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Madonna é a rebelde que você quer copiar

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Madonna

Quando o assunto é Madonna, todo mundo já imagina uma cantora pop polêmica e com músicas mais polêmicas ainda. Ao passar dos anos, essa mulher é cada vez mais subestimada e colocada a prova. O que vem a seguir? Essa é a pergunta que habita na cabeça de cada fã de música pop quando a veterana encerra um ciclo, ou traduzindo na nossa linguagem, uma “era”.

Devo admitir que meu interesse por ela só começou quando completei 15 anos e ela lançou naquele mesmo ano, o hit Hung Up, que veio como um divisor de águas em sua carreira, que estava morna e sendo questionada com tantos ataques da mídia. Quando ouvi aquela música pela primeira vez, era como se eu estivesse hipnotizado… “Times Goes By So Slowly…” se repetia na minha cabeça e toda vez que tocava a música no rádio eu corria para ouvi-la mais uma vez. Com muito custo, encontrei o álbum algumas semanas depois e ali havia começado minha saga com Madonna. A torneira havia sido aberta e toda aquela euforia já estava nas minhas veias… estava viciado e queria mais dela. E aqui estou, para deixar algumas palavras do que senti ao ouvir seu novo single, Rebel Heart.

Liberdade é a palavra que expressa tudo que senti na música. Madonna é ousada e repetição é uma palavra que não existe no dicionário dela, pois está sempre buscando o desconhecido e transformando em novo, saindo na frente e sendo a visionária que é. Aplicando tudo com seu toque de midas, faz música ser muito mais que um som para nos distrair: faz arte! Estou acostumado com uma Madonna que traz músicas com apelo sexual e comercial, com batidas eletrizantes e que vão fazer todos dançarem onde estiverem. Mas dessa vez não aconteceu assim. Ela me decepcionou.

Não que a qualidade foi comprometida, aliás, está impecável. Criei a expectativa de sempre, mas ela nos surpreendeu sendo está íntima consigo mesma e fazendo uma declaração sobre o que todos esperam dela e o que querem que ela seja. Cansada de tudo, ela se mostra vulnerável em Rebel Heart. Com uma batida midtempo e acompanhada de um violão (que com certeza foi tocado pela própria), Madonna chamou o top produtor Avicii para tal tarefa de transformar sua música em um hit, como ele faz com suas músicas. Na composição, contou com o apoio de Natalia Kills, que deixou a música com seu tom intenso e obscuro. De longe essa música é uma produção cinco estrelas, mas não tem cara que vai ser a música que irá dominar o topo dos charts e ser a mais amada pelo público em geral, mas garanto que será de grande valor para todos aqueles que amam a Rainha do Pop.

Rebel Heart não grita novidade. O arranjo lembra as produções anteriores de Avicii com uma pegada country e com um refrão entoado por violinos e a batida eletropop gritante. Mas essa é a característica que citei acima: Madonna se renova a cada era, e não irá dar um tiro no pé. Com certeza essa faixa é apenas o prato de entrada. O álbum, sucessor do MDNA, está previsto para o início de 2015 e conta com o produtor Diplo (que tem em suas referências o “funk” brasileiro) e o duo Disclosure confirmados é bem provável que venha músicas prontas para dançar, como sempre. Ou as vezes não, pois Madonna tem um coração rebelde e irá fazer o que ela quiser. Então não é bom esperar o que vem, apenas deixar rolar. Já pode dizer que, com Rebel Heart está oficialmente iniciada a nova “era”.

Ouça a faixa abaixo. Não foi confirmado ainda se essa é a versão final, mas você pode tirar suas conclusões assim como tirei a minha.

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* O título da postagem se refere a uma brincadeira com a música “Eu sou a diva que você quer copiar” de Valesca Popozuda.

Taylor Swift está de volta e “Shaking It Off”

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Dois anos depois de “Red”, Taylor Swift está de volta! A queridinha do charts está voltando com o seu novo álbum, 1989 e diz: “Estive trabalhando nele por dois anos, e gosto disso, porque é um tempo para crescer e mudar suas prioridades, seu cabelo, suas influências… E mudar sua música. Esse é oficialmente meu primeiro álbum pop.”

Figurinha carimbada em premiações e no topo da parada da Billboard a ex-cantora country vinha dando pistas que, na ultima segunda–feira (18) iria através da sua videoconferência na ABC, em parceria com o Yahoo; liberar seu novo single. Muito se falava sobre o possível adiamento do novo álbum de Taylor, já que outra estrela teen está para fazer o lançamento de seu novo álbum (Ariana Grande) que também são da mesma gravadora. Mas nada impediu aparentemente que Taylor lançasse “Shake It Off”, que é produzida por dois já conhecidos do último trabalho da loira: Shellback e Max Martin; que tem em seus currículos nomes como Britney Spears, Kesha, Katy Perry, Usher e Maroon 5, e hits como “Baby One More Time”, “Scream” e “One More Night” .

A música tem aquela clássica e gostosinha batida pop e grande destaque no trompete. Na letra, Taylor realmente brinca com a visão que as pessoas possuem dela, deixando-a realmente leve, chiclete e divertida. Com oito anos no mercado fonográfico, ela aprendeu a não se levar tão a sério e “Shake It Off” está fadada ao sucesso. Veja o clipe:

Com novo corte de cabelo e linda como sempre, Taylor disponibilizou o clipe em sua conta na Vevo e é isso: agita em vários estilos de dança, brinca no Ballet, se sente no Hip Hop, vai de Contemporânea á Líder de Torcida, Ginástica Rítmica ao Eletro e se rende até ao queridinho do momento, o Twerk! Simplesmente se divertindo e sendo Taylor em todas as caracterizações, a sutileza e descontração presente faz você perder a conta de quantas vezes assistiu o clipe e até pode se pegar dançando.

Seja conhecida por seus inúmeros namorados famosos, seus milhares de prêmios (mais de 150 indicações), sua carreira de sucesso, sua beleza indiscutível, seu talento como cantora ou compositora, sua paixão pelos fãs ou pelas suas turnês de sucesso, Taylor Swift está de volta mais Pop, mais anos 80, mais audaciosa do que nunca me arrisco até a dizer que já é o “come back” do Ano.

Uma certeza? Os Haters vão odiar, odiar, uhum, uhum…


“I’m back! More pop than never!”

Gabriel Félix
Aspirante a escritor, emocionalmente vintage, Mineiro, leonino, 16 anos. Apaixonado por musica, livros, moda, filmes e séries, fotografia e teatro.

O terceiro álbum

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Bons artistas sempre tentam expressar suas emoções, mas isto não é muito fácil no começo de carreira. Há pressão da gravadora, e até do público para que eles continuem seguindo na mesma linha e ‘hitando’. Até que chega o terceiro álbum, quando os mesmos já têm fãs e nome de peso: a combinação perfeita para finalmente cantar o que sentem. E para falar a verdade, esses são os melhores. Vamos ver alguns exemplos?

BRITNEY SPEARS - BRITNEY (2003)
Cansada de ter a sua imagem igualada a de uma menina pura e virgem, Britney decide lançar seu terceiro álbum de estúdio e contrariar tudo. ‘I’m A Slave 4 U’, o primeiro single, veio para demonstrar que ela não estava de brincadeira. Uma música e vídeo sexys fizeram parte da promoção, além de uma icônica performance no VMA da mesma segurando uma cobra. Outras canções pessoais como ‘I’m Not A Girl, Not Yet A Woman’ e ‘Overprotected’ estavam no pacote, dando a cantora uma visão mais madura.

MADONNA – TRUE BLUE (1986)
Um marco da cultura pop! Madonna nunca foi uma ‘ratinha de gravadora’, mas foi com esse álbum que ela evoluiu para ser a Rainha que é. ‘Open You Heart’, ‘Papa Don’t Preach’ e ‘Live To Tell’ se tornaram clássicos, contendo letras pessoais e controversas. Tem como não deixar de citar?

MICHAEL JACKSON – BAD (1987)
Se contarmos o ‘Off The Wall’, como o primeiro álbum solo do Michael (pois todos os outros ainda vinham com o selo dos Jackson 5), ‘Bad’ é seu terceiro álbum, e o mais autoral. Nove das onze faixas do disco foram escritas pelo cantor, demonstrando sua visão do mundo, o amor e suas excentricidades. ‘Leave Me Alone’ é um grande exemplo disso. A faixa título, ‘Man In The Mirror’, ‘The Way You Make Me Feel’, ‘I Just Can’t Stop Loving You’ e ‘Dirty Diana’ foram direto para o topo, fazendo do disco outro clássico.

LADY GAGA – BORN THIS WAY (2011)
O mais recente dos citados, mas não menos importante. O álbum veio com uma missão de espalhar a tolerância sexual, religiosa e racial. Além disso, expressa dores e alegrias vividas pela artista ao longo de sua jornada até a fama. ‘Born This Way’, ‘Hair’ e ‘The Edge Of Glory’ são destaques.

Poderíamos citar álbuns como: ‘Control’ da Janet Jackson (1986), ‘I Am… Sasha Fierce’ da Beyoncé (2008), ‘Unbroken’ da Demi Lovato (2011), e outros.

E vocês, conhecem algum? Comentem!

Carlos Paranhos
Um futuro jornalista de 18 anos. Pisciano fascinado por cinema, música, e arte pop em geral. Tentando ser a mudança que quero ver no mundo.

Review: Lily Allen – Sheezus

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Cansada da rotina, Lily Allen volta ao mundo da música. Não tão feroz como antes, mas com qualidade de veterana.

Lily Allen
Nota: 5,0

    Artista: Lily Allen

    Álbum: Sheezus

    Gênero: Pop

Para esse post de retorno, decidi postar sobre o retorno esplêndido e brilhante de Lily Allen, que assim como eu, tirou um tempinho para cuidar da vida e voltou com muita disposição.

Nesse post de janeiro havia dito que Lily Allen seria a dona de 2014. Bom, não sei se errei essa previsão, porém eu posso afirmar que ela já se tornou a mais ouvida e amada em meu player. Seu novo álbum é tudo aquilo que a gente gosta nela: personalidade, música explicita e muitas melodias viciantes.

Desde 2009 muita coisa aconteceu. Lily decidiu se aposentar, teve duas filhas, mudou de nome, fez dueto com a Pink e alguns outros feats e num relance de inspiração, resolveu voltar para desbancar algumas cantorinhas aí, que ela andou arranjando briga pela internet. Segundo ela, o que mais motivou a voltar aos estúdios foi o tédio de apenas cuidar das filhas e ter várias idéias surgindo. Ela não podia deixar passar. E não deixou!

Sheezus vem com faixas com produções impecáveis e não economiza no veneno com letras polêmicas e que algumas em que Lily aflora seu lado fofo e meigo. A começar com a homônima “Sheezus” que abre o álbum contando que Allen está voltando e está preparada para confrontar as queridinhas dos charts, mostrando sua vulnerabilidade em ser mulher, acima de toda fama e glamour. E como essa britânica não manda recado, fez questão de citar suas “amigas” Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga e não deixou quieto para a novata Lorde que adora soltar suas alfinetadas por onde passa. O clipe é simplesmente simples, porém cheio de efeitos que parece mais um filme de terror barato. Se você ainda não viu, por favor, veja!

“L8 Cmmr” vem em seguida com uma batida mais alegre e electro. Falando sobre seu companheiro e dizendo o quanto ele é demais, deixando todas as inimigas morrendo de ciúmes.

“Air Balloon” consegue ser mais fofa que a anterior e apesar de parecer inofensiva, mas se você for prestar a atenção na letra, vai ver que Lily não trabalhou como devia, pelo fato da música soar como se fosse uma drogada do bem. Porém a faixa ganhou um clipe bem interessante, que você pode assistir abaixo:

“Our Time” continua deixando o álbum na vibe melosa porém em forma de balada romântica. Lily faz um convite indecente para uma festinha particular e manda chamar a galera pra aproveitar a vida, como se não houvesse amanhã. Também teve clipe lançado!

“Insincerely Yours” era uma faixa que ouvia pouco e que não fazia muita questão de ouvir. Mas tem uma produção bacana e uma letra cheia de verdades, tipo “eu não ligo para sua casa amável e suas crianças feias”. Coitado de quem foi a inspiração para essa música.

“Take My Place” é a faixa que a gente corre para pegar os lencinhos e limpar as lagrimas. Intensa, essa música me ganhou logo na primeira audição. Derrubou a casa e ainda jogou fogo, pois para mim é a melhor. Suave e vai chegando com um refrão profundo.

“As Long As I Got You” para mim é a faixa em que Allen jogou limpo e decidiu fazer o que deu certo. Assim como em Not Fair, ela tratou de trazer mais uma música com influência country que muito nos agradou. E posso dizer? Essa As Long As I Got You é ótima. Sem contar que eu amo essa pegada do banjo!

Depois do frenesi da Família Buscapé, “Close Your Eyes” chega com uma influencia do blues e deixa tudo com um clima sexy. Intimista, essa faixa é um convite íntimo para Lily mostrar tudo que pode fazer quando está inspirada, se é que vocês me entendem.

“URL Badman” começa com um dialogo e eu toda vez imagino Perez Hilton no papel de Alex. A faixa é uma carta aberta de Lily para toda mídia e a algumas pessoas que dedicam a maior parte das suas vidas ridicularizando virtualmente os outros. Com uma produção electropop já faz parte das minhas favoritas.

“Silver Spoon” é R&B classudo! Me faz a lembrar um pouco do começo da Lily e seu ferino Alright Still onde tenta criticar a sociedade e o controle sobre a vida das pessoas. Apesar de ser uma ótima faixa, não a vejo como destaque.

Havaí! “Life For Me” esbanja tranqüilidade em sua melodia e fala sobre a que a vida para ela agora é ser completa com sua família. Que apesar de todas as dificuldades, ela quer ser uma boa pessoa. Aqui a gente até acha que nem é a Lily de tanto amor que essa faixa representa.

“Hard Out Here” é aquilo que já falei aqui. Lily mostra que quem tem talento não precisa ficar rebolando para fazer sucesso. Uma lição para Azealia Banks, com quem teve um atrito ano passado. O clipe é pura ironia e sarcasmo, marca registrado da britânica.

“Wind Your Neck In” começa bem conceitual, porém não é mais que uma pop urban. O refrão é chiclete e é uma que mais gosto também.

“Who Do You Love” é uma baladinha que conquista a gente pela simplicidade dos arranjos. Soa bem o som europeu e adoro essa pegada romântica da Lily.

A quase acústica “Miserable Without Your Love” vem mostrando que as atividades do álbum estão se encerrando. Com uma batida envolvente, a música é toda cantada bem baixinho e sem notas muitos altas, bem do jeitinho que Lily arrasa. Ela vai entregando o fim com muita perfeição.

“Holding On To Nothing” é a penúltima música e vem toda tímida e desenrola um piano balanceado arranhando um jazz contemporâneo, que deixa um gostinho de quero mais. Achei ótima a idéia de deixar as faixas mais agressivas para o começo e finalizar com músicas suaves. Como essas são bônus, nada do que justo que destoem do álbum.

E para finalizar o abusado Sheezus, o incrível cover de “Somewhere Only We Know” que Lily gravou ano passado. Eu já amo essa música, e com essa versão passei a amar mais ainda. Me parece trilha sonora de filme de fadinhas, sei lá, é mágico esse cover. Lily Allen é f*.

Concluo aqui que Sheezus não veio para ser um marco na história e nem ser divisor de águas na carreira de Lily Allen. É um álbum bem feito e dentro dos padrões. Tem crítica, músicas boas e elaboradas, tem potencial para sair bem nas vendas mas é apenas isso.

Eu amei todas as músicas e me surpreendi com esse retorno. Lily é daquelas que não vai ao estúdio a passeio e apenas diz sim ao seus produtores. A mulher vai lá e põe a mão na massa, interage e até diz não. Senti que esse álbum é dela e a gravadora deixou que ela fizesse do jeito que queria. Gostei muito da parceria dela com Greg Kurstin e a maioria das músicas soam 100% Allen.

Desde que vazou já ouvi diversas vezes. Ouço indo para o trabalho, ouço trabalhando, ouço enquanto leio, ouço enquanto dirijo, ouço até quando vou dormir. Esse álbum é uma coletânea de músicas que amei e que vou amar mais ainda.

Vale as 5 estrelas!
Eu que não queria ser Azealia Banks hoje.

Cuidado: Fancy é viciante!

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Eis aqui algumas informações para você saber antes de viciar numa música:

1. Não é pop. Não é rock.
2. É um hip hop dançante.
3. Tem uma batida envolvente e diferente.
4. Conta com o feat maravilhoso da Charlie XCX.
5. Refrão chiclete: check!
6. A música fala sobre o glamour de ser uma garota extravagante.
7. Fancy tem um clipe incrível inspirado no filme “As Patricinhas de Beverly Hills”
8. O clipe trouxe outra cara a música, isso é fato!
9. Se você não conhece, vai viciar.
10. Se já conhece, vai querer ouvir de novo.

I-G-G-Y!

Iggy Azalea é uma das rappers mais lindas e que não fazem questão de serem machonas e metidas a falar mal dos outros. Ela chega queitinha e já está conquistando seu espaçinho. Estou ansioso pelo o novo álbum.
E aí? Curtiram?

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