2ª Faixa

2ª Faixa: Céline Dion – Somebody Loves Somebody

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Céline Dion

Nunca fui o super fã da Céline Dion, mas tem sempre umas músicas que são mais conhecidas e a gente sempre ouve uma aqui ou outra ali e desde que essa mulher de 45 anos com cara de 20 lançou um single novo, chamado Loved Me Back to Life cujo composto por nossa amada Sia, eu me rendi completamente. A música foi lançada faz tempo e eu venho ouvindo desde então. Queria ter postado aqui antes, mas acabei ficando sem tempo e esqueci. Eu recomendo ouvir essa música pois é muito dramática e cheia de grito dessa mulher.

Mas voltando ao assunto desse post, a 2ª Faixa de hoje vai para outra música tão incrível quanto Loved Me Back to Life, e essa é Somebody Loves Somebody:

POP ELECTRO! Céline traz uma uptempo cheia de artimanhas que faz essa faixa estar sob medida para sua voz cheia de notas altas e envolventes. O refrão é fantástico e esbanja uma batida vibrante e dá até pra dizer ele é chiclete, quero ver você ouvir o “when somebody loves somebody, that’s the way it’s supposed to be” ou o grudento “Eh, eh, eh, eh, eh, eh”… e não ficar cantarolando depois.

Com sete anos sem lançar um álbum de inéditas em inglês, Céline chega derrubando todas as cantorinhas de meia tigela das cadeiras e mostrar como se faz. Além da composição de Sia, o álbum conta com as participações de Ne-Yo e o magnissimo Stevie Wonder. Irrestivel né?

ARTPOP por Pedro

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ARTPOP

“Lady Gaga está acabada!”
“Lady Gaga não conseguirá o topo dos charts!”
“Lady Gaga não é mais criativa!”
“Lady Gaga não é inovadora. Apenas copia!”
“Lady Gaga não será mais o fenômeno musical!”
“Lady Gaga está acabada.”

Isso é o que a crítica acha da Lady Gaga e de seu ARTPOP. E você acha que eu ligo?
Eu sou fascinado em tudo que ela faz e seria um review muito chato de fazer, porque iria ser só elogios.
Então só estou postando para deixar registrado meu amor por esse álbum. Esse review será rápido e direto, sem todas as críticas técnicas e apenas as importantes. Ao fim deixarei algumas ressalvas.

1. AURA
“Enigma popstar is fun. She wear burqa for fashion”
A versão finalizada não ficou tão diferente da demo que vazou no meio do ano. A batida pop industrial com influências latinas/orientais são o ápice da música.

2. VENUS
“Rocket number 9 take off to the planet Venus”
Ouço Venus e já me imagino no espaço e toda aquela vibe galática futuristica. Uma viagem, literalmente.
Refrão incrível e amei o brigde onde Gaga chama todos os planetas como se fosse uma chamada ou uma apresentação. Detalhe: é uma 2ª Faixa!

3. G.U.Y.
“I wanna be that guy… G.U.Y.”
Desde o preview eu já fiquei <3 in love <3 com essa música. Esse dub é enigmático e nos transporta para o Born This Way, sei lá. Acho essa música super dark.

4. SEXXX DREAMS
“When I lay in bed I touch myself and I thinking in you “
A favorita de 11 dentre 10 pessoas. Desde quando foi apresentada no iTunes Festival essa música caiu no gosto popular e foi a mais esperada por nós. E o que dizer de Sexxx Dreams? Apenas maravilhosa. Destaque para a parte onde entra um baixo bem tropeçado com a Gaga contando “I cant believe i’m telling you this, but i have a couple of drinks and OMG.

5. JEWELS N’ DRUGS
“com T.I., Too Short e Twista”
Próxima (porque não sou obrigado… até hoje não ouvi essa inteira. que permuta foi essa, Gaga?)

6. MANICURE
“Ma-Ma-Ma-Manicure”
Rockzinha delícia. Tem a fórmula gaga mas beira o marasmo. Não venho muita evolução e nem potencial pra hit. Linha reta, apenas.

7. DO WHAT U WANT (com R. Kelly)
“Do what u want with my booodyyy?”
Amo essa intro psicodélica. Amo Gaga arrasando no estilo Mariah de ser. Amo o feat. do R. Kelly. Amo que essa faixa não era single e acabou virando. Amo.

8. ARTPOP
“Free my mind… ARTPOP… You make my heart stop”
Essa sim é eletrônica trabalhada no cosmo digital da rede de computadores. Mas cadê o batidão?

9. SWINE
“You just a pig inside an human body”
Amo desde a demo vazada. Não mudou quase nada e isso é um sinal positivo. Tem uma intro e trechos eletrônicos, em seguida vem versos tranquilos e depois alguns gritos frenéticos SWIIINE. Como não amar?

10. DONATELLA
“I am so fab check it out, I’m blonde, I’m skinny, I’m rich, and I’m a little bit of a bitch”
A MELHOR MÚSICA. A MÚSICA QUE DEFINE ARTPOP. Ouço e lembro tanto o tecktonik e não tem como não ouvir e só pensar naquela cara toda botocada da Donatella Versace né? E pra mim não muda nada, pois é excelente a cada vez que ouço. Essa permuta sim valeu a pena!E o melhor: essa música não tem apelo nenhum… Não tem cara de single, mas quem sabe? DONATELLA!!

11. FASHION!
“Looking good and feeling fine”
A SEGUNDA MELHOR MÚSICA. A SEGUNDA MÚSICA QUE DEFINE ARTPOP
Quando Gaga disse que Will.I.Am e David Guetta estavam responsáveis pela produção de Fashion! eu pensei: “vai dar merda”! E não é que paguei a língua? A música é fodastica e tem uma vibe disco retrô que eu amo! E nem me parece com as farofas que Will.I.Am está sempre envolvido. E nem me incomodei com a voz dele em alguns momentos e no fim da música.

12. MARY JANE HOLLAND
“Introducing, ladies and gentleman, Mary Jane Holland!”
Doida! Madeon brilhantemente fez de uma música falando de drogas se tornar uma coisa politicamente audível. E vamos combinar, é demais. E claro, sem sentido algum.

13. DOPE
“I’ll keep searching for an answer cause I need you more than dope”
Deu pra perceber que a Gaga tentou fazer algo do estilo You&I mas não deu certo. Eu preciso confessar, a música no iTunes Festival pareceu melhor que a finalizada. Desculpa mundo, mas não estou engolindo Dope. rs

14. GYPSY
“I don’t wanna be alone forever but I can be… tonight”
Linda.. Perfeita! Mirou no Elton John e se deu bem. Gypsy é a faixa mais linda de todo o ARTPOP e tô amando muito esse arranjo. E sinto que Gaga devia ter lançado ela como single ao invés de Dope. TONIIIIIIIIIIGHT!

15. APPLAUSE
“Pop culture was in art, now art’s in pop culture in me”
Por favor! Vendo o potencial de todas as outras, Applause chega a soar como a mais fraca e despreparada. Mas eu a ouvi tanto que estou cansado, saturado e enjoado de todo esse arranjo. A.R.T.P.O.P.

Pra finalizar

A Lady Gaga polêmica e cheia de influências está sumindo. Sem pretensão de chocar e causar desconforto nos padrões, Gaga vem de cara limpa apenas usando a arte como referência. E todo mundo especulou muito sobre o ARTPOP e ela se resume a dizer que pode ser qualquer coisa. Que cada um tire suas conclusões.

Para mim o álbum está espetacular, porém não acho que ele superou o Born This Way e não tem nenhuma Bad Romance. Mas tem Gypsy que vale pelo álbum todo.

Porque ser cult está na moda!

Review: Katy Perry – Prism

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O álbum colorido e reluzente de Katy Perry superou expectativas e é uma safra de novos hits, porém não houve inovação.

Prism
Nota: 4,0

    Artista: Katy Perry

    Álbum: Prism

    Gênero: Pop

2013 iria ser o ano do comeback de Katy Perry, que depois de destrinchar seu Teenage Dream todinho, iria vir com um álbum novo e cheio de drama e atitude. Bom, esse marketing falhou pois Katy Perry não veio rebelde como imaginavamos, porém trouxe um álbum na medida e bem mais maduro. Na minha opinião o melhor de toda sua carreira.

Prism é como uma viagem no tempo. Depois de trazer toda a doçura da adolescência, Katy foi além e como um prisma, deixou a luz bruta entrar e refletir suas próprias cores. O álbum passeia entre vários estilos e as faixas conversam entre si. Façam o teste: coloquem o álbum para tocar e deixe no modo aleatório. A sintonia entre as músicas continuam a mesma? Bom, eu achei que sim. Uma parece complementar a outra e você pode até dizer que Prism é igual. Mas eu discordo, se você parar para ouvi-lo com atenção, vai notar o quão são diferentes.

Em time que está ganhando não se mexe, e Katy não mudou muito do lineup de produtores. Os hitmakers Dr Luke, Max Martin, Cirkut e Bonnie McKee continuaram intactos. As novidades ficaram por conta das colaborações com Sia, Emeli Sandé e o seu amado John Mayer, que segundo ela foi o responsável pelo nome do álbum. Se você ainda não ouviu o álbum, peço que faça já. Ou pelo menos as prévias, basta dar play abaixo:

Prism dá partida em Roar, que dispensa apresentações. Eu sei que você já cansou de ouvir o rugido da Katy por aí. E claro, já postamos aqui também. Foi uma boa escolha começar com Roar, pois é bom que já dá pra ver que essa música já deve ser descartada logo. Legendary Lovers chega com a temática oriental nas veias. Com o arranjo inspirado em Bollywood, a música se desenvolve ao meio hindu. Tem um refrãozinho chiclete e já a detectamos como uma 2ª faixa. Estonteante, Birthday começa com gostinho de disco music, onde todo mundo dançava nas discotecas com roupas extravagantes e estilosas. Uma faixa pop e com uma letra bem fofa. Na mesma viagem ao tempo, Katy traz o gosto dos anos 90 na frenética Walking On Air, que me lembra muito minha infância onde todos as músicas dance havia essa batida. Unconditionally é a primeira baladinha e vem para tranquilizar um pouco. Essa música tem muito a cara da Katy e o refrão dela é bem intenso.

A intro de Dark Horse é fantástica. Hipnotiza e eu queria muito que tivesse mais dessa bizarrice na música. A participação de Juicy J é interessante e eleva a música outro padrão. Antes do álbum sair, era a minha preferida e de longe a mais diferente do Prism, por ter uma batida nigga e com um refrão melódico. Falando em favoritas, estou amando This Is How We Do como se não houvesse amanhã. Com uma pegada urban e uma batida desprentensiosa, “This…” tem um refrão marcante e que estou com ele na cabeça desde a primeira vez que ouvi. Destaque para o fade onde Katy diz: “What? Wait. No, no, no… Bring the beat back, that’s right” e a música volta a tocar. International Smile parece que veio importada do Teenage Dream, soa como a continuação de Part Of Me, inclusive quando entra um arranjo que lembra o saxofone de Last Friday Night, o que não a faz ser ruim.. pois é ótima. Tem uma vibe tão conhecida, que faz lembrarmos que a Katy das antigas ainda está ali. O começo de Ghost começa muito triste e obscuro, mas o refrão é animadinho e manda o fantasma da tristeza embora. Mas essa música fica ali, mas não marca presença. Saindo da zona de conforto, Love Me é uma baladinha produzida pelos suecos Bloodshy & Avant. E como é marca registrada da dupla, a batida frenética não podia faltar. Vocais no ponto, espero que se ela for a cantar ao vivo, que mantenha o tom.

Anos 80, é como descrevo This Moment que me lembra PetShop Boys, League Human e toda as percursoras do synthpop que com certeza inspirou Stargate e Benny Blanco a produzir essa faixa. Gostei bastante e está entre minhas favoritas. Double Rainbow é uma música da Sia e eu aposto que será single. Ninguem é louco de gravar algo dela e não lançar, é tipo comprar um pote de sorvete e comer sozinho. A faixa é a balada mais intimista do álbum e tem aquele Q de hit, a julgar pelo refrão mainstream. Autobiografica, By the Grace of God é a música de agradecimento a Deus por uma nova vida, linda por sinal e fecha o álbum standard com chave de ouro. Uma baladinha que não tem potencial para single.

Só queria saber porque Spiritual ficou de fora do tracklist e entrou como bônus. O que é essa música? Perfeita! Com um arranjo incrível puxado pro synth moderno, a faixa tem a colaboração de John Mayer e é uma das melhores e mais produzidas. Assim como It Takes Two que é uma baladinha intensa e bem Katy também, porém escrita pela nossa amada Emeli Sandé. E para finalizar, a envolvente e enigmática Choose Your Battles, que mostra o quanto o álbum é misto em estilos e Katy não se deixa uniformizar.


Katy Perry – Walking on Air [SNL] por eidurrasmussen

Katy Perry enterrou a Katy doce e colorida, mas o espirito dela continua vivo. Houve muita evolução da cantora em Prism, mas o medo de pensar fora da caixa foi maior e o álbum soou mais um da Katy Perry. O trabalho está impecável e não consegui desaprovar nenhuma das músicas e acho que esse álbum irá sim ser um marco na carreira dela, porém não fez nem cócegas em relação a história do pop. Gostei de tudo? Sim, porém não dei 5 estrelas pelo fato de não acha-lo envolvente e novo. No fim tudo foi reformado e misturado com antigas referências, mas nada realmente que seria novidade.

Obrigado Katy por um álbum recheado de hits e espero que você trabalhe bastante nele. Pois o álbum está impecável em cada detalhe. Te amamos, gatinha. ROAR!

2ª Faixa: Jessie J

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Jessie J

Enquanto não posto o review do Alive, novo álbum da Jessie J, deixo aqui a minha tese da 2ª faixa.
Representando a categoria, descobri Thunder que é excelente em todos os pontos. E ainda tem cara de single.

Produzida por uma “duplinha” sensacional e que separadas já fizeram músicas de Britney, Rihanna, Ke$ha e Katy Perry sentirem o gosto do #1 nos charts, eis eles: Stargate + Benny Blanco. A letra ficou por conta da própria Jessie J com algumas contribuições ali e outras aqui.

You make my head shake
I watch the glass break
I never thought it’s like tonight
Just like a mystic
You make my earth quake
You feel like thunder in sky
Like thunder, thunder, thunder (oh oh)
Thunder, thunder, thunder
Like thunder, thunder, thunder (oh oh oh oh)
You feel like thunder in sky

2ª faixa: Keep Your Shoes

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Scissor Sisters

Já parou pra perceber que a maioria das segundas faixas de quase todos os álbuns são boas? Não?? Por isso eu estou aqui para comprovar que essa minha teoria é certa! Para essa segunda, escolhi a magnífica “Keep Your Shoes”, do Scissor Sisters!

No começo essa música parece a saturada Let Me Think About It, de Fedde Le Grand e Ida Corr que tanto tocou em 2008, mas conforme a faixa se alonga, percebemos que o parentesco das duas é bem distante. Keep Your Shoes é muito boa e é impossivel ficar parado quando essa música começa! A batida dela é frenética e os vocais de Jake Shears e Ana Matronic incrementam mais ainda essa sensação. O refrão é agitado e não deixa ninguem parado! Produzida por Alex Ridha, a faixa não é farofa e foge bastante das produções que ele costuma fazer. Vamos torcer para se tornar single!! (yn)

Mais um fato comprovado: a 2ª faixa continua sendo boa!

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