Katy, a adolescente sonhadora

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Durante esses últimos meses não se falava em outra coisa a não ser o cd Teenage Dream, segundo trabalho da cantora norte-americana Katy Perry. Faz exatamente um ano que ela começou a trabalhar nesse cd e eu só tenho que parabenizá-la pois o resultado final foi excelente, apesar de não ter nada novo, conseguiu me conquistar.

No álbum anterior, Katy conseguiu emplacar quatro canções entre elas, I Kissed A Girl, Hot N Cold, Thinking Of You e Waking Up In Vegas. Aposto que Teenage Dream será bem explorado, até porque tem tantas músicas que são boas que deverão virar hits rapidinho. Vamos comprovar? Dá play no player abaixo e vamos acompanhar o review?

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ada como começar um álbum com a música que leva o nome do álbum! Katy Perry nos entrega o cartão de visitas com a baladinha Teenage Dream e deixa um refrão super dançante. Last Friday Night (T.G.I.F.) já virou hino para quem curte o melhor da sexta-feira, até porque Katy conseguiu ressucitar a velha expressão “Thanks God, It’s Friday”. Não há quem fique parado com a batida oitentista que logo tem um solo de saxofone que me lembrou Kid Abelha, rs. A manjada California Gurls todo mundo conhece e já está embalando nosso verão. Apesar da semelhança om Tik Tok, a música é super alegre e a participação do Snoopy Dogg só teve a acrescentar. Firework vem toda elétrica para dosar o espírito energético do álbum, mas no refrão e que Katy Perry deixa o batidão correr solto. Mas se você perceber a voz dela some um pouco. Peacock nem bem virou single e já tem gente querendo policiar essa faixa. Cheia de malícia e com um refrão bem sujo e grudento, ou você acha que Katy fez essa música só porque ela quer ver seu “pavão“? E olha, tô até vendo o bafafá que não vai ser esse lançamento e promete quebrar muitos tabus. Circle the Drain chega rasgando uma guitarra toda raivosa e não é pra menos: Katy vai cantar nessa musica a conturbada vida amorosa com Travis McCoy, citando que ele era um drogado e que estava cuidando dele que nem uma mãe. A voz está mais potente e a fúria de Katy não deixa a música morrer no meio do caminho. Para acalmar, The One That Got Away é a solução. Uma faixa tão meiguinha, bem a cara da Lily Allen em F*ck You. E.T. segue uma batida totalmente virtual e futuristica mesmo, digamos. Haja synth pra deixar a voz da Katy Perry no nível da batida. O refrão chiclete já não nos supreende mais, até porque é uma das marcas registradas dela. Who Am I Living For? continua no mesmo ritmo synth com uma batida bem 90’s, mas nem merece destaque. Pearl começa com a voz bem destacada, logo os instrumentos começam a aparecer e deixam um refrão super meigo e bem simples, o que deixa a música monótona. Hummingbird Heartbeat chega com uns acordes de guitarra bem marcantes e a vibe de Teenage Dream volta e o poprock fala mais alto. O refrão também não deixa dúvidas que essa música veio pra esquentar o que o álbum tinha esfriado. Not Like the Movies é a balada que se encaixa perfeitamente pra fechar o álbum: o piano dá impressão que tudo não passou de um sonho. Logo a bateria dá uma acelerada á musica que deixa a voz bem marcante.

Na minha opinião o álbum foi uma grande produção. Teve momentos de alegrias e depressões constantes, tudo igual a “One Of The Boys”, mas Katy foi esperta em produzir um álbum comum a seu estilo, do que fazer um totalmente cheio de estilos que não está acostumada cantar e flopar pro resto da vida. Mas acho que Dona Perry fez muito burburinho pra pouca coisa, tanto que vazou muita música e na hora da surpresa, ficou um vazio que não conseguimos preencher.

Katy Perry precisa aceitar que tem talento e credibilidade. Nada que um pouco de malícia não resolva. Ate porque polêmica ela sabe causar…

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