Nasci desse jeito: todo vazado

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Como todo álbum que vai ser lançado, a espera para ouvi-lo sempre consume os fãs. Com Lady Gaga não seria diferente. Infelizmente o seu “Born This Way” caiu na net antes do previsto e todo mundo correu para matar a curiosidade. E eu não iria ficar de fora, já que todo mundo iria ouvir e comentar. Enfim, ouvi e achei que o céu e a terra iriam se fundir no momento em que ouvi: passei perto. A cada música que acabava, um frio na barriga começava. É isso que Lady Gaga faz conosco, emoção e ansiedade a flor da pele.

Meio que estou sentindo uma sensação de dever comprido, parece que fiz parte de todo o projeto. Acompanhamos todo o processo, e a cada noticia que saía, era meio que uma vontade que era suprida. Eu sou fã da Lady GaGa desde o momento que ela pisou no palco do Miss Universe e cantou Just Dance. A partir dali eu comecei a seguir fervorosamente e a cada lançamento eu vejo uma cantora mais madura e consciente. Suas músicas não estão aí só para você dançar no meio da pista de dança… e sim, fazer você pensar no significado de cada palavra: sendo envolvendo as feridas abertas da igreja, ou apenas falando de como é viver num mundo onde uma pessoa famosa tem várias faces e não conseguimos ler a sua “poker face”.

Voltando ao assunto principal, o novo álbum, achei ele bem rico e íntegro. Gaga prometeu e cumpriu: trouxe um cd pop misturado com electro e muitas influências musicais. Inclusive influências latinas, que no qual foi o máximo explorado dos produtores especializados no assunto: Fernando Garibay e RedOne. Ao longo do cd, é muito fácil distinguir uma faixa de outra, pois a mistura de generos faz com que cada faixa seja única. Esse trabalho conta com uma alta tensão de progressive rock, pop e muito 80s (que é meu preferido).

Eu estou muito feliz com esse álbum e acredito que é um trabalho intimista sim. Todo o buzz criado em torno dele, é pra mostrar que Lady Gaga não se importa só com o monstro da fama. Ela tambem está preocupada com o jeito que você nasceu, seja ele preto, branco ou bege. A batida electro de algumas músicas te levam a dançar ou simplesmente adorar a voz de Gaga, que continua melhor do que nunca.

Essa é minha primeira impressão sobre o álbum, que estou ouvindo de cabo a rabo sem pular nenhuma faixa. Sei que é cedo para escolher uma favorita, mas Bad Kids já meu tesourinho. As faixas bônus ainda não cairam na rede, mas o lançamento do cd está perto. Preciso ouvir mais para poder fazer uma resenha daquelas, cheia de detalhes e pontos, até porque a Lady Gaga merece. Peço que vocês também o ouçam sem preconceitos, e admire um álbum que vai marcar 2011.


Vejo vocês em breve!

Ps: Não vou colocar o link de download, porque a Interscope (gravadora) já está banindo todos os links.

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