Arquivos mensais: novembro 2014

Madonna é a rebelde que você quer copiar

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Madonna

Quando o assunto é Madonna, todo mundo já imagina uma cantora pop polêmica e com músicas mais polêmicas ainda. Ao passar dos anos, essa mulher é cada vez mais subestimada e colocada a prova. O que vem a seguir? Essa é a pergunta que habita na cabeça de cada fã de música pop quando a veterana encerra um ciclo, ou traduzindo na nossa linguagem, uma “era”.

Devo admitir que meu interesse por ela só começou quando completei 15 anos e ela lançou naquele mesmo ano, o hit Hung Up, que veio como um divisor de águas em sua carreira, que estava morna e sendo questionada com tantos ataques da mídia. Quando ouvi aquela música pela primeira vez, era como se eu estivesse hipnotizado… “Times Goes By So Slowly…” se repetia na minha cabeça e toda vez que tocava a música no rádio eu corria para ouvi-la mais uma vez. Com muito custo, encontrei o álbum algumas semanas depois e ali havia começado minha saga com Madonna. A torneira havia sido aberta e toda aquela euforia já estava nas minhas veias… estava viciado e queria mais dela. E aqui estou, para deixar algumas palavras do que senti ao ouvir seu novo single, Rebel Heart.

Liberdade é a palavra que expressa tudo que senti na música. Madonna é ousada e repetição é uma palavra que não existe no dicionário dela, pois está sempre buscando o desconhecido e transformando em novo, saindo na frente e sendo a visionária que é. Aplicando tudo com seu toque de midas, faz música ser muito mais que um som para nos distrair: faz arte! Estou acostumado com uma Madonna que traz músicas com apelo sexual e comercial, com batidas eletrizantes e que vão fazer todos dançarem onde estiverem. Mas dessa vez não aconteceu assim. Ela me decepcionou.

Não que a qualidade foi comprometida, aliás, está impecável. Criei a expectativa de sempre, mas ela nos surpreendeu sendo está íntima consigo mesma e fazendo uma declaração sobre o que todos esperam dela e o que querem que ela seja. Cansada de tudo, ela se mostra vulnerável em Rebel Heart. Com uma batida midtempo e acompanhada de um violão (que com certeza foi tocado pela própria), Madonna chamou o top produtor Avicii para tal tarefa de transformar sua música em um hit, como ele faz com suas músicas. Na composição, contou com o apoio de Natalia Kills, que deixou a música com seu tom intenso e obscuro. De longe essa música é uma produção cinco estrelas, mas não tem cara que vai ser a música que irá dominar o topo dos charts e ser a mais amada pelo público em geral, mas garanto que será de grande valor para todos aqueles que amam a Rainha do Pop.

Rebel Heart não grita novidade. O arranjo lembra as produções anteriores de Avicii com uma pegada country e com um refrão entoado por violinos e a batida eletropop gritante. Mas essa é a característica que citei acima: Madonna se renova a cada era, e não irá dar um tiro no pé. Com certeza essa faixa é apenas o prato de entrada. O álbum, sucessor do MDNA, está previsto para o início de 2015 e conta com o produtor Diplo (que tem em suas referências o “funk” brasileiro) e o duo Disclosure confirmados é bem provável que venha músicas prontas para dançar, como sempre. Ou as vezes não, pois Madonna tem um coração rebelde e irá fazer o que ela quiser. Então não é bom esperar o que vem, apenas deixar rolar. Já pode dizer que, com Rebel Heart está oficialmente iniciada a nova “era”.

Ouça a faixa abaixo. Não foi confirmado ainda se essa é a versão final, mas você pode tirar suas conclusões assim como tirei a minha.

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* O título da postagem se refere a uma brincadeira com a música “Eu sou a diva que você quer copiar” de Valesca Popozuda.

No iPod: Tokio Hotel – Love Who Love You Back

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Para quem não sabe, Tokio Hotel é uma banda com origem alemã e que ficou muito famosa em meados de 2007 com seu rock alternativo e que chamava a atenção pela imagem andrógina de seu vocalista, Bill Kaulitz. Em 2009, a banda foi afinando seu estilo, e lançando posteriormente o álbum “Humanoid” com referências eletrônicas e com um som pouco diferente do antecessor, mas contudo foi um grande sucesso.

Depois de cinco anos sem lançar um álbum de estudio, o Tokio Hotel volta com tudo em um álbum que grita novidade. A real prova é o single “Love Who Love You Back” que apesar de ter sido lançado em setembro, só fui ouvir agora e claro, estou vi-ci-a-do! Primeiramente porque a pegada da música é toda retro com elementos oitentistas e ao mesmo tempo futurísticas. Com a produção assinada pelo time Rock Mafia, “Love” é uma faixa em que diz de fato, para amar quem te ama.

Adorei a pegada da música e o clipe é um tanto quanto sexy. Vejam!

3 motivos para amar 7/11 da Beyoncé

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Que Beyoncé é a dona do mundo, todos nós já estamos carecas de saber. Mas a mulher está descontrolada!
Há um ano atrás, a Queen B lançou um álbum de surpresa e dominou 2014 com todas suas “músicas visuais” e nos fez querer ir na turnê mais desejada de todas.

Aí, agora ela lança uma versão de platina de seu álbum e contendo duas faixas inéditas, uma não lançada e vários remixes com participações especiais. Mas o que nos chamou atenção foi o single 7/11 que assim que saiu, veio junto com ele um clipe que uns chamaram de caseiro e outros amador. Mas vindo de Beyoncé, a definição não importa.

Tanto a música quanto o vídeo não fazem muito sentido. Eis aqui uns motivos para amar (ou não) o novo single da Bionça:

1. Música chiclete

Quer música com letra e sentimento? Ouça Jealous ou Pretty Hurts! 7/11 é uma música chiclete que vai fazer você cantarolar e ficar com a batida frenética na cabeça por horas. E sim, impossível não ficar batendo palma enquanto ela diz “clap, clap, clap, clap, clap it”. Apesar de ter dedo de Jay Z, Nicki Minaj, Pharell Williams e Kanye West por tudo que leva o nome de Beyoncé, 7/11 não foi produzida por nenhum produtor saturado. Bobby Johnson é o responsável pela magia do novo single, e já tem gente da mídia especializada que o nome do alemão veio para ficar. Vamos ver né, porque a faixa é diferente mas não é nada inovador né?

2. Louca? Bêbada?

Bem a vontade com um moleton e uma “cueca”, Beyoncé dança largada e sem compromisso de nada. A meio a loucura, se junta com outras mulheres e dançam, fazem gracinhas e bebem algo dando a impressão que estão festejando algo. Um lado divertido que nem vemos muito nos vídeos da cantora né? Pois sempre ela está contando alguma história de amor, fazendo a mulher incompreendida ou apenas querendo nos hipnotizar com suas coreografias épicas.

3. Vídeo conceitual

História para boi dormir foi essa de que o vídeo foi gravado sem nenhuma produção e conceito. As cenas podem até ser sido gravadas “naturalmente”, mas a coreografia está certinha e a edição muito perfeita. Dizer que foi feito de qualquer jeito e ser “amador”, com certeza não faz sentido. Uma coisa é filmar em casa e jogar na internet. Beyoncé não é boba, e as vezes cansada de tanto tema e histórias que abordou no álbum, quis apenas relaxar e se divertir. Viu a oportunidade e agarrou. Mas resta saber se dessa vez ela saiu na frente…

Enfim, se você ainda não ouviu ou viu o vídeo, tirem suas conclusões:

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