Review: “American Horror Story: Hotel”

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Na ultima Quarta Feira (07 de Outubro) O Hotel Cortez abriu suas portas para milhares de Fãs da série de Horror criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk, que cada ano trás consigo um tema novo. Mas vamos deixar as explicações técnicas por aqui, afinal nosso intuito é falar única e exclusivamente sobre quais foram as impressões ao episódio da abertura da quinta temporada de American Horror Story : Hotel.

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Michael Goi Diretor de Fotografia de AHS fez um trabalho excelente, tudo é magistral e evoca um espírito Anos 30, que é arquitetura totalmente Art Deco que serviu de inspiração para a construção do cenário. Como já citado em entrevistas o tom vermelho preenche os ambientes deixando todo o clima e as cenas com um traço claustrofóbico e angustiante, mas ainda sim exuberante e encantador. No quesito, Fotografia, Arte e Cenário eu não podia esperar mais de uma equipe que sempre constrói cenas Memoráveis como O Portal Demoníaco de Freak Show e a Academia para Excepcionais Jovens Garotas da Madame Robichaux.

As performances não decepcionaram, ainda que boa parte do Elenco ainda não tenha dado as caras, Checking In foi um episódio que trouxe uma introdução inexplicável para Sarah Paulson e sua personagem Sally, quem acompanha a série sabe que é a primeira vez que vimos um personagem com densidade e potencial sendo retratado por Sarah que não fez por menos e me deixou arrepiado a cada aparição, seja na cena aterradora no Quarto 64 ou quando contracenava com Iris personagem de Kathy Bates. Falando em Kathy Bates, podemos ver um pouco mais sobre ela e seu passado, a veterana não decepciona no aspecto atuação, que pra mim teve seus momentos mesclados de suas ultimas personagens na série, não demonstrando nada novo, mas ainda sim sendo impecável. Lady Gaga por sua fez, me trouxe uma atuação positiva, como eu já esperava ela seria um símbolo estético na série, que faria da suas expressões, cenas chocantes e aparições parte de sua atuação. Contudo quero ressaltar o fascínio que Lady Gaga traz com sua personagem Elizabeth, algo que Jessica Lange fazia bem com suas personagens, elas transitavam entre a tênue linha do assustadora e doce. Algo que a Condessa fez excepcionalmente bem nesse primeiro episodio, contudo o que me preocupa em relação a atuação de Lady Gaga é ela ficar escorada numa personagem que seja estética e simples, sem grande diálogos e de certa forma “presa” dentro de um clichê. As demais atuações foram bem medianas, e sem grandes performances, algo que eu já esperava, e que não me chamou muita atenção.

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O Figurino é um espetáculo a parte em TODAS as temporadas, Lou Eyrich é a guru Fashion dos universos criados por Ryan. O desafio desse ano seria como dar um destaque a determinados personagens com uma figura fashionista tão imponente como Lady Gaga no Elenco? A resposta foi dada com figurinos extremamente bem montados com o da já mencionada Sally, outros detalhes como os óculos imensos de Iris e suas roupas em tons pasteis, as botas de Donovan, os ternos combinados dos filhotes da Condessa e para completar e enriquecer o clima psicótico e sensual da série os conjuntos das serviçais foram um show a parte. A surpresa veio com a mais bela e excêntrica criatura do Hotel Cortez: Liz Taylor, personagem Crossdresser de Denis O’Hare que tem um figurino excepcional, posso dizer quase mágico, suas cenas por mais sucintas e pequenas, foram um banho a qualquer amante da Moda que reconheceu referencias da atriz que da nome a personagem e se banhou na graça e elegância que Denis acrescentou a personagem, sabe-se ainda que ele teve ajuda da Drag Queen Alaska Thunderfuck para construção e detalhes da sua personagem .

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No quesito trilha sonora eu não fui surpreendido por nada, era de se esperar que musicas com uma pegada rock – punk, e outras mais vintage relacionadas com hotel ou algo que remetesse a temática e entoassem a estreia.  Como o esperado o episódio teve nomes do Rock como The Sisters Of Mercy,  Joy Division e She Wants Revenge entonou a cena auge de Gaga. Por outro lado tivemos nomes como Benny Goodman Trio e Petula Clark ponderando e suavizando a atmosfera “dark” instalada pelo resto da trilha sonora. Eagles encerrou o episódio com Hotel California um final a altura e deixando um gostinho de quero mais na boca de todos.

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Construir um enredo que instigue, provoque, excite, transtorne e fascine é a habilidade que fez Ryan e sua equipe ter 5 Temporadas de uma série bem premiada e com números de audiência bem satisfatórios. Hotel fez bem em seu primeiro episódio mostrou a ponta do Iceberg de cada conflito que vai se desenrolar e desenvolver dentro do Cortez, um terror psicossexual com tons escuros e uma vibração sexual e sangrenta que preenche todo ambiente. Tivemos uma amostra das figuras de Terror dessa temporada: O Assassino dos 10 Mandamentos e do Demônio do Vicio foram a encarnação do que a série terá que oferecer de mais macabro. As críticas estão escancaradas a cada corredor do Hotel e não precisa ir muito fundo pra saber que teremos o Vício como o centro de tudo isso. Famílias desestruturadas e necessidades físicas e emocionais a serem supridas acompanham a grandiosidade de um enredo que remete aos melhores momentos de todas as temporadas da série.

O primeiro episódio dentro do Hotel Cortez foi como descer o primeiro degrau à um escada diretamente para o coração demoníaco da construção. Com referencias a clássicos do cinema, e casos reais de locais assustadores, Hotel possui uma embasamento profundo e atormentador. Em uma temporada em que o vício foi posto em questão você só pode se entregar a ele e se deliciar com o que o Hotel Cortez e Lady Gaga tem guardado para você este ano.

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