Orange is the new vício

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Orange is the new Black

Não vou mentir mas demorei bastante para dar uma chance para a série “Orange is the new black”. O burburinho que se envolveu a divulgação da primeira série produzia pelo Netflix foi intenso e eu sempre via alguém comentando pelo facebook sobre. Como eu não assino Netflix pensei que não iria assistir, mas quem disse que a curiosidade me deixou dormir em paz? Corri no oráculo e li a sinopse. Gostei e tratei de assistir o piloto online mesmo.

“A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é sentenciada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em favor para sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex (que menciona Piper em seu julgamento, causando sua prisão): elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão. ” – Wikipedia

Orange soou chata no começo. Assisti até a metade do episódio com vontade de fazer outras coisas, inclusive dormir. Achei chato a introdução longa sobre a Piper, sobre o relacionamento e tudo mais. Na hora que ela entrou de fato na prisão eu me interessei mais. Depois que passou essa parte a história foi me prendendo de tal forma, que eu devorei a primeira temporada todinha em dois dias.

E vou confessar, eu pulo as partes em que o noivo (pé no saco) dela entra em cena. É dispensável. Estou apaixonado por todas as personagens e seus enredos. É muito bacana quando aprofundam nas histórias e o porque de cada uma estar ali. Me conectei bastante e a cada episódio é uma diversão. Claro que a série é bem pesada e com dramas intensos, mas de vez em quando tem alguns momentos engraçados.

O mais interessante da série é o choque que causa em nós. Todas as detentas são culpadas por algo que fizeram, mas a humanidade de cada uma faz com que a vemos como devia ser vistas: como pessoas normais. Pois a série ilustra bem isso, o arrependimento e a vontade de ser reintegrada a sociedade, que é dura as vezes e sempre com o preconceito presente. É um novo olhar pra esse mundo que não conhecemos.

Orange is the new black tem pessoas de todos os jeitos, mas minhas favoritas já são além da protagonista Piper Chapman, a cozinheira russa Red, a jovem drogada Nicky e a transexual Sophia em que cada episódio se desenrola enredos maravilhosos e que dá um toque de emoção a todo aquele clima carcerário. Já alerto que a série é imprópria para menores de 18 anos e com toda razão, pois tem bastante conteúdo explicito, se é que me entendem.

Mas só assistindo para ter uma noção do quanto essa série é diferente e merece ser assistida. Pelo que assisti me diverti bastante e gostei. Fica a dica para você que assim como eu estava a rejeitando.

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