Born This Way: master review

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No dia seguinte em que o novo álbum de Lady Gaga vazou na rede, eu corri e fiz um mini review só pra não deixar passar batido. Na correria do dia a dia, não pude fazer um post decente e detalhado sobre o álbum. Até porque eu acho super válido, o tanto que comentei aqui no blog não foi brincadeira. Se você não leu o post anterior, faça-o

O estilo musical que seria seguido no álbum foi um mistério, já que a cada single era uma surpresa de gêneros. Principalmente pelos “previews” jogados nos vídeos dos bastidores de gravação, shows, apresentações através do canal no youtube, na série Gagavision.

A arte da capa é um caso a parte. Quando saiu ninguem acreditou que essa seria mesmo a capa para o cd que diziam ser o queridinho da nova geração. Mas aí que está o diferencial, uma capa super exótica e engraçada. Uma imagem que vamos ver e guardar como uma caracteristica da artista. Um dia quem sabe podem falar: você se lembra do Born This Way? Aquele com a famosa capa da moto. Quem sabe…. O ensaio foi feito pelo fotógrafo Nick Knight, que caprichou e deixou a Gaga muito linda nesse photoshoot quase todo em p&b. A cada foto que sai, mais intrigado fico, de tanto que o cara manda bem.

Bom, o conteúdo musical é o que mais importa aqui, certo? Então vou deixar aqui registrado a minha opinião sobre as músicas. Espero que gostem do álbum assim como eu gostei.


1 – Marry The Night

Para começar o álbum bem, Lady GaGa resolveu se casar com a noite. Com direito a marcha nupcial, ela entoa uma melodia acústica, até vir o refrão e a batida tomar conta da música. Mas a marchinha volta, porém não é o destaque mais, que fica por conta de um arranjo impecável, que remete muito ao pop rock vintage, com uma batida enlouquecida e alguns acordes de guitarra que não passam despercebidos.

2 – Born This Way

A faixa do comeback que causou um rebuliço e até comparações, devido o arranjo e a letra libertadora. Eu acho essa música um máximo e não consigo enjoar de ouvi-la, apesar de estar saturada, já que a ouvimos desde fevereiro. Ela tem uma produção muito simples, porém marcante. A batida dela é cativante, faz você mexer o pé enquanto lê algo.

3 – Government Hooker

Para quem já tinha desgustado um pouco do que seria essa faixa num desfile do Thierry Mugler, não foi novidade saber que essa faixa seria toda barulhenta, cheia de batidas e com críticas ás amiguinhas dos governantes que não abusam só do poder, rs. Eu adorei a mixagem, no fone de ouvido dá pra ouvir umas vozes e alguns sussuros da Gaga.

4 – Judas

Infelizmente a faixa não foi recebida com fervor pela crítica, que malhou o Judas e chegou a insinuar que Gaga tinha errado a mão. Com produção de Red One, essa música tem quem “q” de Bad Romance, porem gerou muita polêmica com a letra e com o clipe. Mas nada tira o mérito da música ser uma ótima electro pop com refrão chiclete e que quando gruda…

5 – Americano

Com uma pitada de sadismo com choque cultural. Fernando Garibay deu um jeito de trazer o melhor do ritmo latino com o pop. Os acordes do banjo, com uns claques da castanhola só fizeram essa música ficar mais perfeita. A voz gritada da Gaga então nem se fala. Um conjunto único para uma faixa muito original.

6 – Hair

Como o álbum é uma biografia, Gaga aproveitou para contar nessa música que quando era obrigada a usar uniforme, sua forma de espressão era seu cabelo. “I’m my hair” e “I’m free as my hair” são os lemas desse hino que é entoado por um sax fone e uma batida electro bem a cara do Red One. Soa libertadora mesmo!

7 – ScheiBe

Scheisse ou Merda para os íntimos. Outra música que tivemos uma préviazinha de como seria, mas que mudou todo um conceito que tinha em mente. A faixa é muito animada e tem uma vibe muito boa para as pistas. E nem precisaria de remix algum. Destaque apra o super grito que a Gaga dá no inicio da música.

8 – Bloody Mary

No começo pode parecer uma música bobinha e engraçadinha, mas depois que o batidão dark toma conta da música, só sobra admirar uma das melhores músicas do álbum. Com o tema bíblico ainda, Gaga não tem medo nenhum de falar o que pensa. Ela tambem dá seus gritões nessa música. “Oh Liberaté, mi amor.”

9 – Bad Kids

Se há uma faixa que mistura pop rock, electro, synth e 80’s é essa. Ela exala a rebeldia enjaulada daqueles anos dourados. Eu sou muito aficcionado nessa época (que não vivi, mas sinto que fiz parte… estranho né?), e acho que essa faixa é um tesouro pra nossa música atual. Uma batida perfeita e um refrão super alto astral. Minha favorita desde a primeira vez que ouvi. Thanks Gaga!

10 – Highway Unicorn (Road to Love)

Agora Lady Gaga vai atacar no rock pop, mas claro que vai deixar sua batida e seu vozeirão marcar presença. Ótima música e cheia de atitude. Me lembrou as músicas do Bryan Adams. E o pianinho no final arrebenta também.

11 – Heavy Metal Lover

Gosto dessa faixa desde quando o instrumental dela tocava nas aberturas do Gagavision. O pop industrial é o melhor de todos os que ouvi no álbum. Apesar de ter uma letra não muito expressiva, os arranjos falam por si. O refrãozinho chiclete então… dá vontade de ouvi-la por durante horas que ainda ficaria fascinado pela batida 80’s.

12 – Electric Chapel

Com uma guitarra super venenosa, a música destoa ao som de uma batida electro que causa arrepios quando Gaga diz “Follow me, Don’t be such a holy fool”. O refrão também é marcante e deixa a música com algumas lembranças daqueles órgaos que as antigas igrejas possuiam. Para finalizar, um solo de guitarra mais poderoso que a intro. Só Lady Gaga pra transformar uma capela tradicional em um rock eletrico.

13 – Yoü & I

A baladinha para acalmar os ânimos desse tanto de sintetizadores e guitarras enlouquecidas. Yoü & I é figurinha batida, pois já a conhecemos há muito tempo, mas só solada o piano. Eu adorei essa versão de estúdio e me lembrou muito as baladas da Shania Twain. Uma delícia de ouvir e cantar junto. No refrão há uma batida e uma guitarra bem equilibrada. Tudo feito com muito bom gosto.

14 – The Edge of Glory

Pra fechar com chave de ouro, nada do que caminhar a beira da glória om essa música maravilhosa. Ela é tão profunda quanto Born This Way e Hair, porém com outra intensidade. A letra da música é linda e cheia a tocar o coração dos mais bobos, que nem eu, rs. O saxofone marca a música e faz você viajar.


Faixas Bônus

1 – Fashion Of His Love

A vibe 80’s volta e parece que a gente está ouvindo alguma música da Whitney na voz da Lady Gaga. É fora de base, muito boa, mas com certeza não teria tanto nexo para fazer parte do cd. Essa faixa é uma das melhores, apesar de só estar nas edição especial do cd.

2 – Black Jesus + Amen Fashion

“Jesus is the new black”… A Vogue logo irá anunciar que Amen Fashion vai dominar as passarelas! Com uma batida marcante, a música foi descartada do cd porque se tivesse mais uma faixa falando de assuntos religiosos, meio que seria um cd gospel, rs. A faixa é boa, mas não passa disso. Vistam Jesus sempre, ele nunca sai de moda!!!

3 – The Queen

Soa como uma continuação de The Edge Of Glory, os arranjos são super parecidos e os refrões se encaixam. Lógico que sonoridade repetida não iria ser legal pro cd. Gostei muito dessa música e me lembrou muitissimo as músicas do Goldfrapp, que tambem abusam da electro oitentista. Só finalzinho da música que é chato com um solo de guitarra brega.

Bom, nem vou comentar os remixes porque não tem graça. Adorei o cd todo, claro. Eu aguardei tanto tempo para poder ouvi-lo que criei expectativas e todas foram alcançadas. Principalmente por ser um cd intimista em que a Gaga explorou o máximo das suas origens, experiencias e preferências para tornar o cd mais interessante aos fãs. Adorei toda a produção, inclusive a pitada oitentista em quase todas as faixas. Sou muito fã desse estilo e fiquei muito feliz pois um cd enfim, ficou do jeito que eu queria a tempos e nenhum artista tinha feito com tanta precisão.

O review foi 100% pessoal e não tenho nada a reclamar. Não importa o que os outros dizem sobre, eu gostei e admiro muito o trabalho de todos, incluve da Lady GaGa: que nunca nos decepciona. Born This Way nasceu para ser épico.

… o que importa no fim das contas, é que nascemos assim: livres

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