Nicola Roberts, are you happy?

Por em |

Nicola, Cinderela


Cinderella's Eyes
Nota: 5,0

    Artista: Nicola Roberts

    Álbum: Cinderella’s Eyes

    Gênero: Pop

Quis começar esse review do mesmo jeito que Nicola começou sua carreira solo: contando um conto! E se formos analisar, a “confecção” do álbum soa como um conto dos irmãos Grimm em que o começo é sofrido mas ao decorrer da estória, tudo toma seu devido lugar. Sim, a história solo de Nicola Roberts não iniciou muito feliz; já que quando ela assinou contrato com a gravadora, todos os fãs do Girls Aloud duvidaram de sua capacidade. Tanto que conforme iam saindo notícias, menos interesse havia.

Apesar de conhecer o grupo há pouco tempo, jamais pensei que a Nicola iria fazer um trabalho tão diferente e com uma qualidade superior de qualquer outra integrante. Desde então imaginei que o álbum iria vir recheado de baladas e músicas com uma pegada mais romântica. Mas pelo visto, caí do cavalo. Porém me surpreendi muito.

Quando saiu o primeiro vídeo da saga de Miss. Roberts gravando o álbum, com o instrumental de Beat Of My Drum no background, meio que enlouqueci e a curiosidade de ouvir a versão finalizada foi só aumentando. Tudo era muito diferente e brilhante para uma Girl Aloud que não apostavamos todas as fichas. Queria prolongar esse post e contar como foi minha reação a cada música que foi “saindo”, ou em cada novidade sobre esse processo. Mas o foco são as músicas, e até porque quem lê o blog (ou me segue no twitter) acompanhou toda a alegria que foi a redescoberta de Nicola Roberts.

01. Beat Of My Drum

Nicola escalou um time de peso para lhe ajudar a fazer esse sonho possível. O coringa na jogada foi nada mais, nada menos que Diplo, que virou o bambambam depois que começou a usar a nossa musicalidade em suas produções. Beat Of My Drum é a prova que o funk americanizado deu certo e que não precisa ser vulgar para conquistar a todos. Esse single teve tanto impacto que todos se surpreenderam com o batidão envolvendo Nicola, que se rendeu dançando remexendo o popozão.

02. Lucky Day

O álbum ficou na responsabilidade do dj francês Dimitri Tikovoi, que junto com Maya Von Doll e com a própria Nicola, fizeram de Cinderella’s Eyes um dos álbuns britânicos mais esperados do ano. Lucky Day é despojada e com elementos retro. A voz de Nicola está na medida e o refrão nos conquista com sua simplicidade. Escrita “pelo” Dragonette, a música tem seus altos e baixos, porém não deixa de ser uma graça. Uma pena que como single, não tenha atingido bons índices nos charts. O clipe também segue a linha da música e mostra uma Nicola sapequinha andando pelas ruas com seu mini vestido. Veja aqui.

03. Yo-Yo

Yo-Yo foi uma das que mais gostei por ter uma batida tão intismista e ao mesmo tempo comum, que me rendi completamente. A letra da música é profunda, pois ninguem quer se sentir como um iô-iô sendo jogado de um lado para o outro. O detalhe dessa faixa está no bridge quando Nicola explora bem seu timbre e não faz feio ao cantar agudamente. Eu não consigo acompanhar, rs.

04. Cinderella’s Eyes

A faixa-título é uma música genuinamente nos moldes britânicos. Não há duvida que tem uma influência retrô novamente em Cinderella’s Eyes, por conta dos sintetizadores bizarros, mas a música é um prêmio a parte. Debochada, Nicola pergunta se a Cinderela está feliz com seus agudinhos.

05. Porcelain Heart

Porcelain Heart saiu logo em seguida de Beat Of My Drum e também me chamou a atenção por ser uma balada que o Girls Aloud cantaria tranquilamente. Os arranjos são fortes e a batida soa como uma forma de desabafo, do estilo, por favor… não quebre meu coraçãozinho de porcelana! Amo o baita grito que a Nicola dá aos ultimos minutos da música. Arrepiante.

06. I

Desde que que ouvi o preview de I, me senti intrigado com aquele som que lembrava o oriente, e que me dava uma melancolia. Com uma batida assustadora e ao mesmo tempo refrescante, é uma faixa que soa acusticamente muito bem. A voz de Nicola está crua e suas palavras fazem sentido conforme entra em colisão com os elementos lúdicos que só o Metronomy conseguiria fazer tão bem. Um detalhe que percebi foi que essa faixa não tem um refrão estabelecido. I é uma crítica ao nosso egocentrismo? Só sei que essa música começa e termina misteriosa.

07. Everybody’s Got to Learn Sometime

Com certeza o pessoal do The Korgis ficariam muito felizes se ouvissem esse cover que Nicola fez de um de seus maiores sucessos. A versão ficou por conta de pianos e batidas que beiram ao dubstep (que virou sensação agora. todas quer). Nem precisa falar que a voz da Nicola encaixou muito bem nessa versão. PONTO PARA NICÃO!

08. Say It Out Loud

Quem foi o engraçadinho que botou uma música do Goldfrapp no cd da Nicola?? Foi a primeira coisa que pensei na primeira vez que ouvi, porque a musicalidade é idêntica. Todos esses elementos futurísticos e oitentistas são a cara da banda britânica. Amo muito a forma que essa música toma vida. É fantástica e soa como se fizesse parte do filme Xanadu. Uma das minhas favoritas. Produzida pelo trio The Invisible Men, não temos no que se queixar, pois melhor impossível.

09. Gladiator

O batidão tá de volta, mas dessa vez Nicola só quer CHÃO CHÃO CHÃO CHÃO CHÃO. A energia dessa música é fora do normal, e apesar de não ser comercial o bastante, acredito que faria muito sucesso nas pistas. O bridge lembra “Closer” da Kylie Minogue, que também faria um ótimo trabalho se essa faixa caísse em suas mãos. Imagina só a miação de Nicola e Kylie juntas?? hahahaha

10. Fish Out Of Water

Não satisfeito com a bagunça gloriosa que aprontou em I, Metronomy produziu Fish Out Of Water, que também é toda trabalhada no mistério e nos sintetizadores. Simples e coesa, essa música toca como se fizessemos uma viagem no tempo ou pra qualquer lugar que não seria onde estariamos. O timbre suave dessa vez nos faz ficar hipnotizados por essa música que não faz sentido algum, só sei que ela está longe de ser um peixe fora d’agua.

11. Take A Bite

Take a Bite é uma música que me lembra muito a Uffie. Não sei porque mas essa variação de ritmos me fez até pensar que fosse ska ou algo mais urban. O refrão é desconexo e faz a música tomar outra dimensão. O The Invisible Man também foi responsável por essa produção, que também tem uma batida envolvente e que agrada a todos.

12. Sticks + Stones

A baladinha mais borocoxô desde Adele. Cheia de sentimento e mágoas passadas, Nicola não economiza nas emoções e desabafa como foi dificil lidar com as injustiças que passou e todo o drama que foi guardando. Muito comovente e emocionante, palavras sinceras e uma situação que todos já passaram. Uma música que fecha com chave de ouro.

Pois bem, o saldo total desse album sempre será positivo. Fico triste por Disco, Blisters & a Comedown não ter entrado pro álbum, pois é uma das melhores. Talvez não quiseram deixar o cd com ritmos muito repetidos, já que essa música também é um pop britânico.

Acredito que Nicola tem muito do que se orgulhar, apesar de não estar deslanchando nos charts, os fãs que acompanharam toda a saga ficaram muito felizes com esse lançamento. Posso até dizer que foi um dos melhores do ano e está melhor que qualquer outro lançado pela suas amigas de grupo. Não desdenhando o talento das outras, mas é que Nicola soube fazer um trabalho tão bom quanto o que desempenhava no grupo. Mas um debut não se compara a um hit coletivo, né?

Agora podemos confirmar que não existe mais um patinho feio, e sim, uma linda donzela a procura de seu final feliz.

PARABÉNS NICOLA. MUITO SUCESSO PARA VOCÊ!! ME ADICIONA NO MSN!!! hahaha

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