Colaboradores

O terceiro álbum

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Bons artistas sempre tentam expressar suas emoções, mas isto não é muito fácil no começo de carreira. Há pressão da gravadora, e até do público para que eles continuem seguindo na mesma linha e ‘hitando’. Até que chega o terceiro álbum, quando os mesmos já têm fãs e nome de peso: a combinação perfeita para finalmente cantar o que sentem. E para falar a verdade, esses são os melhores. Vamos ver alguns exemplos?

BRITNEY SPEARS - BRITNEY (2003)
Cansada de ter a sua imagem igualada a de uma menina pura e virgem, Britney decide lançar seu terceiro álbum de estúdio e contrariar tudo. ‘I’m A Slave 4 U’, o primeiro single, veio para demonstrar que ela não estava de brincadeira. Uma música e vídeo sexys fizeram parte da promoção, além de uma icônica performance no VMA da mesma segurando uma cobra. Outras canções pessoais como ‘I’m Not A Girl, Not Yet A Woman’ e ‘Overprotected’ estavam no pacote, dando a cantora uma visão mais madura.

MADONNA – TRUE BLUE (1986)
Um marco da cultura pop! Madonna nunca foi uma ‘ratinha de gravadora’, mas foi com esse álbum que ela evoluiu para ser a Rainha que é. ‘Open You Heart’, ‘Papa Don’t Preach’ e ‘Live To Tell’ se tornaram clássicos, contendo letras pessoais e controversas. Tem como não deixar de citar?

MICHAEL JACKSON – BAD (1987)
Se contarmos o ‘Off The Wall’, como o primeiro álbum solo do Michael (pois todos os outros ainda vinham com o selo dos Jackson 5), ‘Bad’ é seu terceiro álbum, e o mais autoral. Nove das onze faixas do disco foram escritas pelo cantor, demonstrando sua visão do mundo, o amor e suas excentricidades. ‘Leave Me Alone’ é um grande exemplo disso. A faixa título, ‘Man In The Mirror’, ‘The Way You Make Me Feel’, ‘I Just Can’t Stop Loving You’ e ‘Dirty Diana’ foram direto para o topo, fazendo do disco outro clássico.

LADY GAGA – BORN THIS WAY (2011)
O mais recente dos citados, mas não menos importante. O álbum veio com uma missão de espalhar a tolerância sexual, religiosa e racial. Além disso, expressa dores e alegrias vividas pela artista ao longo de sua jornada até a fama. ‘Born This Way’, ‘Hair’ e ‘The Edge Of Glory’ são destaques.

Poderíamos citar álbuns como: ‘Control’ da Janet Jackson (1986), ‘I Am… Sasha Fierce’ da Beyoncé (2008), ‘Unbroken’ da Demi Lovato (2011), e outros.

E vocês, conhecem algum? Comentem!

Carlos Paranhos
Um futuro jornalista de 18 anos. Pisciano fascinado por cinema, música, e arte pop em geral. Tentando ser a mudança que quero ver no mundo.

Sem Disney: As princesinhas cresceram

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Se você, assim como eu, é do tipo que passa horas na frente da televisão assistindo os seriados de comédia do Disney Channel sabe que o canal tem tradição em lançar artistas completos, em sua grande maioria. Justin Timberlake, Britney Spears e Christina Aguilera estão aí para provar isso. Com o tempo, porém, você também consegue notar que os artistas passam a deixar para trás o estilo “menina de família” e “bom moço” que o canal exige.

Como era de se esperar, o mais recente grupo de princesas Disney a deixar as origens de lado e assumir posturas completamente diferentes, foram as protagonistas daqueles que, para mim, eram as melhores séries do canal: Demi “Sunny entre Estrelas” Lovato, Selena “Feiticeiros de Waverly Place” Gomez e Miley “Hannah Montana” Cyrus. Elas deixaram os rostinhos inocentes, os cabelos comportados e as posturas do tipo “sou um exemplo para os adolescentes” para trás e assumiram suas posições como divas da música pop.

Demi Lovato A intérprete de Sunny Monroe na comédia “Sunny entre Estrelas” teve diversos problemas, foi para a reabilitação e acabou sendo o assunto favorito por um bom tempo, porém não da forma boa. Mas não há como negar, Demi tem muito talento. Depois de deixar os problemas para trás, lançou “Unbroken” e deu seu grito de vitória na ótima “Skyscraper”. Recentemente lançou “Demi” e fez história com um álbum tão maduro a ponto de fazer muitos de nós esquecer que ela veio da Disney. Demi “Really don’t Care” com o que falam dela.



Selena Gomez Talvez aquela que mais demorou para deixar o canal do camundongo para trás. Seu show “Feiticeiros de Waverly Place” foi o último dos três a ser finalizado e, nesse meio tempo, lançou seu álbum em parceria com o The Scene, que apesar de soar bom, tem muito do conceito Disney. Foi então que tudo mudou, ela deu um tempo, fez alguns filmes e voltou com o super bem comentado “Stars Dance”. A faixa “Birthday” é tudo o que queríamos dela, mas é em “Come and get it” que SG mostra o quanto pode ser incrível.



Miley Cyrus Sem dúvida a ex-Disney mais comentada do momento. A eterna Hannah Montana não quer mais ser lembrada como a garota que usava peruca e cantava country. Ela agora é a b***, agora é doida. Agora ela mostra língua, faz clipe sensual e nua, derrubando tudo com uma bola de demolição. Seu “Bangerz” superou de longe o antecessor que, ainda que tivesse um estilo diferenciado, ainda não era um desligamento total. Quando Miley lançou “We Can’t Stop” soubemos que Hannah havia morrido. “Adore you” foi a cerimônia de cremação.


Agora resta saber quais serão as próximas mocinhas a se rebelarem e darem seus gritos de independência. Enquanto isso não acontece, vamos aproveitando tudo que essas três poderosas acima tem a oferecer.

Dê uma chance (ou uma segunda) para “Salem”

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Não é fácil ver outra série iniciar quando você já assiste mais de dez ao mesmo tempo. Porém, minha paixão pelo sobrenatural e a curiosidade de conhecer novos trabalhos falaram mais alto e me fizeram iniciar a saga de “Salem”, a nova atração da WGN America. E qual não foi minha surpresa quando percebi que tinha feito uma ótima escolha.

“A série é ambientada em Salem, nos Estados Unidos do século 17 e acompanha John Alden (Shane West), um guerreiro que retorna após sete anos e descobre que a cidade está em meio a uma grande histeria de bruxas, enquanto Mary, agora casada com um dos homens mais influentes da cidade e um amor do passado de John, é uma das principais e muito poderosa bruxa do clã. Em meio a isso, as bruxas conseguem colocar inocentes em seu lugar na forca, atitude essa que faz com que John e o reverendo Cotton Mather (Seth Gabel) decidam trabalhar juntos. ”

Confesso que no início da divulgação da série, algo que vi em diversos sites, não tinha grandes expectativas. Acreditava que seria mais uma daquelas séries sombrias que apela para a utilização de muito sangue, maquiagem de caracterização bem elaborada e efeitos incríveis para esconder falhas gritantes no roteiro. Okay. Existe um pouco disso sim, porém o enredo se desenrola de uma maneira tão bem amarrada que se torna impossível não se apegar.


Os comentários sobre o início da série eram de um começo maçante. Muitos abandonaram “Salem” antes do terceiro episódio. A realidade nisso é de que foi difícil se encontrar. E aí está o que valei no parágrafo anterior, o roteiro não iniciou tão bem e por isso os efeitos foram usados para apaziguar isso. Mas, quem abandonou, por favor, volte. A série deu uma guinada maravilhosa após o terceiro e o quarto episódio e melhorou muito.

Sempre digo que, quando uma série consegue te fazer se afeiçoar pelos personagens, você já está rendido. E é assim em Salem. Por mais que eu saiba que Mary não é do bem, não quero que nada de ruim aconteça a ela. Por mais que eu saiba que John deve ser o mocinho da história, a minha afeição por Cotton é maior, por ele ser incompreendido e não poder lutar contra um amor que só poderá lhe trazer problemas. Não. Não pensem que não tem partes irritantes. Tem. As aparições de Mercy (Elise Eberle), que no início eram de grande importância, mas que acabaram caindo na chatiação depois de um tempo.

Enfim, “Salem”, merece uma chance, não só pelo enredo, não só pelo elenco, não só pela história. Outras séries tinham tudo isso e não conseguiram ir longe, mas ela merece uma chance, pois pode te fazer se afeiçoar rapidamente. E, também, pela excelente abertura.

P.S.: A série encerrou a primeira temporada no último domingo (13), então você tem algum tempo para conhecer até a chegada do segundo ano.

Então, assisti “Hoje eu quero voltar sozinho”

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“Leo, se você roubasse um beijo de alguém, como faria para devolvê-lo?”

Demorou um tempo, mas consegui. Depois de ver – pelo menos umas dez vezes -, o curta metragem “Eu não quero voltar sozinho”, assisti o longa “Hoje eu quero voltar sozinho”, derivado do trabalho do diretor Daniel Ribeiro lançado em 2010. Num primeiro momento fiquei com medo, me perguntava como um ótimo filme de 17 minutos poderia ser estendido em mais de uma hora e meia e, mesmo assim, manter sua essência. Felizmente, fui surpreendido.

Filmes com temática LGBT, infelizmente, tendem a usar a sexualidade em larga escala. Isso, claro, não os faz serem ruins, porém, ver um filme com a mesma temática e que não cai nessa prerrogativa chama muito a atenção. A história de Leo (Guilherme Lobo), um adolescente cego que se vê apaixonado pelo colega de escola Gabriel (Fábio Audi), poderia ser somente mais um filme gay, mas foi mais do que isso.

Daniel disse em entrevista, meses antes da estreia, que os atores haviam crescido e algo mais maduro se fazia necessário. A maturidade da história, porém, não foi o sexo, como todos esperavam. O diretor não caiu nessa armadilha. E isso faz de “Hoje eu quero voltar sozinho”, algo tão incrível. A história do longa, novamente, se desenrola em torno de Leo e Gabriel. Porém o romance não é mais o centro das atenções na história. Agora Leo também quer ser independente. Quer ser livre. Caminhar com suas próprias pernas.


Em meio a isso, surge então o sentimento. E, novamente, Daniel dá show de direção ao exibir os detalhes mais simples. A utilização da câmera nesses momentos é feita com maestria, a sensibilidade alcançada com planos detalhe, trilha sonora impecável (ponto para “Janta”, de Marcelo Camelo e Malu Magalhães, música presente no curta e que foi colocada no longa) e atuações de uma sensibilidade poucas vezes vista. Eu, com meus 23 anos de idade, vejo todas elas e lembro dos meus 16 anos e tudo o que parecia importante naquele momento e aquilo que eu fiz de errado.

O foco, claro, são os protagonistas, mas isso não diminui a importância dos demais personagens incluídos na história. Giovana (Tess Amorim) tem menos presença do que tinha no curta, mas continua sendo de grande importância. Não, eu não chorei vendo o filme, mas fiquei angustiado em alguns momentos e suspiros me foram arrancados em outros vários. O que consigo pensar ao assistir “Hoje eu quero voltar sozinho”? O cinema brasileiro decidiu que não quer mais ficar em segundo plano e começou a trabalhar para que isso acabe.

Por fim, o filme já não está mais em cartaz, porém pode ser adquirido pelo iTunes.
Acredite, vale cada centavo.

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