Música

Review: Lily Allen – Sheezus

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Cansada da rotina, Lily Allen volta ao mundo da música. Não tão feroz como antes, mas com qualidade de veterana.

Lily Allen
Nota: 5,0

    Artista: Lily Allen

    Álbum: Sheezus

    Gênero: Pop

Para esse post de retorno, decidi postar sobre o retorno esplêndido e brilhante de Lily Allen, que assim como eu, tirou um tempinho para cuidar da vida e voltou com muita disposição.

Nesse post de janeiro havia dito que Lily Allen seria a dona de 2014. Bom, não sei se errei essa previsão, porém eu posso afirmar que ela já se tornou a mais ouvida e amada em meu player. Seu novo álbum é tudo aquilo que a gente gosta nela: personalidade, música explicita e muitas melodias viciantes.

Desde 2009 muita coisa aconteceu. Lily decidiu se aposentar, teve duas filhas, mudou de nome, fez dueto com a Pink e alguns outros feats e num relance de inspiração, resolveu voltar para desbancar algumas cantorinhas aí, que ela andou arranjando briga pela internet. Segundo ela, o que mais motivou a voltar aos estúdios foi o tédio de apenas cuidar das filhas e ter várias idéias surgindo. Ela não podia deixar passar. E não deixou!

Sheezus vem com faixas com produções impecáveis e não economiza no veneno com letras polêmicas e que algumas em que Lily aflora seu lado fofo e meigo. A começar com a homônima “Sheezus” que abre o álbum contando que Allen está voltando e está preparada para confrontar as queridinhas dos charts, mostrando sua vulnerabilidade em ser mulher, acima de toda fama e glamour. E como essa britânica não manda recado, fez questão de citar suas “amigas” Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga e não deixou quieto para a novata Lorde que adora soltar suas alfinetadas por onde passa. O clipe é simplesmente simples, porém cheio de efeitos que parece mais um filme de terror barato. Se você ainda não viu, por favor, veja!

“L8 Cmmr” vem em seguida com uma batida mais alegre e electro. Falando sobre seu companheiro e dizendo o quanto ele é demais, deixando todas as inimigas morrendo de ciúmes.

“Air Balloon” consegue ser mais fofa que a anterior e apesar de parecer inofensiva, mas se você for prestar a atenção na letra, vai ver que Lily não trabalhou como devia, pelo fato da música soar como se fosse uma drogada do bem. Porém a faixa ganhou um clipe bem interessante, que você pode assistir abaixo:

“Our Time” continua deixando o álbum na vibe melosa porém em forma de balada romântica. Lily faz um convite indecente para uma festinha particular e manda chamar a galera pra aproveitar a vida, como se não houvesse amanhã. Também teve clipe lançado!

“Insincerely Yours” era uma faixa que ouvia pouco e que não fazia muita questão de ouvir. Mas tem uma produção bacana e uma letra cheia de verdades, tipo “eu não ligo para sua casa amável e suas crianças feias”. Coitado de quem foi a inspiração para essa música.

“Take My Place” é a faixa que a gente corre para pegar os lencinhos e limpar as lagrimas. Intensa, essa música me ganhou logo na primeira audição. Derrubou a casa e ainda jogou fogo, pois para mim é a melhor. Suave e vai chegando com um refrão profundo.

“As Long As I Got You” para mim é a faixa em que Allen jogou limpo e decidiu fazer o que deu certo. Assim como em Not Fair, ela tratou de trazer mais uma música com influência country que muito nos agradou. E posso dizer? Essa As Long As I Got You é ótima. Sem contar que eu amo essa pegada do banjo!

Depois do frenesi da Família Buscapé, “Close Your Eyes” chega com uma influencia do blues e deixa tudo com um clima sexy. Intimista, essa faixa é um convite íntimo para Lily mostrar tudo que pode fazer quando está inspirada, se é que vocês me entendem.

“URL Badman” começa com um dialogo e eu toda vez imagino Perez Hilton no papel de Alex. A faixa é uma carta aberta de Lily para toda mídia e a algumas pessoas que dedicam a maior parte das suas vidas ridicularizando virtualmente os outros. Com uma produção electropop já faz parte das minhas favoritas.

“Silver Spoon” é R&B classudo! Me faz a lembrar um pouco do começo da Lily e seu ferino Alright Still onde tenta criticar a sociedade e o controle sobre a vida das pessoas. Apesar de ser uma ótima faixa, não a vejo como destaque.

Havaí! “Life For Me” esbanja tranqüilidade em sua melodia e fala sobre a que a vida para ela agora é ser completa com sua família. Que apesar de todas as dificuldades, ela quer ser uma boa pessoa. Aqui a gente até acha que nem é a Lily de tanto amor que essa faixa representa.

“Hard Out Here” é aquilo que já falei aqui. Lily mostra que quem tem talento não precisa ficar rebolando para fazer sucesso. Uma lição para Azealia Banks, com quem teve um atrito ano passado. O clipe é pura ironia e sarcasmo, marca registrado da britânica.

“Wind Your Neck In” começa bem conceitual, porém não é mais que uma pop urban. O refrão é chiclete e é uma que mais gosto também.

“Who Do You Love” é uma baladinha que conquista a gente pela simplicidade dos arranjos. Soa bem o som europeu e adoro essa pegada romântica da Lily.

A quase acústica “Miserable Without Your Love” vem mostrando que as atividades do álbum estão se encerrando. Com uma batida envolvente, a música é toda cantada bem baixinho e sem notas muitos altas, bem do jeitinho que Lily arrasa. Ela vai entregando o fim com muita perfeição.

“Holding On To Nothing” é a penúltima música e vem toda tímida e desenrola um piano balanceado arranhando um jazz contemporâneo, que deixa um gostinho de quero mais. Achei ótima a idéia de deixar as faixas mais agressivas para o começo e finalizar com músicas suaves. Como essas são bônus, nada do que justo que destoem do álbum.

E para finalizar o abusado Sheezus, o incrível cover de “Somewhere Only We Know” que Lily gravou ano passado. Eu já amo essa música, e com essa versão passei a amar mais ainda. Me parece trilha sonora de filme de fadinhas, sei lá, é mágico esse cover. Lily Allen é f*.

Concluo aqui que Sheezus não veio para ser um marco na história e nem ser divisor de águas na carreira de Lily Allen. É um álbum bem feito e dentro dos padrões. Tem crítica, músicas boas e elaboradas, tem potencial para sair bem nas vendas mas é apenas isso.

Eu amei todas as músicas e me surpreendi com esse retorno. Lily é daquelas que não vai ao estúdio a passeio e apenas diz sim ao seus produtores. A mulher vai lá e põe a mão na massa, interage e até diz não. Senti que esse álbum é dela e a gravadora deixou que ela fizesse do jeito que queria. Gostei muito da parceria dela com Greg Kurstin e a maioria das músicas soam 100% Allen.

Desde que vazou já ouvi diversas vezes. Ouço indo para o trabalho, ouço trabalhando, ouço enquanto leio, ouço enquanto dirijo, ouço até quando vou dormir. Esse álbum é uma coletânea de músicas que amei e que vou amar mais ainda.

Vale as 5 estrelas!
Eu que não queria ser Azealia Banks hoje.

Review: Lea Michele – Louder

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Tempo de amadurecimento: Lea apresenta seu álbum
e traz o amor de volta aos nossos players.

Britney Jean
Nota: 5,0

    Artista: Lea Michele

    Álbum: Louder

    Gênero: Pop

Quando se fala em Lea Michele, você já lembra de Rachel Berry e sua personagem sofredora em Glee. Mas a partir desse post, você vai ter que ouvir Lea Michele e só lembrar de quão bom é seu novo álbum, Louder. Ela não é estranha pra ninguém, até porque se você vive nesse mundinho pop sabe que a moçoila decidiu dedicar a sua carreira solo e quem sabe, virar a nova Barbra Streisand. Ok, não é pra tanto. Mas convenhamos, Lea caprichou em seu cd de estréia e está daquele jeito: lindo.

Louder foi um álbum que esperei e quis muito ouvir, pois amava Lea Michele interpretando minhas músicas favoritas em Glee e finalmente ela lança algo dela, com a identidade e sentimentos dela. Quando saiu Cannonball eu surtei, pois a música é demais e bem a cara pop da Lea. Logo ela liberou a faixa Louder e aí sim eu pude imaginar a qualidade do álbum. Que pra mim já é um dos melhores do ano. Acompanhe o review e o que achei desse álbum que você não pode deixar de ouvir.

Break Down! Cannonball começa os trabalhos e traz uma batida pop e com uma letra libertadora, até porque quem nunca quis começar tudo do zero e se sentiu voando como uma bola de canhão? rs Enfim, a música é a cara da Lea, porém foi escrita pela DEUSA DO MÚSICA Sia Furler e foi muito bem recebida quando foi lançada como single. Só ficou devendo um clipe mais intenso, como a música exigia.

On My Way é pop! É maravilhosa! Adoro a vibe dubstep que ela traz e esse refrão chiclete que a gente adora cantar alto. Bom, eu pelo menos faço isso. Mas quando eu ouvi Burn with You pela primeira vez eu fiquei chocado com a letra:

Eu não quero ir pro céu se você for para o inferno. Eu irei queimar (no inferno) com você!

Gente, que profundo isso. Que amor é esse? Eu fiquei imaginando isso acontecendo. Consegui sentir toda o drama dessa música e digo que a melodia nem conseguiu me distrair. Excelente!

Battlefield que seria o carro-chefe do álbum foi deixada em standby por ser tão intensa quanto a anterior. Sob o toque do piano, essa faixa é uma das mais lindas do Louder e que mais senti tocado, e nem foi porque também foi escrita pela Sia, mas essa música transmite o sentimento de ter que deixar o outro seguir em frente. Perfeita.

ATENÇÃO! A seguir a melhor faixa do Louder. A minha favorita: You’re Mine
O ínicio dessa música me lembra Céline Dion e toda a melodia pop também. Envolvente, essa balada me conquistou pelo refrão. “I’m yours and you are mine”. E o fato dessa música ser dedicada a Cory Monteith só me faz o quanto esse sentimento de perda faz da música mais especial.

Thousand Needles é expressiva e também tem seu ápice no refrão. Logo vem a faixa que leva o nome do álbum, Louder que é a minha midtempo favorita até então. Autenticamente pop, a música passeia por uma batida electro e ganha todos no refrão chiclete. Oh Oooh Oh Ohhh

Cue the Rain é romantica porém não consegui a destacar entre as outras. Já a estonteante Don’t Let Go destoa um pouco o romantismo de Louder e traz uma energia nova. Gosto muito dessa faixa e vejo o quanto faz falta músicas inteiramente pop nos álbuns hoje em dia. Revivendo os anos 90.

Empty Handed foi composta por Christina Perri, então a musicalidade suave e amorosa está no ar. E nem preciso falar o quanto essa faixa abrilhantou o Louder, né? É perfeição em quatro minutos de música. Me lembrou muito Coldplay.

Pra fechar com chave de ouro, mais uma faixa dedicada a Cory, If You Say So que para mim é uma linda homenagem. A música tem um refrão marcante que até dói. Lea canta com sua alma e atinge nossos corações. Excepcional.

No saldo total, a gente conclui que Lea não é a compositora, porém ela é a interprete. Cantando com sua verdade e sentimentos faz das músicas obras de arte. Claro que as músicas não seriam nada sem os excelentes produtores e seus toques de midas. Uma parceria bela e que nós podemos desfrutar desse dom deles.

Louder é um álbum pop genuíno. Com referências e batidas modernas, mas que nos faz relembrar músicas já consagradas. Até porque Lea Michele é nascida dessa história e tentou explorar o máximo de seu potencial com o que a gente adora na voz dela. Nota 10! Melhor, 1.000.

Se você não ouviu, eu peço que não perca tempo.
É um álbum para se ouvir sempre. Estando apaixonado ou não.

Cuidado: Fancy é viciante!

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Eis aqui algumas informações para você saber antes de viciar numa música:

1. Não é pop. Não é rock.
2. É um hip hop dançante.
3. Tem uma batida envolvente e diferente.
4. Conta com o feat maravilhoso da Charlie XCX.
5. Refrão chiclete: check!
6. A música fala sobre o glamour de ser uma garota extravagante.
7. Fancy tem um clipe incrível inspirado no filme “As Patricinhas de Beverly Hills”
8. O clipe trouxe outra cara a música, isso é fato!
9. Se você não conhece, vai viciar.
10. Se já conhece, vai querer ouvir de novo.

I-G-G-Y!

Iggy Azalea é uma das rappers mais lindas e que não fazem questão de serem machonas e metidas a falar mal dos outros. Ela chega queitinha e já está conquistando seu espaçinho. Estou ansioso pelo o novo álbum.
E aí? Curtiram?

No iPod: Samantha Mumba

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Samantha Mumba

Hoje quero deixar uma dica quente e novinha para vocês!
Uma música para vocês ouvirem durante o final de semana e o carnaval inteiro, se gostar mesmo.
Confie em mim e aperte o play abaixo:

Trata-se de “Only Just Begun“, da cantora irlandesa Samantha Mumba que ficou famosa lá nos anos 2000 e desde entao ficou lá, arquivando sua carreira musical. Para voces terem uma noção, ela era empresariada pelo Louis Walsh e tinha um contrato milionário com a Polydor, permanecendo várias vezes no topo dos charts europeus. Mas como era muito nova, decidiu focar em uma carreira de atriz, que também deu certo.

Porém esse ano a moça decidiu voltar a usar sua linda voz para um novo trabalho. Já tem algumas músicas da Samantha na internet, porém essa me chamou a atenção. Vi o link para audição aleatóriamente e ouvi o single: me apaixonei. “Only Just Begun” é uma faixa midtempo com uma pegada electro que conquista no refrao. Produzida por Justin Gray, responsável por alguns hits de Mariah Carey, a faixa não fala mais que uma pessoa que para e ve o que aconteceu em cinco anos de relacionamento. Profunda!

Para quem gostou da Samantha Mumba assim como eu, vale a pena procurar mais coisas sobre ela no youtube. Seu comeback promete, pois a gata já escalou além de Justin Gray, o hitmaker Brian Malouf (que já trabalhou de Michael Jackson a Stevie Wonder) e quer voltar a bombar em 2014 com esse álbum sem nome por enquanto. Sammy também irá sair em turnê com as novas músicas e os antigos sucessos.

Espero que tenham gostado, e que se gostaram mesmo, comente aí falando.
Um bom carnaval a todos. Juízo ein!!

5 músicas não lançadas da Lana Del Rey

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Lana Del Rey

Lana Del Rey é uma das cantoras da atualidade que garantiu um lugarzinho ao sol quando lançou seu estilo diferente profundo de cantar e expressar sua arte. Alguns amam, outros nem tanto. Porém eu sou do time que a adora e que está ansioso pelo novo material, e enquanto isso estou ouvindo algumas músicas antigas dela que não foram lançadas oficialmente pelas gravadoras, sendo assim, arquivadas. Porém a lista de músicas da moça que não são oficiais é imensa! Esporadicamente vaza na internet algumas faixas e podemos curtir sem culpa e pensar: porque ela não lançou essa? rs

Hoje quero listar cinco dessas músicas não lançadas que são as minhas favoritas e já deixo a dica para quem gosta das musicas da Lana e assim como eu, está curioso pra saber o que vem no próximo álbum, “Ultraviolence”.

5. Go-go Dancer

Essa música é ótima e tem uma batida que foge das que a Lana lançou em seu Born To Die. Pop ela conta sobre uma dançarina que faz tudo que você quer, a menos que a pague para isso. Xi…

4. Hit and Run

Convite para a dança! Hit and Run é ousada e com uma vibe clubber. A letra nem fala de nada muito importante.

3. Break My Fall

Conheci essa música quando foi enviada para Diana Vickers e a mesma gravou sua versão, que não entrou para seu segundo álbum. Mas foi um desperdício, pois a música ficou ótima na voz dela. Break My Fall é bem pop e eu adoro.

2. Jealous Girl

A música do ciume com uma pitada de tango! Amo a parte em que ela diz “Be Agressive! B-E Agressive!” e o refrão que ela afirma que se ela não pode o ter, ninguem no mundo vai poder. #medo.

1. Brite Lites

Descobri essa música da Lana nesse vídeo, e na primeira vez imaginei que fosse um remix. Até porque eu pensava que a Lana não cantaria uma música pop com essa batida animadinha. Baixei a música e até hoje é a minha favorita. Ainda mais por ter essa influencia meio árabe/retrô.

Edit: Fui informado aqui nos comentários que Brite Lites foi lançada sim, porém eu gosto muito dela e não a quero tirar daqui. Então fica aqui dito. Obrigado pela info, leitor! :)

Bom, essas são as minhas favoritas e as que acho mais diferente e que me agradam na voz dela.
E você, gosta da Lana também? Qual sua favorita?
Se não for essas, deixe o nome aí que vou querer ouvir!!

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