Arquivos mensais: janeiro 2013

Cause I’m a boomerang

Por em |

Nicole Scherzinger

Nem bem estreou sua música nova nas rádios britânicas e srta Nicole Scherzinger foi no Vevo e lançou Boomerang. Eu amei a música, apesar de ter sido uma produção de Will.i.Am, a música é bem aquilo que ele produz e por alguns momentos ela soa diferente do resto. O clipe por sua vez é uma releitura de Scream & Shout com a mesma idéia caleidoscópica e frenética. A meio de coreografias, Nicolão mostra suas belas pernocas e toda sua sensualidade, como sempre.

Na hora que começa o clipe, parece que a Gaga vai sair de dentro daquela cruz e dançar Marry The Night, mas não. Nicole está com um cabelo bem punk e um look que muita blogueira se mataria para ter em seu closet. A melhor parte da música é quando tem esse brigde com um rockzinho (na parte em que ela fica com uns luminosos nas costas e sai umas luzes, parecendo um dragão).

Mas creio que dava pra aproveitar mais a música e fazer um clipe com história né? Porr* Interscope!

Bruno Mars nada ortodoxo

Por em |

Bruno Mars

Unorthodox Jukebox
Nota: 5,0

Artista: Bruno Mars

Álbum: Unorthodox Jukebox

Gênero: R&B

Desde que “conheci” Bruno Mars em um featuring na música Nothin’ On You do B.o.B, sempre busquei acompanhá-lo em cada lançamento. Amava Just The Way You Are, Grenade, Marry You, The Lazy Song e DE-TES-TA-VA Talking To The Moon, ainda mais depois que ela entrou pra trilha sonora de novela. Mas enfim, eu sempre curti o quão descontraído o som de Mars soava. Despretensioso e jovem, ele foi ganhando notoriedade e quando o seu segundo álbum saiu, deu pra perceber que não era só um gorila estampado na capa ouvindo música num “jukebox”.

A idéia do novo álbum era ser diferente, sair do comum, ser nada ortodoxo, não seguir regras e provar que um novo conceito funcionaria. Bruno Mars e seu time de profissionais, chamado The Smeezingtons trataram de criar novos rumos para o cantor investir. Nesse conceito novo, chamaram o brilhante Mark Ronson, o barulhento e egocêntrico Diplo e o hitmaker Benny Blanco (que foi um dos responsáveis pelo sucesso de Ke$ha). Unorthodox Jukebox é uma mistura bem feita de R&B com o pop tradicional. Eu ouvi todo o álbum pensando em Michael Jackson e Jackson 5, e fui sentindo que essa era a intenção de Bruno. Reviver o bom e dançante R&B e fazermos remexer o corpo a cada música. Enfim, um trabalho excelente e bem pensado.

Young Girls é bem tranquila para se começar o álbum, tem uma batida pop e bem conhecida já. Mas é uma delicia para ir entrando no clima e para depois sair gritando o refrão. Locked Out of Heaven é a música que Michael Jackson iria amar cantar (se possível, duetar ein?)… a energia dessa música contagia e foi a que mais gostei de todas quando ouvi o preview do álbum. Mark Ronson tem o toque de midas e não se fez de tímido e fez essa música uma obra de arte. Com influências de jazz, Locked já alcançou o topo de miutos charts, inclusive nas paradas brasileiras. Mas minha favorita e a que mais ouço é Gorilla; apesar de ter uma letra meio polêmica e desconfortável, eu simplesmente amei o arranjo dela. Simples e marcante.

A intro de Treasure é muito Jackson 5, não tem como negar. Sinto uma discoteca enorme cheia de luzes e as pessoas de dourado dançando e reluzindo em todo o lugar. Bom, essa seria uma das minhas idéias pro clipe, que é bem inevitável não se sentir nessa vibe. Moonshine continua na vibe disco, porém mais intrínseca e mais trabalhada no baixo e bateria. Mas o refrão é um delirio com tantos sininhos e com aquela impressão que estão te transportando pra outra dimensão. Quando começa When I Was Your Man sempre acho que a Vanessa Hudgens vai sair cantando Sneakernight, mas não, é uma balada trash emotiva, linda e perfeita. Segundo Mars, a música é visceral e conta sobre um amor que perdeu por não dar tanta atenção ou não cuidar bem. Natalie é pop pop pop com pitadas de R&B. Me ganhou pelo refrão NATALIEEEE – sua pistoleira, devolve meu dinheiro!!!

Bob Marley in the house! Show Me é aquela música reggae que estamos cansados de ouvir mas estamos sempre ouvindo por ser muito paz e amor. Achei que foi essencial para quebrar a maré Adele que estava beirando o álbum. E pra não deixar a coisa rolling in the deep, Diplo produziu Money Make Her Smile, que segundo as recomendações de Bruno, era pra ser aquela música pra todo mundo dançar e não ligar com mais nada. E é claro que essa música também DEVIA ser do Michael Jackson. A vibe que trouxeram para essa música é a cara do rei do pop… inclusive os vocais e o break no meio da música, onde com certeza MJ iria fazer uma coreografia fodástica. Sei que o foco não é falar de Michael, mas está inevitável não lembrar da maior lenda (e meu maior ídolo) de todos. Bom, pra finalizar uma baladinha a la 60s para se dançar coladinho no meio da pista com aquele broto que você paquerou a noite toda… If I Knew é um revival total, todos se sentindo em Grease kkk

No total Bruno Mars buscou novos horizontes e tentou um som diferente. Pegou o supra sumo da música contemporânea e fez um suco delicioso e refrescante com muitas referências. Adorei tudo, do começo ao fim… e não consegui ouvir nada que soasse ruim ou chato. A batida retrô funcionou bastante e ainda irá ir longe nesse ano. Espero que aproveite muito das outras músicas, pois mereceu as cinco estrelas…
Go Bruno Mars! Go!

Retrospectiva 2012 em música

Por em |

No ano de 2012 esperamos pelo maior acontecimento de nossas vidas, o mais importante da história humana e o mais absurdo de todos: o fim do mundo que acabou não existindo. Eu pra variar não liguei muito, mas foi inevitável não ter aquele pensamento negativo né? Enfim, para esse evento mundial, me preparei com a melhor trilha sonora possível. Nem preciso dizer o quanto PSY abrilhantou com seu Oppa Gangnam Style ou a Britney Bitch Spears com seu Olá Negões, né?

Minha trilha sonora de 2012 começa com Lady Gaga, que veio no Brasil e nos deu um pouquinho de seu amor e carinho, e apesar de todo o cansaço que houve antes do show, não me arrependi de nada e faria tudo novamente se possível. Ouvi muito Gaga antes do show para ir entrando no clima e ouvi muito depois do show, pra relembrar cada momento. Só tenho uma coisa a dizer: quem não foi, perdeu o melhor show da vida. Ouvi muita Rihanna dos anos anteriores também, porque me decepcionei bastante com esse Unapologetic, que se gostei de umas quatro, foi muito. Katy Perry marcou presença no meu player também, mas como a fia também não lançou nada, fico ouvindo os álbuns antigos. Uma belezinha que me alegra e acalma bastante enquanto trabalho é Lily Allen. It’s Not Me It’s You é meu xodó e sempre que enjôo do que ouço, ele é meu refúgio e refresca todas as idéias. Nem faz muito tempo, mas foi meu amigo Paulo Rezende me indicou o reality show RuPaul’s Drag Race e fiquei impressionado com as músicas da(o) RuPaul e baixei quase a discografia toda e ouço religiosamente todo dia pelo menos uma música. Amo Glamazon, Champion, Superstar, Cover Girl e a clássica Jealous Of My Boogie. Sensacional… and don’t fuck it up!

De tantos álbuns que foram lançados em 2012, os que mais gostei e que ouvi bilhões de vezes foram: (a ordem deles não interfere na ordem em que foram mais tocados.)

1) Gossip – A Joyful Noise
Eu fiz um review aqui no blog, e esse álbum foi um dos favoritos por motivos de Beth Ditto. rs Não tem como negar o quanto essa linda canta e destrói em todas as músicas. Destrói mesmo, no bom sentido da coisa, não tem pra ninguem. As músicas desse álbum são mais pops do que a do cd anterior, Music For Men, que tinham uma vibe indie carregadíssima. Em Joyful, os Gossips não perderam tempo e botaram o time Xenomania pra trabalhar e eles fizeram o dever de casa perfeitamente. Eu adorei e ouvi um bom bocado.

2) Adam Lambert – Trespassing
Também fiz um review e falei bem demais de Adam e seu Trespassing. Não me arrependo das palavras que postei, mas não tenho nada a mais para acrescentar. Lambert invadiu 2012 e se o mundo tivesse acabado ali, pelo menos iriamos estar satisfeitos com a sua aclamação. Não sei se o álbum teve um impacto que a gravadora esperava, mas eu gostei muito e ouço muito enquanto estou animado. Álbum pop de um cantor masculino que mais gostei em anos.

3) Agnes – Veritas
Agnes who? Bem, Agnes é bem desconhecida por aqui e ali, mas na Suécia ela faz muito sucesso. É tipo Leona Lewis só que sueca, sabe? Ela ficou conhecida por sua música, Release Me e Don’t Breaking My Heart. O novo cd dela é eurodance com muita classe, um álbum que você ouve e não enjoa fácil, pois as músicas transitam entre gêneros e não se prende a um estilo só. Eu sou viciado na melodramática One Last Time, mas também adoro as dançantes Amazing, Into The Sun e a midtempo All I Want Is You. Veritas é um dos melhores álbuns internacionais que ouvi. Na medida certa! Vale a pena conhecer.

4) Carly Rae Jepsen – Kiss
Call Me, Maybe?? Não bastou o sucesso dessa música para Carly se firmar no território musical, o álbum tinha que vingar. Também não sei se bateu a meta da gravadora, mas eu lembro que fez muito barulho. E um barulho doce, juvenil, inocente e inofensivo. O jeito menininha dela cativou e agradou todo mundo, o cd também. Eu adorei a vibe Sandy, Diana Vickers, Taylor Swift e por aí vai… de Kiss. Só tem músicas que são alegres ou são muito meigas, a começar por Tiny Little Bows que tem “samples” de Cupid, depois a oitentista This Kiss, a saturada Call Me Maybe, a repaginada Curiosity (prefiro a versão do ep), a parceria fofa de Good Time e a partir daí eu acho muito igual e meio cansativo. Não sei porque, mas eu não senti nada demais nessas outras, nem o feat. com o Bieber me chamou a atenção. Mas mesmo assim ouvi bastante Carly no ano que passou.

5) Marina & The Diamonds – Electra Heart
Eu curto Marinão desde Oh No! e não larguei mais. O primeiro cd não tem muito parentesco com o de 2012, mas eles conversam. Electra é eletrônico e cheio de guitarras e sintetizadores potentes a ponto de elevar timbres até então nunca ouvidos nesses estilos de música (a não ser pela lendária Cher). Amo o conceito e ouço muito, até hoje o som retrô de Bubblegum Bitch juntamente da poderosa Power & Control. Hypocrates é aquela música que parece que saiu de um sonho seu, quando você está sob as nuvens… coisa assim. Caso interesse, tem um review meu aqui. Também foi um dos que mais gostei e aprovei durante o ano que passou.

6) Pink – The Truth About Love
Lançou cd, fez uma turnê fodástica, engravidou, teve o bebê, voltou aos estúdios, gravou um cd mais foda ainda e está aí, linda novamente e matando a gente de amores. Essa é Pink, a rebelde que mais amamos. <3 The Truth About Love é tudo aquilo que amamos nela maximizado. Eu amo a sonoridade que ela tem e que só pertence a ela. Não tem mais nada que não seja a Pink nesse cd. Fiquei fascinado por Try, que era tudo que esperava dela. Uma midtempo com um refrão que escancara e é forte como pedra. A energia de Slut Like You, Are We All We, Walk Of Shame e The Truth About Love são contagiantes. E os feats de Lily Allen e Nate Ruess abrilhantaram a produção. Perfeito, não sei outra palavra sem ser essa. Não vi ninguem reclamando desse álbum. NINGUÉM. APLAUDO PINK DE PÉ, e espero um dia que a turnê passe por aqui para ver essa mulher voando e berrando ao vivo.

Extra: Madonna – MDNA
E pra finalizar a não menos importante, MADONNA. A toda poderosa da música pop deixou a desejar! Falou tanto do álbum que o fez embolorar em minutos. Madge lançou MDNA e correu para conseguir ganhar um dinheirinho fazendo uma tour, pq senão iria morrer de fome. Eu fiz o review do cd e adorei. Adorei e só. Não amei e não fiquei ouvindo todas as músicas e querendo mais. Enjooei rápido demais e estranhei quando isso aconteceu, pq Madonna é Madonna. Era uma afronta descurtir o cd do ano, não é? Não. Tal acontecimento me fez não ter muita vontade de assisti-la ao vivo, ainda mais pela insensatez nos palcos. Enfim, eu não irei mentir, não gostei tanto.. mas das músicas que gostei, ouvi muito. Love Spent é minha favorita, junto a Give Me All Your Luvin’, Gang Bang, Turn Up The Radio, e I Don’t Give A. E não me venha com as baladinhas que eu jogo elas de volta em você.

Eu ainda poderia mencionar o debut do Little Mix, os comebacks de Leona Lewis, Christina Aguilera, Girls Aloud, Bruno Mars e muitos outros, mas esse post ficaria maior ainda e mais arrastado. Vou deixar para postar sobre eles em breve, com reviews ou como baú pop.

Pois bem, esse é meu registro sobre o que mais ouvi durante o quase-apocalíptico 2012.
Desligo. Câmbio!

Ela irá quebrar a madrugada

Por em |

Em toda minha vida, nunca dei muita atenção a Michelle Williams e Kelly Rowland. Para mim era só Beyoncé e ponto final. Mas aí Kelly lançou Commander e meio que tive um affair que não durou tanto pois seu cd não era digno de fazer nosso amor florescer. Beyoncé reina até hoje em meu viver, mas esses dias, assistindo a 1ª temporada de RuPaul’s Drag Race, durante um “lipsynch”, os competidores menos exaltados iriam ter que dublar uma música de Michelle Williams. No começo pensei “Pff, ninguem merece. Vai ser uma música bem ruim”, mas paguei a língua, pois desde então a música não sai do meu player há semanas.

A música é de 2008, onde a invasão electropop estava começando a ser aliar ao R&B, que era o queridinho até então. We Break The Dawn é a junção dos dois ritmos do ano e tem uma vibe que adoro, que é uma música com uma batida uptempo e com fragmentos synth que vai se desmembrando numa letra fácil e que gruda na cabeça.

Gosto muito do swing que essa música tem, pois não muda o ritmo e a voz de Michelle fica bem tranquila e sem muitos gritos e falsetes. Composta por Solange Knowles e produzida por Frampton e Wilkins, a música tem um clipe que retrata bem a letra da música, onde Michelle fica vadiando pela cidade dançando com seus boys.

Baixei o cd que tem essa música, Unexpected, e curti um pouco. Estava a procura de músicas no mesmo nível que We Break The Dawn mas não obtive tanto sucesso. Da mesma safra eu recomendo Hello Heartbreak, Till the End of the World e Private Party. As outras músicas não são ruim, só não são refrescantes a ponto de ter destaque.

Oi. Voltei!

Por em |

Depois de quase cinco meses de hiato, decidi voltar a blogar.
Nesse meio tempo trabalhei muito, tirei férias, me dediquei em projetos que não foram adiante, conheci gente nova, fui ao show da Lady Gaga, tracei novas metas, aprendi e ensinei, mudei de casa, viajei, participei de um grupo de jovens, coordenei e obedeci… enfim, muita coisa aconteceu. Esse “tempo” foi preciso para me organizar e acabei notando que não tinha mais tempo de conhecer e compartilhar músicas novas.

O layout do blog continua o mesmo pois quando mudei ele pra preto, não cheguei a usar literalmente. E claro, estou pensando em criar algo novo e diferente. Como sempre.

Agradeço a todos que aguardaram o retorno do blog.
Obrigado.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...