombras, ela te obriga a dançar com novos arranjos musicas e faz de sua nova sonoridade um ato de fúria e arte. How Big, How Blue, How Beautiful é a transmutação não só de Florence Welch, mas de toda sua banda, partindo para um plano onde o Pop Rock e o Folk Místico se unem em um dos maiores vocais e fenômenos musicais da atualidade.

 

 

Michael Jackson: minhas musicas favoritas

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Hoje é um dia especial! Por mais triste que seja, hoje é dia de relembrarmos o legado do talentoso, inesquecível e único: Michael Joseph Jackson. Não seremos tristes, não queremos lágrimas, não queremos dor nem sofrimento nesse post, queremos relembrar um pouco daquela alegria contagiante que as musicas e apresentações de MJ nos traziam e ainda nos traz.

Cresci ouvindo Michael, mas só quando comecei a criar uma própria personalidade musical que tomei ideia do quanto imensa era sua arte e sua expressão. Desde sempre o vejo como uma inspiração pessoal, profissional e artística. Suas musicas me acompanharam a minha vida desde então, quando preciso escrever uma simples matéria para o blog ou quando preciso afastar os maus pensamentos e ter um bom momento.

Minha pequena homenagem, será um singelo tributo para esse dia que marcam seis anos que ele se foi e nos deixou com imensa saudade do talento excepcional que corria em suas veias. Pois bem vamos ao meu Top 10 Musicas Preferidas do Rei do Pop:

10° – Remember The Time

Canção do álbum Dangerous e lançada como single em 1992, tem um clipe incrível com direção de um dos melhores diretores da época: Jonh Singleton. O clipe tem a presença de alguns famosos como Eddie Murphy e Magic Johnson e tem uma das coreografias de tirar o fôlego.

9° – P.Y.T. (Pretty Young Thing)

Pra mim é uma das musicas mais deliciosas da “Bíblia do Pop” Thriller! Os sintetizadores e o refrão chiclete fizeram de P.Y.T uma das musicas que eu mais cantarolei na minha vida. Ela foi lançada como single em 1983 e relançada em 2008 no Thriller 25th com Will.I.Am. Meu detalhe preferido sobre essa musica é que poucas pessoas sabem é que ela tem backing vocals de Janet Jackson e La Toya Jackson. Não é demais?

8° – Black or White

A mais icônica para mim! Com um vídeo ainda mais polemico, contudo extremamente incrível, lançado em 1991 é o single mais bem vendido na década de 90. MJ era um transgressor, e Black or White demonstra isso. Quando ele escreveu a musica, seu objetivo era calar os boatos em que ele tinha clareado sua pele, quando na verdade o cantor sofria de uma doença que faz com que a pele perca a pigmentação original, chamada Vitiligo. O clipe ainda continha cenas de Michael dançando e destruindo comentários racistas, além de conter homenagens aos filmes como O Pecado Mora ao Lado e Cantando na Chuva.

7° – Liberian Girl

Ok! Nem todos são amantes dessa musica como eu. Contudo todos tem uma história com alguma musica do Michael e a minha é com essa musica. Ela me lembrava uma pessoa imensamente querida que me criou e que faleceu muito cedo, fazendo os versos terem muito mais sentido pra mim. Foi o nono e ultimo single do álbum Bad, lançado apenas na Europa e Austrália e seu clipe é responsável por juntar várias personalidades icônicas como Olivia Newton-John, Whoopi Goldberg, Steven Spielberg e Paula Abdul.

6° – Dangerous

Essa musica sempre funcionou pra mim, teria sido um 10° Single incrível, contudo muita coisa conturbou seu lançamento. Não consigo deixar de imaginar como seria o clipe da musica e como Michael construiria a estética das batidas com as palavras faladas. Dangerous é um dos meus álbuns preferidos de todos os tempos ele possui batidas sarcásticas, letras ousadas, falando de paranoia, racismo e solidão e a arte da capa, que é uma obra de arte a parte.

5° – This Is It

A partir dessa musica TODAS me arrepiam instantaneamente quando aperto o play. This Is It não é exceção, possui uma melodia que é tão agradável e relaxante e representa todo aquele choro que ficou preso na garganta quando ficamos sabendo que ele tinha se ido. É pra mim o último Adeus do Rei do Pop, é quase mágica porque mesmo cheia de triste ela é incrivelmente linda.

4° – Stranger In Moscow

Lançada em 1996, a canção foi um vício porque quando fiz 10 anos meu tio me deu minha versão física do single, e eu escutei tantas e tantas vezes que em um acesso de raiva meu pai escondeu o Cd e eu acabei o perdendo depois disso. A musica é delicada, com batidas tão viciantes, e que me trazem uma paz incrível. Segundo a crítica especializada foi um dos singles que consagraram Michael como ícone porque mostra como ele é capaz de fazer algo tão acolhedor mesmo nos seus momentos tão sombrios.

3° – Smooth Criminal

Essa música é um marco na minha infância, o ritmo, as batidas rápidas, os falsetes, e a voz de Michael, em seguido o vídeo que faz parte do seu filme musical Moonwalker que possui a segunda sequencia de dança mais incrível existe, um figurino impecável. Não tem como não se pegar vibrando como uma criança toda vez que eu a escuto, é literalmente um Hino.

2° – Beat It

Ganhadora de um Grammy. É um divisor de águas na história da música. Lançada em 1983, Beat It é um dos clássicos compostos por Michael e ainda tem um solo de guitarra eletrizante interpretado por ninguém menos, ninguém mais, que Eddie Van Halen, e foi um sucesso tão grande que inspirou Michael a criar outros hit’s com sonoridade semelhante. A musica se tornou um hino anti gangues, e o clipe lançou não apenas assinaturas clássicas de MJ, como as coreografias com dançarinos (cerca de 80 todos membros de gangues reais), como também eternizou a jaqueta de couro vermelha que ele usa como uma peça de desejo atemporal. O clipe recebeu vários prêmios se tornando referencia para as gerações futuras do mercado da musica.

1° – Thriller

Já era de se esperar certo? SIM, essa é minha musica preferida do rei do Pop entre outras tantas que eu poderia listar. Mas eu reafirmo a genialidade desse cara é algo que me fez ficar apaixonado desde titiquim. Lançada em 1993 foi o ultimo single do álbum de mesmo nome, alguns dizem que Thriller é mais um vídeo que uma música, mas eu garanto os dois são igualmente esplendidos e são protagonistas do legado imortal de Michael Jackson. O clipe possui um figurino e maquiagem incríveis, e a histórica coreografia que se tornou atemporal sendo homenageada em vários âmbitos, como Cinema, TV, Moda. A melhor coisa a respeito de Thriller é que uma musica cheia de elementos sonoros diferentes, e que poderiam ser cansativos mas que se completam e se tornam viciantes e nostálgicos ao ser ouvido por qualquer pessoa.

Termino minha pequena homenagem dizendo que Michael Jackson era alguém quase ritualístico, alguém de uma criatividade e talento imenso que irão transpor sua morte e o tempo. reforçando ainda mais o que ele sempre foi e será o nosso incrível Rei do Pop.

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