No campo de batalha com The Wanted

Por em |

Com influências dancepop, o The Wanted faz de Battleground, um convite para dançar.

Ultimamente a terra da rainha anda rendendo bons frutos para todo o mundo musical. Adele, Nicola Roberts, Cher Lloyd, Ed Sheeran, Pixie Lott, e os queridinhos do momento: The Wanted. Sim, a versão masculina das The Saturdays já conquistaram o coração de todos os britânicos e de alguns brasileiros, quando nesse ano passaram pelo Festival Z, do qual Justin Bieber foi a grande atração.

É inevitável não se render a essa boyband, já que eu tentei o máximo, pois nunca fui muito chegado nesse tipo de grupo e evito bastante. Mas bastou ouvir Glad You Came para ser rendido. E claro que todo o carisma de Max, Shiva, Jay, Nathan e Tom contaram muito para que essa seja um dos únicos grupos masculinos que estou acompanhando. Ahhh e claro, o sotaque britânico…. 😳

O álbum nem bem foi lançado e já está entre o cinco mais vendidos lá no Reino Unido. E esse número só tem a subir, pois o novo trabalho está fadado ao sucesso e com a influência deles é bem capaz de conseguirem um lugar ao sol.

Desde a primeira audição do Battleground, a minha impressão foi que pegaram um cd de alguma boyband e mixaram com um electropop bem dançante. A receita funciona bem, porém não é uma fórmula que o difere de tantos outros álbuns que foram lançados esse ano. O álbum segue uma linha só e a sensação que temos é que uma faixa é a continuação da outra. E não que isso seja ruim.

O piano meloso de Glad You Came inicia o álbum, mas logo uma “sanfoninha” toma conta e logo desenrola um batidão pop e tinhoso. O refrão é chiclete e não dá pra ficar parado sem cantarolar. Lightning tem uma energia diferente da anterior e nos conquista com a variação dos corinhos no refrão. Essa música também é produção do nosso querido Steve Mac. A midtempo Warzone é sensacional. Desde quando saiu o radiorip, já a adorei. Claro que minha queda por dubstep tambem ajudou, mas tem um “bridge” no finalzinho que muda o ritmo da música que é o melhor da música. I’m running from a warzone…

Invincible também tem seu charme e é toda neo-romantica. Impossível não se identificar com a letra da música. Last to Know e I’ll Be Your Strength podem dar as mãos e sairem pelo mundo, pois são duas baladinhas que acalmam o álbum e que eu sempre estou pulando. Apesar de ótimas faixas, não é o tipo de música que gosto de ouvir no “meio”. Elas se encaixariam bem no final do álbum.

Rocket me lembrou muito Backstreet Boys nesse último comeback. Gosto bastante dessa faixa, mas nada se compara com I Want It All, que é meio acústica e com um instrumental em segundo plano. Você se derreteu, mas The Weekend não deixa ninguem parado. É uma das minhas favoritas e o refrão soa bem clichê, mas sempre ótimo. Lie To Me me lembrou Take That. Talvez por essa faixa não ser electro, e sim, pop. A letra dessa música é profunda demais. E pra fechar com chave de ouro, Gold Forever que foi escrita por Steve Mac e Claude Kelly, logo tem um respaldo. A música começa calma, mas o batidão chega e não tem como não curtir a vibe que ela traz. A venda desse single foi destinado a caridade. Um ótimo desfecho. – Ps: Tem uma versão do iTunes que tem mais faixas, mas infelizmente não consegui baixar.

The Wanted fez um belo trabalho, porém tem seus altos e baixos. Defini-los seria muito dificil, pois é um álbum com mais qualidades do que defeitos. Eu me surpreendi bastante e para quem não tinha interesse algum neles, (ou talvez fosse só preconceito) estou muito satisfeito com o resultado.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...