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Se você, assim como eu, é do tipo que passa horas na frente da televisão assistindo os seriados de comédia do Disney Channel sabe que o canal tem tradição em lançar artistas completos, em sua grande maioria. Justin Timberlake, Britney Spears e Christina Aguilera estão aí para provar isso. Com o tempo, porém, você também consegue notar que os artistas passam a deixar para trás o estilo “menina de família” e “bom moço” que o canal exige.

Como era de se esperar, o mais recente grupo de princesas Disney a deixar as origens de lado e assumir posturas completamente diferentes, foram as protagonistas daqueles que, para mim, eram as melhores séries do canal: Demi “Sunny entre Estrelas” Lovato, Selena “Feiticeiros de Waverly Place” Gomez e Miley “Hannah Montana” Cyrus. Elas deixaram os rostinhos inocentes, os cabelos comportados e as posturas do tipo “sou um exemplo para os adolescentes” para trás e assumiram suas posições como divas da música pop.

Demi Lovato A intérprete de Sunny Monroe na comédia “Sunny entre Estrelas” teve diversos problemas, foi para a reabilitação e acabou sendo o assunto favorito por um bom tempo, porém não da forma boa. Mas não há como negar, Demi tem muito talento. Depois de deixar os problemas para trás, lançou “Unbroken” e deu seu grito de vitória na ótima “Skyscraper”. Recentemente lançou “Demi” e fez história com um álbum tão maduro a ponto de fazer muitos de nós esquecer que ela veio da Disney. Demi “Really don’t Care” com o que falam dela.



Selena Gomez Talvez aquela que mais demorou para deixar o canal do camundongo para trás. Seu show “Feiticeiros de Waverly Place” foi o último dos três a ser finalizado e, nesse meio tempo, lançou seu álbum em parceria com o The Scene, que apesar de soar bom, tem muito do conceito Disney. Foi então que tudo mudou, ela deu um tempo, fez alguns filmes e voltou com o super bem comentado “Stars Dance”. A faixa “Birthday” é tudo o que queríamos dela, mas é em “Come and get it” que SG mostra o quanto pode ser incrível.



Miley Cyrus Sem dúvida a ex-Disney mais comentada do momento. A eterna Hannah Montana não quer mais ser lembrada como a garota que usava peruca e cantava country. Ela agora é a b***, agora é doida. Agora ela mostra língua, faz clipe sensual e nua, derrubando tudo com uma bola de demolição. Seu “Bangerz” superou de longe o antecessor que, ainda que tivesse um estilo diferenciado, ainda não era um desligamento total. Quando Miley lançou “We Can’t Stop” soubemos que Hannah havia morrido. “Adore you” foi a cerimônia de cremação.


Agora resta saber quais serão as próximas mocinhas a se rebelarem e darem seus gritos de independência. Enquanto isso não acontece, vamos aproveitando tudo que essas três poderosas acima tem a oferecer.


Andrei Santos
Querendo ser escritor. Sendo um pouco cineasta. Me formando jornalista. Gaúcho, leonino, 23 anos. O adulto com alma de menino, que ama música, cinema, séries, literatura e tudo que a cultura oferece.




GRAAC

Quem nunca pensou em histórias mirabolantes e nunca criou personagens que não existem? Eu pelo menos já fiz e muito isso na minha infância, e impulsionados com a criatividade dos pequenos, o GRAAC – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, decidiu fazer uma campanha com histórias impossíveis dos próprios pacientes de seu hospital.

50 crianças foram desafiadas a criar alguma cena mirabolante e surreal, para que outros 50 ilustradores as transformassem em realidade. O intuito era receber doações em quantias acessíveis e em troca, a pessoa recebia em seu e-mail um pdf reunindo todas as ilustrações e de acordo com a quantia, até desenhos bases com assinaturas poderiam ser ganhados em troca da boa ação. No final, todo lucro líquido será doado para o Hospital do GRAACC para que eles continuem fazendo o impossível todos os dias: lutar e vencer o câncer infantil.

A campanha “Fazendo o Impossível” fez tanto sucesso que bateu a meta de doações. E como prometido, já estão sendo divulgadas as historinhas escolhidas e as ilustrações de cada uma. Reuni umas das que saíram e que mais gostei até agora, incluindo a fofa ilustração do meu amigo, Vitor Martins, que me deixou imaginando a cena de todos os personagens de histórias infantis brincando de esconde-esconde.


A cena impossível que a paciente Gabriela, de 5 anos, inventou para o projeto foi encantadora: “Personagens de contos de fada brincando de esconde-esconde”. Por Vitor Martins.


O paciente Gustavo, de 10 anos, imaginou para nosso projeto uma cena bem complexa: “Baleia espanhola de 3 cabeças dando uma entrevista”. Por Gus Batts


O paciente do GRAACC Samuel, de 9 anos, foi um dos que não titubeou e foi bem claro quanto à sua cena impossível: “Um Opala com asas de avião turbinadas e cauda de helicóptero”. Por Adams Pinto


A Julia, de 7 anos, também paciente do GRAACC, imaginou para nosso projeto uma “Fada comemorando seu aniversário de 10 anos fazendo um churrasco na floresta”. Por MZ09


O paciente do GRAACC, Stefan, de 14 anos, imaginou um “Lulassauro tentando abrir um pote para pegar um biscoito-pérola”. Por Estúdio 2minds

Gostou? É só clicar aqui e se divertir na página da campanha no Facebook. onde o restante das imagens já estão sendo postadas. Aposto que você vai vomitar arco-íris que nem eu… E claro, não deixe de ajudar o projeto, milhares de crianças dependem da nossa doação. Apesar da meta já ter sido batida, não significa que as doações terminaram. Entre no site do Graac e saiba como pode ajudar.



Não é fácil ver outra série iniciar quando você já assiste mais de dez ao mesmo tempo. Porém, minha paixão pelo sobrenatural e a curiosidade de conhecer novos trabalhos falaram mais alto e me fizeram iniciar a saga de “Salem”, a nova atração da WGN America. E qual não foi minha surpresa quando percebi que tinha feito uma ótima escolha.

“A série é ambientada em Salem, nos Estados Unidos do século 17 e acompanha John Alden (Shane West), um guerreiro que retorna após sete anos e descobre que a cidade está em meio a uma grande histeria de bruxas, enquanto Mary, agora casada com um dos homens mais influentes da cidade e um amor do passado de John, é uma das principais e muito poderosa bruxa do clã. Em meio a isso, as bruxas conseguem colocar inocentes em seu lugar na forca, atitude essa que faz com que John e o reverendo Cotton Mather (Seth Gabel) decidam trabalhar juntos. ”

Confesso que no início da divulgação da série, algo que vi em diversos sites, não tinha grandes expectativas. Acreditava que seria mais uma daquelas séries sombrias que apela para a utilização de muito sangue, maquiagem de caracterização bem elaborada e efeitos incríveis para esconder falhas gritantes no roteiro. Okay. Existe um pouco disso sim, porém o enredo se desenrola de uma maneira tão bem amarrada que se torna impossível não se apegar.


Os comentários sobre o início da série eram de um começo maçante. Muitos abandonaram “Salem” antes do terceiro episódio. A realidade nisso é de que foi difícil se encontrar. E aí está o que valei no parágrafo anterior, o roteiro não iniciou tão bem e por isso os efeitos foram usados para apaziguar isso. Mas, quem abandonou, por favor, volte. A série deu uma guinada maravilhosa após o terceiro e o quarto episódio e melhorou muito.

Sempre digo que, quando uma série consegue te fazer se afeiçoar pelos personagens, você já está rendido. E é assim em Salem. Por mais que eu saiba que Mary não é do bem, não quero que nada de ruim aconteça a ela. Por mais que eu saiba que John deve ser o mocinho da história, a minha afeição por Cotton é maior, por ele ser incompreendido e não poder lutar contra um amor que só poderá lhe trazer problemas. Não. Não pensem que não tem partes irritantes. Tem. As aparições de Mercy (Elise Eberle), que no início eram de grande importância, mas que acabaram caindo na chatiação depois de um tempo.

Enfim, “Salem”, merece uma chance, não só pelo enredo, não só pelo elenco, não só pela história. Outras séries tinham tudo isso e não conseguiram ir longe, mas ela merece uma chance, pois pode te fazer se afeiçoar rapidamente. E, também, pela excelente abertura.

P.S.: A série encerrou a primeira temporada no último domingo (13), então você tem algum tempo para conhecer até a chegada do segundo ano.


Andrei Santos
Querendo ser escritor. Sendo um pouco cineasta. Me formando jornalista. Gaúcho, leonino, 23 anos. O adulto com alma de menino, que ama música, cinema, séries, literatura e tudo que a cultura oferece.




Todo mundo curte bastante as músicas novas que posto aqui e me pedem muito no twitter para apresentar mais e mais. Dessa vez resolvi escolher três músicas das que mais ouvi esses dias e postar na sexta, para que todos ouçam e dêem aquele gás no fim de semana. Não irei por os links para download, mas nada que uma googleada básica não resolva né?

Algumas musicas nem são novidades, mas não saem da minha playlist diária. Lá vem elas:

Ariana Grande – Break Free (feat. Zedd)

Depois do estouro que foi Problem, impossível não amar Ariana Grande que não me convenceu muito no seu debut Yours Truly, sendo até chamada de “nova” Mariah. Para mim já basta uma. Aí a moçoila se juntou a Iggy Azalea e deu uma sambada na cara de todos. Com sede de mais músicas assim, Ariana lança em parceria com Zedd a pop chiclete Break Free que permanece desde o dia que foi lançada intacta na minha playlist diária. Essa música é meio farofa, mas como resistir a esse refrão? “THIS IS THE PART WHEN I BREAK FREE…”

Nicole Scherzinger – Your Love

A gente tá cansado de saber quem é Nicole Scherzinger e sua persistência em fazer sua carreira solo alçar vôo. Ela tenta, tenta, tenta e vai parar na praia. Bom, pelo menos é assim em seu clipe, para a maravilhosa Your Love, que tem a fórmula para o sucesso: foi escrita e produzida pelo top produtor The-Dream, responsável por hits como Umbrella e Single Ladies. Mas se não der certo, é só rezar um pai nosso e tentar novamente. Pelo menos podemos esperar mais músicas boas como essa vindo de Nic Scherzy!

Chlöe Howl – Disappointed

Carne “nova” no pedaço! Descobri Chlöe por acaso, estava ouvindo as rádios do Last.fm r começou a tocar Disappointed. Resultado: fiquei apaixonado. Com apenas 19 anos, sua voz é uma mistura de Adele com Lorde e seu gênero musical é o pop rock britânico com synthpop. Diferente né? Porémesse mix todo é muito bom. Infelizmente (por enquanto) Chlöe não tem disco lançado, mas tem um EP que já estou ouvindo muito também. Vale a pena acompanhar!



Compositora ímpar, Sia guardou o melhor para si
em novo álbum e esbanja qualidade.

Sia
Nota: 5,0

    Artista: Sia

    Álbum: 1000 Forms of Fear

    Gênero: Pop

Sia pode parecer novidade, não querendo me gabar, mas eu já conhecia seu trabalho há um tempinho, bem antes de cair nas graças dos cantores queridinhos do momento. Apesar de estar na estrada desde 1997, seu reconhecimento mundial veio mesmo com as composições que entraram no Bionic, de Christina Aguilera e a partir dai a australiana foi só crescendo. E isso foi bom pra nós, claro, pois renovou toda uma geração, vindo hit atrás de hit e todos com a assinatura da moça.

A lista dos contemplados com músicas de Sia vai de Rihanna, Britney Spears, David Guetta, Jessie J á Kylie Minogue e Celine Dion, e por aí vai. Todos querem o toque de midas para suas carreiras e Sia que não é boba guardou o melhor pra ela e a gente pode conferir toda essa gama de qualidade no seu sexto álbum, 1000 Forms of Fear.

Desde 2010 venho ouvindo o We Are Born, seu último disco esporadicamente e percebendo o quanto Sia se manteve criativa e com sua essência melancólica usando ritmos alegres na nova fase. O álbum de 2010 é mais íntimo e menos radiofônico, sendo assim composto por letras aleatórias e sem um foco em especial. Já “Fear” mostra uma pegada mainstream e as músicas com potencial para o topo dos charts. Com letras mais centradas, Sia se junta com o produtor Greg Kurstin e juntos transformam emoções em um material coeso e surpreendente.

Quando lançou Chandelier, houve um momento de alegria e surpresa. A música é extremamente pessoal e com um refrão tão forte que não tem como cantar junto e soltar esse grito com ela. Depois de passar dias, semanas, meses no meu repeat, Sia nos agraciou com um clipe mais lindo e poético. Destaque para a pequena Maddie Ziegler, que arrasa como gente grande em uma coreografia pertubadora, porém linda.

O álbum segue mais sentimental com as baladas Big Girls Cry, Burn The Pages e a minha favorita, Eye of the Needle onde o refrão é matador. O timbre ousado e diferente de Sia mostra que nem sempre ter um tom suave é bonito. Cheia de expressão e meia preguiçosa, sua voz única faz dessa música uma explosão, sendo uma das melhores. Por todo o conjunto, claro.

Hostage lembra as músicas divertidas em que Sia tira de letra é expert em fazer e quebra o clima sentimental por um momento.
Mas nem demora muito e Straight for the Knife chega quietinha com um piano profundo e um arranjo suave, mas Sia rasga o verbo e faz parecer uma declaração, talvez de amor, talvez não: “Você foi direto para a faca, e eu me preparei para morrer”. Elastic Heart foi produzida por Diplo e tem participação do The Weeknd, tem como ficar melhor? Sim! A música foi trilha sonora do filme Em Chamas, da saga Jogos Vorazes e saiu antes de Chandelier. Logo, ouvi bastante e viciei durante um bom tempo. Seguindo na onda do electropop, vem em seguida a excelente Free the Animal que é inexplicável. Com influência retro, a batida oitentista nos envolve com um refrão chiclete e ecoante. Apenas ouçam e vejam o quão incrível Sia é.

Fire Meet Gasoline, Cellophane e Dressed In Black finalizam “Fear” com chave de ouro e voltam com o conceito profundo do álbum. Ambas falando sobre amor e todas com seus pontos altos, não há como falar o quanto Sia sabe aproveitar cada deixa. Cada faixa revela um lado de Sia e elas se encaixam. Sensacional!

Concluo aqui que 1000 Forms of Fear é um álbum que veio fazer diferente a meio tantos lançamentos fracos e sem estrutura musical. Sia tem bagagem e trabalhar com gente influente a tornou mais relevante. Fico feliz que ela não se perdeu e ao contrário, melhorou muito seu repertório deixando todas as músicas soando como hits prontos para o sucesso. Seu novo álbum mostra que ela não é mais uma pessoa de backstage e sim, uma artista que merece respeito, mesmo com esse drama em não querer aparecer e ser apenas um rostinho bonito. Gosto dessa personalidade forte e espero que esse álbum quebre recordes, pois se depender de mim, vou ouvir durante muito tempo.

Bom, esse foi a minha resenha. A cada dia que passa descubro mais pontos altos desse álbum, pois está impecável.
Se você não a conhece, por favor: ouça! Sua vida será muito mais bonita com ela.

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