michael jackson

Bruno Mars nada ortodoxo

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Bruno Mars

Unorthodox Jukebox
Nota: 5,0

Artista: Bruno Mars

Álbum: Unorthodox Jukebox

Gênero: R&B

Desde que “conheci” Bruno Mars em um featuring na música Nothin’ On You do B.o.B, sempre busquei acompanhá-lo em cada lançamento. Amava Just The Way You Are, Grenade, Marry You, The Lazy Song e DE-TES-TA-VA Talking To The Moon, ainda mais depois que ela entrou pra trilha sonora de novela. Mas enfim, eu sempre curti o quão descontraído o som de Mars soava. Despretensioso e jovem, ele foi ganhando notoriedade e quando o seu segundo álbum saiu, deu pra perceber que não era só um gorila estampado na capa ouvindo música num “jukebox”.

A idéia do novo álbum era ser diferente, sair do comum, ser nada ortodoxo, não seguir regras e provar que um novo conceito funcionaria. Bruno Mars e seu time de profissionais, chamado The Smeezingtons trataram de criar novos rumos para o cantor investir. Nesse conceito novo, chamaram o brilhante Mark Ronson, o barulhento e egocêntrico Diplo e o hitmaker Benny Blanco (que foi um dos responsáveis pelo sucesso de Ke$ha). Unorthodox Jukebox é uma mistura bem feita de R&B com o pop tradicional. Eu ouvi todo o álbum pensando em Michael Jackson e Jackson 5, e fui sentindo que essa era a intenção de Bruno. Reviver o bom e dançante R&B e fazermos remexer o corpo a cada música. Enfim, um trabalho excelente e bem pensado.

Young Girls é bem tranquila para se começar o álbum, tem uma batida pop e bem conhecida já. Mas é uma delicia para ir entrando no clima e para depois sair gritando o refrão. Locked Out of Heaven é a música que Michael Jackson iria amar cantar (se possível, duetar ein?)… a energia dessa música contagia e foi a que mais gostei de todas quando ouvi o preview do álbum. Mark Ronson tem o toque de midas e não se fez de tímido e fez essa música uma obra de arte. Com influências de jazz, Locked já alcançou o topo de miutos charts, inclusive nas paradas brasileiras. Mas minha favorita e a que mais ouço é Gorilla; apesar de ter uma letra meio polêmica e desconfortável, eu simplesmente amei o arranjo dela. Simples e marcante.

A intro de Treasure é muito Jackson 5, não tem como negar. Sinto uma discoteca enorme cheia de luzes e as pessoas de dourado dançando e reluzindo em todo o lugar. Bom, essa seria uma das minhas idéias pro clipe, que é bem inevitável não se sentir nessa vibe. Moonshine continua na vibe disco, porém mais intrínseca e mais trabalhada no baixo e bateria. Mas o refrão é um delirio com tantos sininhos e com aquela impressão que estão te transportando pra outra dimensão. Quando começa When I Was Your Man sempre acho que a Vanessa Hudgens vai sair cantando Sneakernight, mas não, é uma balada trash emotiva, linda e perfeita. Segundo Mars, a música é visceral e conta sobre um amor que perdeu por não dar tanta atenção ou não cuidar bem. Natalie é pop pop pop com pitadas de R&B. Me ganhou pelo refrão NATALIEEEE – sua pistoleira, devolve meu dinheiro!!!

Bob Marley in the house! Show Me é aquela música reggae que estamos cansados de ouvir mas estamos sempre ouvindo por ser muito paz e amor. Achei que foi essencial para quebrar a maré Adele que estava beirando o álbum. E pra não deixar a coisa rolling in the deep, Diplo produziu Money Make Her Smile, que segundo as recomendações de Bruno, era pra ser aquela música pra todo mundo dançar e não ligar com mais nada. E é claro que essa música também DEVIA ser do Michael Jackson. A vibe que trouxeram para essa música é a cara do rei do pop… inclusive os vocais e o break no meio da música, onde com certeza MJ iria fazer uma coreografia fodástica. Sei que o foco não é falar de Michael, mas está inevitável não lembrar da maior lenda (e meu maior ídolo) de todos. Bom, pra finalizar uma baladinha a la 60s para se dançar coladinho no meio da pista com aquele broto que você paquerou a noite toda… If I Knew é um revival total, todos se sentindo em Grease kkk

No total Bruno Mars buscou novos horizontes e tentou um som diferente. Pegou o supra sumo da música contemporânea e fez um suco delicioso e refrescante com muitas referências. Adorei tudo, do começo ao fim… e não consegui ouvir nada que soasse ruim ou chato. A batida retrô funcionou bastante e ainda irá ir longe nesse ano. Espero que aproveite muito das outras músicas, pois mereceu as cinco estrelas…
Go Bruno Mars! Go!

No Ipod: Little Mix – Wings

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Little Mix

Nesse fim de semana lindo, vou deixar aqui o meu vicio da vez: Little Mix!

Para quem não conhece, o grupo Little Mix é formado por Perrie Edwards, Jesy Nelson (minha favorita, rs), Leigh-Anne Pinnock and Jade Thirlwal e elas foram as vencedoras da última temporada do X Factor UK, onde a terra da rainha está sempre nos apresentando novos e ótimos talentos. As meninas conquistaram o público e ressucitou o termo “girl group” que até então se manteve instável desde o hiato das Girls Aloud. Cantando um repertório atual e notório, as Little Mix foram crescendo no programa e conquistando o seu espaço. Para o primeiro single, as meninas escolheram um cover de Cannonball, de Damien Rice. E claro que o cover ficou lindo, macio e delicioso de ouvir, mas hoje nossos ouvidos tem que estar voltados para Wings.

Como sou muito chato, esperei o vídeo oficial sair para poder comentar o quanto a junção de uma melodia extraordinária com vozes incríveis poderia dar um resultado tão brilhante. Ok, chega de rasgação de seda e vamos a uma das novas maravilhas do mundo.

Wings é de fato, O single das Little Mix. Alegre e ousado, as garotas disseram que se inspiraram em Michael Jackson e Beyoncé durante a gravação e produção do single. Claro que essas inspirações somadas ao talento delas daria um bom caldo, fazendo todos ficarem boquiabertos com tal música que é um mix de britpop com R&B e o atual dance. Citada por uns como a “Born This Way” teen, a letra da música segue o mesmo molde do lead-single da Lady Gaga e traz uma mensagem para não perder tempo e pegar as asinhas e sair batendo por aí, voando e aproveitando o que a vida tem de bom.

O clipe é todo colorido e com uma pegada vintage. Adorei a tela repartida em quatro partes e todas elas cantando juntas. Sem contar a coreografia cheia de atitude que elas dançaram junto com a galera. Adorei cada segundo e apesar de clichê, ficou bem legal e com um gostinho de quero mais Little Mix. 😀 O álbum de estreia será lançado até o final do ano, enquanto isso só nos resta aproveitar o single e as lindas performances no X Factor, né?

2 anos sem Michael

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Sim, não parece mas já faz dois anos que o rei do pop morreu e deixou todos seus súditos com uma tristeza sem fim. Digamos que foi uma morte inesperada, já que ele falava muito que estava sadio e que sua última maratona de shows estava a todo vapor. Infelizmente sua vontade maior não foi cumprida. O mundo parou diante as noticias em que diziam que sim, Michael Jackson estava morto.

Durante dias, semanas, e até meses, o assunto não era outro no show-bizz. Todo mundo queria saber mais e homenagear o maior artista de todos os tempos. O único homem que se sentia como uma criança interrompida.

Se tem um artista que venero, que adoro de verdade e que deliro quando ouço tudo que fez, é o Michael. Um artista completo em todos os sentidos. É impossivel descrever uma pessoa que quando não estava cantando, estava ajudando aqueles que necessitavam. Ele se importava de verdade.

A mídia soube reconhecer o talento único de Michael Jackson, que logo se tornou ídolo mundial. Assim que problemas de saúde vieram a tona, a mesma o transformou em chacota e motivo de especulação. O fato do vitiligo e suas inúmeras cirurgias plásticas foi um caso a parte, o questionando sobre vaidade e não doença – quem sabe até tanta pressão da imprensa.

Enfim, MJ se foi em carne e osso, porém sua música e seus vídeos fantásticos continuaram vivos e em looping eterno. Fica aqui registrado uma das minhas baladas preferidas.

Baú Pop: Rihanna – GGGB

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Em 2007, Jay Z trouxe Rihanna no colo para o mainstream da música internacional. E quem diria que ali, ela criaria raízes e ficaria até nos dias de hoje, firme e forte? Tudo começou quando foi lançado “Umbrella“, um dos hits da década, que tinha a participação do rapper. Logo a música estourou nas rádios e em pouco tempo ficou conhecida nos quatro cantos do mundo. Todos queriam mais dela e foram se lembrar que ela era aquela menina que cantava SOS e Pon de Replay.

O álbum por sua vez, carregado com R&B e uma pitada de dance music, foi produzido por Evan Rogers, e conta com a colaboração de Timbaland e Stargate (responsável pelos sucessos de Beyoncé). Traz participações especiais do já citado Jay Z, Neyo, Justin Timberlake e até Chris Brown (que também deu seu pitaco).

Após Umbrella, Rihanna emplacou “Shut Up And Drive“, “Don’t Stop the Music” (que tem o sample de Wanna Be Startin’ Something, de Michael Jackson) e “Hate That I Love You” (com participação de Ne-Yo, que foi quem também escreveu a música). “Take a Bow” foi lançada já no relançamento do álbum. “If I Never See Your Face Again” foi lançado pelo Maroon 5, pois tinha o feat de Rihanna. Enfim “Disturbia“, escrita por Chris Brown e RiRi, chegou e ficou durante muito tempo nas paradas, assim ganhando um clipe polêmico. Com um feat minúsculo de Justin Timberlake, “Rehab” foi lançada e finalizando assim, as atividades do álbum que rendeu sete singles, todos eles muito bem sucedidos.

1.Umbrella
2. Push Up On Me
3. Don’t Stop The Music
4. Breakin Dishes
5. Shut Up And Drive
6. Hate That I Love You
7. Say It
8. Sell Me Candy
9. Lemme Get That
10. Rehab
11. Question Existing
12. Good Girl Gone Bad
13. Take A Bow
14. Disturbia
15. If I Never See Your Face Again

Adoro esse álbum, e desde que ouvi Umbrella pela primeira vez, fiquei fascinado pelo som que Rihanna estava fazendo. Fico muito feliz pelo sucesso que ela fez e só lamento pelo episódio Chris Brown, mas rendeu também o Rated R, que é um álbum totalmente reverso e brilhante. Passa todos os sentimentos que Rihanna sentia… mas isso é assunto para outro post.

Sai Sasha Fierce, entra Beyoncé!

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Destemida, Beyoncé decola do electropop direto para o R&B retrô!

Eu apostei todas as minhas fichas nessa nova investida da Beyoncé, e acho que foi um bom negócio. Mas tem gente torcendo o nariz por aí e pedindo para Sasha Fierce voltar com aquele som regado á muita energia. Quando os singles foram lançados e algumas faixas vazadas, eu senti que a Queen B estava numa fase mais emocional e retrô. Assim que o álbum todo caiu na net, pude comprovar que tudo era verdade.


Dê play aí e acompanhe o review

“4” é um álbum expressivo e cheio de melodias com influências de rhythm and blues lá dos anos 70, ou muito menos, quem sabe. O cd resume em instrumentais que tem uma pegada de “perai, parece que já ouvi isso antes” e a voz da Beyoncé com todo o poder que tem. As vezes dá a impressão que ela quis dar mais prioridade as suas “origens” e cantar aquilo que tem vontade do que emplacar diversos hits que soam mais como tudo que já está ocupando os charts, sei lá.

O álbum começa com a já conhecida 1+1, que como já comentei no post anterior, a faixa é melosa e totalmente emocional. O instrumental é só um detalhe perto da voz poderosa de Beyoncé. O som soa como um R&B puro… das antigas. I Care começa introvertida com desabafos em forma de versos, e o refrão contagia com uma batida mais animada. Na mesma linha melosa, I Miss You conquista pela simplicidade dos arranjos e da voz que chega quase ser classificada como acústica. Com um piano intimista e uma batida á la Beyoncé, Best Thing I Never Had não é uma das melhores do álbum a toa. Cantando sobre uma desilusão amorosa, ela diz que esse seu amor era a melhor coisa que ela nunca teve. Party começa com um rap do sem noção Kanye West, mas depois uma batida bem R&B retrô toma conta, e a mistura começa ali. Bey não fica atrás e canta muito, com direito a backing vocals e tudo, inclusive a participação do Andre 3000 (aquele do Outkast, lembra?).

Rather Die Young continua na viagem retrô e a vibe acústica tambem continua. O refrão me lembrou Diana Ross. Start Over já chega animadinha, mas nem promete o dance comotion, mas deixa um refrão muito bom, e com uns gritinhos nervosos da Honey B. A delicinha Love On Top é tão retrô anos 60 que dá vontade de ouvir a bateria ao fundo e imaginar o pessoal daquela época que usava conjuntinhos e o cabelo com muito laquê, fazendo me lembrar mais ainda do Hairspray. Também uma das minhas favoritas do álbum. Outra que adorei foi Countdown, que tem um sample na contagem regressiva do Boyz II Men, mas no caso fiquei mais viciado nessa música pelo ritmo da bateria e dos trompetes e a vibe alegria. Outra que está no topo das favoritas é End of Time que foi produzida pelo Diplo e tem um batidão envolvente e algumas influencias soul durante a música, o refrão é energético e cheio de gingado, ora me lembrou Janelle Monaé. I Was Here quebra o clima de felicidade alheia e deixa o black moment tomar conta com uma balada muito triste e muito bonita porém depressiva. E por fim, ela… Run the World (Girls) que todo mundo já conhece e já saiu dançando e gritando “who run this motha? GIRLS”. Também produzida por Diplo, não teve o feedback necessário para o comeback da Queen B, talvez por ser uma reciclagem da já malhada Pon de Floor. Enfim, eu adoro o batidão e toda as referências funkeiras nessa música.

Bom, “4” pegou muita gente de calça curta e deixou muitas delas com gostinho de quero mais. Classifiquei o álbum como 4 estrelas pois achei que faltou mais novidade e menos deja vu. Por mais que a musicalidade do álbum seja impecável, ficou muito repetitiva e o que tinha de diferente não pode matar nossa sede de Beyoncé. Entendo que ela estava a fim de gravar algumas músicas nesse estilo, mas podia pelo menos ter deixado aquela Sasha Fierce ir embora de fininho e não a francesa, se é que me entendem.

Enfim, me contem o que vocês estão achando dessa nova era e o que acharam do “4”. 😀

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