Sobre Pedro Henrique

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24 anos e muitas ideias na cabeça. Blogueiro, designer e dj nas horas vagas sente que a ansiedade é seu karma. Amo música pop e acho que a vida é um clipe musical, onde tudo pode acontecer.

Escritos por: Pedro Henrique:

Lista: 15 álbuns de 2015

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2015 foi um ano de crescimento. Profissional e pessoal. Foi um ano de decisões e questionamentos, de economia e de muitas contas para pagar. Teve muito rebuliço na política, na natureza e um blá blá blá carregado de insatisfações. Porém temos sempre que tirar o que teve de bom e lembrar o quanto fomos felizes.

Nesse ano muitas músicas embalaram o meu dia a dia e como não podia ser diferente, estou aqui quebrando meu hiatus para postar os álbuns que mais ouvi antes da virada do ano. Assumo que 2015 foi um ano que os produtos lançados não me cativaram tanto, pois olhando meu relatorio do Spotify, percebi que ouvi mais coisa lançada há algum tempo do que as novidades do ano.

Sobre a lista, decidi organizar por ordem de avaliação/audição/apego mesmo.

15º – Disclosure – Caracal

14º – Marina & The Diamonds – Froot

13º – Charli XCX – Sucker

12º – Lana Del Rey – Honeymoon

11º – Little Boots – Working Girl

10º – Love, Sax and Flashbacks
Fleur East
Continuando na vibe oitentista, Fleur East não venceu o X Factor 2014 mas conquistou o coração de muitos fãs durante sua passagem pelo programa. Um fato curioso sobre sua participação foi que ela conseguiu colocar seu cover de Uptown Funk no topo dos charts britânicos, posição essa que nem a música original tinha conseguido. Simon Cowell que não é bobo foi lá e fechou contrato com a garota e só vem colhendo bons frutos com ela. Seu álbum tem uma pegada retrô, jazz e pop. Ora lembra Jackson 5, ora lembra Whitney Houston. Deu pra entender o nível né? Estou apaixonado em todas e a cada hora me apego a uma música diferente.

Eu amo: Sax, Breakfast e Tears Will Dry
Música delicinha: Gold Watch

9º – The Original High
Adam Lambert
Pra quem me acompanha sabe que sou fã do Adam Lambert desde o American Idol e agradeço muito a Deus por ele não ter ganho, pois ele teve muito mais destaque que o vencedor. A cada álbum lançado é uma nova expectativa. Pensei que depois da obra prima Trespassing fiquei pensando que Adam iria se perder, mas não. Depois de uma turnê pesada com o Queen, ele voltou com um gás e maturidade. “The Original High” veio na medida e com uma pegada mais bruta, que percebemos o quanto o trabalho está coeso. E sem contar que mistura as referencias do glam rock com o electropop atual. Sim.. Adam arrasou mais uma vez!

Eu amo: Lucy, Another Lonely Night e Ghost Town
Música delicinha: The Light

8º – Breathe In, Breathe Out
Hilary Duff
2015 foi o ano dos comebacks. Uns sinônimos de sucesso, outros de esquecimento. Hilary Duff ficou ali no meio dos dois. Não vou mentir, mas até hoje não superei o álbum Dignity e acho um dos melhores da história do pop e toda vez que ouvia um burburinho que a loira iria voltar, criava aquela expectativa de um With Love 2.0… mas ficou só na vontade. Breathe In, Breathe Out veio redondinho e direto para as rádios. Uma delicia do começo ao fim, e me lembra muito o inicio de sua carreira (ainda como garota Disney) e senti falta de uma pitada de atrevimento. Mas não deixa de ter seu merecimento, e eu o ouvi bastante viu…

Eu amo: Sparks, Confetti e Stay In Love
Música delicinha: My Kind

7º – The Desired Effect
Brandon Flowers
Brandon Flowers (o crush ambulante de todo indie) decidiu lançar seu segundo álbum solo em 2015 e digamos que ele foi um dos felizardos em me deixar arrepiado. Com produção do gênio Ariel Rechtshaid (guardem esse nome pois ele foi responsável por quase 70% das produções boas de 2015), The Desired Effect veio com uma pegada retrô, tropical e oitentista que parece ter sido feito naquela época. Envolvente e cheia de músicas intensas pra cantar do começo ao fim. Impossível não se transportar para essa vibe criada pela “dupla”. Acertou em cheio, ainda mais por essa queda que tenho por 80s.

Eu amo: I Can Change, Can’t Deny My Love e Lonely Town
Música delicinha: Still Want You

6º – 25
Adele
Tem como falar de Adele sem exagerar e encher a gata de elogios? Não né. O comeback mais esperado dos últimos anos veio carregado de emoção e com vontade de marcar presença. Feliz e realizada, Adele não se sentiu a vontade em se apegar nas mágoas que veio transformando em música e nos trazendo hits poderosos. Para se encaixar mais à sua realidade, ela decidiu fazer as pazes consigo mesma e o resultado está aí. Um album menos denso e mais suave, porém potente e cheio de emoção. Confesso que me arrepio quando o ouço e só ficou aqui porque não o ouvi tanto por ter saído a pouco tempo. Mas será um album que vou ouvir muito em 2016. Hello, Grammy!

Eu amo: Remedy, Water Under The Bridge e When We Were Young
Música delicinha: Send My Love (To Your New Lover)

5º – Rebel Heart
Madonna
Se esse álbum não tivesse vazado antes do tempo, vazado todas as demos e tivesse singles melhores aproveitados, eu creio que ele seria o 1º da lista. Mas não, Madonna me decepcionou um pouco e acabei me apegando a outros trabalhos. Engraçado que Madonna foi a que mais ouvi nesse ano, mas por conta de Bedtime Story, Erotica e Confessions. Ouvi bastante o Rebel Heart, tanto que enjooei. Essa necessidade da Madonna em se reinventar a transformou em sucateira. Jamais que Diplo e Aviici são novidades e vamos combinar que o som deles já está bem saturado. Enfim, há músicas maravilhosas e o trabalho está impecável como sempre. Só nos resta deixar o respeito à rainha…

Eu amo: Addicted, Veni Vidi Vici e B*tch I’m Madonna
Música delicinha: Holy Water

4º – Reflection
Fifth Harmony
Que hit vocês mais dançaram na balada? Eu tenho certeza que foi Worth It!! Impossível não tenha quem não conheça as Fifth Harmony, pois 2015 foi o ano delas. Vindo da franquia do X Factor, as meninas não ganharam a competição, mas novamente Simon Cowell foi lá e abocanhou as gatinhas para seu selo. E nem precisa dizer que virou sucesso na mesma hora né? Donas de hits que ouvimos o ano todo, elas nos conquistaram e foi o álbum que mais ouvi junto com os abaixo desse. Com uma pegada pop atual e com uma pitada dos anos 90 que lembra Mariah Carey, Reflection é um álbum dançante e que anima em qualquer hora do dia.

Eu amo: Worth It, Body Rock, Sledgehammer, Reflection, Bo$$…
Música delicinha: Like Mariah

3º – Conchita
Conchita Wurst
Quando falamos Conchita, todo mundo já lembra da belissima “mulher” barbada com um vozeirão de arrepiar né? E depois do sucesso estrondoso causado em 2014, ela voltou e lançou seu álbum debut. Infelizmente não teve uma divulgação maciça mas eu confesso ter me apaixonado por todo o trabalho, do começo ao fim. Quem leu o review, percebeu o meu extase a cada faixa. Mas a qualidade e produção do álbum é impecável. Se você não ouviu, corre no Spotify e ouve. De tanto que eu ouvi, consegui viciar meus amigos também e que ficaram impressionados.

Eu amo: Firestorm, Somebody To Love, Up for Air, You Are Unstappable…
Música delicinha: Out Of Body Experience

2º – Cry Baby
Melanie Martinez
Estava cansado de Florence, Lana e Marina… Exausto! Aí surgiu Melanie Martinez e eu fiquei com mais preguiça ainda. Aquela aparencia de um “bebê” dela me deixava irritado e criei um bloqueio conta ela. Todo site, página, rede social só falava dela. Só teve uma solução: aceitar!! Depois de muito torcer o nariz pro Gabriel (meu amigo e colaborador do blog) até um dia ouvir o álbum de cabo a rabo e ficar preso na atmosfera criada. Claro que não foi de primeira, mas me envolvi com os instrumentos, digamos, exóticos de suas músicas. Que delicia, fiquei encantado. E é um dos únicos que ouço inteiro sem querer mudar de música. Não sei que macumba ela fez, mas amei muito esse trabalho.

Eu amo: Carousel, Dollhouse, Cry Baby, Sippy Cup, Pity Party, Soap…
Música delicinha: Pacify Her

1º – Emotion
Carly Rae Jepsen
Socorro, que álbum é esse? Meu Deus!! Sou apaixonado em TODAS as faixas. Que delícia de vibe.. pop genuíno e o melhor: com sintetizadores e pegada 80s. Chego a ser chato né? Mas vocês não tem noção do quanto eu amo essa batidinha mais forte das baterias e esses instrumentais mais agudos. E vamos combinar que ninguém esperou que a Carly iria “vingar” desde o seu viral hit Call Me Maybe e está aí, um dos melhores do ano. Quando saiu I Really Like You eu amei no mesmo momento e torci muito para ela bombar novamente. Mas passou meio despercebido mesmo tendo Tom Hanks e Justin Bieber no clipe, aff. Ai ela veio com All That como single e eu quis morrer. Já ia a enterrar, quando o álbum saiu e foi amor a primeira “ouvida”. Que perfeição!! A voz bem suave dela a sonoridade pop do álbum nos faz ouvir sem perceber que acabou. Mas não tiro o merecimento ao timaço que ela juntou para esse álbum. Só alto escalão, tipo Greg Wells, Josh Ramsay, Ariel Rechtshaid e os hitmakers Greg Kurstin e Shellback… e até a Sia botou o dedinho dela. Digamos que Emotion foi o 1989 de 2015.

No mais, só deixo aqui o meu registro desse trabalho que precisa ser glorificado de pé!! Parabens Carly!! Obrigado por não desistir… mas na próxima vê se acerta nos singles 😀

Eu amo: Run Away With Me, Emotion, I Really Like You, Gimmie Love, Boy Problems, Making Of the Most The Night, Your Type, LA Hallucination, I Didn’t Just Come Here To Dance ?…
Música delicinha: Warm Blood


DESTAQUE: BANG
Anitta
Sempre fui mais ligado ao pop internacional e nada que saía da nossa terra tunipiquim eu dava muita atenção. Mas aí surgiu Anitta com uma vontade de ser diva, que fez o dever de casa tão certinho que conquistou um espacinho na música brasileira. Só que a menina cresceu e se tornou potência. Sua notoriedade e musicas animadas que bombam em festas e shows pelo Brasil todo, conquistou o ouvido de gente que torcia o nariz (eu) e fiquei impressionado com o novo álbum todo. BANG é minha música favorita do ano todo, isso não é segredo, mas gostei que ela não se despreendeu do funk totalmente e ainda ouvimos a batida e alguns pontos de funk nas músicas. Fez um álbum pop que eu vejo todas as faixas na radio e nas festas tranquilamente. Todas com um apelo sexy e com uma batida dançante.

E seu video viral de Bang está bombando no mundo inteiro e já passou dos 75.000.000 (e contando) e conquistando mais fãs no mundo todo. Aceita que dói menos.. Anitta é a poderosa de 2015!!

Eu amo: Bang, Atenção, Parei e Gosto Assim
Música delicinha: Cravo e Canela

Sei que não citei Selena Gomez e nem Demi Lovato, mas foi que seus álbuns são maravilhosos mas não consegui me preender neles. O mesmo digo da farofagem da Ellie Goulding que fez um álbum só com faixas fillers. Queria ter dado mais destaque à Lana Del Rey, a Marina & The Diamonds e até Florence + The Machine, apesar de ser incríveis, ouvi pouco (quase nada no caso da Flo), deve ser por razão de eu estar a procura de coisas novas. Enfim, esperei ansiosamente por Rihanna que nos enganou o ano todo, porém nos deu a brilhante Bitch Better Have My Money. Achei que Grimes escorou muito no pop e o que a deixava interessante e diferente, sumiu e ela acabou parecendo uma Charli XCX loira. Amei os álbuns das drags Violet Chachki, Miss Fame e Alaska Thunderfuck!! Achei tendência o som da Allie X e estou esperando por mais exposição na mídia. A Banda Uó trouxe um álbum interessante e bem safadinho. Janet Jackson me fez dormir com o comeback dela. Queria ter amado mais o álbum das Little Mix, porém achei que faltou algo ali.

Menções Honrosas á:
Ariana Grande – Focus
Drake – Hotline Bling
Inês Brasil – Make Love
Karol Conká – Tombei
Tori Kelly – Should’ve Been Us

E para você?? Qual são os melhores deste ano??

#TGIF! Bonnie McKee – Bombastic

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Quem lembra da Bonnie McKee? Bem, eu já contei quem é a gata nesse post aqui e sobre a saga de retomar sua carreira como cantora lançando “American Girl” como single e amargurando em um flop sem fim. E claro, com certeza você já deve ter visto esse nome nos créditos de alguma música da sua cantora favorita.

Na verdade eu havia perdido as esperanças com ela. Nem lembrava mais que ela existia. Sério. Mas foi aí que ela nos surpreende e lança “Bombastic” que é uma junção de suor e desespero (vai fazer sentido depois).

Apenas dê play abaixo e aprecie o clipe.

Com um visual retrô que mistura a tv de duas décadas passadas, Jem And The Holograms, Vaporwave e Programa do Faustão (rs), Bonnie é uma professora de aeróbica muito flexível com peitos que soltam tiros em forma de raio laser com fogo, sei lá. A viagem é interessante e me fez ficar preso durante os quatro minutos. A edição é indecente de tão boa, mas certos efeitos deixam a sensação de estarmos assistindo um clipe dos anos 80 com aquela tecnologia bizzara.

A música em si não é grande coisa, tanto que desde o início não me fez ficar tão grudado nela. A sonoridade é algo que lembraria Kesha cantando Roar (da Katy Perry) com uma voz mais doce no estilo de Carly Rae Jepsen. Se você ficar bem atento no refrão pode até arriscar que alguma banda de rock estava tocando lá, mas não. É muita coisa acontecendo, e de um modo estranho que funciona. Ah, e ainda tem uma batida que dá pra chamar a Nicki Minaj e Miley Cyrus pra fazer uns twerks.

Bonnie McKee está prestes a lançar o seu ep intitulado Bombastic, e conta com quatro músicas que podem mudar toda sua carreira pra bem ou mal. Apesar de ter adorado “Bombastic”, creio que não soou tão radiofônica quanto “American Girl” e não senti que a nova faixa deva chegar e permanecer no topo de algum chart. Mas posso estar enganado, pois o clipe vem ganhando a atenção do público que admira as divas pop e tendo um desempenho bacana.

Mas enquanto isso dá pra fazer uma dança menos coreografada e sacudir os ombros e se jogar num twerk nervoso enquanto ouvimos “Bombastic” até que possamos ouvir as outras faixas que vem por aí.

Um beijo pras amigas que ajudam na divulgação.

Review: Conchita Wurst – Conchita

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Conchita Wurst
Nota: 5,0

    Artista: Conchita Wurst

    Álbum: Conchita

    Gênero: Pop

Há exatamente um ano atrás, Conchita Wurst estava chegando aos holofotes do mundo todo com sua apresentação inesquecível no Eurovision, com o hit “Rise Like a Phoenix” e encantando a todos com sua aparência andrógina e sua voz doce, profunda e incrível, claro. A sua participação foi tão impactante e inesperada que não tinha como não a prêmiar naquela edição. Impecável e com uma produção bem elaborada, a “drag queen” Conchita conseguia se destacar em meio de tantos nomes conhecidos em todo o território europeu (e alguns até fora dele). Hoje, venho fazer um review de seu álbum de estréia, que foi lançado esse mês e posso escrever com todas as letras e em negrito: MARAVILHOSO. Estou viciado.

Apesar de sua popularidade no mundo, Conchita foi ofuscada por tantas outros talentos da música. Sim. Infelizmente não vi muitas notícias e nada sobre o novo álbum. Por isso estou aqui, para relembrar todos que a Conchita está de volta e com um álbum para vocês ouvirem pro resto da vida, ok?

Conchita” consiste em doze faixas que é um menu para todos, indo do pop clássico a referências à Bollywood com dubstep. A equipe responsável pela concepção do álbum foi escolhida a dedo e inclui produtores europeus que tem em suas bagagens nomes como Miley Cyrus, Robyn, Lady Gaga, Ashley Tisdale e Danni Minogue. Nesse trabalho, Conchita diz ter entregado o máximo que pode e que apesar da espera ter sido grande, se diz realizada com o resultado.

Para começar o álbum, o pop clássico em You Are Unstoppable inícia a audição com maestria. Com a uma orquestra, a faixa se transforma quase em um hino de auto estima com o seu refrão poderoso entoado com backing vocals: “Você é mais forte do que imagina. Você é incontrolável”.

Em seguida, Up for Air não deixa espaço e já nos deixa na vibe do pop que ultimamente está tão esmagado com tanto trap eletrônico. A faixa é uma balada pop, suave e nos conquista sem perceber. Os detalhes dessa produção está na voz, e não nos instrumentos. O refrão dá essa certeza. Já alerto que se eu fosse você, ouvia esse álbum com fones de ouvido e preste atenção em cada detalhe. Eles estão lá por toda parte.

Put That Fire Out me dá a impressão que veio de algum musical sobre a América e vejo Conchita toda vestida de militar cantando em algum lugar sombrio de guerra. E nessa música só há a voz dela ecoando e se misturando a um coral tímido que mais parece uma multidão marchando em busca de algo.

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Depois da expressiva anterior, Conchita traz calma com a sua Colours of Your Love cantando que “Meu coração é campo de batalha e você me fez render”. No refrão, uma surpresa: tem um dubstep bem gostoso de ouvir, que é o contrário de tanta barulheira produzida por alguns artistas hoje em dia. Uma cítara bem rápida só está ali pra dizer que vem coisa diferente por aí.

E olha só. Nem demorou! Out of Body Experience parece vir do ocidente só para nos fazer dançar que nem uma odalisca sexy. Sim, a faixa é cheia de ritmos indianos misturados ao pop atual e nem é preciso que a voz de Conchita desliza de um lado pro outro perfeitamente. Se encaixa direitinho, e se em outras via tudo cinza, nessa vejo muitas cores, véus voando e até as danças muito conhecidas em Bollywood.

Cabaré! Essa foi a ideia que tive quando Where Have All The Good Men Gone começou e no refrão se mostrou ser uma faixa totalmente regada à jazz, blues e claro, pop! Nessa música não pouparam em produção e há exagero em toda parte. Seja nos instrumentos, seja nos vocais. É um “desbunde”, como diria minha avó. Mas digo em bom gosto, pois a voz de Conchita chega a notas altas e em um tempo muito curto de respiração. Desculpa aí, mas essa faixa é uma das melhores que ouço em anos.

Estamos no meio do álbum e para mim a faixa a seguir foi a que mais conseguiu mexer comigo e me fazer fechar os olhos e apenas apreciar esse momento. Algumas músicas contam histórias, ou apenas falam aquilo que alguém sente, e isso é lindo. Em Somebody To Love, a sensação e os detalhes tomam conta. Pop genuíno com um refrão fácil e pegajoso, as vezes me pego cantando e com “I tell myself I’m living, but really I just long. For somebody to love…” música presa na cabeça. E aqui é um deleite de detalhes. Só pra não perder o costume:

Firestorm, a minha favorita (até então) habita entre uma junção do eletrônico com o pop que veio cantando nas faixas anteriores e me ganha por ter um piano marcante no refrão. A versatilidade de Conchita é impressionante e não resta dúvidas que esse álbum foi feito com muito cuidado. Sem contar a letra maravilhosa e profunda, onde Conchita expressa seus sentimentos a uma pessoa que está indo embora de sua vida. Nota 10!

Pure vem para acalmar os ânimos e é uma linda balada entoada por um piano e alguns instrumentos de fundo. O refrão forte, traz versos como “Eu dou cada batida do meu coração, cada pedaço da minha alma, me descontrolo para saber como se sente ao ser puro.

Heroes mantém a calmaria, e traz uma faixa um pouco mais agitada. Como se fosse uma conversa, a faixa é uma balada onde “Nós vamos brilhar até nossas cores iluminarem o céu”. Intensa, a faixa se destaca pela grandiosidade de Conchita. Estou extasiado pois cada faixa é uma produção única e bem elaborada. Lembrando que esse foi oficialmente o primeiro single para a promoção do álbum.

Rise Like a Phoenix, a primogênita e dona do buzz, não poderia faltar no álbum de estréia né? Começa clássica e se revela um estrondo no refrão. Uma das músicas que mais ouvi no ano passado e torci para que houvesse um álbum logo. O potencial vocal de Conchita transborda e ela não economiza nem um pouco em talento. Fico feliz que tenha essa música para sempre me lembrar do hit que é, e apesar de ser “nova”, essa faixa é uma produção sem validade. Podemos ouvir daqui vários anos, e ela continuará com essa sonoridade vivaz.

E para fechar com chave de ouro (e já se preparar para recomeçar a ouvir o álbum novamente), Other Side of Me chega com a orquestra que abriu o álbum, mas não espere confissões ou algo sobre amor e sim, sobre algo pessoal. O legal dessa faixa fica por conta da composição, que foi escrita especialmente para Conchita um dia após sua apresentação no Eurovision e o compositor disse que viu nela, algo que ninguém viu. Com a exposição de sua figura, Conchita foi o centro das atenções por ser uma “cantora barbada” e a própria afirmou ficar insegura e achar que seu visual seria mais levado em conta do que sua performance. O fim já sabemos e a letra da música só nos dá a afirmação que essa faixa veio pra “lacrar” o fim do álbum. Other Side Of Me deixa a sensação de um final feliz e libertador, depois prestem atenção (ou procurem um tradutor online – não há desculpa) e diga se não é inspirador.

“Não quero que você saia de mim, mas tente ver o outro lado de mim.
Estou mudando de alguma forma, porém continuarei precisando de você aqui.”

conchita03i

Concluindo: estou ouvindo vários álbuns, porém nem todos estão me convencendo por completo. Sinceramente muitos deles nem me dão vontade de vir aqui e postar, pois nem vontade de criticar dá. Pois é, e com o álbum da Conchita foi o contrário, no momento que o Spotify (merchã) liberou o álbum, corri e ouvi todo sem perceber que tinha acabado. Ouvi novamente e tive certeza que tinha que deixar essa recomendação.

Conchita veio em uma era em que ser diferente visualmente ou estranhamente belo, não é relevante. Desde que Lady Gaga fez tudo que podia e o que conseguia para ser taxada de irreverente, estranha, feia, bonita, louca e etc, nada visualmente conseguiu a superar. Acredito que o showbizz se educou e aprendeu a ver o talento e o que o artista traz para adicionar. A nossa “mulher barbada” está aí para provar que já estamos vulneráveis a todo tipo de habilidade.

O quesito que mais vejo nesse álbum de estréia é “perfeição”. Não consegui ouvir nenhuma fala e digo que tudo que a gravadora da Conchita confiou e apesar do atraso, não é um álbum que vão conseguir esquecer fácil. Com melodias ricas e letras envolventes, “Conchita” tem seu marco em 2015 e torço que consiga atingir um desempenho relevante nas paradas, pois os fãs vão fazer jus a essa obra prima.

Quem sabe muitas artistas que se intitulam “rainhas” e “princesas”, ouçam esse álbum e fiquem com vergonha com o conteúdo que fazem. Agradeço por existirem as Conchitas e Lady Gagas para mostrar que nem sempre a aparência importa, e sim, o conteúdo que agrega ao nosso pantanoso mundo pop.

Fica a dica: Faça amor, não faça a barba. :)

No iPod: Mariah Carey – Infinity

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mariah

Depois do sucesso morno de seu último lançamento, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, Mariah Carey volta com um novo single para que todos seus fãs pirassem.

Infinity é uma música que não é diferente do gênero que Mariah pegou e deixou sua marca. Achei muito boa, e confesso que gostei muito mais que todos os singles que ela veio apresentando ultimamente.

Com muitos gritos e notas agudas, Mimi arrasa e vem confiante que esse também será um hit digno de topo. Abusada ou não, a produção assinada por Eric Hudson, conta com arranjos orquestrados á um violino bem elétrico que conduz “Infinity” em alguns momentos chaves. E claro, tem Mimi fazendo o que ela sabe fazer de melhor: falsetear.

Ouçam a música abaixo e assistam ao lyric video fofo que fizeram. Impossível não amar o violino com borboletas, o coração derretendo e o arco-íris ao fim.

Infinity” já se tornou meu vício e eu perco as contas de quantas vezes ouço por dia. A música fará parte da coletânea hedonista de Mariah, onde só terá hits que conquistaram a posição suprema dos charts. Intitulado “Mariah Carey #1 to infinity”, Mimi mostra que não está de brincadeira e quer esfregar na cara das inimigas tudo o que conseguiu.

Enfim, eu adoro que Mariah tenha voltado a parceria com L.A. Reid e espero que ele dê muito palpite certo dessa vez e que venha muita coisa boa por aí. Quem sabe um dueto com Ariana Grande, Beyoncé, Jennifer Lopez…

Adam Lambert está de volta e em uma “Ghost Town”

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adamlambert

Sim! Adam Lambert voltou e está com seu coração vagando por uma cidade fantasma!

O nosso American Idol favorito lançou seu novo single, chamado “Ghost Town” e que foi produzido pelo hitmaker Max Martin. O resultado não poderia deixar de ser estrondoso né?

A faixa que segue a modinha europop com todos os sintetizadores e uma base trabalhada no house, “Ghost Town” soa acústica e íntima no início, mas a partir do refrão a faixa toma um impulso e se mantém dançante com uma batida envolvente. A letra é simples mas o refrão curto gruda na cabeça e quando você percebe, você já está cantarolando “MY HEART IS A GHOST TOWN”. Para o primeiro single, creio que Adam escolheu bem em apresentar uma faixa mediana e na medida, pois você não cansa de ouvir.

Para impulsionar as vendas do single, Adam soltou um lyric video que na minha opinião, ficou pobre. Achei bem parecido com aquelas visualizações do Windows Media Player, e como designer gráfico não aceito que tenha um conceito “espacial” sendo que podia ter feito algo mais a ver com a música. Enfim… ouça a música abaixo, que na verdade é o que importa:

Desde Trespassing, seu último álbum lançado há três anos, Adam dedicou sua carreira em fazer turnês com a banda Queen, e apresentando todos os sucessos que foram imortalizados na voz de Freddie Mercury junto à formação original da banda, que inclusive estarão no Rock In Rio esse ano. Mais maduro, Adam parece estar mais confiante nessa nova etapa de trabalho, pois com toda a correria da turnê, ainda trabalhou pesado em seu novo álbum, “The Original High”, que irá ser lançado em junho e que além da produção de Max Martin, conta também com a colaboração de Brian May, fundador e guitarrista do Queen e da queridinha do momento, a sueca Tove Lo.

Já prevejo que esse álbum vai ser um dos melhores e um dos que mais vou ouvir durante um bom tempo, pois o Adam consegue a proeza de fazer álbuns balanceados e que ao mesmo tempo que ele te anima com as batidas, ele nos leva a uma calmaria com suas baladinhas e sua voz indescritível. Eu sou fã e assumo que desde que a música foi lançada, já a ouvi mais de 100 vezes, e contando…

E sim Adam, eu te entendo. Eu também sinto as vezes que meu coração é uma cidade fantasma.

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