“Back to Black” para sempre

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Se há uma personalidade que fez história na música em pouco tempo de carreira, essa foi Amy Winehouse. A britânica chegou cheia de atitude com uma voz e um estilo muito peculiar. Também chamou muita atenção por causa de suas tatuagens e de seu penteado retro e ao mesmo tempo caricato. Amy foi única, assim como não haverá outro Michael Jackson, Elvis e John Lennon.

Em pouco tempo ela conseguiu manter o mundo todo aos seus pés. Mas também foram os mesmos pés que não deram o suporte necessário para aguentar toda a pressão que viria com o sucesso. Amy tinha a voz mais potente de toda a sua geração. Marcante, forte, e despojada – assim defino o timbre que nos fez admirar a pequena Winehouse que nos rendeu bons frutos com a libertadora Rehab, que duvido muito que você nunca tenha cantarolado.

O momento de ouro de Amy foi em 2008, quando Mark Ronson decidiu trabalhar junto a ela no Back to Black. O resultado não poderia ser melhor: ultrapassou barreiras e conquistou ótimas críticas, principalmente daqueles que torciam o nariz para o blues que vinha sido fabricado pelas gravadoras. Autêntica ao extremo, Amy contou com a ajuda do ritmo que estava esquecido e talvez, sendo rejeitado pelos cantores da atualidade.

Back To Black foi sem dúvidas um dos álbuns mais importantes da história músical. O seu conceito é brilhante. Sentimental e fora dos padrões, Amy traduziu suas emoções a um nível que só ela tinha a habilidade de exercer. A melódica faixa homônima, “Black To Black” é um rio de tristeza, mas com um porém. A faixa foi feita para ser saboreada junto a uma emoção tão forte quanto o próprio arranjo. A emoção de deixar algo para trás e superar.

Tudo bem que Amy Winehouse não era a pessoa mais santa, mas hoje não quero falar sobre integridade e muito menos bons costumes. O assunto é talento: a obra deixada por ela. Vamos esquecer a fatídica morte e focar no trabalho tenro que temos para curtir para o resto de nossas vidas. O imortal, Back to Black.

Amy Winehouse – Back to Black (2006)
1. Rehab
2. You Know I´m no Good
3. Me & Mr Jones
4. Just Friends
5. Back to Black
6. Love Is a Losing Game
7. Tears Dry on Their Own
8. Wake Up Alone
9. Some Unholy War
10. He Can Only Hold Her

O álbum todo soa retrô, e adoro cada faixa e sua variação de instrumentos. Cada um traz a voz de Amy com uma sintonia diferente. Ora romantica, ora moribunda, ora feliz, ora angustiada. O impacto que as letras causam é um outro ponto interessante de se comentar. A sutileza com que todos esses puxões de orelha e declarações sinceras soam, são muito fácéis de serem absorvidas. Destaco as minhas preferidas: Tears Dry On Their Own, Rehab, You Know I’m No Good, Wake Up Alone e Back to Black.

Mais um talento deixa sua marca e sua história cedo. Mas dizem que tudo que é bom dura tempo necessário para se tornar inesquecível. Nem preciso dizer que Amy será inesquecível. Ops, acho que disse né?

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