resenha

Sem dúvidas o No Doubt voltou!

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No Doubt

Quando Gwen Stefani andou falando em seu twitter que havia possibilidades do No Doubt voltar, começou toda uma expectativa em cima do comeback do grupo, que desde então havia lançado seu último trabalho em 2003. Logo mais, os rumores se tornaram reais e os mais saudosistas comemoraram com maior fervor a notícia: O NO DOUBT VOLTARIA!

O álbum Push and Shove está sendo produzido faz tempo, tanto que os próprios integrantes do grupo não se sentiram pressionados em terminar-lo rápido. Tudo está sendo feito com o maior cuidado e perfeccionismo. Diplo, o hitmaker mais exótico do momento está envolvido nesse projeto e dessa vez ele foi criativo e não reciclou nenhuma música antiga (como fez com Beat Of My Drum e Run The World) e deixou o single de “retorno” refrescante com pitadas de flashback. Ouça no player abaixo!

Minhas considerações sobre o novo single. Achei:
1. África + Hakuna Matata
2. O Rei Leão meets. Gwen Stefani
3. Reggae e batuque eletrônico
4. Seis minutos de puro rock clássico do No Doubt
5. Dançante e meloso
6. Nostálgico
7. Ska dos anos 90
8. Pronto para conquistar o #1 nos charts. Mas não vamos nos precipitar, certo?

Agora vamos esperar pelo vídeo, porque pelo que já vimos no teaser, não será uma coisa muito diferente e nova, apenas amigos se reencontrando e fazendo uma festinha particular.

Vi no OhMyRock

Treme com Gaby Amarantos

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Treme
Nota: 5,0

Artista: Gaby Amarantos

Álbum: Treme

Gênero: Tecnobrega

Gaby Amarantos apareceu do nada querendo aparecer a todo custo. A paraense que tem um visual exótico e cheio de referências fashions, veio de origem humilde e não tem vergonha alguma em dizer isso. Embalada pelo tecnobrega, Gaby veio conquistando seu território aos poucos e ganhando certa notoriedade entre os críticos musicais. Ficou conhecida nacionalmente após lançar a música “Hoje eu tô Solteira”, uma versão da música “Single Ladies”, da cantora americana Beyoncé. O sucesso da música rendeu a Gaby o apelido de “Beyoncé do Pará”.

Com contrato assinado com a Sony Music, Gaby lançou recentemente o álbum Treme, que é totalmente despojado e bem a cara dela. Cada música tem sua essência e uma energia diferente. As letras são simples e diretas, para conquistar qualquer faixa etária. Ex Mai Love agradou tanto que virou abertura da novela Cheias de Charme, dando a Gaby uma chance de expandir mais seu trabalho, pois é inevitável começar a novela e você não cantarolar o refrão.

O álbum todo é excelente e bem autêntico, exceto pelo cover do sucesso Coração Está em Pedaços, de Zezé Di Camargo & Luciano que ganhou uma versão dançante-melosa na voz de Gaby. Confesso que comecei a gostar mais desse clássico na voz dela. Deixo tambem o destaque para as faixas Xirley, Galera da Laje, Chuva, Faz O T e claro, mantendo a minha tese sobre a “2ª faixa”, Ela tá Beba Doida:

Eu sou muito chato quando se trata de MPB, e não é qualquer artista ou banda que ouço e indico, mas Gaby Amarantos é muito diferente e excentrica. Não tem como não gostar dessa mulher. As músicas são alegres e que nos animam para valer, um cd que foi feito pra se divertir. Recomendo a quem está torcendo o nariz a deixar o preconceito de lado e valorizar os talentos do Brasil, que acredite… ainda existe.

Katy, a que beijou uma garota (e gostou)

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Katy Perry

Em 2008, Katy Perry chegou ao mundo pop dizendo ser filha de pastores evangélicos e que tinha feito algo diferente e precisava contar: ela havia beijado uma garota. E tinha até gostado. O efeito dessa confissão foi mais polêmico do que esperado, quebrando tabus e colocando Perry no topo dos charts e todos querendo saber mais e mais da garota de Santa Bárbara que se vestia como uma pin-up.

Não demorou muito para Katy se tornar a queridinha do mainstream e alcançar bons índices com seu single I Kissed a Girl, que é deliciosamente pop com uma pitada de rock. Amparada pelos mesmos produtores de Britney Spears e Kelly Clarkson, ela não fez diferente e botou a mão na massa no primeiro álbum, escrevendo todas as letras e contando sobre sua vida, o deixando bem pessoal e soando mais verdadeiro possível. Tanto que suas músicas são focadas em relacionamentos que não deram certo, sexualidade, festas e viagens com amigos e etc, tudo com uma sonoridade juvenil e com inspirações retrô.

One Of The Boys teve sete singles e metade deles foram bem sucedidos, o que não foi nada mal para um debut polêmico como esse. Por ser um álbum pessoal, foi considerado pela crítica um álbum fraco e sem perspectivas, que deveria ser ouvido sem levar a sério o potencial criativo de seus responsáveis. Eu pelo menos adoro esse álbum e fico muito nostálgico com a musicalidade pop rock da Katy Perry nessa época, mereceu todo o burburinho que fez. Também gostava muito da aparência dela, que era muito mais natural ao invés desses looks e bizarrices que ela anda nos enfiando goela abaixo.

Fica registrado minhas preferidas: One of the Boys, I Kissed a Girl, Waking Up in Vegas, Hot n Cold, If You Can Afford Me e Self Inflicted. Vale muito a pena tirá-lo do baú pop!!

Katy Perry – One Of The Boys (2008)
1. One of the Boys
2. I Kissed a Girl
3. Waking Up in Vegas
4. Thinking of You
5. Mannequin
6. Ur So Gay
7. Hot n Cold
8. If You Can Afford Me
9. Lost
10. Self Inflicted
11. I’m Still Breathing
12. Fingerprints

“Back to Black” para sempre

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Se há uma personalidade que fez história na música em pouco tempo de carreira, essa foi Amy Winehouse. A britânica chegou cheia de atitude com uma voz e um estilo muito peculiar. Também chamou muita atenção por causa de suas tatuagens e de seu penteado retro e ao mesmo tempo caricato. Amy foi única, assim como não haverá outro Michael Jackson, Elvis e John Lennon.

Em pouco tempo ela conseguiu manter o mundo todo aos seus pés. Mas também foram os mesmos pés que não deram o suporte necessário para aguentar toda a pressão que viria com o sucesso. Amy tinha a voz mais potente de toda a sua geração. Marcante, forte, e despojada – assim defino o timbre que nos fez admirar a pequena Winehouse que nos rendeu bons frutos com a libertadora Rehab, que duvido muito que você nunca tenha cantarolado.

O momento de ouro de Amy foi em 2008, quando Mark Ronson decidiu trabalhar junto a ela no Back to Black. O resultado não poderia ser melhor: ultrapassou barreiras e conquistou ótimas críticas, principalmente daqueles que torciam o nariz para o blues que vinha sido fabricado pelas gravadoras. Autêntica ao extremo, Amy contou com a ajuda do ritmo que estava esquecido e talvez, sendo rejeitado pelos cantores da atualidade.

Back To Black foi sem dúvidas um dos álbuns mais importantes da história músical. O seu conceito é brilhante. Sentimental e fora dos padrões, Amy traduziu suas emoções a um nível que só ela tinha a habilidade de exercer. A melódica faixa homônima, “Black To Black” é um rio de tristeza, mas com um porém. A faixa foi feita para ser saboreada junto a uma emoção tão forte quanto o próprio arranjo. A emoção de deixar algo para trás e superar.

Tudo bem que Amy Winehouse não era a pessoa mais santa, mas hoje não quero falar sobre integridade e muito menos bons costumes. O assunto é talento: a obra deixada por ela. Vamos esquecer a fatídica morte e focar no trabalho tenro que temos para curtir para o resto de nossas vidas. O imortal, Back to Black.

Amy Winehouse – Back to Black (2006)
1. Rehab
2. You Know I´m no Good
3. Me & Mr Jones
4. Just Friends
5. Back to Black
6. Love Is a Losing Game
7. Tears Dry on Their Own
8. Wake Up Alone
9. Some Unholy War
10. He Can Only Hold Her

O álbum todo soa retrô, e adoro cada faixa e sua variação de instrumentos. Cada um traz a voz de Amy com uma sintonia diferente. Ora romantica, ora moribunda, ora feliz, ora angustiada. O impacto que as letras causam é um outro ponto interessante de se comentar. A sutileza com que todos esses puxões de orelha e declarações sinceras soam, são muito fácéis de serem absorvidas. Destaco as minhas preferidas: Tears Dry On Their Own, Rehab, You Know I’m No Good, Wake Up Alone e Back to Black.

Mais um talento deixa sua marca e sua história cedo. Mas dizem que tudo que é bom dura tempo necessário para se tornar inesquecível. Nem preciso dizer que Amy será inesquecível. Ops, acho que disse né?

Speak Lindsay… speak!!!

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Da safra Disney, Lindsay Lohan é a que mais gostei e sempre acompanhei em tudo que era trabalho. Claro que fiquei muito triste quando ela começou a se envolver com drogas e viu sua carreira evaporar. Mas pra nossa sorte, LiLo deixou um legado de filmes e músicas que sempre fazem a nossa alegria.

Hoje tirei do baú pop, um dos dois álbuns que Lindsay gravou enquanto explorava o máximo de sua extensa paleta de talentos. E não é que a ruiva canta bem e fez um cd digno de popstar? Claro que por trás de uma estrela sempre tem bons produtores, e nesse caso não foi diferente. A hitmaker Kara DioGuardi e John Shanks foram responsáveis por essa idéia de fazer Speak se realizar. Rumors foi o primeiro single e fez muito sucesso, mas não atingiu bons indices nos charts. Mas tocava bastante nas rádios, eu pelo menos lembro e adorava.

O álbum é todo rock pop com uma pegada bem jovem. Lindsay tem uma voz bem suave e que se destaca entre as músicas e as deixam bem suaves. Apesar do álbum começar rock pop, ao desenrolar vai passando por ritmos mais calmos e com pianos e violões, até chegar a músicas pop dance com sintetizadores bem aguçados. Speak não é mais que um álbum produzido para o público que LiLo conquistou durante os anos.

Adoro todas as faixas desse álbum, mas não posso deixar de destacar a faixa-titulo Speak, First, Rumors, To Know Your Name, e a dramática Over.

Lindsay Lohan – Speak (2004)
1. First
2. Nobody ‘Til You
3. Symptoms of You
4. Speak
5. Over
6. Something I Never Had
7. Anything But Me
8. Disconnected
9. To Know Your Name
10. Very Last Moment in Time
11. Rumors

Vale muito a pena tirar do baú pop… sempre.

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