cd

Nem tudo que reluz é ouro, e sim Mariah…

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Mariah Carey

Já dizia o ditado: “nem tudo que reluz é ouro“, mas se depender da capa do novo single da diva Mariah Carey, tudo que é ouro vai rescender, clarear, ofuscar e até cegar o ser humano que se meter em seu caminho e dizer que esse corpitcho é photoshop! Aos 42 anos, Mimi botou um microvestido (aqueles apertadinhos que ela ADORA) e fez uma pose pra lá de sensual (outra coisa que ela AMA) e botou o brilho do ouro em tudo, até porque ela é rica!!

Depois de um hiato forçado por conta da gravidez, Mimi ficou longe dos microfones por um tempo e como é uma hot tamale não poderia deixar qualquer outra curica se apossar de seu trono. Eis aqui o seu single de comeback, Triumphant que conta com o featuring de Rick Ross e Meek Mill (não bastava um rapper, tinha que ser DOIS).

A música é bem Mariah, mas bem econômica nos vocais! Pra começar os rappers dominam a intro e Mariah chega bem apagadinha durante o restante da música. Parece que esse single é deles e ela só faz um feat. Uma pena que o tempo está passando e Mariah não está se adaptando, porque me soou bem preguiçosa e não tem nem 1/3 do que ela já cantou em outros singles. Segundo Mariah, “Triumphant” é sobre quando ela estava passando por um momento difícil e sobre toda a superação. Ela diz também para prestar atenção na letra, claro, porque esta melodia está bem pobrinha. A produção é bacana e tem uma batida r&b bem intensa, mas faltou alguns vocais fortes ou um apelo.

Esperei um retorno TRIUNFANTE e tudo que ouvi nesses 4 minutos foi uma tentativa de emplacar algo bem simples e clichê. Não se parece nem um pouco com a Mariah que sempre surge com músicas excelentes e vocais fantásticos. Será que ela se esqueceu da receita?? Espero que seja apenas uma má escolha de lead single e que esse álbum tenha bons frutos. Talvez com o lançamento do clipe eu mude de idéia e aceite essa nova fase da Mariah. Ou não…

2ª faixa: Keep Your Shoes

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Scissor Sisters

Já parou pra perceber que a maioria das segundas faixas de quase todos os álbuns são boas? Não?? Por isso eu estou aqui para comprovar que essa minha teoria é certa! Para essa segunda, escolhi a magnífica “Keep Your Shoes”, do Scissor Sisters!

No começo essa música parece a saturada Let Me Think About It, de Fedde Le Grand e Ida Corr que tanto tocou em 2008, mas conforme a faixa se alonga, percebemos que o parentesco das duas é bem distante. Keep Your Shoes é muito boa e é impossivel ficar parado quando essa música começa! A batida dela é frenética e os vocais de Jake Shears e Ana Matronic incrementam mais ainda essa sensação. O refrão é agitado e não deixa ninguem parado! Produzida por Alex Ridha, a faixa não é farofa e foge bastante das produções que ele costuma fazer. Vamos torcer para se tornar single!! (yn)

Mais um fato comprovado: a 2ª faixa continua sendo boa!

Treme com Gaby Amarantos

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Treme
Nota: 5,0

Artista: Gaby Amarantos

Álbum: Treme

Gênero: Tecnobrega

Gaby Amarantos apareceu do nada querendo aparecer a todo custo. A paraense que tem um visual exótico e cheio de referências fashions, veio de origem humilde e não tem vergonha alguma em dizer isso. Embalada pelo tecnobrega, Gaby veio conquistando seu território aos poucos e ganhando certa notoriedade entre os críticos musicais. Ficou conhecida nacionalmente após lançar a música “Hoje eu tô Solteira”, uma versão da música “Single Ladies”, da cantora americana Beyoncé. O sucesso da música rendeu a Gaby o apelido de “Beyoncé do Pará”.

Com contrato assinado com a Sony Music, Gaby lançou recentemente o álbum Treme, que é totalmente despojado e bem a cara dela. Cada música tem sua essência e uma energia diferente. As letras são simples e diretas, para conquistar qualquer faixa etária. Ex Mai Love agradou tanto que virou abertura da novela Cheias de Charme, dando a Gaby uma chance de expandir mais seu trabalho, pois é inevitável começar a novela e você não cantarolar o refrão.

O álbum todo é excelente e bem autêntico, exceto pelo cover do sucesso Coração Está em Pedaços, de Zezé Di Camargo & Luciano que ganhou uma versão dançante-melosa na voz de Gaby. Confesso que comecei a gostar mais desse clássico na voz dela. Deixo tambem o destaque para as faixas Xirley, Galera da Laje, Chuva, Faz O T e claro, mantendo a minha tese sobre a “2ª faixa”, Ela tá Beba Doida:

Eu sou muito chato quando se trata de MPB, e não é qualquer artista ou banda que ouço e indico, mas Gaby Amarantos é muito diferente e excentrica. Não tem como não gostar dessa mulher. As músicas são alegres e que nos animam para valer, um cd que foi feito pra se divertir. Recomendo a quem está torcendo o nariz a deixar o preconceito de lado e valorizar os talentos do Brasil, que acredite… ainda existe.

Coração Elétrico. Literalmente

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Há um tempinho atrás, apresentei aqui no blog a “banda” britânica Marina & The Diamonds que se tornou um dos xodózinhos na terra da rainha. O seu pop com pitadas de indie fizeram de seu álbum debut, um dos mais ouvidos naquele ano. Marina volta em 2012 com um projeto voltado ao mainstream, mas com a mesma vontade de cativar com a mistura de gêneros, assim também se rendendo ao electropop.

Electra Heart é o nome do seu segundo álbum, que conta com a mesma energia do The Family Jewels, porém suas músicas são centralizadas no feminismo e sexualidade. Para o novo cd, Marina chamou um time de cinco estrelas: Dr. Luke, Rick Nowels, Greg Kurstin e até Diplo. Apesar dos renomados produtores, o álbum soa saudosista e na primeira audição parece ser um álbum de remixes do antecessor. As músicas se parecem bastante, mas por um lado foi bom se manter na zona de conforto, pois já dizem “não se mexe em time que está ganhando”.

Marina

O álbum começa com uma vibe rebelde e toda lembrando o rock dos anos 80, ao estilo Blondie. Bubblegum Bitch é ótima e tem um refrão curto, que fica na cabeça como um chiclete, como no próprio nome já diz. Primadonna já é figurinha carimbada né? Um single com cara de hit! No começo houve polêmica por parecer música da Katy Perry, mas bastou sair o clipe para todos esquecerem tal semelhança. Ótima batida, por sinal. Lies tem um dubstep tímido, mas logo Marina o estraçalha com sua voz impactante no refrão. Já virou uma das preferidas, sem contar que tem o dedo de Diplo nisso tudo. Homewrecker é diferente e tem um refrão que se desprende de toda a música, e isso que a destaca. Starring Role é a baladinha que engana bobo: começa inocente, mas não demora muito e se torna uma música envolvente. Merece destaque, assim como The State of Dreaming, que também é um sonho. Calma e entoada por um piano expressivo, essa faixa se torna numa batida eletrica e animada. Imagino esse refrão em um dia ensolarado e com um campo bem florido… enfim, com uma atmosfera bem alegre.

Uma das faixas que ouvi várias vezes seguidas foi Power & Control. Ela tem uma introdução obscura e me lembrou muito a musicalidade da Lady Gaga. O refrão idem. Forte e com uma batida dançante bem brava. Gostei muito dessa produção. Profunda, Living Dead continua na mesma energia e chega querendo marcar presença. Nessa, Marina parece com Goldfrapp e todos os sintetizadores só contribuem para que esse vínculo exista. Excelente faixa, o vocal continua impecável e constante. Teen Idle é a típica musica do The Family Jewels, essa faixa deixa o álbum empacado na lembrança. O refrão não ajuda, mas não deixa de ter seu enriquecimento. Só não consegui ver novidade nela, ainda mais por ter uma batida fraca. Valley of the Dolls tenta reerguer a faixa anterior, mas tudo que acontece é um fracasso. É outra faixa que fica no vácuo, talvez seja porque estou cansado de ouvir essa batidinha pop dessa música. Deixo essa passar despercebida também. Hypocrates é a balada que devia ter ficado no meio das anteriores, é excelente e introvertida. Brilha por si só e sem muitos instrumentos barulhentos. É o tipo de música que a gente pode ouvir durante horas que a cada minuto ela fica mais charmosa. Finalizamos Electra Heart com Fear and Loathing, que tem 6 minutos de duração. Totalmente obscura e expressiva, essa música não muda seu tempo. É linda e Marina brinca com seu timbre, ora agudo.. ora grave. Porém sempre marcante.

Consideração final: Marina se arriscou e não teve medo de parecer repetida ou semelhante. Fez seu trabalho bem feito, porém nem um pouco ousado. No álbum há faixas boas e faixas muito boas. Achei excelente o álbum receber uma produção eletrônica, até porque electropop é o gênero dos últimos anos. A divulgação do álbum está sendo positiva, apesar de muitas pessoas ainda torcerem o nariz. Mas eu recomendo a todos conhecer a “banda” e dar um voto de consideração. O segundo cd é excelente, mas nada tira o verdadeiro brilho do diamante que é Marina.

Plantão MDNA

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MDNA

Álbum: MDNA
Artista: Madonna
Genero: Pop – Electropop – Dance
Gravadora: Interscope Records
Lançamento: Março de 2012

O projeto

No EstúdioTudo começou ainda em 2011, a própria Madonna deixou todos os fãs em alvoroço quando postou em seu facebook que estava animada para gravar músicas dançantes, e precisaria de pessoas loucas e fod*s para tal façanha. A rainha do pop ama reinventar e dessa vez não seria diferente. Chamou o então novato Martin Solveig para o novo projeto, que logo andou soltando notinhas na internet dizendo que tudo que estavam produzindo juntos, era um máximo e merecia ser desfrutado logo. Estava feito! Madonna estava mesmo em estúdio, e seu 12º álbum seria lançado em 2012. Com a escolha feita, já sabiamos que a Material Girl iria voltar as origens com o ritmo que a consagrou nas pistas de dança. Um detalhe interessante é a saída dela da Warner, e a “estréia” na nova casa, a Interscope Records (a mesma de sua aprendiz, miss Lady Gaga).

O nome do álbum, MDNA, foi uma sugestão que a cantora M.I.A. deu e Madonna adorou. Nada mais é que a sigla de seu nome. Tudo soando muito fresco e impactante. Gerou polêmica por se parecer com uma sigla que faz alusão ao ecstasy, mas nada foi levado a sério. Na produção do álbum também está William Orbit (do aclamado Ray Of Light) e os irmãos Benassi.

Arte

Fotografada pelo duo Mert and Marcus, a direção de arte ficou por conta do brasileiro Giovanni Bianco, que deixa uma certa incógnita ao deixar Madonna por trás de vidros e com algumas luzes chamativas. Como de costume, não há o nome de Madonna exposto em nenhuma arte, pois vocês bem sabe que esse rostinho é único, assim como todo o conceito do photoshoot. A capa deluxe segue a mesma linha, porém com um close ao rosto de Madge.

Capas

Tracklisting

1. Girl Gone Wild
2. Gang Bang
3. I’m Addicted
4. Turn Up the Radio
5. Give Me All Your Luvin’ (com Nicki Minaj & M.I.A.)
6. Some Girls
7. Superstar
8. I Don’t Give A (com Nicki Minaj)
9. I’m a Sinner
10. Love Spent
11. Masterpiece
12. Falling Free

Deluxe:
13. Beautiful Killer
14. I Fucked Up
15. B-Day Song
16. Best Friend
17. Give Me All Your Luvin’n – Party Rock Remix

Singles


03/02/2012: Give Me All Your Luvin’
Participação de Nicki Minaj e M.I.A.
Produzido por Martin Solveig
Electropop
Videoclipe

02/03/2012: Girl Gone Wild
Produzido por Benny Benassi
& Ale Benassi
Dance
Lyric Video

Extras

• A demo de Give Me All Your Luvin’ vazou na internet meses antes do lançamento do single com o nome de Give Me All Your Love. Algumas modificações no ritmo da música e os feats. de Nicki Minaj e M.I.A foram inclúidos na versão final. O L.U.V. do refrão foi questionado como plágio em relação a uma música de João Brasil. Mas nada foi confirmado.

Masterpiece foi escrita para a trilha sonora do filme W.E, que foi dirigido por Madonna. A música conquistou o Globo de Ouro de Melhor Canção Original.

• Para divulgar o álbum, Madonna planejou uma turnê mundial que começará no fim de Maio. Há rumores que a cantora deva se apresentar no Brasil até o fim do ano.

• Girl Gone Wild era originalmente “Girls Gone Wild”, mas por motivos de direitos autorais outro cantor ameaçou processar Madonna caso a faixa fosse lançada com o mesmo nome da sua. Para evitar problemas, o plural do título foi retirado mas na música continua GIRLS.

• Superstar tem os vocais de Lourdes Maria, filha de Madonna.

• Gang Bang foi produzida pelo cantor Mika.

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