Review: Madonna – Rebel Heart

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Rebel Heart
Nota: 5,0

    Artista: Madonna

    Álbum: Rebel Heart

    Gênero: Pop

2015 nem bem começou e o álbum que dominava o centro das atenções era o da rainha do pop, Madonna. Rebel Heart já vinha sido esperado desde o fim da MDNA Tour, onde Madonna já deixava rastros de que estava trabalhando com alguns dos produtores mais bombados do momento, entre eles Diplo e Aviici. Fato esse que começou a ser questionada sobre um novo trabalho e nada era confirmado. Usando sua conta no instagram, Madonna postava fotos que diziam sobre as faixas e algumas hashtags enigmáticas, como por exemplo #unapologeticbitch e #bitchimmadonna. Mas bastou uma demo cair na rede para que Madonna começasse a sua “era rebelde” muito antes do que imaginava.

Madonna sempre esteve envolvida com vazamentos de seu material, precisamente desde os anos 2000 (que me recordo) em que a música Music vazou na internet em uma qualidade baixa e porquíssima, mas mesmo assim quem tinha um computador com conexão naquela época podia ter a música ilegalmente. E quem a ouviu disse que Madonna simplesmente havia se superado e tanto que naquela década, a música nunca mais foi a mesma. Quando de fato Music foi lançada, o delírio dos fãs foi enorme e todo mundo queria ser musicalmente como Madonna, pois era novo e inspirador. Hoje, após quinze anos depois, Madonna foi exposta e do pior jeito que podia: todas as suas demos foram jogadas na internet e todo seu trabalho, que até então estava sendo trabalhado em detalhes, foi interrompido brutalmente e o feedback da rainha começou a vir daquele material não finalizado. E infelizmente, ninguém quis seguir seus passos e nem ouve muito delírio. Apenas caras entediadas e vozes debochadas.

Muitos dizem que o vazamento das faixas foi jogada de marketing para Madonna medir como as faixas soavam e a resposta de cada uma, pois já é tradição que todo álbum que Madonna pretende lançar, suas músicas sempre caem na rede muito antes do lançamento oficial. O FBI encontrou o hacker que fez o vazamento do material e o prendeu, nos mostrando que a coisa parecia ser mais séria do que pensávamos. Mas de nada adiantou, pois já tínhamos ouvido às músicas e tudo que ela estava guardando para trazer como “a novidade”. A assessoria da cantora acelerou o lançamento e fez uma jogada de marketing rápida: colocou as seis primeiras músicas que já estavam finalizadas para venda online e tentar reverter o prejuízo. Deu certo! Porém, para o azar de Madonna, um mês antes do lançamento o álbum vazou INTEIRO na internet e nem preciso dizer que a “internet” não esperava por isso.

Ouvi o álbum desde então e depois de muito ouvir, pensar, analisar, reanalisar e enfim concluir minha opinião, deixo aqui o que achei de cada uma e uma conclusão de todo o trabalho. Fico feliz que vocês tenham me pedido esse review, e peço que o leiam com bastante carinho, pois apesar de extenso, creio que vocês vão se divertir bastante.

Vamos lá?

Madonna

Living For Love foi a melhor música para começar o álbum e toda a nova era de Madonna. Aqui ela já começa a dizer que desprendida de tudo, ela vai seguir em frente e apenas viver por amor. Pra meio entendedor, meia palavra basta não é mesmo? O que me deixou mais admirado nessa música foi toda a produção envolvida, inclusive Diplo que saiu de sua zona de conforto e deixou o estilo “Major Lazer” de lado e criou um hit que varia de estilo e mostra quanto esse trabalho está renovado. O coral ao fim, finaliza a faixa house com aquela sensação de querer ouvir mais uma vez e sair dançando. Coladinha com Living For Love vem Devil Pray, que vem com uma pegada acústica e nem precisa muito pra saber que é uma produção assinada por Aviici, que deixa sua marca em todo o Rebel Heart. Confesso que apesar de estar cansado das produções dele, quase não percebo que foi ele quem a produziu, pois a faixa varia em filtros e alguns sintetizadores mais polidos. E sim, Madonna quer fazer o diabo rezar…

Posso chamar Ghosttown de baladinha? Linda e intensa, mas ao mesmo tempo elétrica, a faixa produzida pelo hitmaker Billboard não deixa a desejar e faz com que o refrão nos faz cantarolar com uma batida que Madonna fez questão de ter, para não esfriar tanto o clima do álbum até então. Falando sobre amor, a rainha faz um convite à sermos apenas duas almas em uma cidade fantasma. Mas a vibe reggae e o estilo próprio de Diplo toma conta quando Unapologetic Bitch chega. Como esse álbum é uma outra reinvenção de Madonna, é claro que ela iria se experimentar e lançar algo com a pegada reggae e nos fazer dançar ao mesmo tempo. E todos já estão avisados que apesar de as vezes soar meio narcisista, ela é uma “garota orgulhosa” que não pede desculpas e se arrepende. É o típico: “Vocês vão ter que me aceitar assim”.

Illuminati começa barulhenta, sem sentido e citando um monte de gente dessa geração que a mídia adora dizer que é Illuminati. E bom, isso é irrelevante até então, até porque Madonna só quer causar e fazer referência a eles todos, assim como fez em sua épica Vogue. Escrita e produzida por Kanye West, era certeza que essa música teria uma pegada eletrônica mixada ao rnb renovado que ele vem produzindo. “Querida, eu sou Madonna!” Bem, é essa mensagem que a rainha do pop quer passar em Bitch I’m Madonna, pois ela pode ser o que você quiser, até porque ela é a Madonna. Junto de Nicki Minaj, essa faixa me chama a atenção pois é uma produção genuína do Diplo e soa comum. O que destoa um pouco é a referência do “bubblegum dance” onde Sophie influenciou e deixou tudo que Diplo fez, soar o refrescante ao máximo. O feat. de Nicki é a cereja do bolo, mas as vezes eu prefiro bolo sem cereja, viu. Amo a Srta Maraj, mas essa parceria devia ter ficado no MDNA.

Hold Tight é uma das minhas favoritas, e não sei nem porque me identifiquei tanto com essa faixa, desde que eu sempre gosto mais das faixas barulhentas. Nessa música de motivação, Madonna só diz pra seguir em frente que tudo vai dar certo. E bom, existe mensagem de superação mais simples e melhor do que essa? Sim! Joan Of Arc, que é outra que eu amo desde que as demos vazaram e que se manteve o mais idêntica à vazada, continuando acústica e ganhando uma batida mais animada no refrão. “Até corações de ferro podem se quebrar”, e com referências sobre ser uma heroína incompreendida como Joana D’arc, ela não quer ter uma conversa sobre seu relacionamento, mas diz que mesmo o mundo caindo ela irá se reerguer. Imagina começar uma música com um verso polêmico de Mike Tyson? Sim, eu me arrepio com a ousadia de Madonna em colocar ele em uma música, quando na verdade ela já é a rainha de tudo isso. Iconic vem com aquela pretensão de falar em ser icônico e como ela mesma disse, Rebel Heart é um trabalho autobiográfico e a todo momento ela citará sobre sua vida e carreira. E vamos combinar que se fomos revisar toda a história pop, 50% dela será sobre a camaleoa que Madonna se tornou, ok? Chance The Rapper faz sua participação com um rap onde só complementa o que a música já frisou, até porque não basta ser uma super estrela… tem que ser inesquecível e ser um ícone!

Madonna

HeartBreak City chega apenas com uma voz incrível e um piano intenso com uma declaração dizendo: “Me cortou ao meio, me machucou um pouco… Você disse que eu era sua rainha. Eu tentei te dar tudo e agora você quer sua liberdade.” Sim, HeartBreak City é uma música sobre fim de relacionamento e como se fosse um acerto de contas. Madonna enfatiza que está em uma cidade dos corações partidos e que não é um lugar muito bonito. Uma balada impecável e na medida. É bom ouvir Madonna sem todos aqueles filtros e distorções. Uma faixa que ela fez para todos que tiveram seu coração partido. É o momento fossa do álbum. Mas não dura muito, pois em seguida vem Body Shop que se destoa de todas as músicas desse trabalho e nos faz lembrar da época em que Madonna fez “Hey You”. Apesar de não ser uma faixa que eu não ouço muito, Body Shop tem como base um banjo muito tímido e ao refrão uma batida que já estamos bem familiarizados. A faixa traz uma paz e nos prepara para o furacão que vem a seguir.

Provocativa e indecente, Madonna não está nem aí e vem trazer o assunto a tona mais uma vez. Com Holy Water, a rainha faz referências ao sexo e diz que apesar de sagrado, nada disso tem gosto de água benta. Escrita por Natalia Kills, a faixa tem algumas características de seus trabalhos. Outra alfinetada que Madonna dá nessa música é sobre as supostas rainhas que aparecem em seu caminho, querendo tomar seu “pódio” e que infelizmente, algumas coisas que ela tem (como talento) não se compra em lojinhas. Bem isso.. Essa mulher está impossível!

Inside Out parece ser uma faixa dos anos 80 que ganhou uma nova roupagem em 2015. Mas não é. A faixa produzida por Mike Dean é cheia de sintetizadores e passagens com base no hiphop que a deixam com uma cara renovada e com um vocal filtrado do jeito que Madonna adora e se garante. Wash All Over Me vazou junto de Rebel Heart, e desde então tinha outra produção. Para a versão finalizada, a música deixou a estrutura eletrônica e remixada para se tornar uma faixa mais calma, apenas com uma bateria que lembra aquelas bandinhas. E fiquei bem chateado, pois a faixa que era feita para dançar, se tornou uma balada morna e repetida. O que salva a seqüência é Best Night que é mais uma da parceria de Toby Gad, Madonna e Diplo. Envolvente, a faixa não é a melhor do álbum como outros hinos, mas o refrão que tem uma influência de uma cítara e nos remete ao ocidente é sensacional. A citação “Se renda ao prazer” me fez lembrar da era Erotica, onde Madonna não poupou na sensualidade e nos incita a fazer parte dessa noite que será a melhor de nossas vidas.

Veni Vidi Vici vem em forma de dobradinha, pois novamente é uma produção do trio queridinho do Rebel Heart. Toda integrada na batida do hip hop atual, Madonna vem contando um pouco de sua história. “Eu era destemida e tinha um sentimento que eu não posso explicar. Não ouvi o que as pessoas disseram. Vim, vi e venci”. Fazendo várias referências a suas músicas, Madonna nos leva a uma faixa constante e com uma batida ora electro, ora rnb. O rapper Nas complementa a música com um pouco de sua vida em um rap bem interessante, dizendo “Minha vida não pode ser comparada a de ninguém.” e mostrando que também venceu nessa vida.

E lá vem Madonna falar sobre seu assunto favorito! S.E.X. é sexy, claro! Falando sobre o que o seu parceiro deve fazer no ato, Madonna sugere que ele segura as mãos nela e tenha uma má atitude até então. Não tem como explicar, é Erotica com Bedtime Stories: “Sexo.. o que você sabe sobre sexo?” Depois de pegar fogo em S.E.X., Madonna quer que você se sinta arrependido e nos joga na cara com Messiah, uma balada onde ela diz que será sempre fiel, “Eu serei a noiva que é casada pela vida inteira”. Uma faixa que termina com batimentos cardíacos e finaliza com “Eu vou lançar um feitiço que você não pode desfazer, até você acordar e descobrir que também me ama.” Bom.. já não dá pra entender muita coisa. As vezes não dá pra levar a Madonna tanto ao pé da letra.

E enfim ela, a faixa título, REBEL HEART: Que fim trágico essa faixa levou! Quando Rebel Heart vazou na internet, foi amor a primeira vista. Claro que fiquei com receio no começo, mas por fim já estava viciado. Tinha uma batida electropop e com uma referência do pop sueco, tanto que jurei ser produzido pelo Aviici, mas na verdade é uma produção do também sueco, Magnus Lidehall. Quando saiu a versão final no cd, eu quis morrer. Eu até entendo a raiva que Madonna sentiu quando todas as músicas vazaram na internet sem ser finalizadas, mas custava deixar Rebel Heart do jeito que era? Enfim, para aqueles sortudos que não a ouviram, a faixa nada mais é que mais uma música nos moldes do Aviici e que já estamos saturados de ouvir. Beautiful Scars é outra que Madonna podia ter deixado de fora nessa versão finalizada. Com uma produção bem íntima e parecendo deep house, a faixa perdeu sua identidade que havia na demo, que na minha opinião soava muito mais a cara do Rebel Heart. A faixa ficou linda finalizada e super futurística. Me lembra muito da era disco e com uma pegada do Daft Punk. Mas eu iria gostar mais dela pop como era na versão vazada.

Queen é excelente, com uma produção impecável que tanto os arranjos quanto os vocais fazem da faixa ser uma das mais notáveis em questão de produção. Mas infelizmente não soa comercial em nenhum momento. Só consigo a imaginar em alguma trilha sonora de algum filme. Vem para mostrar que o álbum está acabando e sendo finalizado. Borrowed Time é uma produção de Aviici e podemos ver que o violão está de volta. Só que com um refrão fraco e nada memorável. Nem vou dizer que a demo é melhor pra não ficar chato, mas é que já que vai ter Aviici, que tenha a farofinha que ele faz né. Graffiti Heart é aquela música que Madonna tentou passar uma mensagem, mas nesse ponto ninguém se importa mais. O refrão tem uma batida intensa e elétrica, impossível não se render. Dá a impressão que essas últimas músicas do álbum só entraram porque a Madonna já tinha feito mesmo, não vejo novidade e nem comprometimento nelas. Estão ali só por estarem.

De repente um choro de criança com autotune invade o seu ouvido. É apenas Autotune Baby, outra música que Madonna vem trazer pro seu Rebel Heart. A necessidade de algo novo era tanto, que ela conseguiu pelo menos chamar nossa atenção em uma música ruim como essa. Me poupe, eu adoro o conceito mas me irrita um pouco essa criança berrando na minha cabeça. É como se a rainha estivesse mandando um recadinho pras “novinhas” que na verdade são todas bebês com auto tune. Mas a própria Madonna é uma das que abusa do recurso. Irônico!? Icônico! Rs

E pra finalizar com chave de ouro, Addicted que sim, é uma música que funciona como imã e quando você a ouve, dá vontade de ouvir o Rebel Heart todo novamente. Jogada de mestre? Talvez sim, pois é uma das que mais gosto. Madonna fala de quando se está em um relacionamento em que você fica viciado na pessoa e não quer abrir mão dela de jeito algum, mesmo ela partindo o nosso coração. No caso, nosso coração rebelde.

Madonna

Como disse, esse review precisava ser analisado e escrito com detalhes. Eram muitas músicas e muitos sentimentos, não dá pra simplesmente ignorar todo o trabalho que Madonna teve em preparar mais uma obra prima. No facebook o que mais vejo, são as insatisfações das pessoas com o Rebel Heart diante às demos que vazaram, tanto que alguns arriscam dizer que elas, os rascunhos, soam melhores que o álbum todo finalizado. E eu acho isso muito infeliz, pois assim como eu, preferir uma ou outra é até aceitável, mas desdenhar o trabalho todo é injusto.

Creio que Madonna preza que suas músicas soem diferentes, mesmo trabalhando com produtores tão saturados e com materiais já muito gastos. A Rainha do Pop consegue transformar cada proposta deles em algo que seja dela! Com seu toque de midas, as músicas vão sendo lapidadas de acordo com seu gosto e que fiquem com sua cara. Madonna não está fazendo um trabalho comum, está esbanjando qualidade e aceitando riscos. Criando algo novo e surpreendente de algo que estamos cansados de ouvir. É arte.

Claro que o mercado fonográfico já não é o mesmo de que quinze anos atrás, quando tudo que Madonna trazia se tornava algo relevante. Hoje ela entra na onda dos nomes populares da música e os molda de acordo com o trabalho que quer, sempre com a autenticidade de refrescar o showbizz.

Já deixo aqui registrado que esse trabalho de Madonna merece cinco estrelas pelo todo o engajamento que teve. Óbvio que eu não presenciei, mas imagino por ser fã e estar sempre acompanhando tudo que Madonna faz, cada trabalho que ela faz é sobre fazer história. Seja lá como, ela dá um jeito. Pois não existe outra que tenha feito um trabalho tão genuíno, moderno e percursor quanto Madonna. E também digo que se hoje existe tantas cantoras e espaço para cada uma brilhar, é porque ela preparou o terreno. Então se curvem à rainha do coração rebelde.

Uma despedida dolorosa para Glee

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Seis anos atrás, estreava o que viria a ser um dos maiores fenômenos mundiais e uma das minhas paixões mais intensas: Glee. Sinceramente, acho que não precisa contar a sinopse e sobre como a série foi crescendo até se tornar uma dos maiores sucessos da Fox. Criada por um time de peso como Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennam; Glee infelizmente chega ao fim esse ano com suas ilustres seis temporadas e duas outras do The Glee Project, e muitas lágrimas.

Minha história com Glee começou há quatro anos, quando conheci a série pelo Youtube enquanto assistia a performance deles de “Born This Way”. Por ser muito fã da Lady Gaga, virei o nariz na primeira impressão, porém lá no fundo algo me instigou a pesquisar mais sobre aqueles garotos. Foi tiro certo no meu pequeno coração! No mesmo ano, a Rede Globo comprou os direitos da série e era mais do que eu esperava, pois minha alegria era tanto que comecei a distribuir a “palavra” de Glee para todos meus amigos. Era como se eu tivesse a necessidade de mostrar a todos aquilo que tinha me encantado tanto.

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Não demorou muito e todos que eram próximos a mim, estavam infectados e se tornaram expectadores assíduos nos sábados de manhã da TV Globo. Contudo, logo dei um jeitinho de fazer meus pais assinarem Sky em casa e pronto; o vício realmente estava instalado. Estava viciado nos ataques de estrelismo da Rachel, no senso fashion de Kurt, no tempero latino da Santana, no sorriso bobo do Finn, na voz incrível da Mercedes, nas tentativas e chiliques da Sue e em cada uma das personagens. Eu vivi cada reviravolta daquela série, mais ainda porque ela veio em um momento difícil em minha vida e Glee fez seu papel: me animar e me fazer esquecer a tristeza que me rodeava.

Eu estava envolvido no enredo, e com os personagens de uma forma quase familiar, e somente quem foi, ou ainda é fã da série, sabe como é chorar com Kurt revelando a seu pai sobre sua sexualidade, com os conselhos do Mr. Schuester, com Sue quando conhecemos sua história juntamente com sua irmã ou então gargalhar alto da vilã conversando e planejando sabotagens com sua assistente Becky. Impossível não ter vibrado com a vitória na terceira temporada ou simplesmente sentir um buraco enorme quando o ator que atuava como Finn, Cory Monteith, faleceu.

Assistir Glee era vivenciar um turbilhão de acontecimentos e sentimentos embalados por versões viciantes de músicas que ganharam cada vez mais espaço no nosso coração. Contudo, a série sofreu sua grande mudança durante a 4° temporada quando se dividiu entre Lima, o local onde estava o colégio onde alguns alunos ficaram, e New York, onde parte do elenco se mudou após estarem formados. Lidar com toda mudança e ainda com a perda de um dos protagonistas principais da série na 5° temporada fizeram alguns fãs temer que a má qualidade do enredo e a audiência baixa fizessem a série ser cancelada. Mas pelo bem de uma nação de Gleek’s a série foi confirmada até sua sexta temporada, que é onde nos encontramos.

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Escrever sobre algo que você tem uma paixão tão grande como eu tenho por Glee é extremamente difícil, porque você tem que escolher momentos para citar, músicas para lembrar… Você convive durante anos com aqueles personagens, e você aprende com eles. Isso não é somente um post sobre o fim de uma série amada por milhares de pessoas é um tributo, um agradecimento e uma triste despedida de um fã que vai ter pra sempre em seu coração Glee como umas das melhores partes daquilo que ele se tornou.

Don’t stop believin’.

No iPod: Tove Lo – Habits (Stay High)

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Eu me considero garimpeiro da música pop atual, e eu estou sempre tentando ouvir coisas novas, sonoridades diferentes do que estamos acostumados no mainstream dos charts. Numa dessas minhas buscas em 2014, eu descobri a sueca Tove Lo de 28 anos. Nascida em Estocolmo, a moça já tinha composto canções para alguns artistas como Icona Pop, Lea Michele e Girls Aloud.

Habits (Stay High) foi a prova que ela não seria só mais um compositora que decide se jogar no mercado musical e simplesmente desaparecer. A sueca simplesmente tem mais de 17 milhões de visualizações com as duas versões do vídeo da música no Youtube. Com batidas e um letra totalmente chiclete, “Habits” está desde o meio do ano passado até hoje como uma das minhas executadas da minha playlist.

Com seu mais recente trabalho Queen of the Clouds, Tove Lo vem se consagrando no mercado internacional e contagiando todos com hits como o já citado Habits, Talking Body e Not on Drugs. O sucesso da moça é tão grande que rendeu até um evento entre os milhões de eventos fakes do Facebook nomeado “MUTIRÃO PARA STAY HIGH ALL THE TIME” que já conta com 24 mil confirmados.

Dê o play no videoclipe da música e prepare-se para ficar viciado na música, assim como eu.

Top 5: Performances de Glee

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Com o fim da sexta e última temporada de Glee (todos choram), eu me peguei lembrando de grandes e bons momentos da série. Sua qualidade pode ter caído nos últimos tempos, mas é inegável que Glee foi um fenômeno mundial e ainda é, até hoje, um dos principais seriados musicais do mundo. Por isso, confira minha lista de cinco performances preferidas por temporada.

5 – I’LL STAND BY YOU – THE PRETENDERS

(FINN – SEASON 1)
Um momento de silêncio para Cory Monteith. Pronto.
Eu escolhi essa música da primeira temporada pelo simples e único fato de que a cenas que a ilustraram foram incríveis. Finn estava junto com Quinn enquanto essa esperava o bebê que, mais tarde, viria a se descobrir que era de Puck. No episódio tributo ao ator Mercedes deu um show ao apresentar novamente essa música, mas foi a versão original que me fez escolher para o Top 5.


4 – RAISE YOUR GLASS – PINK

(BLAINE E WARBLERS – SEASON 2)
Não é segredo para quem me conhece que Blaine Anderson é meu personagem favorito de Glee. E ao cantar uma música da minha cantora favorita ele elevou o nível de paixão que eu tenho por ele. Fora que a apresentação é incrível e digna de estar nesse Top 5.


3 – ROOTS BEFORE BRANCHES – ROOM FOR TWO

(RACHEL – SEASON 3)
Deixar o amor da sua vida ir embora para viver seu sonho em uma cidade gigantesca e maravilhosa e, pasmem, não ir junto fez de Finn o homem perfeito. Rachel entendeu isso quando o então noivo a deixou na estação de trem para Nova York para que ela começasse a 4ª temporada de Glee. Muito suor masculino saindo dos meus olhos enquanto Finn corria com o trem quando Rachel se despedia.


2 – AMERICANO / DANCE AGAIN – LADY GAGA/ J. LO

(KASSANDRA – SEASON 4)
Diva. Gostosa. Loira. Má. Kate Hudson.
Quando Rachel achava que seria a grande estrela de NYADA ao entrar na faculdade vem a sua professora de dança Kassandra July e mostrou que ela estava na cidade grande e não mais na pequena escola de Lima, Ohio. Uma mashup daqueles dignos de ver e rever.


1 – MAKE YOU FEEL MY LOVE – VERSÃO DA ADELE

(RACHEL – SEASON 5)
Ok. Esse episódio por si só já é demais e me fez chorar, literalmente, do começo ao fim. Porém, há muito mais coisa envolvida quando Rachel canta essa canção. Não é apenas a Rachel personagem que canta pela morte do Finn personagem, mas a Lea Michelle cantando e chorando pela pessoa que ela amava Cory Monteith. E o resto do Glee Club chorando. Foi uma performance incrível.


MENÇÃO HONROSA: DON’T STOP BELIEVIN’ – JOURNEY

(GLEE CLUB – SEASON 1)
Essa não é apenas uma menção honrosa, essa canção não entra na lista do Top 5 pelo simples fato de que ela está acima de qualquer outra performance de Glee. Essa é a música da qual todos os Gleeks lembram quando falam da série. Ela foi reproduzida outras duas vezes durante essas cinco temporadas, mas a original é sempre a original.

Bom, essa são as que não consigo esquecer e as acho inigualáveis.
Mas quero saber as de vocês: quais foram as performances que vocês mais gostaram e vão pra sempre ficarem na sua memória? Diga aí nos comentários.

12 queens para RPDR Allstars 2

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Estava pensando nesse texto há dias, só não havia escrito (cof cof), mas vamos lá. Com a proximidade da estreia da Season 7 de RuPaul’s Drag Race e nada de All Stars 2 antes da oitava temporada, provavelmente, decidi fazer a minha lista das 12 queens desde a Season 1 que eu gostaria que estivessem disputando a coroa novamente.

Ongina

Primeira pergunta: porque Ongina ficou de fora da Season 1 de All Stars? Não faço ideia. Teria trocado a Tammie Brown e até mesmo a Shannel por ela.
Ongina era uma das minhas favoritas na Season 1 e quando ela foi eliminada pela Bebe fiquei sem chão. Felizmente ela foi mandada para casa pela vencedora. Agora é a chance de Ongina mostrar mais e quem sabe abocanhar a coroa ou, pelo menos, ficar no Top 3 que, para mim, é seu lugar de direito.

Rebecca Glasscock

Eu sei o que todos estão pensando, mas convenhamos, toda temporada precisa de uma Queen Bitch e essa é, claramente, a função de Rebecca Glasscock. Imagine ela com as Queens de temporadas mais bem produzidas, afinal, todos sabemos que a primeira temporada foi um teste para o programa e que as grandes Drag Queen vieram depois. Além disso, Rebecca foi Top 3 de sua temporada (mesmo que isso seja questionável).

Morgan McMichaels

Morgan estava entre algumas das minhas Queens favoritas da Season 2, até fazer a Pink no Snatch Game. Triste verdade, porém, perdoei a Queen e dei meu voto de confiança pelo fato de ter decidido fazer minha cantora favorita e agora quero vê-la novamente na disputa, dessa vez mais polida. E já sabemos que Morgan é uma queen que arrasa no lipsync né? Impossível esquecer a performance de Two Of Hearts onde ela derrotou a bela Sonique.

Jessica Wild

Preciso dizer que escolher duas Queens da Season 2, sem poder escolher Jujubee e Raven foi difícil. Não simpatizo com grande parte da temporada, porém Jessica Wild é uma Queen que eu gostaria de rever. O bate-cabelo de Jessica era algo incrível e adoraria um novo desafio onde ela precisasse beber vodka durante a gravação. “Oh. I love this Absolut Aça…assa…açaíií”.

Delta Work

Primeira pergunta (parte 2): o que Mimi Imfurst estava fazendo em All Stars e por qual motivo Delta Work não estava? Juro que jamais vou entender. Bom, chegou a hora de redimir esse erro e colocar Delta no cast. Ela era uma das minhas favoritas da Season 3 e seu grupinho das Heathers era, claro, formado pelas melhores da temporada. Não há mais o que dizer é Delta no All Stars e pronto.

Shangela

Talvez eu seja crucificado por isso, mas a verdade é que Shangela mereceu esse Top 12. Eu coloquei ela aqui representando a Season 3, pois foi a temporada em que ela, de verdade, participou. Shangela, na Season 3, mostrou que evoluiu. Erros aconteceram sim, mas a primeira eliminada da segunda temporada venceu dois desafios e chegou ao Top 5 da temporada eliminando Carmen Carrera em um grande Lipsync. Por isso, Shangela merece estar no All Stars… Halleloo!

Willam

Quero deixar claro que não sou muito fã da Willam, mas não há como negar que a Queen era das boas. Claro, cometeu seus erros (vomitar no palco. Horrível, mas entrou para a história. Ser expulsa então). Apesar disso, Willam seria outra Bitch na temporada e eu iria amar vê-la nas disputas e ainda por cima na mesma temporada que Rebecca, duas bitches juntas? Quero ver o circo (e os untucked’s) pegando fogo.

Dida Ritz

SIM. EU QUERO DIDA RITZ EM ALL STARS. Dida podia deixar passar erros grotescos durante as disputas, mas eu adorava sua perseverança e a maneira como conseguiu ir adiante na competição. Além disso, seu lipsync contra a The Princess está na minha lista de favoritos e eu quero vê-la agora disputando novamente o RPDR.

Alaska

Eu, apaixonado que sou pela Sharon Nedlees, confesso que via Alaska como apenas uma Queen que achava que podia ser alguém, pois namorava a última vencedora. Como estava errado. Alaska mostrou a que veio e conseguiu mostrar seu poder sozinha. O que foi o show de comédia? Gente. Pasmo até hoje. Para mim, Alaska no All Stars era vitória certa.

Detox

Agora é a vez da Detox. A Queen sabia fazer as coisas e, para mim, era do nível da Chad Michaels na Season 5. Eu, como apaixonado que sou pela Jinkx Monsoon, fiquei feliz quando Detox foi eliminada, pois se não fosse, minha favorita teria saído, mas, apesar disso, queria tê-la visto no Top 3. Agora é a chance de colocar Detox no seu lugar de direito na realeza Drag.

Adore Delano

É mais do que óbvio que eu queira Adore Delano no All Stars, com Alaska na mesma temporada? Eu olho para o PC e não sei o que dizer, só sentir. Adore era minha favorita disparada na Season 6 e quero muito vê-la em All Stars. Mas, agora, eu me contradigo, pois com Adore na disputa, não sei mais se a vitória de Alaska seria certa. PARTY.

BenDeLaCreme

Por favor, DeLa merecia estar no Top 4 e não ter sido eliminada pela Darienne Lake. Além de linda, BenDeLa era um exemplo de que se pode vencer e de que se pode fazer as coisas darem certo. Sua história sobre sua infância me comoveu, mas esse não é o motivo para eu querer a Queen em All Stars, meu motivo é DeLa sendo uma das Queens mais bem polidas da temporada. E sua representação de Maggie Smith, BITCH, PLEASE.

Menção Honrosa: Courtney Act, Alyssa Edwards e Mariah.

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