Resenha: “Quem é você, Alasca?”, de John Green

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Dias atrás fui à Sebo Só Ler de Porto Alegre. Lá, troquei alguns livros e encontrei o maravilhoso “Quem é você, Alasca?” do escritor norte americano John Green – para quem não vive nesse mundo e não conhece, o cara que escreveu “A Culpa é das Estrelas”. Eu estava atrás deste livro em especial havia algum tempo e ao consegui-lo desisti de outras leituras, caindo no universo de Green.

A trama narra a história de Miles Halter, um garoto da Flórida viciado em “célebres últimas palavras” que decidi ir para a escola interna Culver Creek, no Alabama em busca do seu “Grande Talvez”. Chegando lá conhece Coronel, que acaba por ser seu primeiro amigo de verdade e a bela e enigmática Alasca Young. Miles, que sempre foi CDF e contido se vê em um universo totalmente diferente. Aprendendo que a vida é muito mais do que ele sempre imaginou e que ele está muito perto de encontrar seu “Grande Talvez”.

É incrível como muitos de nós podem se identificar com Miles e, ao mesmo tempo, querer ser Alasca. A garota imprevisível, impulsiva e enigmática é o revés de muitos – o meu, inclusive -, ela sabe o que quer. É dela as duas frases mais interessantes – na minha humilde opinião, durante o livro: “vocês fumam por prazer. Eu fumo para morrer”. Em outro momento, Alasca cita as últimas palavras do General Simón Bolívar, no livro “O general no seu labirinto”, de Gabriel García Marquez: “como sairei deste labirinto?”, pergunta essa que paira pelo livro.

A divisão em duas partes, em que Miles mostra como era antes e depois de Alasca, é uma sacada muito boa de Green. Mostrar como você pode ser antes que alguém mude sua vida e o que você se torna depois. Esse foi o primeiro romance do autor. Muito antes de trazer “A Culpa é das Estrelas” ou “Cidades de Papel” ao mundo, ele já trazia uma história que te faz ir dos risos às lagrimas com uma facilidade sublime.

O livro está para se tornar filme, acredito que demoraram para que isso acontecesse. Depois de perceber que sabem adaptar John Green para o cinema, pela excelente adaptação de “A Culpa é das Estrelas”, meu coração bate forte sempre que vejo uma notícia sobre esta história em especial. Ainda não tem nada definido, além da roteirista que será Sarah Polley. É esperar para ver.

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