Nicole e seu amor assassino

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Nicole Scherzinger vem com tudo em seu primeiro álbum solo, Killer Love

Quando o grupo The Pussycat Dolls decretou seu fim, Nicole Scherzinger era a integrante mais preparada para o caminho do estrelato. Mas infelizmente tudo que Nic fazia, não emplacava. Talvez fosse a má produção por trás de suas músicas, ou a falta de empenho da gravadora. Logo a carreira estava indo por água abaixo até Red One resgatar o talento dela e reinventar a pussycat.

Com a injeção de animo, ela lançou Poison como single. Para o espanto de todos, a música foi bem aceita pela crítica especializada. É impossível não se render a batida industrial com o vozeirão da Nicole. Dai veio o clipe e a fez tudo calhar novamente!

Não satisfeita, Nicow emplacou a ótima balada Don’t Hold Your Breath que reinou durante semanas nos charts europeus. Dessa vez o clipe é muito bonito, porem simples. Veja o clipe aqui.

Dias depois, o álbum dela já estava a venda e pudemos desfrutar de um trabalho bem feito, pois o cd ficou bem sortido de ritmos, agradando gregos e troianos. Killer Love, tem como produtor principal Red One, famoso por trabalhar com Lady GaGa e tambem desflopar Jennifer Lopez, como já citei aqui.

O álbum começa com a dançante Poison, que de tão falada se tornou o carro chefe do cd. Killer Love, a faixa-titulo vem com uma guitarra e uma batida ótima, o refrão só faz a música ficar melhor ainda, essa é minha preferida desde os previews. Desde que Don’t Hold Your Breath vazou na net, eu senti que essa música seria um estouro, já que tem os moldes das baladas do Pussycat. Não foi a toa que chegou em #1 né? A música é muito linda e os arranjos certos contribuiram bastante para isso. Right There começa de um jeito que pensamos que a música seria uma baladinha leve, mas depois vem uma batidinha que entrega. You Will Be Loved acalma o álbum, e deixa aquele clima de love no ar, pois essa baladinha é bem potente. Daí Wet vem toda batidão e se entrega ao refrão chiclete também. Essa também é uma das minhas prediletas até então. Em outra sintonia chega a midtempo Say Yes que tem uma batida clubber moderninha, e o refrão é meio que entusiasmante.

Se a anterior era clubber, Club Banger Nation tem o veneno todo localizado na electro. A gravadora quer lançar essa faixa como single, eu acho super válido pois ela tem uma pegada de pista e não precisará de ser remixada. Achei Power’s Out tão linda, ainda mais por ter o featuring do Sting. E essa faixa tem uma vibe muito boa, chego até me arrepiar quando ouço a voz dela meio que sussurada em algumas partes. Dai chega Desperate, que também é muito linda, bem retrô e com a voz da Nicole super balanceada entre as notas. Everybody soa muito fatal com os arranjos no início, mas não deixa de ser uma balada pop. Heartbeat é um remix do featuring que fez com Enrique Iglesias, que por sinal é ótima e o clipe é bem sensual. Casualty me lembrou muito as baladas dos artistas europeus, principalmente por usar um piano como base. Achei muito parecida com Died In Your Eyes, da Kristinia DeBarge. AmenJena continua com o piano, porém com a voz da Nicole muito mais intimista e cheia de emoção. Uma linda balada por sinal.

Enfim, Nicole enfrentou bons bocados porém encontrou a luz finalmente. O álbum é um trabalho muito bom e já é um dos melhores do ano. A voz de Nicole está super crua e muito bem balanceada como sempre. As batidas das músicas só teve a acrescentar, inclusive as baladas que estão impecáveis. Só a arte do álbum que ficou muito fraca, e achei muito feia a tipografia que usaram. Espero que a divulgação continue em peso e assim Nicole tenha o merecido feedback. Espero que tenham gostado do review assim como eu, de o ter feito.

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