madonna

Confissões na pista de dança

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Madonna

Hoje para o BAÚ POP resolvi postar o álbum que comecei a olhar para Madonna com outros olhos. Pra falar a verdade eu não tinha conhecimento algum sobre quem era Madonna, pois a conhecia apenas com Like a Virgin, Music e Hollywood e ouvia esporadicamente quando tocava em alguma rádio ou passava algum clipe na tv. Lembro que em 2005, quando eu tinha 14 anos, ouvi Hung Up pela primeira vez na Jovem Pan e fiquei extasiado, a música me chamou a atenção e gostei da musicalidade. Depois de uma semana fui a uma loja e olhando alguns cds, vi o Confessions e na hora comprei. Lembro que ouvi bastante e a cada vez q ouvia me apaixonava mais. Não sabia explicar, mas a partir daquele momento conheci Madonna.

Até no presente momento, Confessions on a Dance Floor é meu álbum favorito dela e acho que o mais completo e coeso. Com uma pegada oitentista futuristica, eu simplesmente amo cada faixa por ser tão únicas. Por não haver pausa, o cd tocou muitas vezes sem que percebesse em que música estava. No começo eu ouvia apenas as que gostava ou as que tinha clipe, mas lembro que depois de um ano voltei a ouvi-lo inteiro. Trabalhava ouvindo, dormia ouvindo e ficava no computador ouvindo. Virou um vício. Nada mais justo que postar esse álbum como uma relíquia e obra prima!

Famosa por se reinventar, Madonna estava cansada do estilo pop que vinha seguindo e das críticas políticas presente em suas músicas. Decidida a se divertir, Stuart Price foi escaladoo a ajudar a rainha do pop e a fez voltar toda saudosista trazendo a discoteca para seu novo álbum que foi o divisor de águas em sua carreira. Mais jovem do que nunca, Madonna aparece toda em forma num maiô rosa se exercitando num estúdio de dança. No fim, ela está se acabando numa pista de dança. Veja:

Esse álbum tem vários hits, alem de Hung Up, temos Get Together, Sorry e a energética Jump. Outras que merecem atenção são I Love New York e How High. Bom, eu amo todas, mas se você não conhece o álbum estará muito bem servido com essas. Confessions foi um álbum que resgatou Madonna de um flop, pois a produção pesada e raivosa apresentada em American Life fez com que a rainha fosse ignorada. A má recepção do álbum refletiu nas vendas e foi um passado doloroso em que Madonna preferiu esquecer com vitória, já que o Confessions teve suas vendas totais estimadas em doze milhões de cópias e sendo o sexto álbum mais vendido no mundo em 2005.

Com mais um Grammy para sua coleção, a Material Girl investiu fundo no pop eletrônico e não passou despercebida. Prova essa que até hoje suas músicas tocam em festas e festivais. O álbum foi uma releitura de seus sucessos antigos e muitas músicas há trechos e sonoridades que lembram algumas músicas dela, como Bordeline por exemplo. Stuart Price também usou e abusou de refências, entre elas Daft Punk, Pet Shop Boys, Depeche Mode e o supra sumo e incrível sample de Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight) do lendário ABBA.

Resumindo: meu álbum favorito entre todos. Ouve logo!

Madonna – Confessions on a Dance Floor (2005)
1. Hung Up
2. Get Together
3. Sorry
4. Future Lovers
5. I Love New York
6. Let It Will Be
7. Forbidden Love
8. Jump
9. How High
10. Isaac
11. Push
12. Like It or Not

Madonna – Versão 2012

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Durante toda a carreira de Madonna, a primeira audição de seus álbuns eram marcos na história da música pop. Seja lá qual ele for, a rainha arrancava suspiros e interjeições surpresas de seus ouvintes a cada nova música que começava. É inevitável não se surpreender com cada material novo que ela lança no mercado fonográfico, tanto que a cada vez é mais lógico esperar pelo melhor e inovador dela.

Nos últimos anos, Madonna foi muito questionada sobre a responsabilidade de manter o “reinado” com a idade avançando números maiores que cinco dezenas. Ela com todo o talento e experiência deixou bem claro que está sim, cada vez mais preparada para empenhar o melhor em seu trabalho, que pra nós é apenas entretenimento.

Em 2012, a eterna Material Girl resolveu retomar o seu posto e apresentar ao mundo um novo trabalho, o MDNA, que nada mais é que seu DNA atualizado ás tendências de hoje com muitas influências do passado.

A cada trabalho lançado, Madonna tenta inovar e sempre trazer ritmos novos ou abortar assuntos polêmicos para não soar repetida. Em MDNA não foi diferente: ela escalou um time de peso para produzir seu álbum e não teve medo em arriscar em parcerias (até então) duvidosas.

Madonna

Com a produção dividida entre Martin Solveig, Indigo e o duo Benassi, o disco veio pronto para as pistas, que é aonde Madonna se sente em casa. Regado ao ritmo da atualidade, o electropop viaja por diversos outros gêneros que não o faz monótono. MDNA vem balanceado entre a perdição de matar um namorado á declarações de amores de relacionamentos fracassados.

Colocando o cd para tocar, temos o prazer de ouvir Madonna recitando um pedido de perdão (lembrando vagamente a inesquecível Dita Parlo) que é entoado pela batida suave de Girl Gone Wild que nos leva a um refrão animado. Em seguida somos intimidados ao suspense de Gang Bang com sons de armas sendo engatilhadas e com uma mulher vingativa que canta os seus planos sórdidos. I’m Addicted chega e deixa o clima mais animado, porém não menos tenso. Essa faixa é ótima e tem uma influência tecnológica com efeitos que hipnotizam. Turn Up the Radio quebra toda a tensão e deixa um clima alegre e descontraído. O refrão é ótimo e com uma batida electro muito gostosa. Depois chega a juvenil e espevitada Give Me All Your Luvin’ que de brinde contém o featuring de Nicki Minaj e de M.I.A. Eu já falei muito dessa faixa por aqui, mas continuo gostando muito, pois a energia dela me contagia. L-U-V MADONNA!

A intro de Some Girls é tão fantástica que até a coloquei para ser meu toque do celular. A música é toda perfeita e com sintetizadores constantes e Madonna está com um autotune excelente para tal produção. Gosto muito dessa, e o refrão dela me faz lembrar da I Like It Rough da Gaga. Superstar é aquela música que é tão bonitinha que devia ser single só para ganhar um clipe fofo. Sim, eu amo Superstar e essa batidinha farofa do Martin. O refrãozinho dela me conquistou… uh la la! I Don’t Give A é urban, é retro, é Madonna 2012! A música é cantada no estilo singtalk e o refrão é uma intimidação a parte e é um cala a boca para muitos. Nem precisa falar o quão importante é o rap da Nicki Minaj, né? “Há apenas uma rainha, e é Madonna, sua vadia!” Eu gosto bastante de I’m a Sinner, mas é uma faixa que eu descarto facilmente da reprodução. Essa música soa clichê e com uma batida bem enxugada das que ouvimos todos os dias nos rádios. Eu a trocaria pela bonus track Beautiful Killer.

O destaque de todo o álbum na minha opinião fica na faixa Love Spent. Simplesmente por ela começar com um banjo, se desenvolver no electro e finalizar o brigde numa balada digna de holofotes. É como vejo essa faixa, bem diferente e com diferenciais que deveriam ter sido mais explorados no álbum todo.

Com a temática de amor no ar, Masterpiece é a balada que conquista todos pela profundidade da letra, até porque Madonna a fez baseada em seus relacionamentos passados. Mas eu prefiro bem mais a Falling Free pela individualidade do ritmo que ela desenvolve. É uma balada com influência erudita e que me lembra aquela época de reis e rainhas. Uma completa viagem.

Cortando o clima sonhador, Beautiful Killer vem com uma energia matadora. Essa faixa é tão boa que foi um pecado ficar de fora do tracklist standart. Tem uma batida animada e com um refrão ótimo, me lembrou bastante a era Music. I Fucked Up eu ignoro, não gosto muito dela. Não sei, acho melancólica e tediosa e a sinto enfiando uma carta de desculpas goela abaixo. Mereceu ficar de fora.
B-Day Song é divertida, engraçada e juvenil, uma Madonna bem diferente. O featuring da M.I.A. é bem interessante, principamente quando ela canta “I’m a happy gal”, rs. Best Friend não é nada demais, mas tem uma produção interessante, que me recordou bastante do Hard Candy.

Conclusões finais:

Madonna quis pegar o barco das modinhas e fez um álbum excelente para seus fãs, que estavam sedentos por algo novo. Com músicas fortes e outras nem tanto, ela conseguiu subir mais um degrau de sua escala, mas não é nada que deva se orgulhar. A divulgação e a escolha dos “carros chefes” ficaram a desejar, já que muitas canções deviam ter sido negadas e outras acatadas sem nem pestanejar. Acredito que a mudança de gravadora fez com que Madonna colocasse mais a mão na massa, mas faltou um pouco de certeza e confiança por parte dos produtores. Martin Solveig fez um trabalho excelente, mas podia ter criado algo novo, ao invés de reciclar suas antigas melodias. O feat com Nicki Minaj foi interessante e no mínimo surpreso, mas não é nada demais perto da imensidão que é Madonna. MDNA é um álbum refrescante e feito para se divertir, não tem pretensões e muito menos veio rotulado como o melhor da década, mas consegue se destacar na carreira da rainha. Mas não chega a ser o preferido, pelo menos pra mim.

Plantão MDNA

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MDNA

Álbum: MDNA
Artista: Madonna
Genero: Pop – Electropop – Dance
Gravadora: Interscope Records
Lançamento: Março de 2012

O projeto

No EstúdioTudo começou ainda em 2011, a própria Madonna deixou todos os fãs em alvoroço quando postou em seu facebook que estava animada para gravar músicas dançantes, e precisaria de pessoas loucas e fod*s para tal façanha. A rainha do pop ama reinventar e dessa vez não seria diferente. Chamou o então novato Martin Solveig para o novo projeto, que logo andou soltando notinhas na internet dizendo que tudo que estavam produzindo juntos, era um máximo e merecia ser desfrutado logo. Estava feito! Madonna estava mesmo em estúdio, e seu 12º álbum seria lançado em 2012. Com a escolha feita, já sabiamos que a Material Girl iria voltar as origens com o ritmo que a consagrou nas pistas de dança. Um detalhe interessante é a saída dela da Warner, e a “estréia” na nova casa, a Interscope Records (a mesma de sua aprendiz, miss Lady Gaga).

O nome do álbum, MDNA, foi uma sugestão que a cantora M.I.A. deu e Madonna adorou. Nada mais é que a sigla de seu nome. Tudo soando muito fresco e impactante. Gerou polêmica por se parecer com uma sigla que faz alusão ao ecstasy, mas nada foi levado a sério. Na produção do álbum também está William Orbit (do aclamado Ray Of Light) e os irmãos Benassi.

Arte

Fotografada pelo duo Mert and Marcus, a direção de arte ficou por conta do brasileiro Giovanni Bianco, que deixa uma certa incógnita ao deixar Madonna por trás de vidros e com algumas luzes chamativas. Como de costume, não há o nome de Madonna exposto em nenhuma arte, pois vocês bem sabe que esse rostinho é único, assim como todo o conceito do photoshoot. A capa deluxe segue a mesma linha, porém com um close ao rosto de Madge.

Capas

Tracklisting

1. Girl Gone Wild
2. Gang Bang
3. I’m Addicted
4. Turn Up the Radio
5. Give Me All Your Luvin’ (com Nicki Minaj & M.I.A.)
6. Some Girls
7. Superstar
8. I Don’t Give A (com Nicki Minaj)
9. I’m a Sinner
10. Love Spent
11. Masterpiece
12. Falling Free

Deluxe:
13. Beautiful Killer
14. I Fucked Up
15. B-Day Song
16. Best Friend
17. Give Me All Your Luvin’n – Party Rock Remix

Singles


03/02/2012: Give Me All Your Luvin’
Participação de Nicki Minaj e M.I.A.
Produzido por Martin Solveig
Electropop
Videoclipe

02/03/2012: Girl Gone Wild
Produzido por Benny Benassi
& Ale Benassi
Dance
Lyric Video

Extras

• A demo de Give Me All Your Luvin’ vazou na internet meses antes do lançamento do single com o nome de Give Me All Your Love. Algumas modificações no ritmo da música e os feats. de Nicki Minaj e M.I.A foram inclúidos na versão final. O L.U.V. do refrão foi questionado como plágio em relação a uma música de João Brasil. Mas nada foi confirmado.

Masterpiece foi escrita para a trilha sonora do filme W.E, que foi dirigido por Madonna. A música conquistou o Globo de Ouro de Melhor Canção Original.

• Para divulgar o álbum, Madonna planejou uma turnê mundial que começará no fim de Maio. Há rumores que a cantora deva se apresentar no Brasil até o fim do ano.

• Girl Gone Wild era originalmente “Girls Gone Wild”, mas por motivos de direitos autorais outro cantor ameaçou processar Madonna caso a faixa fosse lançada com o mesmo nome da sua. Para evitar problemas, o plural do título foi retirado mas na música continua GIRLS.

• Superstar tem os vocais de Lourdes Maria, filha de Madonna.

• Gang Bang foi produzida pelo cantor Mika.

Madonna gone wild

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Para esse final de semana, resolvi postar o novo single da Madonna para o MDNA.
Girl Gone Wild é uma produção dos irmãos Benassi e é uma faixa dance, pronta para as pistas.

Madonna deixou a animação de torcida em Give Me All Your Luvin’ e se entregou ao batidão farofa que está dominando ultimamente. Com um refrão bem chiclete, Madge diz que as garotas só querem se divertir e que elas vão ficar descontroladas.

Achei a música boa, porém esperei um segundo single mais marcante e ousado. Senti que com a rejeção e da polêmica de Give Me, Madonna quis reconquistar com algo bem agradável, mas nada diferente.

Agora só nos resta esperar que o MDNA esteja por aí, pronto para nosso desfrute.
Até lá vamos ouvindo muito esses dois singles que vieram pra conquistar 2012. Ou não. rs

Agora sim, Nicki Minaj!

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Se você não engoliu a Nicki Minaj ainda, pegue um baita copo d’agua porque a hora é essa!

Nem bem foi lançado e o novo single de Nicki Minaj promete ser um dos melhores do ano.
A música tem cara de hit do verão e tem o toque de midas do produtor mais querido por nós, Red One.

“Starships” tem uma vibe ensolarada e com corinho de OH OH OH no refrão. Eu achei o refrão muito bom para dançar e até arrisco dizer que lembra k-pop misturado com Aqua. O melhor é que tem a voz freak da Nicki para acompanhar tudo.

E aí? O que achou?? Vai bombar ou a Nicki vai ter que continuar tentando emplacar algo, já que a chance é essa! Depois da parceria com a rainha Madonna, é hora de tentar conquistar um público fiel…

Enfim, emplacando ou não, Nicki Minaj sempre terá um lugarzinho em nossos iPods. rs

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