Arquivos mensais: novembro 2013

Depois dos dezoito…

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Foto: bobsiregar.tumblr.com

Há pessoas que dizem que o nosso paladar muda de dez em dez anos. As coisas que você comia uma década atrás, não te agrada mais como antes. Porém não só o paladar muda. Vejamos, as coisas que você costumava fazer a dez anos, não cabem ao seu cotidiano. As pessoas com quem você costumava conviver, não estão disponíveis para você. Tudo que girava em torno de você nessa época, hoje não existe ou não importa mais. A mudança é diária. Coisas antigas dão lugar a coisas novas.

A vida é fácil e tranquila quando somos novos, pois não há muito o que se preocupar. No máximo, as preocupações giram em torno de qual presente ganhar no aniversário ou natal. O tempo vai passando e as nossas vontades e idéias vão crescendo e mudando constantemente. É muito bom o amadurecimento, mas até chegar nele os desejos são os mais fulos, comparados a hoje em dia para nós, jovens. Não adultos.

Pra falar a verdade, eu não gosto de me denominar adulto. A palavra em si carrega um peso né? Eu acho que adulto é uma pessoa mais velha que eu, e que se acha careta a ponto de não se misturar com a juventude. Sim, tenho complexo de idade. Sim, eu não gosto dos números que equivalem meus anos vividos. Conversando com minha mãe sobre o fim do ano chegando, ela disse que logo será meu aniversário de vinte e três anos. E o susto que tomei? Pensei comigo e morri de vontade de corrigir minha mãe, mas ela estava certa.

Depois que completei dezoito anos, a minha vida que era muito sossegada, começou a tomar um rumo mais acelerado. Aquela idade aumentou a velocidade dos momentos que vivia e quando percebia, o dia já havia virado noite. E a noite havia se tornado outro dia ensolarado e cheio de correria. E até hoje é assim. Se não, pior! Junto vieram as responsabilidades e os clichês da idade. Digamos que fazer dezoito anos me fez perder a ilusão do aniversário. A minha vontade é sempre pular a data e fingir que ainda tenho dois números a menos que o real.

Então se você tem menos que dezoito, aí vai um conselho brega: carpe diem.
Bom, pela primeira vez na vida, carpe diem fez sentido em alguma coisa.

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E um beijo pra Bruna, do Depois do Quinze :*
Espero que não se importe com a inspiração no título, rs.

3 dicas musicais para inspiração

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Source: Student Time Management

Como todo mundo sabe, sou designer gráfico e por mais satisfatório que esse trabalho seja, a pressão em alguns jobs e ter sempre a criatividade pronta para uso nos cansa a cabeça um pouco. Para relaxar e inspirar, eu ouço bastante música pra tudo fluir facilmente. A música certa nos alegra e nos dá sensações mais prazerosas e influencia em nossos trabalhos; nos permitindo desenvolver novas idéias e fazer o cliente sorrir de orelha a orelha.

Baseado em minha vida criativa, reuni três dicas de que ouço de vez em quando e quero compartilhar com vocês e saber o que vocês ouvem quando estão precisando de um gás para trabalhar mais animado. Eis as minhas:

1. Lily Allen

Já a indiquei aqui no baú pop e não me canso dos álbuns dela (dois, apenas) e acho ela essencial para meu dia. Não tem um só dia de trabalho que não ouço o It’s Not Me, It’s You completo. Se não o faço, parece que falta alguma coisa. Sério. Lily Allen tem uma voz calma e muito gostosa de ouvir e as melodias de suas músicas pop nos faz parar para prestar atenção a cada instrumento que tem seu destaque e as vezes passa despercebido.

2. Gossip

De pop ao indie underground do Gossip, me rendo totalmente aos vocais insandecidos de Beth Ditto, dos arranjos rocks tresloucados de Brace Paine e as batidas uptempo de Hannah Blilie. Esse é o Gossip que ouço diariamente e me ajuda a relaxar e criar algumas idéias pra lá de animadas. Também com uma discografia curta, o grupo norte americano não deixa a desejar. Ouço bastante o Music For Men e o último lançado, A Joyful Noise, que também é excelente e não sai do meu player. Apesar de indie, o Gossip também tem músicas eletrônicas e que agita todo o lugar, impossível ficar parado ou tentar acompanhar Betinha com seus powers vocals.

3. Coldplay

Se meu coração fosse um cd, com certeza seria algum do Coldplay. Amo muito todas as músicas e apesar da sonoridade tranquila e intrinseca, o grupo todo consegue chamar a atenção e conquistar novos fãs cada dia que passa. Eu confesso que os ouvia esporadicamente, mas depois que lançaram o Mylo Xyloto, minha admiração floresceu e desde então não larguei mais. Passei a ouvir os outros álbuns com o mesmo anseio e ficando mais surpreso com a soma de uma boa melodia e letras profundas. Vale a pena escutar para ter idéias brilhantes.

E você? O que costuma ouvir para se sentir inspirado??
Me conte e indique seus favoritos!

Quando eu crescer, quero ser veterinário!

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Veterinário

Bom, eu duvido que a maioria das pessoas que estão lendo esse post não quiseram serem veterinários para poderem cuidar de gato e cachorro quando crianças. Eu fui uma delas. Mas quando somos crianças tudo é fácil e cheio de fantasias, e não temos aquela noção do que é ser um veterinário de verdade e que não dá só pra cuidar de animais domésticos. Depois de um tempo amadurecendo a ideia, percebi que aquilo seria muito difícil porque teria que cuidar de vaca, cavalo, cobra… e desisti. Esqueci.

Sempre fui aquele aluno bem esperto e inteligente. Por ser filho único e ficar a maior parte do tempo sozinho fazendo arte, minha mãe achou melhor me colocar numa escolinha. A melhor decisão dela, pois lá eu conheci amiguinhos e aprendi muita coisa. Até inglês. Por ser uma escolinha particular, logo atingi a idade do pré escolar e tive que ir para uma escola pública. Eu gostava porque ia de ônibus e os coleguinhas eram bem diversos. Mas a minha professora me odiava. Eu era muito inteligente perto dos outros e lembro de uma vez que ficou marcado para sempre em minha memória.

Lembro que ela escreveu no quadro a palavra PIPOCA, e antes dela terminar de escrever o A eu já gritei lá do meu lugar: “PIPOCA”. Ela me olhou feio e falou alguma coisa que era como se fosse uma represália. Fiquei sem graça e a bobinha apagou a palavra e escreveu de novo. PIPOCA. Como a gente era muito obediente, fiquei quieto e não falei nada. Mas não me recordo bem, mas lembro que minha mãe contava que a professora várias vezes mandava bilhetinho reclamando que eu fazia minhas atividades e ficava conversando, atrapalhando os coleguinhas.

A partir dali fui crescendo e aproveitando a infância. Brincava muito na rua e fazia minhas lições a noite. Com os graus subindo, fui ficando mais malandro ainda. Porém nunca fui reprovado. Virei um aluno de média. E quando foi chegando o 1º ano do Ensino Médio fui entendendo o que era faculdade de fato. Não queria fazer, porque na minha cabeça faculdade era coisa de gente rica ou de gente que queria ser médico. Eu não era rico e nem queria ser médico, logo fui rejeitando a idéia cursar uma faculdade.

Ganhei meu primeiro computador aos 15 anos e ao contrário do povo da minha idade, eu não gostava só de ficar no orkut ou msn, brisando e apertando F5. Eu tinha curiosidade de saber como se fazia as montagens, gifs e sites. E desde então fui fuçando e procurando como se fazia. No ano seguinte eu já estava com um flog bombado cheio de cacarecos. Com o tempo fui me aperfeiçoando e aprendendo a mexer em programas mais avançados. O ápice da minha alegria foi quando comprei um cd do Photoshop (piratão) aqui na minha cidade e comecei a fuçar e fazer coisas legais. Tomei gosto pelo design sem saber.

O tempo foi passando e logo chegou o 3º ano e me deparei com o ENEM. O fiz mas acreditava não ter talento nenhum e nem vontade pra estudar mais. Bom, eu tinha flog e blog; amava criar posts e mexer com imagens. Logo pensei; “hmmm posso ser jornalista ou escritor”. Fiz alguns vestibulares para Comunicação Social e passei nas que prestei, mas no meu coração eu não sentia a vontade de ir. Aproveitei que a faculdade era longe e meus pais aceitaram eu esperar o ano seguinte. Mas não aconteceu. Comecei a investir no meu blog (esse que vocês leem) e fazia layouts por encomenda. Não rendia muito $$ mas já era uma ocupação. Vendo meu “talento”, meu pai arrumou um emprego numa gráfica da cidade e nossa: eu não sabia nada! O que eu sabia não me serviu nadinha. Apenas o meu conhecimento por fontes, que se eu tenho uma qualidade essa é saber nome de fonte. Os quatro anos que “perdi” sem estudar, ganhei na técnica e no aprendizado real. Aprendi muita coisa, porém com o tempo que fui ficando lá, já havia sugado tudo que podia desenvolver e me senti parado e sem foco. Graças a essa oportunidade, hoje eu tenho certeza o que quero cursar: Publicidade e Propaganda.

Claro que não é 100%, mas eu sei que serei feliz no curso pois quero muito aprender novas técnicas e descobrir o que minha criatividade é capaz. Esse post era pra ser algo sobre escolhas e o que ser quando crescer. Sei que fugi do foco, mas foi bom tirar um pouco disso pra fora. Até porque é vida nova e nada do que histórias antigas darem lugar a novas histórias.

Um abraço.

2ª Faixa: Céline Dion – Somebody Loves Somebody

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Céline Dion

Nunca fui o super fã da Céline Dion, mas tem sempre umas músicas que são mais conhecidas e a gente sempre ouve uma aqui ou outra ali e desde que essa mulher de 45 anos com cara de 20 lançou um single novo, chamado Loved Me Back to Life cujo composto por nossa amada Sia, eu me rendi completamente. A música foi lançada faz tempo e eu venho ouvindo desde então. Queria ter postado aqui antes, mas acabei ficando sem tempo e esqueci. Eu recomendo ouvir essa música pois é muito dramática e cheia de grito dessa mulher.

Mas voltando ao assunto desse post, a 2ª Faixa de hoje vai para outra música tão incrível quanto Loved Me Back to Life, e essa é Somebody Loves Somebody:

POP ELECTRO! Céline traz uma uptempo cheia de artimanhas que faz essa faixa estar sob medida para sua voz cheia de notas altas e envolventes. O refrão é fantástico e esbanja uma batida vibrante e dá até pra dizer ele é chiclete, quero ver você ouvir o “when somebody loves somebody, that’s the way it’s supposed to be” ou o grudento “Eh, eh, eh, eh, eh, eh”… e não ficar cantarolando depois.

Com sete anos sem lançar um álbum de inéditas em inglês, Céline chega derrubando todas as cantorinhas de meia tigela das cadeiras e mostrar como se faz. Além da composição de Sia, o álbum conta com as participações de Ne-Yo e o magnissimo Stevie Wonder. Irrestivel né?

ARTPOP por Pedro

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ARTPOP

“Lady Gaga está acabada!”
“Lady Gaga não conseguirá o topo dos charts!”
“Lady Gaga não é mais criativa!”
“Lady Gaga não é inovadora. Apenas copia!”
“Lady Gaga não será mais o fenômeno musical!”
“Lady Gaga está acabada.”

Isso é o que a crítica acha da Lady Gaga e de seu ARTPOP. E você acha que eu ligo?
Eu sou fascinado em tudo que ela faz e seria um review muito chato de fazer, porque iria ser só elogios.
Então só estou postando para deixar registrado meu amor por esse álbum. Esse review será rápido e direto, sem todas as críticas técnicas e apenas as importantes. Ao fim deixarei algumas ressalvas.

1. AURA
“Enigma popstar is fun. She wear burqa for fashion”
A versão finalizada não ficou tão diferente da demo que vazou no meio do ano. A batida pop industrial com influências latinas/orientais são o ápice da música.

2. VENUS
“Rocket number 9 take off to the planet Venus”
Ouço Venus e já me imagino no espaço e toda aquela vibe galática futuristica. Uma viagem, literalmente.
Refrão incrível e amei o brigde onde Gaga chama todos os planetas como se fosse uma chamada ou uma apresentação. Detalhe: é uma 2ª Faixa!

3. G.U.Y.
“I wanna be that guy… G.U.Y.”
Desde o preview eu já fiquei <3 in love <3 com essa música. Esse dub é enigmático e nos transporta para o Born This Way, sei lá. Acho essa música super dark.

4. SEXXX DREAMS
“When I lay in bed I touch myself and I thinking in you “
A favorita de 11 dentre 10 pessoas. Desde quando foi apresentada no iTunes Festival essa música caiu no gosto popular e foi a mais esperada por nós. E o que dizer de Sexxx Dreams? Apenas maravilhosa. Destaque para a parte onde entra um baixo bem tropeçado com a Gaga contando “I cant believe i’m telling you this, but i have a couple of drinks and OMG.

5. JEWELS N’ DRUGS
“com T.I., Too Short e Twista”
Próxima (porque não sou obrigado… até hoje não ouvi essa inteira. que permuta foi essa, Gaga?)

6. MANICURE
“Ma-Ma-Ma-Manicure”
Rockzinha delícia. Tem a fórmula gaga mas beira o marasmo. Não venho muita evolução e nem potencial pra hit. Linha reta, apenas.

7. DO WHAT U WANT (com R. Kelly)
“Do what u want with my booodyyy?”
Amo essa intro psicodélica. Amo Gaga arrasando no estilo Mariah de ser. Amo o feat. do R. Kelly. Amo que essa faixa não era single e acabou virando. Amo.

8. ARTPOP
“Free my mind… ARTPOP… You make my heart stop”
Essa sim é eletrônica trabalhada no cosmo digital da rede de computadores. Mas cadê o batidão?

9. SWINE
“You just a pig inside an human body”
Amo desde a demo vazada. Não mudou quase nada e isso é um sinal positivo. Tem uma intro e trechos eletrônicos, em seguida vem versos tranquilos e depois alguns gritos frenéticos SWIIINE. Como não amar?

10. DONATELLA
“I am so fab check it out, I’m blonde, I’m skinny, I’m rich, and I’m a little bit of a bitch”
A MELHOR MÚSICA. A MÚSICA QUE DEFINE ARTPOP. Ouço e lembro tanto o tecktonik e não tem como não ouvir e só pensar naquela cara toda botocada da Donatella Versace né? E pra mim não muda nada, pois é excelente a cada vez que ouço. Essa permuta sim valeu a pena!E o melhor: essa música não tem apelo nenhum… Não tem cara de single, mas quem sabe? DONATELLA!!

11. FASHION!
“Looking good and feeling fine”
A SEGUNDA MELHOR MÚSICA. A SEGUNDA MÚSICA QUE DEFINE ARTPOP
Quando Gaga disse que Will.I.Am e David Guetta estavam responsáveis pela produção de Fashion! eu pensei: “vai dar merda”! E não é que paguei a língua? A música é fodastica e tem uma vibe disco retrô que eu amo! E nem me parece com as farofas que Will.I.Am está sempre envolvido. E nem me incomodei com a voz dele em alguns momentos e no fim da música.

12. MARY JANE HOLLAND
“Introducing, ladies and gentleman, Mary Jane Holland!”
Doida! Madeon brilhantemente fez de uma música falando de drogas se tornar uma coisa politicamente audível. E vamos combinar, é demais. E claro, sem sentido algum.

13. DOPE
“I’ll keep searching for an answer cause I need you more than dope”
Deu pra perceber que a Gaga tentou fazer algo do estilo You&I mas não deu certo. Eu preciso confessar, a música no iTunes Festival pareceu melhor que a finalizada. Desculpa mundo, mas não estou engolindo Dope. rs

14. GYPSY
“I don’t wanna be alone forever but I can be… tonight”
Linda.. Perfeita! Mirou no Elton John e se deu bem. Gypsy é a faixa mais linda de todo o ARTPOP e tô amando muito esse arranjo. E sinto que Gaga devia ter lançado ela como single ao invés de Dope. TONIIIIIIIIIIGHT!

15. APPLAUSE
“Pop culture was in art, now art’s in pop culture in me”
Por favor! Vendo o potencial de todas as outras, Applause chega a soar como a mais fraca e despreparada. Mas eu a ouvi tanto que estou cansado, saturado e enjoado de todo esse arranjo. A.R.T.P.O.P.

Pra finalizar

A Lady Gaga polêmica e cheia de influências está sumindo. Sem pretensão de chocar e causar desconforto nos padrões, Gaga vem de cara limpa apenas usando a arte como referência. E todo mundo especulou muito sobre o ARTPOP e ela se resume a dizer que pode ser qualquer coisa. Que cada um tire suas conclusões.

Para mim o álbum está espetacular, porém não acho que ele superou o Born This Way e não tem nenhuma Bad Romance. Mas tem Gypsy que vale pelo álbum todo.

Porque ser cult está na moda!

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