Arquivos mensais: abril 2012

Cheryl, call my name!

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Acabou de estreiar nas rádios britânicas a nova música de Cheryl Cole, a queridinha do Reino Unido, que está tentando conquistar os solos americanos. Com a ajuda de Calvin Harris, Cheryl lançará o single “Call My Name” em 10 de junho, mas até lá vamos ouvindo a versão webrip:

“Call My Name” não foge das produções do Calvin Harris, pois soa um misto de tudo que ele vem fazendo, a batida continua a mesma. Cheryl dá a graça na música, com uma voz impactante. Tem potencial para fazer sucesso, mas não sei se destaca de tudo que vem sendo lançado, já que está numa mesma sonoridade… nada exclusiva. Mas para ouvir sem julgamentos, Call My Name é uma musica excelente.

O terceiro álbum de Cheryl, A Million Lights, será lançado em 18 de junho e dizem as bocas de matildes que além de Calvin, o álbum contará com a colaboração de will.i.am, Alex Da Kid, Jim Beanz e até Lana Del Rey. Parece que vai ser bem mainstream né?

Vamos aguardar, enquanto isso vamos curtindo a farofinha Call My Name!

No iPod: Donkeyboy

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Donkeyboy

O meu vicio da temporada é culpa do grupo norueguês Donkeyboy, com a música City Boy que é o misto de tudo que mais gosto: retrô 80s e electropop.

A música é elástica e tem uma batida que vai e volta. Me lembrou os sons dos videogames antigos, tipo Atari sabem? É envolvente e o clipe é mais interessante ainda, pois é apresentado com cores inversas e dá a impressão de outra realidade, mas na verdade são pessoas como nós.

Eu sei pouco sobre a banda, mas baixei o último álbum Silver Moon e estou me apaixonando, rs. É muito bom entre tantos lançamentos repetidos (diga-se modinhas, farofagens), que quando encontro algo excentrico, me lambuzo por completo.
Se você curte músicas com essa pegada anos 80, não pode deixar de ouvir.
Vale muito a pena.

Katy, a que beijou uma garota (e gostou)

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Katy Perry

Em 2008, Katy Perry chegou ao mundo pop dizendo ser filha de pastores evangélicos e que tinha feito algo diferente e precisava contar: ela havia beijado uma garota. E tinha até gostado. O efeito dessa confissão foi mais polêmico do que esperado, quebrando tabus e colocando Perry no topo dos charts e todos querendo saber mais e mais da garota de Santa Bárbara que se vestia como uma pin-up.

Não demorou muito para Katy se tornar a queridinha do mainstream e alcançar bons índices com seu single I Kissed a Girl, que é deliciosamente pop com uma pitada de rock. Amparada pelos mesmos produtores de Britney Spears e Kelly Clarkson, ela não fez diferente e botou a mão na massa no primeiro álbum, escrevendo todas as letras e contando sobre sua vida, o deixando bem pessoal e soando mais verdadeiro possível. Tanto que suas músicas são focadas em relacionamentos que não deram certo, sexualidade, festas e viagens com amigos e etc, tudo com uma sonoridade juvenil e com inspirações retrô.

One Of The Boys teve sete singles e metade deles foram bem sucedidos, o que não foi nada mal para um debut polêmico como esse. Por ser um álbum pessoal, foi considerado pela crítica um álbum fraco e sem perspectivas, que deveria ser ouvido sem levar a sério o potencial criativo de seus responsáveis. Eu pelo menos adoro esse álbum e fico muito nostálgico com a musicalidade pop rock da Katy Perry nessa época, mereceu todo o burburinho que fez. Também gostava muito da aparência dela, que era muito mais natural ao invés desses looks e bizarrices que ela anda nos enfiando goela abaixo.

Fica registrado minhas preferidas: One of the Boys, I Kissed a Girl, Waking Up in Vegas, Hot n Cold, If You Can Afford Me e Self Inflicted. Vale muito a pena tirá-lo do baú pop!!

Katy Perry – One Of The Boys (2008)
1. One of the Boys
2. I Kissed a Girl
3. Waking Up in Vegas
4. Thinking of You
5. Mannequin
6. Ur So Gay
7. Hot n Cold
8. If You Can Afford Me
9. Lost
10. Self Inflicted
11. I’m Still Breathing
12. Fingerprints

Eu aprovo: Smash

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Smash

Cansado das mesmas séries de sempre, fui procurar alguma diferente para começar acompanhar. Não passava dos episódios pilotos, já que nenhuma me chamava a atenção. Dai me lembrei de Smash que o pessoal no twitter comentava muito. Fui atrás da sinopse e fiquei com a pulga atrás da orelha, pois é uma série musical com Anjelica Houston e Katharine McPhee. Baixei o piloto e não demorou muito para eu querer continuar assistindo.

Smash conta a história dos bastidores de um novo musical da Broadway sobre Marilyn Monroe e todos os dramas que os produtores, diretores e atores são submetidos ás dificuldades de vender tal projeto. Para viver o ícone Monroe, estão cotadas duas garotas que farão de tudo para conseguir tal papel. A série apresenta músicas em alguns momentos do episódio, ora elas originais, ora regravações. Só resta saber se esse musical irá seguir em frente com todas as barreiras.

Sim, eu adorei Smash pelo fato dela ser musical, mas o tema de backstage me chamou muito a atenção. Apesar de estar sendo muito comparado a Glee, acho que a nova série se diferencia por ter plots mais adultos, e uma outra abordagem e deixando a trilha sonora livre de agradar ou não o público juvenil.

Smash

Para mim foi uma surpresa muito boa assistir Katharine atuando, até então só tinha visto ela cantar no American Idol. Na série a sua personagem é muito inocente que chega a até irritar. Dá vontade de dar um sacode e falar: ACORDA! rs Os outros personagens também tem seus destaques, mas eu gosto muito da outra Marilyn, Megan Hilty. Ela é toda gostosona, tem os trejeitos da própria Monroe e canta lindamente. Fico muito fascinado com as performances dela.

No mais, Smash é como uma outra série qualquer: cheia de drama. Todos os personagens tem algum problema que se estende ao rolar da trama e de certa forma acaba afetando a produção do musical. Vale muito a pena assistir, veja um preview da série abaixo.

Smash é uma série de Theresa Rebeck, com produção executiva de Steven Spielberg, e conta com os compositores Marc Shaiman e Scott Wittman (Hairspray) e exibida pela NBC. No Brasil a série está sendo exibida pela Universal Channel.

Madonna – Versão 2012

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Durante toda a carreira de Madonna, a primeira audição de seus álbuns eram marcos na história da música pop. Seja lá qual ele for, a rainha arrancava suspiros e interjeições surpresas de seus ouvintes a cada nova música que começava. É inevitável não se surpreender com cada material novo que ela lança no mercado fonográfico, tanto que a cada vez é mais lógico esperar pelo melhor e inovador dela.

Nos últimos anos, Madonna foi muito questionada sobre a responsabilidade de manter o “reinado” com a idade avançando números maiores que cinco dezenas. Ela com todo o talento e experiência deixou bem claro que está sim, cada vez mais preparada para empenhar o melhor em seu trabalho, que pra nós é apenas entretenimento.

Em 2012, a eterna Material Girl resolveu retomar o seu posto e apresentar ao mundo um novo trabalho, o MDNA, que nada mais é que seu DNA atualizado ás tendências de hoje com muitas influências do passado.

A cada trabalho lançado, Madonna tenta inovar e sempre trazer ritmos novos ou abortar assuntos polêmicos para não soar repetida. Em MDNA não foi diferente: ela escalou um time de peso para produzir seu álbum e não teve medo em arriscar em parcerias (até então) duvidosas.

Madonna

Com a produção dividida entre Martin Solveig, Indigo e o duo Benassi, o disco veio pronto para as pistas, que é aonde Madonna se sente em casa. Regado ao ritmo da atualidade, o electropop viaja por diversos outros gêneros que não o faz monótono. MDNA vem balanceado entre a perdição de matar um namorado á declarações de amores de relacionamentos fracassados.

Colocando o cd para tocar, temos o prazer de ouvir Madonna recitando um pedido de perdão (lembrando vagamente a inesquecível Dita Parlo) que é entoado pela batida suave de Girl Gone Wild que nos leva a um refrão animado. Em seguida somos intimidados ao suspense de Gang Bang com sons de armas sendo engatilhadas e com uma mulher vingativa que canta os seus planos sórdidos. I’m Addicted chega e deixa o clima mais animado, porém não menos tenso. Essa faixa é ótima e tem uma influência tecnológica com efeitos que hipnotizam. Turn Up the Radio quebra toda a tensão e deixa um clima alegre e descontraído. O refrão é ótimo e com uma batida electro muito gostosa. Depois chega a juvenil e espevitada Give Me All Your Luvin’ que de brinde contém o featuring de Nicki Minaj e de M.I.A. Eu já falei muito dessa faixa por aqui, mas continuo gostando muito, pois a energia dela me contagia. L-U-V MADONNA!

A intro de Some Girls é tão fantástica que até a coloquei para ser meu toque do celular. A música é toda perfeita e com sintetizadores constantes e Madonna está com um autotune excelente para tal produção. Gosto muito dessa, e o refrão dela me faz lembrar da I Like It Rough da Gaga. Superstar é aquela música que é tão bonitinha que devia ser single só para ganhar um clipe fofo. Sim, eu amo Superstar e essa batidinha farofa do Martin. O refrãozinho dela me conquistou… uh la la! I Don’t Give A é urban, é retro, é Madonna 2012! A música é cantada no estilo singtalk e o refrão é uma intimidação a parte e é um cala a boca para muitos. Nem precisa falar o quão importante é o rap da Nicki Minaj, né? “Há apenas uma rainha, e é Madonna, sua vadia!” Eu gosto bastante de I’m a Sinner, mas é uma faixa que eu descarto facilmente da reprodução. Essa música soa clichê e com uma batida bem enxugada das que ouvimos todos os dias nos rádios. Eu a trocaria pela bonus track Beautiful Killer.

O destaque de todo o álbum na minha opinião fica na faixa Love Spent. Simplesmente por ela começar com um banjo, se desenvolver no electro e finalizar o brigde numa balada digna de holofotes. É como vejo essa faixa, bem diferente e com diferenciais que deveriam ter sido mais explorados no álbum todo.

Com a temática de amor no ar, Masterpiece é a balada que conquista todos pela profundidade da letra, até porque Madonna a fez baseada em seus relacionamentos passados. Mas eu prefiro bem mais a Falling Free pela individualidade do ritmo que ela desenvolve. É uma balada com influência erudita e que me lembra aquela época de reis e rainhas. Uma completa viagem.

Cortando o clima sonhador, Beautiful Killer vem com uma energia matadora. Essa faixa é tão boa que foi um pecado ficar de fora do tracklist standart. Tem uma batida animada e com um refrão ótimo, me lembrou bastante a era Music. I Fucked Up eu ignoro, não gosto muito dela. Não sei, acho melancólica e tediosa e a sinto enfiando uma carta de desculpas goela abaixo. Mereceu ficar de fora.
B-Day Song é divertida, engraçada e juvenil, uma Madonna bem diferente. O featuring da M.I.A. é bem interessante, principamente quando ela canta “I’m a happy gal”, rs. Best Friend não é nada demais, mas tem uma produção interessante, que me recordou bastante do Hard Candy.

Conclusões finais:

Madonna quis pegar o barco das modinhas e fez um álbum excelente para seus fãs, que estavam sedentos por algo novo. Com músicas fortes e outras nem tanto, ela conseguiu subir mais um degrau de sua escala, mas não é nada que deva se orgulhar. A divulgação e a escolha dos “carros chefes” ficaram a desejar, já que muitas canções deviam ter sido negadas e outras acatadas sem nem pestanejar. Acredito que a mudança de gravadora fez com que Madonna colocasse mais a mão na massa, mas faltou um pouco de certeza e confiança por parte dos produtores. Martin Solveig fez um trabalho excelente, mas podia ter criado algo novo, ao invés de reciclar suas antigas melodias. O feat com Nicki Minaj foi interessante e no mínimo surpreso, mas não é nada demais perto da imensidão que é Madonna. MDNA é um álbum refrescante e feito para se divertir, não tem pretensões e muito menos veio rotulado como o melhor da década, mas consegue se destacar na carreira da rainha. Mas não chega a ser o preferido, pelo menos pra mim.

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