No iPod

Lista: 15 álbuns de 2015

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2015 foi um ano de crescimento. Profissional e pessoal. Foi um ano de decisões e questionamentos, de economia e de muitas contas para pagar. Teve muito rebuliço na política, na natureza e um blá blá blá carregado de insatisfações. Porém temos sempre que tirar o que teve de bom e lembrar o quanto fomos felizes.

Nesse ano muitas músicas embalaram o meu dia a dia e como não podia ser diferente, estou aqui quebrando meu hiatus para postar os álbuns que mais ouvi antes da virada do ano. Assumo que 2015 foi um ano que os produtos lançados não me cativaram tanto, pois olhando meu relatorio do Spotify, percebi que ouvi mais coisa lançada há algum tempo do que as novidades do ano.

Sobre a lista, decidi organizar por ordem de avaliação/audição/apego mesmo.

15º – Disclosure – Caracal

14º – Marina & The Diamonds – Froot

13º – Charli XCX – Sucker

12º – Lana Del Rey – Honeymoon

11º – Little Boots – Working Girl

10º – Love, Sax and Flashbacks
Fleur East
Continuando na vibe oitentista, Fleur East não venceu o X Factor 2014 mas conquistou o coração de muitos fãs durante sua passagem pelo programa. Um fato curioso sobre sua participação foi que ela conseguiu colocar seu cover de Uptown Funk no topo dos charts britânicos, posição essa que nem a música original tinha conseguido. Simon Cowell que não é bobo foi lá e fechou contrato com a garota e só vem colhendo bons frutos com ela. Seu álbum tem uma pegada retrô, jazz e pop. Ora lembra Jackson 5, ora lembra Whitney Houston. Deu pra entender o nível né? Estou apaixonado em todas e a cada hora me apego a uma música diferente.

Eu amo: Sax, Breakfast e Tears Will Dry
Música delicinha: Gold Watch

9º – The Original High
Adam Lambert
Pra quem me acompanha sabe que sou fã do Adam Lambert desde o American Idol e agradeço muito a Deus por ele não ter ganho, pois ele teve muito mais destaque que o vencedor. A cada álbum lançado é uma nova expectativa. Pensei que depois da obra prima Trespassing fiquei pensando que Adam iria se perder, mas não. Depois de uma turnê pesada com o Queen, ele voltou com um gás e maturidade. “The Original High” veio na medida e com uma pegada mais bruta, que percebemos o quanto o trabalho está coeso. E sem contar que mistura as referencias do glam rock com o electropop atual. Sim.. Adam arrasou mais uma vez!

Eu amo: Lucy, Another Lonely Night e Ghost Town
Música delicinha: The Light

8º – Breathe In, Breathe Out
Hilary Duff
2015 foi o ano dos comebacks. Uns sinônimos de sucesso, outros de esquecimento. Hilary Duff ficou ali no meio dos dois. Não vou mentir, mas até hoje não superei o álbum Dignity e acho um dos melhores da história do pop e toda vez que ouvia um burburinho que a loira iria voltar, criava aquela expectativa de um With Love 2.0… mas ficou só na vontade. Breathe In, Breathe Out veio redondinho e direto para as rádios. Uma delicia do começo ao fim, e me lembra muito o inicio de sua carreira (ainda como garota Disney) e senti falta de uma pitada de atrevimento. Mas não deixa de ter seu merecimento, e eu o ouvi bastante viu…

Eu amo: Sparks, Confetti e Stay In Love
Música delicinha: My Kind

7º – The Desired Effect
Brandon Flowers
Brandon Flowers (o crush ambulante de todo indie) decidiu lançar seu segundo álbum solo em 2015 e digamos que ele foi um dos felizardos em me deixar arrepiado. Com produção do gênio Ariel Rechtshaid (guardem esse nome pois ele foi responsável por quase 70% das produções boas de 2015), The Desired Effect veio com uma pegada retrô, tropical e oitentista que parece ter sido feito naquela época. Envolvente e cheia de músicas intensas pra cantar do começo ao fim. Impossível não se transportar para essa vibe criada pela “dupla”. Acertou em cheio, ainda mais por essa queda que tenho por 80s.

Eu amo: I Can Change, Can’t Deny My Love e Lonely Town
Música delicinha: Still Want You

6º – 25
Adele
Tem como falar de Adele sem exagerar e encher a gata de elogios? Não né. O comeback mais esperado dos últimos anos veio carregado de emoção e com vontade de marcar presença. Feliz e realizada, Adele não se sentiu a vontade em se apegar nas mágoas que veio transformando em música e nos trazendo hits poderosos. Para se encaixar mais à sua realidade, ela decidiu fazer as pazes consigo mesma e o resultado está aí. Um album menos denso e mais suave, porém potente e cheio de emoção. Confesso que me arrepio quando o ouço e só ficou aqui porque não o ouvi tanto por ter saído a pouco tempo. Mas será um album que vou ouvir muito em 2016. Hello, Grammy!

Eu amo: Remedy, Water Under The Bridge e When We Were Young
Música delicinha: Send My Love (To Your New Lover)

5º – Rebel Heart
Madonna
Se esse álbum não tivesse vazado antes do tempo, vazado todas as demos e tivesse singles melhores aproveitados, eu creio que ele seria o 1º da lista. Mas não, Madonna me decepcionou um pouco e acabei me apegando a outros trabalhos. Engraçado que Madonna foi a que mais ouvi nesse ano, mas por conta de Bedtime Story, Erotica e Confessions. Ouvi bastante o Rebel Heart, tanto que enjooei. Essa necessidade da Madonna em se reinventar a transformou em sucateira. Jamais que Diplo e Aviici são novidades e vamos combinar que o som deles já está bem saturado. Enfim, há músicas maravilhosas e o trabalho está impecável como sempre. Só nos resta deixar o respeito à rainha…

Eu amo: Addicted, Veni Vidi Vici e B*tch I’m Madonna
Música delicinha: Holy Water

4º – Reflection
Fifth Harmony
Que hit vocês mais dançaram na balada? Eu tenho certeza que foi Worth It!! Impossível não tenha quem não conheça as Fifth Harmony, pois 2015 foi o ano delas. Vindo da franquia do X Factor, as meninas não ganharam a competição, mas novamente Simon Cowell foi lá e abocanhou as gatinhas para seu selo. E nem precisa dizer que virou sucesso na mesma hora né? Donas de hits que ouvimos o ano todo, elas nos conquistaram e foi o álbum que mais ouvi junto com os abaixo desse. Com uma pegada pop atual e com uma pitada dos anos 90 que lembra Mariah Carey, Reflection é um álbum dançante e que anima em qualquer hora do dia.

Eu amo: Worth It, Body Rock, Sledgehammer, Reflection, Bo$$…
Música delicinha: Like Mariah

3º – Conchita
Conchita Wurst
Quando falamos Conchita, todo mundo já lembra da belissima “mulher” barbada com um vozeirão de arrepiar né? E depois do sucesso estrondoso causado em 2014, ela voltou e lançou seu álbum debut. Infelizmente não teve uma divulgação maciça mas eu confesso ter me apaixonado por todo o trabalho, do começo ao fim. Quem leu o review, percebeu o meu extase a cada faixa. Mas a qualidade e produção do álbum é impecável. Se você não ouviu, corre no Spotify e ouve. De tanto que eu ouvi, consegui viciar meus amigos também e que ficaram impressionados.

Eu amo: Firestorm, Somebody To Love, Up for Air, You Are Unstappable…
Música delicinha: Out Of Body Experience

2º – Cry Baby
Melanie Martinez
Estava cansado de Florence, Lana e Marina… Exausto! Aí surgiu Melanie Martinez e eu fiquei com mais preguiça ainda. Aquela aparencia de um “bebê” dela me deixava irritado e criei um bloqueio conta ela. Todo site, página, rede social só falava dela. Só teve uma solução: aceitar!! Depois de muito torcer o nariz pro Gabriel (meu amigo e colaborador do blog) até um dia ouvir o álbum de cabo a rabo e ficar preso na atmosfera criada. Claro que não foi de primeira, mas me envolvi com os instrumentos, digamos, exóticos de suas músicas. Que delicia, fiquei encantado. E é um dos únicos que ouço inteiro sem querer mudar de música. Não sei que macumba ela fez, mas amei muito esse trabalho.

Eu amo: Carousel, Dollhouse, Cry Baby, Sippy Cup, Pity Party, Soap…
Música delicinha: Pacify Her

1º – Emotion
Carly Rae Jepsen
Socorro, que álbum é esse? Meu Deus!! Sou apaixonado em TODAS as faixas. Que delícia de vibe.. pop genuíno e o melhor: com sintetizadores e pegada 80s. Chego a ser chato né? Mas vocês não tem noção do quanto eu amo essa batidinha mais forte das baterias e esses instrumentais mais agudos. E vamos combinar que ninguém esperou que a Carly iria “vingar” desde o seu viral hit Call Me Maybe e está aí, um dos melhores do ano. Quando saiu I Really Like You eu amei no mesmo momento e torci muito para ela bombar novamente. Mas passou meio despercebido mesmo tendo Tom Hanks e Justin Bieber no clipe, aff. Ai ela veio com All That como single e eu quis morrer. Já ia a enterrar, quando o álbum saiu e foi amor a primeira “ouvida”. Que perfeição!! A voz bem suave dela a sonoridade pop do álbum nos faz ouvir sem perceber que acabou. Mas não tiro o merecimento ao timaço que ela juntou para esse álbum. Só alto escalão, tipo Greg Wells, Josh Ramsay, Ariel Rechtshaid e os hitmakers Greg Kurstin e Shellback… e até a Sia botou o dedinho dela. Digamos que Emotion foi o 1989 de 2015.

No mais, só deixo aqui o meu registro desse trabalho que precisa ser glorificado de pé!! Parabens Carly!! Obrigado por não desistir… mas na próxima vê se acerta nos singles 😀

Eu amo: Run Away With Me, Emotion, I Really Like You, Gimmie Love, Boy Problems, Making Of the Most The Night, Your Type, LA Hallucination, I Didn’t Just Come Here To Dance ?…
Música delicinha: Warm Blood


DESTAQUE: BANG
Anitta
Sempre fui mais ligado ao pop internacional e nada que saía da nossa terra tunipiquim eu dava muita atenção. Mas aí surgiu Anitta com uma vontade de ser diva, que fez o dever de casa tão certinho que conquistou um espacinho na música brasileira. Só que a menina cresceu e se tornou potência. Sua notoriedade e musicas animadas que bombam em festas e shows pelo Brasil todo, conquistou o ouvido de gente que torcia o nariz (eu) e fiquei impressionado com o novo álbum todo. BANG é minha música favorita do ano todo, isso não é segredo, mas gostei que ela não se despreendeu do funk totalmente e ainda ouvimos a batida e alguns pontos de funk nas músicas. Fez um álbum pop que eu vejo todas as faixas na radio e nas festas tranquilamente. Todas com um apelo sexy e com uma batida dançante.

E seu video viral de Bang está bombando no mundo inteiro e já passou dos 75.000.000 (e contando) e conquistando mais fãs no mundo todo. Aceita que dói menos.. Anitta é a poderosa de 2015!!

Eu amo: Bang, Atenção, Parei e Gosto Assim
Música delicinha: Cravo e Canela

Sei que não citei Selena Gomez e nem Demi Lovato, mas foi que seus álbuns são maravilhosos mas não consegui me preender neles. O mesmo digo da farofagem da Ellie Goulding que fez um álbum só com faixas fillers. Queria ter dado mais destaque à Lana Del Rey, a Marina & The Diamonds e até Florence + The Machine, apesar de ser incríveis, ouvi pouco (quase nada no caso da Flo), deve ser por razão de eu estar a procura de coisas novas. Enfim, esperei ansiosamente por Rihanna que nos enganou o ano todo, porém nos deu a brilhante Bitch Better Have My Money. Achei que Grimes escorou muito no pop e o que a deixava interessante e diferente, sumiu e ela acabou parecendo uma Charli XCX loira. Amei os álbuns das drags Violet Chachki, Miss Fame e Alaska Thunderfuck!! Achei tendência o som da Allie X e estou esperando por mais exposição na mídia. A Banda Uó trouxe um álbum interessante e bem safadinho. Janet Jackson me fez dormir com o comeback dela. Queria ter amado mais o álbum das Little Mix, porém achei que faltou algo ali.

Menções Honrosas á:
Ariana Grande – Focus
Drake – Hotline Bling
Inês Brasil – Make Love
Karol Conká – Tombei
Tori Kelly – Should’ve Been Us

E para você?? Qual são os melhores deste ano??

No iPod: Years & Years – Shine

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yearsandyearsnew

Se existe uma banda que merece sua atenção esse ano, seria Years & Years. O trio tem um som todo experimental incrível desses prodígios musicais britânicos que sempre dominam as paradas musicais, assim como Adele, Lorde e Sam Smith. Com batidas eletrônicas e sintetizadores psicodélicos e uma forte pegada Pop, o trio tem roubado o holofote na internet e conquistado fãs por todo o globo.

Juntos desde 2010, a banda é composta por Olly Alexander, Mikey Goldswothy e Emre Turkmen; e chegou aos meus ouvidos quando um amigo que faz intercambio em Londres mandou link de três musicas deles no comecinho do ano, Take Shelter, Desire e Kings, a paixão foi quase instantânea.

Years & Years se destacava por um simplicidade e vocais agudos bem acentuados de Olly que deixa a musica com uma esfera quase mágica. Shine é o novo single do álbum “Communion” e a musica é uma clara evolução da temática musical do trio, e traz novos sintetizadores que dão uma virada vintage no refrão. Não preciso nem falar que eu não consigo tirar do replay né? O já citado “Communion” é o primeiro álbum do Trio e estreia dia 10 de Julho e promete fazer você ficar tão fascinado quanto eu, como também os charts e as grandes premiações do ano.

No iPod: Mariah Carey – Infinity

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mariah

Depois do sucesso morno de seu último lançamento, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, Mariah Carey volta com um novo single para que todos seus fãs pirassem.

Infinity é uma música que não é diferente do gênero que Mariah pegou e deixou sua marca. Achei muito boa, e confesso que gostei muito mais que todos os singles que ela veio apresentando ultimamente.

Com muitos gritos e notas agudas, Mimi arrasa e vem confiante que esse também será um hit digno de topo. Abusada ou não, a produção assinada por Eric Hudson, conta com arranjos orquestrados á um violino bem elétrico que conduz “Infinity” em alguns momentos chaves. E claro, tem Mimi fazendo o que ela sabe fazer de melhor: falsetear.

Ouçam a música abaixo e assistam ao lyric video fofo que fizeram. Impossível não amar o violino com borboletas, o coração derretendo e o arco-íris ao fim.

Infinity” já se tornou meu vício e eu perco as contas de quantas vezes ouço por dia. A música fará parte da coletânea hedonista de Mariah, onde só terá hits que conquistaram a posição suprema dos charts. Intitulado “Mariah Carey #1 to infinity”, Mimi mostra que não está de brincadeira e quer esfregar na cara das inimigas tudo o que conseguiu.

Enfim, eu adoro que Mariah tenha voltado a parceria com L.A. Reid e espero que ele dê muito palpite certo dessa vez e que venha muita coisa boa por aí. Quem sabe um dueto com Ariana Grande, Beyoncé, Jennifer Lopez…

No iPod: Francinne – I’m Alive

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franporto

Para os fãs de Britney Spears, Francinne (ou Fran Porto, como é mais conhecida) não é um nome desconhecido. Famosa por ser uma das melhores covers da princesa do pop, Fran se destaca das outras por fazer o trabalho como “impersonator” há mais de dez anos e sendo reconhecida no Brasil todo.

Com o sucesso de sua perfomance na noite, Fran decidiu seguir na carreira de cantora e gravar um single, “I’m Alive” que foi produzido pelo top produtor Mister Jam, que assinou grandes hits, tais eles pertecentes a Wanessa e Kelly Key. A música vem sendo trabalhada há algum tempo, mas só ganhou notoriedade agora, que integra a trilha sonora da novela das oito da Rede Globo, Babilônia.

Eu encontrei a música por acaso em um site de notícias e desde que ouvi pela primeira vez, não parei mais de escutar. A faixa varia entre o electropop e o house que a gente conhece bem. A semelhança da voz de Francinne com Britney é enorme e as vezes “I’m Alive” soa como uma música na voz de Britney. O refrão é bem chiclete e tem aquela batida de quando um hino explode de boate sabe?

Não conseguiu imaginar? Então ouve abaixo e vamos torcer para que Francinne tenha muito sucesso nessa carreira, porque se depender de mim ela já conquistou um lugarzinho no sol.

Se você curtiu o som da gata, compre no iTunes!

No iPod: Grimes – REALiTi

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grimes11

Hoje eu quero trazer para o Fruto Proibido algo que eu tenho um imenso carinho: Grimes.  Claire Bouhcer ou só Grimes de 27 anos, chegou aos meus ouvidos em 2013 aonde uma amiga venho a me indicar Oblivion, qualquer pessoa que já tenha ouvido o som da Canadense sabe que ela é de uma sonoridade bem pessoal e única.

Toda essa “excentricidade” se da por ela começar seu caminho musical desde 2010, tendo influencias do cenário Eletrônico e Industrial Underground de Montreal. A moça nesse mesmo ano lança seu primeiro álbum intitulado “Geidi Primes” seguidos de alguns outros que iriam evoluir sua sonoridade e trabalho. Em 2012 ela lançou o que em minha opinião é sua obra prima “Visions“, foi aclamado pela critica era uma mistura de elementos musicais variados e vocais diferenciados que a fez ser considerada dona de um dos melhores álbuns do ano pelo The New York Times.

Em 2013 ela assinou com a gravadora Roc Nation, contudo REALiTi é uma demo de descartada de seu próximo álbum (que inclusive possuí outra musica descartada chamada “Go”). Com um vídeo que mostra sua viagem pela Ásia durante 2013, a moça mostra sua qualidade musical mesmo com uma faixa ainda não finalizada. As clássicas batidas nostálgicas e os vocais destorcidos causam aquela nostalgia que faz qualquer um se apaixonar pela banda.

Com um álbum previsto para chegar ainda esse ano, Grimes mostra que até mesmo em suas demos o nível de suas musicas continua o mesmo após todo esse tempo. Indicação pessoal de quem não consegue tira-la do repeat.

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