Madonna – Versão 2012

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Durante toda a carreira de Madonna, a primeira audição de seus álbuns eram marcos na história da música pop. Seja lá qual ele for, a rainha arrancava suspiros e interjeições surpresas de seus ouvintes a cada nova música que começava. É inevitável não se surpreender com cada material novo que ela lança no mercado fonográfico, tanto que a cada vez é mais lógico esperar pelo melhor e inovador dela.

Nos últimos anos, Madonna foi muito questionada sobre a responsabilidade de manter o “reinado” com a idade avançando números maiores que cinco dezenas. Ela com todo o talento e experiência deixou bem claro que está sim, cada vez mais preparada para empenhar o melhor em seu trabalho, que pra nós é apenas entretenimento.

Em 2012, a eterna Material Girl resolveu retomar o seu posto e apresentar ao mundo um novo trabalho, o MDNA, que nada mais é que seu DNA atualizado ás tendências de hoje com muitas influências do passado.

A cada trabalho lançado, Madonna tenta inovar e sempre trazer ritmos novos ou abortar assuntos polêmicos para não soar repetida. Em MDNA não foi diferente: ela escalou um time de peso para produzir seu álbum e não teve medo em arriscar em parcerias (até então) duvidosas.

Madonna

Com a produção dividida entre Martin Solveig, Indigo e o duo Benassi, o disco veio pronto para as pistas, que é aonde Madonna se sente em casa. Regado ao ritmo da atualidade, o electropop viaja por diversos outros gêneros que não o faz monótono. MDNA vem balanceado entre a perdição de matar um namorado á declarações de amores de relacionamentos fracassados.

Colocando o cd para tocar, temos o prazer de ouvir Madonna recitando um pedido de perdão (lembrando vagamente a inesquecível Dita Parlo) que é entoado pela batida suave de Girl Gone Wild que nos leva a um refrão animado. Em seguida somos intimidados ao suspense de Gang Bang com sons de armas sendo engatilhadas e com uma mulher vingativa que canta os seus planos sórdidos. I’m Addicted chega e deixa o clima mais animado, porém não menos tenso. Essa faixa é ótima e tem uma influência tecnológica com efeitos que hipnotizam. Turn Up the Radio quebra toda a tensão e deixa um clima alegre e descontraído. O refrão é ótimo e com uma batida electro muito gostosa. Depois chega a juvenil e espevitada Give Me All Your Luvin’ que de brinde contém o featuring de Nicki Minaj e de M.I.A. Eu já falei muito dessa faixa por aqui, mas continuo gostando muito, pois a energia dela me contagia. L-U-V MADONNA!

A intro de Some Girls é tão fantástica que até a coloquei para ser meu toque do celular. A música é toda perfeita e com sintetizadores constantes e Madonna está com um autotune excelente para tal produção. Gosto muito dessa, e o refrão dela me faz lembrar da I Like It Rough da Gaga. Superstar é aquela música que é tão bonitinha que devia ser single só para ganhar um clipe fofo. Sim, eu amo Superstar e essa batidinha farofa do Martin. O refrãozinho dela me conquistou… uh la la! I Don’t Give A é urban, é retro, é Madonna 2012! A música é cantada no estilo singtalk e o refrão é uma intimidação a parte e é um cala a boca para muitos. Nem precisa falar o quão importante é o rap da Nicki Minaj, né? “Há apenas uma rainha, e é Madonna, sua vadia!” Eu gosto bastante de I’m a Sinner, mas é uma faixa que eu descarto facilmente da reprodução. Essa música soa clichê e com uma batida bem enxugada das que ouvimos todos os dias nos rádios. Eu a trocaria pela bonus track Beautiful Killer.

O destaque de todo o álbum na minha opinião fica na faixa Love Spent. Simplesmente por ela começar com um banjo, se desenvolver no electro e finalizar o brigde numa balada digna de holofotes. É como vejo essa faixa, bem diferente e com diferenciais que deveriam ter sido mais explorados no álbum todo.

Com a temática de amor no ar, Masterpiece é a balada que conquista todos pela profundidade da letra, até porque Madonna a fez baseada em seus relacionamentos passados. Mas eu prefiro bem mais a Falling Free pela individualidade do ritmo que ela desenvolve. É uma balada com influência erudita e que me lembra aquela época de reis e rainhas. Uma completa viagem.

Cortando o clima sonhador, Beautiful Killer vem com uma energia matadora. Essa faixa é tão boa que foi um pecado ficar de fora do tracklist standart. Tem uma batida animada e com um refrão ótimo, me lembrou bastante a era Music. I Fucked Up eu ignoro, não gosto muito dela. Não sei, acho melancólica e tediosa e a sinto enfiando uma carta de desculpas goela abaixo. Mereceu ficar de fora.
B-Day Song é divertida, engraçada e juvenil, uma Madonna bem diferente. O featuring da M.I.A. é bem interessante, principamente quando ela canta “I’m a happy gal”, rs. Best Friend não é nada demais, mas tem uma produção interessante, que me recordou bastante do Hard Candy.

Conclusões finais:

Madonna quis pegar o barco das modinhas e fez um álbum excelente para seus fãs, que estavam sedentos por algo novo. Com músicas fortes e outras nem tanto, ela conseguiu subir mais um degrau de sua escala, mas não é nada que deva se orgulhar. A divulgação e a escolha dos “carros chefes” ficaram a desejar, já que muitas canções deviam ter sido negadas e outras acatadas sem nem pestanejar. Acredito que a mudança de gravadora fez com que Madonna colocasse mais a mão na massa, mas faltou um pouco de certeza e confiança por parte dos produtores. Martin Solveig fez um trabalho excelente, mas podia ter criado algo novo, ao invés de reciclar suas antigas melodias. O feat com Nicki Minaj foi interessante e no mínimo surpreso, mas não é nada demais perto da imensidão que é Madonna. MDNA é um álbum refrescante e feito para se divertir, não tem pretensões e muito menos veio rotulado como o melhor da década, mas consegue se destacar na carreira da rainha. Mas não chega a ser o preferido, pelo menos pra mim.

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