Resenhas de Álbuns

Rihanna só quer falar

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Sem apelo e voltando as origens, Rihanna traz a gangster de volta. Só que dessa vez ela quer mais que cantar…

Se 2010 foi um ano de sucesso para Rihanna, 2011 não poderia ser diferente. A ex-ruiva que passou pelo Brasil nesse ano, não está de brincadeira e tá mostrando pro mundo todo que sua música está em primeiro lugar. Ela não para! Nem bem acabou a turnê e já lançou um novo álbum que pegou todos de calças curtas.

Sim, os rumores que Riri estaria gravando um álbum sempre esteve presentes, mas o tempo em que todo o processo de divulgação foi feito que causou curiosidade. Em pouco tempo foram divulgando capas, tracklists e até algumas músicas. Tudo muito espontâneo e com uma necessidade de fazer esse álbum acontecer. Tanto que nem criamos tantas expectativas, como foi a novela Loud, que quem bem se lembra, o álbum não vazava nunca.

Talk That Talk não chega a ser tão expressivo como o Rated R, e nem com tantos gêneros musicais como o antecessor Loud. Rihanna decidiu trabalhar com os hitmakers do pedaço: Dr. Luke, Jay Z, Stargate e o todo poderoso Calvin Harris para formularem um álbum de sucesso.

O álbum começa animado, Rihanna entrega o cartão de visita com a r&b You Da One que é uma delícia de ouvir por causa da batida dubstep (que Dr. Luke tá usando em tudo que é produção agora). Where Have You Been e We Found Love não deixam o clima esfriar e leva todos para o dancefloor. Ambas são produções de Calvin Harris e como dá pra perceber segue a linha de letras curtas e um batidão no meio das músicas. Bem bate cabelo. A faixa título Talk That Talk (feat. Jay-Z) é um r&b bem comum, mas tem uma batida que lembra muito o Rated R. Cockiness (Love It) é nigga, urban e chega cheia de atitude, mas não é nada mais que isso. Agora, uma música que não entendo é essa Birthday Cake. Juro que quando ouvi pela primeira vez, tive a impressão que essa música veio incompleta. Dai baixei outra vez e ela é assim mesmo. Sem nexo, mas tem um refrãozinho bem chiclete.

Agora vamos combinar: We All Want Love é muito amor. Que faixa linda, gostosa de ouvir e dá vontade de sair pelas ruas cantando e abraçando o mundo. Já é uma das minhas preferidas. Dobradinha Stargate: Drunk On Love é expressiva e lembra muito a Te Amo. O refrão é mais forte ainda e eu quero muito ouvir essa música ao vivo. Roc Me Out é fantástica, apesar de clichê tem toda uma vibe animada e eletrica. Também lembra muito o Rated R.

Watch n’ Learn é bonitinha e toda produzida com um r&b retro. Não me agradou muito, pois acho que nem parece a Rihanna, e nem combina tanto com ela. Farewell é uma balada que merece destaque. Linda e que valoriza muito a voz da Rihanna. Ficaria satisfeito se virasse single, já que soa muito comercial. Red Lipstick é urban e não economiza no dubstep. Interessante e com um lado todo badboy. Do Ya Thang é um r&B retrô que ao contrário de Watch n’ Learn valorizou a voz e não a deixou caricata. Uma batida suave e que merece um destaque. Pra finalizar, nada melhor que uma baladinha com influência européia. Fool In Love tem pouco destaque dos instrumentos (e sim, Dr. Luke usou dubstep outra vez) e Rihanna conseguiu expressar bem todos seus sentimentos.

No geral, Talk This Talk é um dejavu. As faixas sempre deixam a impressão que já ouvimos algo parecido na voz dela. Ou em outras vozes.
O conceito é que as músicas são boas, porém são raras aquelas que se diferem. Mas por ser um álbum feito as pressas e sem expectativa alguma, está de bom tamanho. A direção artistica por sua vez ficou fantástica. Adorei todo o photoshoot e essa idéia de jornal. Já que faz todo o sentido né? Veja como é a embalagem do cd aqui.

Enfim, Rihanna fez um belo trabalho e claro que será um sucesso. Mas está longe de garantir um lugar de destaque em sua carreira. É só mais um álbum que não tem pretensão ou motivo para ser levado a sério. Soa comercial e desesperado… coisas de gravadora.

No campo de batalha com The Wanted

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Com influências dancepop, o The Wanted faz de Battleground, um convite para dançar.

Ultimamente a terra da rainha anda rendendo bons frutos para todo o mundo musical. Adele, Nicola Roberts, Cher Lloyd, Ed Sheeran, Pixie Lott, e os queridinhos do momento: The Wanted. Sim, a versão masculina das The Saturdays já conquistaram o coração de todos os britânicos e de alguns brasileiros, quando nesse ano passaram pelo Festival Z, do qual Justin Bieber foi a grande atração.

É inevitável não se render a essa boyband, já que eu tentei o máximo, pois nunca fui muito chegado nesse tipo de grupo e evito bastante. Mas bastou ouvir Glad You Came para ser rendido. E claro que todo o carisma de Max, Shiva, Jay, Nathan e Tom contaram muito para que essa seja um dos únicos grupos masculinos que estou acompanhando. Ahhh e claro, o sotaque britânico…. 😳

O álbum nem bem foi lançado e já está entre o cinco mais vendidos lá no Reino Unido. E esse número só tem a subir, pois o novo trabalho está fadado ao sucesso e com a influência deles é bem capaz de conseguirem um lugar ao sol.

Desde a primeira audição do Battleground, a minha impressão foi que pegaram um cd de alguma boyband e mixaram com um electropop bem dançante. A receita funciona bem, porém não é uma fórmula que o difere de tantos outros álbuns que foram lançados esse ano. O álbum segue uma linha só e a sensação que temos é que uma faixa é a continuação da outra. E não que isso seja ruim.

O piano meloso de Glad You Came inicia o álbum, mas logo uma “sanfoninha” toma conta e logo desenrola um batidão pop e tinhoso. O refrão é chiclete e não dá pra ficar parado sem cantarolar. Lightning tem uma energia diferente da anterior e nos conquista com a variação dos corinhos no refrão. Essa música também é produção do nosso querido Steve Mac. A midtempo Warzone é sensacional. Desde quando saiu o radiorip, já a adorei. Claro que minha queda por dubstep tambem ajudou, mas tem um “bridge” no finalzinho que muda o ritmo da música que é o melhor da música. I’m running from a warzone…

Invincible também tem seu charme e é toda neo-romantica. Impossível não se identificar com a letra da música. Last to Know e I’ll Be Your Strength podem dar as mãos e sairem pelo mundo, pois são duas baladinhas que acalmam o álbum e que eu sempre estou pulando. Apesar de ótimas faixas, não é o tipo de música que gosto de ouvir no “meio”. Elas se encaixariam bem no final do álbum.

Rocket me lembrou muito Backstreet Boys nesse último comeback. Gosto bastante dessa faixa, mas nada se compara com I Want It All, que é meio acústica e com um instrumental em segundo plano. Você se derreteu, mas The Weekend não deixa ninguem parado. É uma das minhas favoritas e o refrão soa bem clichê, mas sempre ótimo. Lie To Me me lembrou Take That. Talvez por essa faixa não ser electro, e sim, pop. A letra dessa música é profunda demais. E pra fechar com chave de ouro, Gold Forever que foi escrita por Steve Mac e Claude Kelly, logo tem um respaldo. A música começa calma, mas o batidão chega e não tem como não curtir a vibe que ela traz. A venda desse single foi destinado a caridade. Um ótimo desfecho. – Ps: Tem uma versão do iTunes que tem mais faixas, mas infelizmente não consegui baixar.

The Wanted fez um belo trabalho, porém tem seus altos e baixos. Defini-los seria muito dificil, pois é um álbum com mais qualidades do que defeitos. Eu me surpreendi bastante e para quem não tinha interesse algum neles, (ou talvez fosse só preconceito) estou muito satisfeito com o resultado.

Cher Lloyd, prazer em conhece-la!

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Eu já falei tanto, mas tanto da Cher Lloyd aqui no blog, que vocês já estão se achando íntimo dela. Tanto que não demorou muito e o álbum de estréia, Sticks + Stones já caiu na net e todo mundo já está ouvindo sem parar. E só temos que dizer que foi um prazer conhece-la!

Para quem achava Cher imatura e sem personalidade durante toda a sua estada no X-Factor, mal poderá julga-la no seu debut. A menina não faz feio e mostra que tem muita atitude e que pode sim, ser irreverente com toda sua pequena experiência.

O álbum por sua vez não é fraco, porém não chega a soar como uma obra prima moldada ao sucesso. Para começar temos faixas energéticas e que coloca toda alegria no ambiente. Essas são Grow Up (feat. Busta Rhymes) e Want U Back. Em contra partida, chega With Ur Love (feat. Mike Posner) que é toda meiga, tranquila e bem chiclete. Swagger Jagger foi o seu cartão de visita, e causou opiniões controversas e ao mesmo tempo polêmicas. Mas causando ou não, conquistou o #1 nos charts britânicos. Balanceando o clima, a baladinha Beautiful People (feat. Carolina Liar) garante um vocal mais delicado e introspectivo.

Com a maioria das músicas e demos vazadas, o álbum não trouxe muitas surpresas, mas fiquei muito impressionado com a versão finalizada de Playa Boi, que ficou jovem e numa batida urban bem marcante. Superhero também tem seu charme, mas não passa de mais uma música pop clichê. Aproveitando o máximo os ritmos dos seus produtores, Over the Moon saiu um resultado disso: tem pop, electro e dubstep… tudo junto e misturado. Agora, uma que achei ótima e intrigante foi Dub on the Track (feat. Mic Righteous, Dot Rotten & Ghetts). O dubstep nessa faixa é mais presente do que na anterior, e o jeito que Cher mistura a melodia é impresionante. Ora canta, ora faz seus raps. O refrão é hipnotizante. Uma das minhas preferidas. E pra fechar com chave de ouro, End Up Here é a baladinha feita pra finalizar o álbum. Bem suave e muito bonitinha e até parece vir direto de um conto europeu.

Apesar de ser um álbum curto, Cher Lloyd não pescou e garantiu um dos melhores times de produtores que poderia ter em seu álbum de estréia. “Chamou” Red One, Toby Gad e até Shellback, que foi responsável (junto com Max Martin) pelo Femme Fatale da Britney. Cher co-escreveu todas as músicas e está se empenhando o máximo que pode na divulgação. Acredito que no começo será dificil para os britânicos aceitarem Cher Lloyd, mas pelo menos por aqui ela já está em nossos corações.

Nicola Roberts, are you happy?

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Nicola, Cinderela


Cinderella's Eyes
Nota: 5,0

    Artista: Nicola Roberts

    Álbum: Cinderella’s Eyes

    Gênero: Pop

Quis começar esse review do mesmo jeito que Nicola começou sua carreira solo: contando um conto! E se formos analisar, a “confecção” do álbum soa como um conto dos irmãos Grimm em que o começo é sofrido mas ao decorrer da estória, tudo toma seu devido lugar. Sim, a história solo de Nicola Roberts não iniciou muito feliz; já que quando ela assinou contrato com a gravadora, todos os fãs do Girls Aloud duvidaram de sua capacidade. Tanto que conforme iam saindo notícias, menos interesse havia.

Apesar de conhecer o grupo há pouco tempo, jamais pensei que a Nicola iria fazer um trabalho tão diferente e com uma qualidade superior de qualquer outra integrante. Desde então imaginei que o álbum iria vir recheado de baladas e músicas com uma pegada mais romântica. Mas pelo visto, caí do cavalo. Porém me surpreendi muito.

Quando saiu o primeiro vídeo da saga de Miss. Roberts gravando o álbum, com o instrumental de Beat Of My Drum no background, meio que enlouqueci e a curiosidade de ouvir a versão finalizada foi só aumentando. Tudo era muito diferente e brilhante para uma Girl Aloud que não apostavamos todas as fichas. Queria prolongar esse post e contar como foi minha reação a cada música que foi “saindo”, ou em cada novidade sobre esse processo. Mas o foco são as músicas, e até porque quem lê o blog (ou me segue no twitter) acompanhou toda a alegria que foi a redescoberta de Nicola Roberts.

01. Beat Of My Drum

Nicola escalou um time de peso para lhe ajudar a fazer esse sonho possível. O coringa na jogada foi nada mais, nada menos que Diplo, que virou o bambambam depois que começou a usar a nossa musicalidade em suas produções. Beat Of My Drum é a prova que o funk americanizado deu certo e que não precisa ser vulgar para conquistar a todos. Esse single teve tanto impacto que todos se surpreenderam com o batidão envolvendo Nicola, que se rendeu dançando remexendo o popozão.

02. Lucky Day

O álbum ficou na responsabilidade do dj francês Dimitri Tikovoi, que junto com Maya Von Doll e com a própria Nicola, fizeram de Cinderella’s Eyes um dos álbuns britânicos mais esperados do ano. Lucky Day é despojada e com elementos retro. A voz de Nicola está na medida e o refrão nos conquista com sua simplicidade. Escrita “pelo” Dragonette, a música tem seus altos e baixos, porém não deixa de ser uma graça. Uma pena que como single, não tenha atingido bons índices nos charts. O clipe também segue a linha da música e mostra uma Nicola sapequinha andando pelas ruas com seu mini vestido. Veja aqui.

03. Yo-Yo

Yo-Yo foi uma das que mais gostei por ter uma batida tão intismista e ao mesmo tempo comum, que me rendi completamente. A letra da música é profunda, pois ninguem quer se sentir como um iô-iô sendo jogado de um lado para o outro. O detalhe dessa faixa está no bridge quando Nicola explora bem seu timbre e não faz feio ao cantar agudamente. Eu não consigo acompanhar, rs.

04. Cinderella’s Eyes

A faixa-título é uma música genuinamente nos moldes britânicos. Não há duvida que tem uma influência retrô novamente em Cinderella’s Eyes, por conta dos sintetizadores bizarros, mas a música é um prêmio a parte. Debochada, Nicola pergunta se a Cinderela está feliz com seus agudinhos.

05. Porcelain Heart

Porcelain Heart saiu logo em seguida de Beat Of My Drum e também me chamou a atenção por ser uma balada que o Girls Aloud cantaria tranquilamente. Os arranjos são fortes e a batida soa como uma forma de desabafo, do estilo, por favor… não quebre meu coraçãozinho de porcelana! Amo o baita grito que a Nicola dá aos ultimos minutos da música. Arrepiante.

06. I

Desde que que ouvi o preview de I, me senti intrigado com aquele som que lembrava o oriente, e que me dava uma melancolia. Com uma batida assustadora e ao mesmo tempo refrescante, é uma faixa que soa acusticamente muito bem. A voz de Nicola está crua e suas palavras fazem sentido conforme entra em colisão com os elementos lúdicos que só o Metronomy conseguiria fazer tão bem. Um detalhe que percebi foi que essa faixa não tem um refrão estabelecido. I é uma crítica ao nosso egocentrismo? Só sei que essa música começa e termina misteriosa.

07. Everybody’s Got to Learn Sometime

Com certeza o pessoal do The Korgis ficariam muito felizes se ouvissem esse cover que Nicola fez de um de seus maiores sucessos. A versão ficou por conta de pianos e batidas que beiram ao dubstep (que virou sensação agora. todas quer). Nem precisa falar que a voz da Nicola encaixou muito bem nessa versão. PONTO PARA NICÃO!

08. Say It Out Loud

Quem foi o engraçadinho que botou uma música do Goldfrapp no cd da Nicola?? Foi a primeira coisa que pensei na primeira vez que ouvi, porque a musicalidade é idêntica. Todos esses elementos futurísticos e oitentistas são a cara da banda britânica. Amo muito a forma que essa música toma vida. É fantástica e soa como se fizesse parte do filme Xanadu. Uma das minhas favoritas. Produzida pelo trio The Invisible Men, não temos no que se queixar, pois melhor impossível.

09. Gladiator

O batidão tá de volta, mas dessa vez Nicola só quer CHÃO CHÃO CHÃO CHÃO CHÃO. A energia dessa música é fora do normal, e apesar de não ser comercial o bastante, acredito que faria muito sucesso nas pistas. O bridge lembra “Closer” da Kylie Minogue, que também faria um ótimo trabalho se essa faixa caísse em suas mãos. Imagina só a miação de Nicola e Kylie juntas?? hahahaha

10. Fish Out Of Water

Não satisfeito com a bagunça gloriosa que aprontou em I, Metronomy produziu Fish Out Of Water, que também é toda trabalhada no mistério e nos sintetizadores. Simples e coesa, essa música toca como se fizessemos uma viagem no tempo ou pra qualquer lugar que não seria onde estariamos. O timbre suave dessa vez nos faz ficar hipnotizados por essa música que não faz sentido algum, só sei que ela está longe de ser um peixe fora d’agua.

11. Take A Bite

Take a Bite é uma música que me lembra muito a Uffie. Não sei porque mas essa variação de ritmos me fez até pensar que fosse ska ou algo mais urban. O refrão é desconexo e faz a música tomar outra dimensão. O The Invisible Man também foi responsável por essa produção, que também tem uma batida envolvente e que agrada a todos.

12. Sticks + Stones

A baladinha mais borocoxô desde Adele. Cheia de sentimento e mágoas passadas, Nicola não economiza nas emoções e desabafa como foi dificil lidar com as injustiças que passou e todo o drama que foi guardando. Muito comovente e emocionante, palavras sinceras e uma situação que todos já passaram. Uma música que fecha com chave de ouro.

Pois bem, o saldo total desse album sempre será positivo. Fico triste por Disco, Blisters & a Comedown não ter entrado pro álbum, pois é uma das melhores. Talvez não quiseram deixar o cd com ritmos muito repetidos, já que essa música também é um pop britânico.

Acredito que Nicola tem muito do que se orgulhar, apesar de não estar deslanchando nos charts, os fãs que acompanharam toda a saga ficaram muito felizes com esse lançamento. Posso até dizer que foi um dos melhores do ano e está melhor que qualquer outro lançado pela suas amigas de grupo. Não desdenhando o talento das outras, mas é que Nicola soube fazer um trabalho tão bom quanto o que desempenhava no grupo. Mas um debut não se compara a um hit coletivo, né?

Agora podemos confirmar que não existe mais um patinho feio, e sim, uma linda donzela a procura de seu final feliz.

PARABÉNS NICOLA. MUITO SUCESSO PARA VOCÊ!! ME ADICIONA NO MSN!!! hahaha

It’s Demi B*tch!

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Esqueçam quem foi a menina Demi Lovato!
Eis aqui uma mulher com novos ideais…

Sim, não estou brincando! Demi Lovato teve o objetivo de gravar um álbum totalmente diferente do que já havia feito. E o resultado foi surpreendente. Quebrou barreiras e jamais poderíamos dizer que esse cd seria, de fato, seu.

Não nego, gostava mais das músicas da Demi no soundtrack de Camp Rock do que em seus cds. Não sei porque, mas os seus dois trabalhos soavam muito infanto juvenil, com aquela pegada rock rebel apaixonada que não sou admirador. Claro que acho muito bem feito, mas não era algo que me fazia ouvir repetidas vezes.

Quando vi na timeline que a Demi iria lançar um novo álbum, já imaginei a mesma sonoridade dos anteriores. Daí veio Skyscraper que quebrou todos os tabus que eu tinha feito em cima dela. Na primeira vez que ouvi, não acreditei que a Kerli havia dado uma de suas músicas a Demi. Ficou tão cativante que podiamos sentir tudo o que ela queria passar. Logo depois, foi divulgado o tracklist do álbum e eu claro DUVIDEI e pensei que fosse fake. Até porque pelo primeiro single, achei que fosse ser uma energia mais obscura e sentimental… jamais imaginaria essa menina cantando com Missy Elliot, Dev e Iyaz. Quando o álbum caiu na net, pude comprovar: A DEMI É A NOVA BITCH DO PEDAÇO!

Mas não levem pelo lado ruim!!! Bitch pelo fato de suas músicas soarem mais adultas, com uma pegada mais sexy e com uma levada às pistas de dança. Dê o play no preview do álbum e acompanhe a review:

Unbroken começa animando com uma música produzida pelo Timbaland e que diz que vai rolar uma festa All Night Long com a divertida Missy Elliot. Eu achei essa música ótima para abrir o cd. Super alegre e com uma batida que é marca registrada do Timba. E claro que a festa continua com a energia de Who’s That Boy que tem o feat da novata Dev, You’re My Only Shorty que lembra um pouco do lado Disney que ela seguia, e tem o feat Iyaz. No bloco de participações, chega a vez do Jason Derulo encantar em Together que é uma das mais lindas do álbum. A batidinha R&B me fez lembrar algumas músicas da Rihanna. Lightweight reduz o batidão do álbum e Demi não economiza talento nessa baladinha midtempo. Acalmou? Agora se prepara que o batidão vai voltar… a faixa-titulo Unbroken, como já disse aqui, é de longe a melhor do álbum. A pegada dance valorizou muito a voz de Demi e acredito que não deixará de ser single. Fix a Heart é do time das baladinhas e também não faz feio. Apesar do arranjo soar comum, Demi se entrega e isso a deixa interessante.

Acho intrigante o ritmo de Hold Up, pois é uma música que destoa totalmente do álbum. O uso abusivo de sintetizadores deixou a música estranha e com uma cara de Selena Gomez (até porque essa faixa é do Dreamlab, que tambem produziu When the Sun Goes Down). Se a intenção era essa, acho que conseguiram.
Mistake começa animada, mas reduz o tempo quando Demi embala junto ao piano e o refrão é lindo. Aquele que dá vontade cantar junto. Vai aprendendo a letra aí, pra não fazer feio!! Já na décima faixa e eu encontro outra que virou minha favorita: Give Your Heart a Break. Não sei porque, mas amo a batida e o violino que entoa a música. Acho moderna, e muito gostosa de ouvir e com refrão chiclete. :roll: Skyscraper é lúdica e te envolve com toda a atmosfera Kerli. Amo o bridge: “go run run run…”. In Real Life é toda R&B e com uma pegada ska, que deixa o refrão todo pop. Uma mistureba que deu certo. My Love Is Like a Star segue a mesma linha, porém mais puxada pra um falso blues, por causa da bateria incessante. Eu adoro e acho unica, ótima para descansar as batidonas e deve ser ótima pra dançar juntinho. E pra finalizar, For the Love of a Daughter é a balada mais profunda e mais emotiva de todo o Unbroken. Talvez seja por ser inteiramente de autoria da Demi e com a mensagem especial sobre o amor que sente por seu pai. Soa totalmente pop e até então entraria no album anterior, mas Demi preferiu esperar o momento certo para lançar-la. Muito linda a letra e bem carregada com um apelo tão singelo. Não tem como não se colocar no lugar dela e sentir isso. O remix de Skyscrapper é ótimo também, mas dispensa qualquer opinião.

A menina Lovato tentou se esconder dentro de uma carcaça renovada e cheia de atitude. Mas claro que ela está ali. Só está vivendo um novo momento e se atualizando ao que o pessoal está gostando de ouvir. E como toda estrela pop, se reinventa. Tenta surpreender seus fãs e até conquistar novos admiradores. Confesso que fiquei surpreso com o conteúdo do álbum e claro que vai entrar no ranking dos melhores do ano. Produções fantásticas e com fundamento. Não é só farofa não!!

Espero que ouçam o álbum e digam o que acharam dessa nova Demi Lovato.

Obs.: O foco desse post é o conteúdo do álbum. Qualquer “acontecimento” relacionado a Demi foi preservado, pois não há necessidade de comentário.

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