cd

Ainda amo cds…

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Cds

Desde quando eu era criança que tenho meu contato íntimo com música. Meu pai tinha um aparelho de som que tocava discos de vinil e fitas k7, que eram as minhas preferidas. Quando cresci um pouquinho, meu pai comprou um tocador de fita com gravador. Ah.. era minha diversão. Eu tinha várias fitas e a maioria eram infantis, e me lembro que as vezes dormia ouvindo minhas fitas do Sandy & Junior no meu walkman. O tempo foi passando e quando completei 10 anos ganhei um cd player que nossa, foi o suprassumo da minha infância, pois eu já era viciado em fitas, e ter um upgrade para cd foi muito interessante. Só de pensar que não precisaria ficar procurando a música na fita me deixava extasiado.

Só que antigamente os cds eram muito caros. Lembro que era em torno de R$ 40,00 cada, mas era muito legal poder comprar o cd e folhear o encarte que vinha. Achava tudo muito legal, mas como eu não tinha uma condição financeira alta, tive que me contentar com os cds piratas. E mesmo assim era carinhos, lembro que era R$ 10,00 cada e era de qualidade muito ruim. Graças a Deus a tecnologia foi evoluindo e o preço de ambos abaixou. Mas eu ouvia muito, e sempre comprava. Amava quando tinha promoções de 3 por R$ 10,00.

Alguns cds eram dificies de encontrar, ainda mais na minha cidade que tinha apenas uma lojinha de cds, que era o meu lugar favorito na terra, rs. E imaginem minha reação quando ia no shopping das cidades vizinhas? Morria e não saia de lá enquanto meus pais não me compravam um cd original. E o tempo passou, os mp3 surgiram e o download digital tomou lugar e infelizmente muitas pessoas perderam a vontade de comprar cds.

Eu, ao contrário AMO CDS e jamais deixei de comprar meus queridinhos. Quando comecei a trabalhar e ter dinheiro sobrando, ia nos sites e comprava vários cds que gostava e não tinha. Já falei muito aqui no blog das comprinhas que fiz e das coleções que completei. E amo sentir aquela sensação de antigamente, onde pegava o cd e o ouvia cantando as músicas lendo o encarte. E o preço hoje em dia está muito em conta, o valor de um cd hoje não é tão abusivo e vale muito a pena, basta procurar bem entre muitos anúncios e classificados gratis.


Parte da minha coleção de cds

Gente, diz aí:
O que vocês acham de cds? Tem alguma coleção ou pretende ter?
Gosta da nostalgia ou acha que já passou essa fase de cd físico?

Comentem, mantenham o blog vivo!

Review: Natalia Kills – Trouble

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De perfeccionista á garota problema, Natalia Kills
mostra seu amadurecimento em novo álbum.

Trouble
Nota: 5,0

    Artista: Natalia Kills

    Álbum: Trouble

    Gênero: Pop

Natalia Kills acabou de lançar seu novo álbum, Trouble, que ao contrário do antecessor, o álbum segue uma linha biográfica, despretensiosa, dramática, pesada e interessante. Toda vez que saia trecho de música, teaser de vídeo e tudo mais sobre Natalia, eu ignorava e pensava que não ia vingar. O passado flop dela irá sempre nos atormentar, pois muito sabemos que ela lutou pra conquistar seu lugar ao sol. Perfeccionist é um álbum que ouvi muito, muito mesmo; pois amava essa essência pop dark que dona Kills trazia, e amava mais por ser ousada e tentar a todo custo ser referência. Mas apesar de vários empurraõzinhos, ela chegou lá! Hoje, um pouco mais estabilizada e com outro conceito, Natalia Kills está apostando todas as suas fichas no sucesso de Trouble, e se depender de nós, pode trazer um disco de ouro pra garota!

Em Trouble é dificil escolher uma faixa para o representar, tal escolha teria sido dificil para a própria Natalia, pois cada uma delas significa um estágio de sua vida conturbada, inclusive a infância em que vivia com sua família problemática que para os outros sempre foram “a família perfeita. Quanto mais ouço, mais me surpreendo com a qualidade e novidade que cada faixa traz. Impossível eleger a favorita. Como vi que vários blogs já comentaram sobre o álbum, vou fazer um review diferente, até porque não quero que ninguem deixe de ouvir essa obra prima. Todas as faixas foram escritas por Natalia Kills com produção de Jeff Bhasker.

1. Television

Deve ouvir porque essa é a história da Natalia Kills. Apesar de ter uma intro meio dramática, a partir do minuto 1:30 a música começa e aí sim podemos desfrutar de Television, uma faixa bem nos moldes de Natalia e que nos embala a um electro rock disfarçado, pois a música com letras pesadas leva a pessoa não prestar atenção no quao triste a realidade de sua família, assim como na vida real estamos sempre mascarando a verdade. Boa sacada, Kills!! :)

2. Problem

Deve ouvir porque é electro dark e tem um refrão frenético. Ah, e porque também tem um clipe legalzinho e polêmico.

3. Stop Me

Deve ouvir porque tem uma letra bem forte, mas a musicalidade é fraca. E não é nada demais. Não sei se deve ou não ouvi-la, rs.

4. Boys Don’t Cry

Deve ouvir porque é hit e lembrem: meninos não choram! A faixa lembra Blondie por ter uma pegada rock dos anos 80s. Excelente!

5. Daddy’s Girl

Deve ouvir porque é a melhor do álbum. Além de conter sample da antiga Rich Girl de Hall & Oates e te deixa com vontade de quero mais. A música é linear e se destaca de todas as outras.

6. Saturday Night

Deve ouvir porque é a mais linda do álbum. Nessa música Natalia retrata de sua infância e conta sobre como se sentia ao conviver com o pai alcoolatra e sua mãe depressiva sofrendo violência doméstica. Triste e emocionante, a música ganhou um clipe tão forte quanto. A faixa é regada com uma batida dark e envolvente. 5 estrelas.

7. Devils Don’t Fly

Deve ouvir porque é uma balada profunda.

8. Outta Time

Deve ouvir porque é bonitinha e retrô! Alegre e fala sobre relacionamentos. Quebra um pouco esse conceito pesado do álbum. E tem lyric video!

9. Controversy

Deve ouvir porque é controversa. Boa mas não sei o que essa faixa faz nesse álbum. Pra ser mais controverso, só faltou chamar a M.I.A. para fazer um feat. Mas o batidão dela é delirante.

10. Rabbit Hole

Deve ouvir porque é do Diplo. Mentira! Mas é excelente também. Gosto bastante do refrão.

11. Watching You

Deve ouvir porque………. não deve ouvir. A não ser que você quiser dormir. Chatinha.

12. Marlboro Lights

Deve ouvir porque tem piano. Outra baladinha da Natalia e essa sim é linda e pode ouvir sem dormir. Mas devia ser a álbum do álbum. Só acho.

13. Trouble

Deve ouvir porque oh oh oh oh oh oh i’m trouble! Ótima e na medida, essa música finaliza o álbum e fica a vontade de ouvir tudo outra vez.

A recepção de Trouble foi boa e todos querem ouvir e conhecer mais sobre a garota problema, pois haja coragem para tirar lá do baú todos os traumas e histórias de sua vida para expor em músicas. Espero que Natalia colha muitos frutos, pois houve sinceridade nesse trabalho.

Disco Love das Sábadas é muito amor

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Enquanto o novo álbum não sai, as meninas do The Saturdays não estão paradas esperando pelo #1. Estão correndo atrás… e muito. Depois da divulgação pelos Estados Unidos com o single What About Us, as meninas ainda lançaram clipe para Gentleman e apesar da baixa repercussão, lançaram ainda Disco Love, que é um estouro de bom gosto.

Com direito a saxofone e alguns riffles no fundo, a música é inspirada nos anos 80, precisamente na era disco. Como não bastava ser vintage e usar efeito instagram, Una, Rochelle, Vanessa, Mollie e Frankie foram alem e fizeram bonito ao apresentar três épocas: 70s, 80s e 90s. E todas com visuais diferentes. Um charme!

Amei a vibe Xanadu e fiquei esperando a Jessica Simpson aparecer dançando e andando de patins. Só não curti esse cabelo comprido da Frankie.. e o tanto que ela ficou avulsa. PFVR! Mas no mais, todas estão lindas e sorridentes. Mas quanto mais elas avançam no pop atual, mais perdem a essencia britpop.

Bem que no novo álbum podia ter mais disso:

Ou um poquinho disso:

No iPod: Flatline – Mutya Keisha Siobhan

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Para quem é novo, Mutya Keisha Siobhan são apenas nomes estranhos na balada, mas pra galerinha oldschool Mutya Keisha Siobhan significa Sugababes.

Bom, quando se fala em girlgroups a gente sempre se lembra de Spice Girls, as percursoras de uma era picante e atrevida na história da música pop. Mas logo mais vieram as Sugababes, que contava com as inglesas Mutya Buena, Keisha Buchanan e Siobhán Donaghy. Elas eram sucesso no Reino Unido e atingiram bom desempenho com as músicas Overload, Run for Cover e New Year. Mas como todo grupo, o Suga não resistiu a muito tempo e logo Siobhan deu no pé querendo seguir carreira na moda. Heidi Range entrou no lugar e o barco seguiu. O sucesso foi estrondoso lá pela terra da rainha, mas também não durou muito pois Mutya ficou doente e teve que dar goodbye ao sonho pop. Outras formações do Sugababes foram colocadas a prova, mas nenhuma rendeu tanto como a inicial e desde então o nome do grupo beirou o fim, flopando até não poder mais. Triste fim? Que nada! O grupo continua em hiato mas MKS chegou.

Em 2012 as integrantes da formação inicial decidiram se juntar novamente para voltar, mas a antiga gravadora tem os direitos autorais do nome Sugababes e não quiseram o liberar para o trio. Pensando que iriam desistir, as meninas foram ousadas e se lançaram como Mutya Keisha Siobhan, que digamos tem muito mais impacto e soa novo ao invés de renovado.

O grupo chegou de fininho e com um “comeback” espetacular e vamos combinar que todo mundo ficou ouriçado quando disseram que essas três estavam junto novamente. E não demorou muito e a faixa Lay Down In Swimming Pools foi postada no soundcloud do produtor das moças e não agradou tanto quando deveria. Mas não foi por menos e Flatline foi postada e tomou conta da atmosfera toda e a gente só respirava essa música. Flatline virou o hit entre os fãs e não fãs do grupo.

A sonoridade não é tão alegre, porém é dramatica e impactante. O som oitentista da bateria predomina e faz juz a batida retrô com o britpop que as meninas já exploraram bastante. Sem contar alguns elementos R&B e dá a impressão que a música sobe e desce. Sensacional. Ouça e veja o clipe da música:

Vintage demais, o clipe é simples e lindo. Ótimo para não criar muitas expectativas e manter uma vibe saudosista. Estava esperando a Lana Del Rey aparecer do nada naquele carro dela…. hahaha

Mutya Keisha Siobhan estão animadas e preparadas para retomar de onde pararam. O single será lançado o dia 1 de setembro e o topo é o mínimo que estão querendo. Mas vamos torcer para que não termine tão cedo, pois estamos órfãos de girlgroups. O álbum de estréia/comeback ainda não foi divulgado e nem sabemos se virá nesse ano, mas vamos torcer para que tenha muitas Flatline, né?

Espero que tenham gostado da música e aguardem o novo FrutoProibido.Org.
Tá 50% pronto! :)

Bruno Mars nada ortodoxo

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Bruno Mars

Unorthodox Jukebox
Nota: 5,0

Artista: Bruno Mars

Álbum: Unorthodox Jukebox

Gênero: R&B

Desde que “conheci” Bruno Mars em um featuring na música Nothin’ On You do B.o.B, sempre busquei acompanhá-lo em cada lançamento. Amava Just The Way You Are, Grenade, Marry You, The Lazy Song e DE-TES-TA-VA Talking To The Moon, ainda mais depois que ela entrou pra trilha sonora de novela. Mas enfim, eu sempre curti o quão descontraído o som de Mars soava. Despretensioso e jovem, ele foi ganhando notoriedade e quando o seu segundo álbum saiu, deu pra perceber que não era só um gorila estampado na capa ouvindo música num “jukebox”.

A idéia do novo álbum era ser diferente, sair do comum, ser nada ortodoxo, não seguir regras e provar que um novo conceito funcionaria. Bruno Mars e seu time de profissionais, chamado The Smeezingtons trataram de criar novos rumos para o cantor investir. Nesse conceito novo, chamaram o brilhante Mark Ronson, o barulhento e egocêntrico Diplo e o hitmaker Benny Blanco (que foi um dos responsáveis pelo sucesso de Ke$ha). Unorthodox Jukebox é uma mistura bem feita de R&B com o pop tradicional. Eu ouvi todo o álbum pensando em Michael Jackson e Jackson 5, e fui sentindo que essa era a intenção de Bruno. Reviver o bom e dançante R&B e fazermos remexer o corpo a cada música. Enfim, um trabalho excelente e bem pensado.

Young Girls é bem tranquila para se começar o álbum, tem uma batida pop e bem conhecida já. Mas é uma delicia para ir entrando no clima e para depois sair gritando o refrão. Locked Out of Heaven é a música que Michael Jackson iria amar cantar (se possível, duetar ein?)… a energia dessa música contagia e foi a que mais gostei de todas quando ouvi o preview do álbum. Mark Ronson tem o toque de midas e não se fez de tímido e fez essa música uma obra de arte. Com influências de jazz, Locked já alcançou o topo de miutos charts, inclusive nas paradas brasileiras. Mas minha favorita e a que mais ouço é Gorilla; apesar de ter uma letra meio polêmica e desconfortável, eu simplesmente amei o arranjo dela. Simples e marcante.

A intro de Treasure é muito Jackson 5, não tem como negar. Sinto uma discoteca enorme cheia de luzes e as pessoas de dourado dançando e reluzindo em todo o lugar. Bom, essa seria uma das minhas idéias pro clipe, que é bem inevitável não se sentir nessa vibe. Moonshine continua na vibe disco, porém mais intrínseca e mais trabalhada no baixo e bateria. Mas o refrão é um delirio com tantos sininhos e com aquela impressão que estão te transportando pra outra dimensão. Quando começa When I Was Your Man sempre acho que a Vanessa Hudgens vai sair cantando Sneakernight, mas não, é uma balada trash emotiva, linda e perfeita. Segundo Mars, a música é visceral e conta sobre um amor que perdeu por não dar tanta atenção ou não cuidar bem. Natalie é pop pop pop com pitadas de R&B. Me ganhou pelo refrão NATALIEEEE – sua pistoleira, devolve meu dinheiro!!!

Bob Marley in the house! Show Me é aquela música reggae que estamos cansados de ouvir mas estamos sempre ouvindo por ser muito paz e amor. Achei que foi essencial para quebrar a maré Adele que estava beirando o álbum. E pra não deixar a coisa rolling in the deep, Diplo produziu Money Make Her Smile, que segundo as recomendações de Bruno, era pra ser aquela música pra todo mundo dançar e não ligar com mais nada. E é claro que essa música também DEVIA ser do Michael Jackson. A vibe que trouxeram para essa música é a cara do rei do pop… inclusive os vocais e o break no meio da música, onde com certeza MJ iria fazer uma coreografia fodástica. Sei que o foco não é falar de Michael, mas está inevitável não lembrar da maior lenda (e meu maior ídolo) de todos. Bom, pra finalizar uma baladinha a la 60s para se dançar coladinho no meio da pista com aquele broto que você paquerou a noite toda… If I Knew é um revival total, todos se sentindo em Grease kkk

No total Bruno Mars buscou novos horizontes e tentou um som diferente. Pegou o supra sumo da música contemporânea e fez um suco delicioso e refrescante com muitas referências. Adorei tudo, do começo ao fim… e não consegui ouvir nada que soasse ruim ou chato. A batida retrô funcionou bastante e ainda irá ir longe nesse ano. Espero que aproveite muito das outras músicas, pois mereceu as cinco estrelas…
Go Bruno Mars! Go!

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