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Adam Lambert

Trespassing
Nota: 5,0

Artista: Adam Lambert

Álbum: Trespassing

Gênero: Pop

Depois de muito ouvir o novo álbum do Adam Lambert, vim aqui dar meu pitaco sobre o mesmo. Se pudesse resumi-lo em uma só palavra, esta seria “ÉPICO”. Mas como o blog é meu e posso escrever muito mais que uma palavra, vou descreve-lo em muitas outras, como ele merece, rs.

Se Adam Lambert se tornou um ícone pop dos últimos anos, ele deve agradecer aos produtores do seu debut “For Your Entertainment” por tal feito. Não podemos deixar de lado que sua popularidade por conta do American Idol é notória, mas o bom conteúdo de um cd é bem mais importante e agrega mais fãs do que a simpatia em um reality show. O seu álbum de estréia teve tanto valor em sua carreira que foi resultado de parcerias certas que rendeu bons frutos, como a homônima “For Your Entertainment” e “If I Had You” produzidas pelo hitmaker Max Martin, “Whatya Want From Me” composta por Pink, “Fever” por Lady Gaga e a colaboração de grandes nomes como Kara DioGuardi, Sam Sparro e até Mathew Bellamy.

Por outro lado, Adam Lambert conquistou um público fiel que querem mais e mais do cantor pop. Tal fidelidade foi colocada a prova nesse novo álbum, já que todos esperaram um trabalho nos moldes do primeiro, porém com um diferencial e seguindo as tendências do mercado atual. E essa tarefa foi cumprida perfeitamente, sem nenhum tipo de reclamação ou desaprovação. O novo álbum é cheio de hits e é uma invasão mesmo, como o nome diz, Adam invade e te faz dançar até cansar e chorar com as baladinhas cheias de emoção.

O álbum segue o padrão dance muito e depois vai descansar! A energia rola solta com a batida trabalhada no baixo, que Pharell Williams criou para “Trespassing” com direito á palminhas e tudo! Já “Cuckoo”, uma das minhas preferidas (desde os primeiros previews em baixa qualidade) é uma faixa ímpar e é toda pop industrial com dubsteps bem ligeiros no bridge. “Shady” é embalada pelo riff de guitarra bem tímido, mas o refrão vem pra quebrar tudo. Amo demais a animação dessas faixas e Adam não poupa nos vocais. “Never Close Our Eyes” é envolvente e apesar de ser composição de Bruno Mars, não se parece nem um pouco com seu ritmo. O refrão é puro electro/dance, mais conhecido como farofa. Eu gosto, então nem acho ruim, muito pelo contrário.

Logo chega “Kickin’ In”, outra obra do mestre Pharell Williams, que deixa essa faixa com um ritmo bem a cara dele, cheio de arranjos com eco e instrumentos caleidoscópicos. “Naked Love” é moderada, não tende ao lado freak, e transmite uma melodia alegre e festiva enquanto a letra diz coisas românticas e ousadas. “Pop That Lock” vem para fechar o quadro das músicas dançantes, e como o nome diz, é pop! Pop electro para ser mais exato, bem na medida e para todos os gostos, rs. Excelente produção e com um refrão bem chiclete e com bridge dubstep.

“Better Than I Know Myself” inicia a segunda parte (que eu separei, rs), a balada mais profunda do álbum. Depois vem minha favorita, a introspectiva “Broken English” que é obscura e misteriosa no começo e desabrocha um refrão de arrepiar… sem contar o bridge lírico. Recomendo ouvir essa faixa nos fones de ouvido. “Underneath” é um apelo de Adam guiado por um piano, muito bonita também. “Chokehold” é uma balada que é muito rebelde e se mostra muito agressiva. Sim, é excelente e o refrão mostra que Adam domina muito bem esse álbum. Os arranjos passeiam por seu timbre. “Outlaws of Love” é a típica baladinha “acústica” que todo cantor deve fazer deixando sua voz em evidência. Nem precisa dizer o quão brilhante é, né?

Bônus: “Runnin” segue o mesmo molde de Chokehold, inclusive também tem influências industrial, e o mais interessante nessa faixa é que no refrão, a bateria reproduz uma sequência como se a pessoa estivesse correndo. “Take Back” é excelente por muitos motivos, o principal é que ela não ultrapassa o poprock e o deixa num estilo único no álbum. Mas por um lado se destoa do mesmo, talvez seja esse o motivo de ter ficado de fora da lista standart. “Nirvana” tem piano e um dub bem do atrevido querendo tomar conta da música. O refrão é bem tranquilo e clichê, mas tem sua beleza. Uma ótima faixa por sinal, mas não merece tanto destaque assim.

Adam Lambert

Já considero Trespassing um dos melhores do ano, ultrapassando o tão esperado (e frustrado) MDNA. Adam nos mantém focados nesse álbum que mostra seu talento e como consegue manter o timbre grave e ir ao agudo sem se perder ou desafinar. Claro que há retoques e correções, mas ao se ver as apresentações ao vivo, percebe-se que ele reproduz todos os falsetes perfeitamente. Nesse álbum as parcerias certas também elevaram Adam a outro nível. Um trabalho bem envolvente e que agradou todos aqueles que esperavam ansiosamente algo desse nível do senhor Lambert.

Agora só nos resta dar play novamente em Trespassing e curtir mais uma vez um dos melhores álbuns do ano.

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