Crítica

Review: Sia – 1000 Forms of Fear

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Compositora ímpar, Sia guardou o melhor para si
em novo álbum e esbanja qualidade.

Sia
Nota: 5,0

    Artista: Sia

    Álbum: 1000 Forms of Fear

    Gênero: Pop

Sia pode parecer novidade, não querendo me gabar, mas eu já conhecia seu trabalho há um tempinho, bem antes de cair nas graças dos cantores queridinhos do momento. Apesar de estar na estrada desde 1997, seu reconhecimento mundial veio mesmo com as composições que entraram no Bionic, de Christina Aguilera e a partir dai a australiana foi só crescendo. E isso foi bom pra nós, claro, pois renovou toda uma geração, vindo hit atrás de hit e todos com a assinatura da moça.

A lista dos contemplados com músicas de Sia vai de Rihanna, Britney Spears, David Guetta, Jessie J á Kylie Minogue e Celine Dion, e por aí vai. Todos querem o toque de midas para suas carreiras e Sia que não é boba guardou o melhor pra ela e a gente pode conferir toda essa gama de qualidade no seu sexto álbum, 1000 Forms of Fear.

Desde 2010 venho ouvindo o We Are Born, seu último disco esporadicamente e percebendo o quanto Sia se manteve criativa e com sua essência melancólica usando ritmos alegres na nova fase. O álbum de 2010 é mais íntimo e menos radiofônico, sendo assim composto por letras aleatórias e sem um foco em especial. Já “Fear” mostra uma pegada mainstream e as músicas com potencial para o topo dos charts. Com letras mais centradas, Sia se junta com o produtor Greg Kurstin e juntos transformam emoções em um material coeso e surpreendente.

Quando lançou Chandelier, houve um momento de alegria e surpresa. A música é extremamente pessoal e com um refrão tão forte que não tem como cantar junto e soltar esse grito com ela. Depois de passar dias, semanas, meses no meu repeat, Sia nos agraciou com um clipe mais lindo e poético. Destaque para a pequena Maddie Ziegler, que arrasa como gente grande em uma coreografia pertubadora, porém linda.

O álbum segue mais sentimental com as baladas Big Girls Cry, Burn The Pages e a minha favorita, Eye of the Needle onde o refrão é matador. O timbre ousado e diferente de Sia mostra que nem sempre ter um tom suave é bonito. Cheia de expressão e meia preguiçosa, sua voz única faz dessa música uma explosão, sendo uma das melhores. Por todo o conjunto, claro.

Hostage lembra as músicas divertidas em que Sia tira de letra é expert em fazer e quebra o clima sentimental por um momento.
Mas nem demora muito e Straight for the Knife chega quietinha com um piano profundo e um arranjo suave, mas Sia rasga o verbo e faz parecer uma declaração, talvez de amor, talvez não: “Você foi direto para a faca, e eu me preparei para morrer”. Elastic Heart foi produzida por Diplo e tem participação do The Weeknd, tem como ficar melhor? Sim! A música foi trilha sonora do filme Em Chamas, da saga Jogos Vorazes e saiu antes de Chandelier. Logo, ouvi bastante e viciei durante um bom tempo. Seguindo na onda do electropop, vem em seguida a excelente Free the Animal que é inexplicável. Com influência retro, a batida oitentista nos envolve com um refrão chiclete e ecoante. Apenas ouçam e vejam o quão incrível Sia é.

Fire Meet Gasoline, Cellophane e Dressed In Black finalizam “Fear” com chave de ouro e voltam com o conceito profundo do álbum. Ambas falando sobre amor e todas com seus pontos altos, não há como falar o quanto Sia sabe aproveitar cada deixa. Cada faixa revela um lado de Sia e elas se encaixam. Sensacional!

Concluo aqui que 1000 Forms of Fear é um álbum que veio fazer diferente a meio tantos lançamentos fracos e sem estrutura musical. Sia tem bagagem e trabalhar com gente influente a tornou mais relevante. Fico feliz que ela não se perdeu e ao contrário, melhorou muito seu repertório deixando todas as músicas soando como hits prontos para o sucesso. Seu novo álbum mostra que ela não é mais uma pessoa de backstage e sim, uma artista que merece respeito, mesmo com esse drama em não querer aparecer e ser apenas um rostinho bonito. Gosto dessa personalidade forte e espero que esse álbum quebre recordes, pois se depender de mim, vou ouvir durante muito tempo.

Bom, esse foi a minha resenha. A cada dia que passa descubro mais pontos altos desse álbum, pois está impecável.
Se você não a conhece, por favor: ouça! Sua vida será muito mais bonita com ela.

Então, assisti “Hoje eu quero voltar sozinho”

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“Leo, se você roubasse um beijo de alguém, como faria para devolvê-lo?”

Demorou um tempo, mas consegui. Depois de ver – pelo menos umas dez vezes -, o curta metragem “Eu não quero voltar sozinho”, assisti o longa “Hoje eu quero voltar sozinho”, derivado do trabalho do diretor Daniel Ribeiro lançado em 2010. Num primeiro momento fiquei com medo, me perguntava como um ótimo filme de 17 minutos poderia ser estendido em mais de uma hora e meia e, mesmo assim, manter sua essência. Felizmente, fui surpreendido.

Filmes com temática LGBT, infelizmente, tendem a usar a sexualidade em larga escala. Isso, claro, não os faz serem ruins, porém, ver um filme com a mesma temática e que não cai nessa prerrogativa chama muito a atenção. A história de Leo (Guilherme Lobo), um adolescente cego que se vê apaixonado pelo colega de escola Gabriel (Fábio Audi), poderia ser somente mais um filme gay, mas foi mais do que isso.

Daniel disse em entrevista, meses antes da estreia, que os atores haviam crescido e algo mais maduro se fazia necessário. A maturidade da história, porém, não foi o sexo, como todos esperavam. O diretor não caiu nessa armadilha. E isso faz de “Hoje eu quero voltar sozinho”, algo tão incrível. A história do longa, novamente, se desenrola em torno de Leo e Gabriel. Porém o romance não é mais o centro das atenções na história. Agora Leo também quer ser independente. Quer ser livre. Caminhar com suas próprias pernas.


Em meio a isso, surge então o sentimento. E, novamente, Daniel dá show de direção ao exibir os detalhes mais simples. A utilização da câmera nesses momentos é feita com maestria, a sensibilidade alcançada com planos detalhe, trilha sonora impecável (ponto para “Janta”, de Marcelo Camelo e Malu Magalhães, música presente no curta e que foi colocada no longa) e atuações de uma sensibilidade poucas vezes vista. Eu, com meus 23 anos de idade, vejo todas elas e lembro dos meus 16 anos e tudo o que parecia importante naquele momento e aquilo que eu fiz de errado.

O foco, claro, são os protagonistas, mas isso não diminui a importância dos demais personagens incluídos na história. Giovana (Tess Amorim) tem menos presença do que tinha no curta, mas continua sendo de grande importância. Não, eu não chorei vendo o filme, mas fiquei angustiado em alguns momentos e suspiros me foram arrancados em outros vários. O que consigo pensar ao assistir “Hoje eu quero voltar sozinho”? O cinema brasileiro decidiu que não quer mais ficar em segundo plano e começou a trabalhar para que isso acabe.

Por fim, o filme já não está mais em cartaz, porém pode ser adquirido pelo iTunes.
Acredite, vale cada centavo.

Porque assistir “Amélie Poulain”?

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“Na minha família se diz que quem sabe provérbios não é de todo mal.”

Talvez o melhor provérbio que defina O Fabuloso Destino de Amélie Poulain seja: “Ver para crer.” Quando se pensa em cinema Francês talvez a reação não seja de total animação, mas é exatamente essa a missão do filme: surpreender. Lançado em 2001 e dirigido por Jean Pierre Jeunet, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain conta a história de Amélie (Audrey Tatou) desde sua infância, seu contexto familiar problemático e peculiar, até quando sai de casa e se muda para o bairro parisiense Montmartre, onde consegue um trabalho de garçonete e leva sua vida pacata.

Contudo, uma reviravolta se dá em sua vida quando, distraída com a notícia da recente morte de Lady Diana, descobre em seu banheiro um pequeno tesouro pertencente ao antigo morador. Amélie, decidida a encontrar o antigo dono da sua recente descoberta, promete que se ao lhe entregar o tal tesouro anonimamente, e  ele se emocionar ao rever suas memórias, tentará mudar a vida de todos ao seu redor. Caso isso não ocorra, apenas irá deixar de lado. Assim sendo, o dono, se emociona com o objeto e Amélie adquire uma nova visão do mundo, espalhando pequenos atos de alegria pela vida de todos. Mas ainda lhe falta um grande amor.

Poderia ser apenas mais um no meio de tantos outros lindos filmes do cinema internacional, contudo o Fabuloso Destino de Amélie Poulain traz uma dose de citações sobre preferências e aversões de um seleto grupo de personagens enquanto os apresenta. Reviravoltas como as do duende de jardim, personagens instigantes como seu amigo e inquilino Dufayel e um cenário ambientado em Paris.

O filme é ainda mais delicado pela presença de uma trilha sonora doce que vale sua atenção e uma fotografia totalmente diferenciada, que força os nossos olhos a degustar a sobreposição dos tons avermelhados e esverdeados que povoam todo o filme. O figurino, todo romântico e delicado da protagonista, complementa a sua personalidade incrível, deixando fácil qualquer um afeiçoar-se e torcer por ela durante o filme todo.

Um filme que ganha as pessoas pelas sensações e pela forma inesperada como decorrem-se os fatos, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é gracioso, nostálgico, cômico, sensível e sonhador. Sendo um prato cheio pelos apaixonados pela “Sétima Arte” e por aqueles que buscam num filme, uma porta pra um mundo diferente de sua realidade corriqueira.

Se você ainda não assistiu, assista! Se já assistiu, assista novamente.

 

Orange is the new vício

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Orange is the new Black

Não vou mentir mas demorei bastante para dar uma chance para a série “Orange is the new black”. O burburinho que se envolveu a divulgação da primeira série produzia pelo Netflix foi intenso e eu sempre via alguém comentando pelo facebook sobre. Como eu não assino Netflix pensei que não iria assistir, mas quem disse que a curiosidade me deixou dormir em paz? Corri no oráculo e li a sinopse. Gostei e tratei de assistir o piloto online mesmo.

“A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é sentenciada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em favor para sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex (que menciona Piper em seu julgamento, causando sua prisão): elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão. ” – Wikipedia

Orange soou chata no começo. Assisti até a metade do episódio com vontade de fazer outras coisas, inclusive dormir. Achei chato a introdução longa sobre a Piper, sobre o relacionamento e tudo mais. Na hora que ela entrou de fato na prisão eu me interessei mais. Depois que passou essa parte a história foi me prendendo de tal forma, que eu devorei a primeira temporada todinha em dois dias.

E vou confessar, eu pulo as partes em que o noivo (pé no saco) dela entra em cena. É dispensável. Estou apaixonado por todas as personagens e seus enredos. É muito bacana quando aprofundam nas histórias e o porque de cada uma estar ali. Me conectei bastante e a cada episódio é uma diversão. Claro que a série é bem pesada e com dramas intensos, mas de vez em quando tem alguns momentos engraçados.

O mais interessante da série é o choque que causa em nós. Todas as detentas são culpadas por algo que fizeram, mas a humanidade de cada uma faz com que a vemos como devia ser vistas: como pessoas normais. Pois a série ilustra bem isso, o arrependimento e a vontade de ser reintegrada a sociedade, que é dura as vezes e sempre com o preconceito presente. É um novo olhar pra esse mundo que não conhecemos.

Orange is the new black tem pessoas de todos os jeitos, mas minhas favoritas já são além da protagonista Piper Chapman, a cozinheira russa Red, a jovem drogada Nicky e a transexual Sophia em que cada episódio se desenrola enredos maravilhosos e que dá um toque de emoção a todo aquele clima carcerário. Já alerto que a série é imprópria para menores de 18 anos e com toda razão, pois tem bastante conteúdo explicito, se é que me entendem.

Mas só assistindo para ter uma noção do quanto essa série é diferente e merece ser assistida. Pelo que assisti me diverti bastante e gostei. Fica a dica para você que assim como eu estava a rejeitando.

No iPod: Samantha Mumba

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Samantha Mumba

Hoje quero deixar uma dica quente e novinha para vocês!
Uma música para vocês ouvirem durante o final de semana e o carnaval inteiro, se gostar mesmo.
Confie em mim e aperte o play abaixo:

Trata-se de “Only Just Begun“, da cantora irlandesa Samantha Mumba que ficou famosa lá nos anos 2000 e desde entao ficou lá, arquivando sua carreira musical. Para voces terem uma noção, ela era empresariada pelo Louis Walsh e tinha um contrato milionário com a Polydor, permanecendo várias vezes no topo dos charts europeus. Mas como era muito nova, decidiu focar em uma carreira de atriz, que também deu certo.

Porém esse ano a moça decidiu voltar a usar sua linda voz para um novo trabalho. Já tem algumas músicas da Samantha na internet, porém essa me chamou a atenção. Vi o link para audição aleatóriamente e ouvi o single: me apaixonei. “Only Just Begun” é uma faixa midtempo com uma pegada electro que conquista no refrao. Produzida por Justin Gray, responsável por alguns hits de Mariah Carey, a faixa não fala mais que uma pessoa que para e ve o que aconteceu em cinco anos de relacionamento. Profunda!

Para quem gostou da Samantha Mumba assim como eu, vale a pena procurar mais coisas sobre ela no youtube. Seu comeback promete, pois a gata já escalou além de Justin Gray, o hitmaker Brian Malouf (que já trabalhou de Michael Jackson a Stevie Wonder) e quer voltar a bombar em 2014 com esse álbum sem nome por enquanto. Sammy também irá sair em turnê com as novas músicas e os antigos sucessos.

Espero que tenham gostado, e que se gostaram mesmo, comente aí falando.
Um bom carnaval a todos. Juízo ein!!

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