beyonce

Ela irá quebrar a madrugada

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Em toda minha vida, nunca dei muita atenção a Michelle Williams e Kelly Rowland. Para mim era só Beyoncé e ponto final. Mas aí Kelly lançou Commander e meio que tive um affair que não durou tanto pois seu cd não era digno de fazer nosso amor florescer. Beyoncé reina até hoje em meu viver, mas esses dias, assistindo a 1ª temporada de RuPaul’s Drag Race, durante um “lipsynch”, os competidores menos exaltados iriam ter que dublar uma música de Michelle Williams. No começo pensei “Pff, ninguem merece. Vai ser uma música bem ruim”, mas paguei a língua, pois desde então a música não sai do meu player há semanas.

A música é de 2008, onde a invasão electropop estava começando a ser aliar ao R&B, que era o queridinho até então. We Break The Dawn é a junção dos dois ritmos do ano e tem uma vibe que adoro, que é uma música com uma batida uptempo e com fragmentos synth que vai se desmembrando numa letra fácil e que gruda na cabeça.

Gosto muito do swing que essa música tem, pois não muda o ritmo e a voz de Michelle fica bem tranquila e sem muitos gritos e falsetes. Composta por Solange Knowles e produzida por Frampton e Wilkins, a música tem um clipe que retrata bem a letra da música, onde Michelle fica vadiando pela cidade dançando com seus boys.

Baixei o cd que tem essa música, Unexpected, e curti um pouco. Estava a procura de músicas no mesmo nível que We Break The Dawn mas não obtive tanto sucesso. Da mesma safra eu recomendo Hello Heartbreak, Till the End of the World e Private Party. As outras músicas não são ruim, só não são refrescantes a ponto de ter destaque.

No Ipod: Little Mix – Wings

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Little Mix

Nesse fim de semana lindo, vou deixar aqui o meu vicio da vez: Little Mix!

Para quem não conhece, o grupo Little Mix é formado por Perrie Edwards, Jesy Nelson (minha favorita, rs), Leigh-Anne Pinnock and Jade Thirlwal e elas foram as vencedoras da última temporada do X Factor UK, onde a terra da rainha está sempre nos apresentando novos e ótimos talentos. As meninas conquistaram o público e ressucitou o termo “girl group” que até então se manteve instável desde o hiato das Girls Aloud. Cantando um repertório atual e notório, as Little Mix foram crescendo no programa e conquistando o seu espaço. Para o primeiro single, as meninas escolheram um cover de Cannonball, de Damien Rice. E claro que o cover ficou lindo, macio e delicioso de ouvir, mas hoje nossos ouvidos tem que estar voltados para Wings.

Como sou muito chato, esperei o vídeo oficial sair para poder comentar o quanto a junção de uma melodia extraordinária com vozes incríveis poderia dar um resultado tão brilhante. Ok, chega de rasgação de seda e vamos a uma das novas maravilhas do mundo.

Wings é de fato, O single das Little Mix. Alegre e ousado, as garotas disseram que se inspiraram em Michael Jackson e Beyoncé durante a gravação e produção do single. Claro que essas inspirações somadas ao talento delas daria um bom caldo, fazendo todos ficarem boquiabertos com tal música que é um mix de britpop com R&B e o atual dance. Citada por uns como a “Born This Way” teen, a letra da música segue o mesmo molde do lead-single da Lady Gaga e traz uma mensagem para não perder tempo e pegar as asinhas e sair batendo por aí, voando e aproveitando o que a vida tem de bom.

O clipe é todo colorido e com uma pegada vintage. Adorei a tela repartida em quatro partes e todas elas cantando juntas. Sem contar a coreografia cheia de atitude que elas dançaram junto com a galera. Adorei cada segundo e apesar de clichê, ficou bem legal e com um gostinho de quero mais Little Mix. 😀 O álbum de estreia será lançado até o final do ano, enquanto isso só nos resta aproveitar o single e as lindas performances no X Factor, né?

Era uma vez uma Beyoncé

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Se engana quem pensa que Beyoncé não ralou para se tornar a diva que é hoje em dia. No começo de sua carreira, Queen B teve que superar os desafios de fazer seu álbum solo ser aceito pela gravadora e assim, conquistar um legado que até hoje nenhuma de suas companheiras do Destiny’s Child chegaram perto.

Com a pausa do grupo, as filhas do Destino decidiram explorarem suas carreiras solos e verem no que davam. Beyoncé se empenhou em manter as origens e trabalhar em cima do seu já conhecido R&B, enquanto suas amigas tentaram novos estilos. Com a ajuda de grandes nomes, seu trabalho solo ficou rico em boas produções e trouxe para “aquela época” uma sonoridade mais sexy e provocante.

O single Crazy In Love foi esmagador. Até hoje ficamos com vontade de sair dançando quando ouvimos o início da música com o trompete (?) e o Jay-Z anunciando Beyoncé. Esse single tem cara de hit e ainda tem um refrão que gruda e o mínimo que se deve fazer é cantar e dançar.

O álbum em si é dividido em músicas animadas e com um apelo sexy, como o lead single Crazy In Love, Baby Boy e Naughty Girl. O restante das músicas na sua maioria são baladas que soam uma mistura de Destiny’s Child com Mariah Carey. O unico problema foi terem “separado” o álbum, pois você se anima com as músicas, mas depois cai no tédio com as baladas. Deveriam o ter balanceado um pouco melhor. No mais o debut é maravilhoso e com ótimos singles.

Beyoncé – Dangerously In Love (2003)
1. Crazy In Love ( Featuring Jay-Z)
2. Naughty Girl
3. Baby Boy (Featuring Sean Paul)
4. Hip Hop Star
5. Be With You
6. Me, Myself And I
7. Yes
8. Signs
9. Speechless
10. That´s How You Like It
11. The Closer I Get To You
12. Dangerously In Love 2
13. Beyoncé Interlude
14. Gift From Virgo
15. Work It Out

Agradecimento: Renan pela foto em SUPER HQ, rs. Obrigado amigo!

Rihanna só quer falar

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Sem apelo e voltando as origens, Rihanna traz a gangster de volta. Só que dessa vez ela quer mais que cantar…

Se 2010 foi um ano de sucesso para Rihanna, 2011 não poderia ser diferente. A ex-ruiva que passou pelo Brasil nesse ano, não está de brincadeira e tá mostrando pro mundo todo que sua música está em primeiro lugar. Ela não para! Nem bem acabou a turnê e já lançou um novo álbum que pegou todos de calças curtas.

Sim, os rumores que Riri estaria gravando um álbum sempre esteve presentes, mas o tempo em que todo o processo de divulgação foi feito que causou curiosidade. Em pouco tempo foram divulgando capas, tracklists e até algumas músicas. Tudo muito espontâneo e com uma necessidade de fazer esse álbum acontecer. Tanto que nem criamos tantas expectativas, como foi a novela Loud, que quem bem se lembra, o álbum não vazava nunca.

Talk That Talk não chega a ser tão expressivo como o Rated R, e nem com tantos gêneros musicais como o antecessor Loud. Rihanna decidiu trabalhar com os hitmakers do pedaço: Dr. Luke, Jay Z, Stargate e o todo poderoso Calvin Harris para formularem um álbum de sucesso.

O álbum começa animado, Rihanna entrega o cartão de visita com a r&b You Da One que é uma delícia de ouvir por causa da batida dubstep (que Dr. Luke tá usando em tudo que é produção agora). Where Have You Been e We Found Love não deixam o clima esfriar e leva todos para o dancefloor. Ambas são produções de Calvin Harris e como dá pra perceber segue a linha de letras curtas e um batidão no meio das músicas. Bem bate cabelo. A faixa título Talk That Talk (feat. Jay-Z) é um r&b bem comum, mas tem uma batida que lembra muito o Rated R. Cockiness (Love It) é nigga, urban e chega cheia de atitude, mas não é nada mais que isso. Agora, uma música que não entendo é essa Birthday Cake. Juro que quando ouvi pela primeira vez, tive a impressão que essa música veio incompleta. Dai baixei outra vez e ela é assim mesmo. Sem nexo, mas tem um refrãozinho bem chiclete.

Agora vamos combinar: We All Want Love é muito amor. Que faixa linda, gostosa de ouvir e dá vontade de sair pelas ruas cantando e abraçando o mundo. Já é uma das minhas preferidas. Dobradinha Stargate: Drunk On Love é expressiva e lembra muito a Te Amo. O refrão é mais forte ainda e eu quero muito ouvir essa música ao vivo. Roc Me Out é fantástica, apesar de clichê tem toda uma vibe animada e eletrica. Também lembra muito o Rated R.

Watch n’ Learn é bonitinha e toda produzida com um r&b retro. Não me agradou muito, pois acho que nem parece a Rihanna, e nem combina tanto com ela. Farewell é uma balada que merece destaque. Linda e que valoriza muito a voz da Rihanna. Ficaria satisfeito se virasse single, já que soa muito comercial. Red Lipstick é urban e não economiza no dubstep. Interessante e com um lado todo badboy. Do Ya Thang é um r&B retrô que ao contrário de Watch n’ Learn valorizou a voz e não a deixou caricata. Uma batida suave e que merece um destaque. Pra finalizar, nada melhor que uma baladinha com influência européia. Fool In Love tem pouco destaque dos instrumentos (e sim, Dr. Luke usou dubstep outra vez) e Rihanna conseguiu expressar bem todos seus sentimentos.

No geral, Talk This Talk é um dejavu. As faixas sempre deixam a impressão que já ouvimos algo parecido na voz dela. Ou em outras vozes.
O conceito é que as músicas são boas, porém são raras aquelas que se diferem. Mas por ser um álbum feito as pressas e sem expectativa alguma, está de bom tamanho. A direção artistica por sua vez ficou fantástica. Adorei todo o photoshoot e essa idéia de jornal. Já que faz todo o sentido né? Veja como é a embalagem do cd aqui.

Enfim, Rihanna fez um belo trabalho e claro que será um sucesso. Mas está longe de garantir um lugar de destaque em sua carreira. É só mais um álbum que não tem pretensão ou motivo para ser levado a sério. Soa comercial e desesperado… coisas de gravadora.

Gimme more for Joe Jonas

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Os britfãs tem um motivo a mais para adorar Joe Jonas. Seu primeiro álbum solo, Fastlife, é a versão masculina do Blackout, álbum mais expressivo de miss Spears.

A peça que liga esses dois álbuns é o produtor Danja, que tem uma pegada electro e r&b em suas produções. Impossível não se render ao hit esmagador Gimme More, que deixou Britney nas paradas e gerando muita polêmica. Claude Kelly que é responsável pelos hits de Rihanna e Beyoncé, também deu seu toque de midas e nem preciso dizer que o resultado foi sensacional né?

Ainda é muito cedo para definir a Gimme More de Joe, mas já podemos favoritar as melhores que são (até agora) All This Time, Just In Love, Love Slayer, Make You Mine, Kleptomaniac… enfim, o álbum todo!!!

Fastlife está numa sintonia incrível e só podemos concluir que aquela imagem DISNEY de Joe não existe mais. Assim como Demi Lovato, é um novo tempo, uma nova tendência. Cada um em seu caminho e defendendo seus ideais.

Não é por nada não, mas Joe Jonas não está sendo comparado a Justin Timberlake a toa.. Aonde há fumaça… há fogo!

Ouçam o álbum e tirem suas conclusões. Se eu fosse você não perdia tempo, até porque eu também fiquei com um preconceito e me surpreendi!

Fica dica do Vitor Martins

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