Quando eu crescer, quero ser veterinário!

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Veterinário

Bom, eu duvido que a maioria das pessoas que estão lendo esse post não quiseram serem veterinários para poderem cuidar de gato e cachorro quando crianças. Eu fui uma delas. Mas quando somos crianças tudo é fácil e cheio de fantasias, e não temos aquela noção do que é ser um veterinário de verdade e que não dá só pra cuidar de animais domésticos. Depois de um tempo amadurecendo a ideia, percebi que aquilo seria muito difícil porque teria que cuidar de vaca, cavalo, cobra… e desisti. Esqueci.

Sempre fui aquele aluno bem esperto e inteligente. Por ser filho único e ficar a maior parte do tempo sozinho fazendo arte, minha mãe achou melhor me colocar numa escolinha. A melhor decisão dela, pois lá eu conheci amiguinhos e aprendi muita coisa. Até inglês. Por ser uma escolinha particular, logo atingi a idade do pré escolar e tive que ir para uma escola pública. Eu gostava porque ia de ônibus e os coleguinhas eram bem diversos. Mas a minha professora me odiava. Eu era muito inteligente perto dos outros e lembro de uma vez que ficou marcado para sempre em minha memória.

Lembro que ela escreveu no quadro a palavra PIPOCA, e antes dela terminar de escrever o A eu já gritei lá do meu lugar: “PIPOCA”. Ela me olhou feio e falou alguma coisa que era como se fosse uma represália. Fiquei sem graça e a bobinha apagou a palavra e escreveu de novo. PIPOCA. Como a gente era muito obediente, fiquei quieto e não falei nada. Mas não me recordo bem, mas lembro que minha mãe contava que a professora várias vezes mandava bilhetinho reclamando que eu fazia minhas atividades e ficava conversando, atrapalhando os coleguinhas.

A partir dali fui crescendo e aproveitando a infância. Brincava muito na rua e fazia minhas lições a noite. Com os graus subindo, fui ficando mais malandro ainda. Porém nunca fui reprovado. Virei um aluno de média. E quando foi chegando o 1º ano do Ensino Médio fui entendendo o que era faculdade de fato. Não queria fazer, porque na minha cabeça faculdade era coisa de gente rica ou de gente que queria ser médico. Eu não era rico e nem queria ser médico, logo fui rejeitando a idéia cursar uma faculdade.

Ganhei meu primeiro computador aos 15 anos e ao contrário do povo da minha idade, eu não gostava só de ficar no orkut ou msn, brisando e apertando F5. Eu tinha curiosidade de saber como se fazia as montagens, gifs e sites. E desde então fui fuçando e procurando como se fazia. No ano seguinte eu já estava com um flog bombado cheio de cacarecos. Com o tempo fui me aperfeiçoando e aprendendo a mexer em programas mais avançados. O ápice da minha alegria foi quando comprei um cd do Photoshop (piratão) aqui na minha cidade e comecei a fuçar e fazer coisas legais. Tomei gosto pelo design sem saber.

O tempo foi passando e logo chegou o 3º ano e me deparei com o ENEM. O fiz mas acreditava não ter talento nenhum e nem vontade pra estudar mais. Bom, eu tinha flog e blog; amava criar posts e mexer com imagens. Logo pensei; “hmmm posso ser jornalista ou escritor”. Fiz alguns vestibulares para Comunicação Social e passei nas que prestei, mas no meu coração eu não sentia a vontade de ir. Aproveitei que a faculdade era longe e meus pais aceitaram eu esperar o ano seguinte. Mas não aconteceu. Comecei a investir no meu blog (esse que vocês leem) e fazia layouts por encomenda. Não rendia muito $$ mas já era uma ocupação. Vendo meu “talento”, meu pai arrumou um emprego numa gráfica da cidade e nossa: eu não sabia nada! O que eu sabia não me serviu nadinha. Apenas o meu conhecimento por fontes, que se eu tenho uma qualidade essa é saber nome de fonte. Os quatro anos que “perdi” sem estudar, ganhei na técnica e no aprendizado real. Aprendi muita coisa, porém com o tempo que fui ficando lá, já havia sugado tudo que podia desenvolver e me senti parado e sem foco. Graças a essa oportunidade, hoje eu tenho certeza o que quero cursar: Publicidade e Propaganda.

Claro que não é 100%, mas eu sei que serei feliz no curso pois quero muito aprender novas técnicas e descobrir o que minha criatividade é capaz. Esse post era pra ser algo sobre escolhas e o que ser quando crescer. Sei que fugi do foco, mas foi bom tirar um pouco disso pra fora. Até porque é vida nova e nada do que histórias antigas darem lugar a novas histórias.

Um abraço.

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