Sai Sasha Fierce, entra Beyoncé!

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Destemida, Beyoncé decola do electropop direto para o R&B retrô!

Eu apostei todas as minhas fichas nessa nova investida da Beyoncé, e acho que foi um bom negócio. Mas tem gente torcendo o nariz por aí e pedindo para Sasha Fierce voltar com aquele som regado á muita energia. Quando os singles foram lançados e algumas faixas vazadas, eu senti que a Queen B estava numa fase mais emocional e retrô. Assim que o álbum todo caiu na net, pude comprovar que tudo era verdade.


Dê play aí e acompanhe o review

“4” é um álbum expressivo e cheio de melodias com influências de rhythm and blues lá dos anos 70, ou muito menos, quem sabe. O cd resume em instrumentais que tem uma pegada de “perai, parece que já ouvi isso antes” e a voz da Beyoncé com todo o poder que tem. As vezes dá a impressão que ela quis dar mais prioridade as suas “origens” e cantar aquilo que tem vontade do que emplacar diversos hits que soam mais como tudo que já está ocupando os charts, sei lá.

O álbum começa com a já conhecida 1+1, que como já comentei no post anterior, a faixa é melosa e totalmente emocional. O instrumental é só um detalhe perto da voz poderosa de Beyoncé. O som soa como um R&B puro… das antigas. I Care começa introvertida com desabafos em forma de versos, e o refrão contagia com uma batida mais animada. Na mesma linha melosa, I Miss You conquista pela simplicidade dos arranjos e da voz que chega quase ser classificada como acústica. Com um piano intimista e uma batida á la Beyoncé, Best Thing I Never Had não é uma das melhores do álbum a toa. Cantando sobre uma desilusão amorosa, ela diz que esse seu amor era a melhor coisa que ela nunca teve. Party começa com um rap do sem noção Kanye West, mas depois uma batida bem R&B retrô toma conta, e a mistura começa ali. Bey não fica atrás e canta muito, com direito a backing vocals e tudo, inclusive a participação do Andre 3000 (aquele do Outkast, lembra?).

Rather Die Young continua na viagem retrô e a vibe acústica tambem continua. O refrão me lembrou Diana Ross. Start Over já chega animadinha, mas nem promete o dance comotion, mas deixa um refrão muito bom, e com uns gritinhos nervosos da Honey B. A delicinha Love On Top é tão retrô anos 60 que dá vontade de ouvir a bateria ao fundo e imaginar o pessoal daquela época que usava conjuntinhos e o cabelo com muito laquê, fazendo me lembrar mais ainda do Hairspray. Também uma das minhas favoritas do álbum. Outra que adorei foi Countdown, que tem um sample na contagem regressiva do Boyz II Men, mas no caso fiquei mais viciado nessa música pelo ritmo da bateria e dos trompetes e a vibe alegria. Outra que está no topo das favoritas é End of Time que foi produzida pelo Diplo e tem um batidão envolvente e algumas influencias soul durante a música, o refrão é energético e cheio de gingado, ora me lembrou Janelle Monaé. I Was Here quebra o clima de felicidade alheia e deixa o black moment tomar conta com uma balada muito triste e muito bonita porém depressiva. E por fim, ela… Run the World (Girls) que todo mundo já conhece e já saiu dançando e gritando “who run this motha? GIRLS”. Também produzida por Diplo, não teve o feedback necessário para o comeback da Queen B, talvez por ser uma reciclagem da já malhada Pon de Floor. Enfim, eu adoro o batidão e toda as referências funkeiras nessa música.

Bom, “4” pegou muita gente de calça curta e deixou muitas delas com gostinho de quero mais. Classifiquei o álbum como 4 estrelas pois achei que faltou mais novidade e menos deja vu. Por mais que a musicalidade do álbum seja impecável, ficou muito repetitiva e o que tinha de diferente não pode matar nossa sede de Beyoncé. Entendo que ela estava a fim de gravar algumas músicas nesse estilo, mas podia pelo menos ter deixado aquela Sasha Fierce ir embora de fininho e não a francesa, se é que me entendem.

Enfim, me contem o que vocês estão achando dessa nova era e o que acharam do “4”. 😀

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