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Lista: 15 álbuns de 2015

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2015 foi um ano de crescimento. Profissional e pessoal. Foi um ano de decisões e questionamentos, de economia e de muitas contas para pagar. Teve muito rebuliço na política, na natureza e um blá blá blá carregado de insatisfações. Porém temos sempre que tirar o que teve de bom e lembrar o quanto fomos felizes.

Nesse ano muitas músicas embalaram o meu dia a dia e como não podia ser diferente, estou aqui quebrando meu hiatus para postar os álbuns que mais ouvi antes da virada do ano. Assumo que 2015 foi um ano que os produtos lançados não me cativaram tanto, pois olhando meu relatorio do Spotify, percebi que ouvi mais coisa lançada há algum tempo do que as novidades do ano.

Sobre a lista, decidi organizar por ordem de avaliação/audição/apego mesmo.

15º – Disclosure – Caracal

14º – Marina & The Diamonds – Froot

13º – Charli XCX – Sucker

12º – Lana Del Rey – Honeymoon

11º – Little Boots – Working Girl

10º – Love, Sax and Flashbacks
Fleur East
Continuando na vibe oitentista, Fleur East não venceu o X Factor 2014 mas conquistou o coração de muitos fãs durante sua passagem pelo programa. Um fato curioso sobre sua participação foi que ela conseguiu colocar seu cover de Uptown Funk no topo dos charts britânicos, posição essa que nem a música original tinha conseguido. Simon Cowell que não é bobo foi lá e fechou contrato com a garota e só vem colhendo bons frutos com ela. Seu álbum tem uma pegada retrô, jazz e pop. Ora lembra Jackson 5, ora lembra Whitney Houston. Deu pra entender o nível né? Estou apaixonado em todas e a cada hora me apego a uma música diferente.

Eu amo: Sax, Breakfast e Tears Will Dry
Música delicinha: Gold Watch

9º – The Original High
Adam Lambert
Pra quem me acompanha sabe que sou fã do Adam Lambert desde o American Idol e agradeço muito a Deus por ele não ter ganho, pois ele teve muito mais destaque que o vencedor. A cada álbum lançado é uma nova expectativa. Pensei que depois da obra prima Trespassing fiquei pensando que Adam iria se perder, mas não. Depois de uma turnê pesada com o Queen, ele voltou com um gás e maturidade. “The Original High” veio na medida e com uma pegada mais bruta, que percebemos o quanto o trabalho está coeso. E sem contar que mistura as referencias do glam rock com o electropop atual. Sim.. Adam arrasou mais uma vez!

Eu amo: Lucy, Another Lonely Night e Ghost Town
Música delicinha: The Light

8º – Breathe In, Breathe Out
Hilary Duff
2015 foi o ano dos comebacks. Uns sinônimos de sucesso, outros de esquecimento. Hilary Duff ficou ali no meio dos dois. Não vou mentir, mas até hoje não superei o álbum Dignity e acho um dos melhores da história do pop e toda vez que ouvia um burburinho que a loira iria voltar, criava aquela expectativa de um With Love 2.0… mas ficou só na vontade. Breathe In, Breathe Out veio redondinho e direto para as rádios. Uma delicia do começo ao fim, e me lembra muito o inicio de sua carreira (ainda como garota Disney) e senti falta de uma pitada de atrevimento. Mas não deixa de ter seu merecimento, e eu o ouvi bastante viu…

Eu amo: Sparks, Confetti e Stay In Love
Música delicinha: My Kind

7º – The Desired Effect
Brandon Flowers
Brandon Flowers (o crush ambulante de todo indie) decidiu lançar seu segundo álbum solo em 2015 e digamos que ele foi um dos felizardos em me deixar arrepiado. Com produção do gênio Ariel Rechtshaid (guardem esse nome pois ele foi responsável por quase 70% das produções boas de 2015), The Desired Effect veio com uma pegada retrô, tropical e oitentista que parece ter sido feito naquela época. Envolvente e cheia de músicas intensas pra cantar do começo ao fim. Impossível não se transportar para essa vibe criada pela “dupla”. Acertou em cheio, ainda mais por essa queda que tenho por 80s.

Eu amo: I Can Change, Can’t Deny My Love e Lonely Town
Música delicinha: Still Want You

6º – 25
Adele
Tem como falar de Adele sem exagerar e encher a gata de elogios? Não né. O comeback mais esperado dos últimos anos veio carregado de emoção e com vontade de marcar presença. Feliz e realizada, Adele não se sentiu a vontade em se apegar nas mágoas que veio transformando em música e nos trazendo hits poderosos. Para se encaixar mais à sua realidade, ela decidiu fazer as pazes consigo mesma e o resultado está aí. Um album menos denso e mais suave, porém potente e cheio de emoção. Confesso que me arrepio quando o ouço e só ficou aqui porque não o ouvi tanto por ter saído a pouco tempo. Mas será um album que vou ouvir muito em 2016. Hello, Grammy!

Eu amo: Remedy, Water Under The Bridge e When We Were Young
Música delicinha: Send My Love (To Your New Lover)

5º – Rebel Heart
Madonna
Se esse álbum não tivesse vazado antes do tempo, vazado todas as demos e tivesse singles melhores aproveitados, eu creio que ele seria o 1º da lista. Mas não, Madonna me decepcionou um pouco e acabei me apegando a outros trabalhos. Engraçado que Madonna foi a que mais ouvi nesse ano, mas por conta de Bedtime Story, Erotica e Confessions. Ouvi bastante o Rebel Heart, tanto que enjooei. Essa necessidade da Madonna em se reinventar a transformou em sucateira. Jamais que Diplo e Aviici são novidades e vamos combinar que o som deles já está bem saturado. Enfim, há músicas maravilhosas e o trabalho está impecável como sempre. Só nos resta deixar o respeito à rainha…

Eu amo: Addicted, Veni Vidi Vici e B*tch I’m Madonna
Música delicinha: Holy Water

4º – Reflection
Fifth Harmony
Que hit vocês mais dançaram na balada? Eu tenho certeza que foi Worth It!! Impossível não tenha quem não conheça as Fifth Harmony, pois 2015 foi o ano delas. Vindo da franquia do X Factor, as meninas não ganharam a competição, mas novamente Simon Cowell foi lá e abocanhou as gatinhas para seu selo. E nem precisa dizer que virou sucesso na mesma hora né? Donas de hits que ouvimos o ano todo, elas nos conquistaram e foi o álbum que mais ouvi junto com os abaixo desse. Com uma pegada pop atual e com uma pitada dos anos 90 que lembra Mariah Carey, Reflection é um álbum dançante e que anima em qualquer hora do dia.

Eu amo: Worth It, Body Rock, Sledgehammer, Reflection, Bo$$…
Música delicinha: Like Mariah

3º – Conchita
Conchita Wurst
Quando falamos Conchita, todo mundo já lembra da belissima “mulher” barbada com um vozeirão de arrepiar né? E depois do sucesso estrondoso causado em 2014, ela voltou e lançou seu álbum debut. Infelizmente não teve uma divulgação maciça mas eu confesso ter me apaixonado por todo o trabalho, do começo ao fim. Quem leu o review, percebeu o meu extase a cada faixa. Mas a qualidade e produção do álbum é impecável. Se você não ouviu, corre no Spotify e ouve. De tanto que eu ouvi, consegui viciar meus amigos também e que ficaram impressionados.

Eu amo: Firestorm, Somebody To Love, Up for Air, You Are Unstappable…
Música delicinha: Out Of Body Experience

2º – Cry Baby
Melanie Martinez
Estava cansado de Florence, Lana e Marina… Exausto! Aí surgiu Melanie Martinez e eu fiquei com mais preguiça ainda. Aquela aparencia de um “bebê” dela me deixava irritado e criei um bloqueio conta ela. Todo site, página, rede social só falava dela. Só teve uma solução: aceitar!! Depois de muito torcer o nariz pro Gabriel (meu amigo e colaborador do blog) até um dia ouvir o álbum de cabo a rabo e ficar preso na atmosfera criada. Claro que não foi de primeira, mas me envolvi com os instrumentos, digamos, exóticos de suas músicas. Que delicia, fiquei encantado. E é um dos únicos que ouço inteiro sem querer mudar de música. Não sei que macumba ela fez, mas amei muito esse trabalho.

Eu amo: Carousel, Dollhouse, Cry Baby, Sippy Cup, Pity Party, Soap…
Música delicinha: Pacify Her

1º – Emotion
Carly Rae Jepsen
Socorro, que álbum é esse? Meu Deus!! Sou apaixonado em TODAS as faixas. Que delícia de vibe.. pop genuíno e o melhor: com sintetizadores e pegada 80s. Chego a ser chato né? Mas vocês não tem noção do quanto eu amo essa batidinha mais forte das baterias e esses instrumentais mais agudos. E vamos combinar que ninguém esperou que a Carly iria “vingar” desde o seu viral hit Call Me Maybe e está aí, um dos melhores do ano. Quando saiu I Really Like You eu amei no mesmo momento e torci muito para ela bombar novamente. Mas passou meio despercebido mesmo tendo Tom Hanks e Justin Bieber no clipe, aff. Ai ela veio com All That como single e eu quis morrer. Já ia a enterrar, quando o álbum saiu e foi amor a primeira “ouvida”. Que perfeição!! A voz bem suave dela a sonoridade pop do álbum nos faz ouvir sem perceber que acabou. Mas não tiro o merecimento ao timaço que ela juntou para esse álbum. Só alto escalão, tipo Greg Wells, Josh Ramsay, Ariel Rechtshaid e os hitmakers Greg Kurstin e Shellback… e até a Sia botou o dedinho dela. Digamos que Emotion foi o 1989 de 2015.

No mais, só deixo aqui o meu registro desse trabalho que precisa ser glorificado de pé!! Parabens Carly!! Obrigado por não desistir… mas na próxima vê se acerta nos singles 😀

Eu amo: Run Away With Me, Emotion, I Really Like You, Gimmie Love, Boy Problems, Making Of the Most The Night, Your Type, LA Hallucination, I Didn’t Just Come Here To Dance ?…
Música delicinha: Warm Blood


DESTAQUE: BANG
Anitta
Sempre fui mais ligado ao pop internacional e nada que saía da nossa terra tunipiquim eu dava muita atenção. Mas aí surgiu Anitta com uma vontade de ser diva, que fez o dever de casa tão certinho que conquistou um espacinho na música brasileira. Só que a menina cresceu e se tornou potência. Sua notoriedade e musicas animadas que bombam em festas e shows pelo Brasil todo, conquistou o ouvido de gente que torcia o nariz (eu) e fiquei impressionado com o novo álbum todo. BANG é minha música favorita do ano todo, isso não é segredo, mas gostei que ela não se despreendeu do funk totalmente e ainda ouvimos a batida e alguns pontos de funk nas músicas. Fez um álbum pop que eu vejo todas as faixas na radio e nas festas tranquilamente. Todas com um apelo sexy e com uma batida dançante.

E seu video viral de Bang está bombando no mundo inteiro e já passou dos 75.000.000 (e contando) e conquistando mais fãs no mundo todo. Aceita que dói menos.. Anitta é a poderosa de 2015!!

Eu amo: Bang, Atenção, Parei e Gosto Assim
Música delicinha: Cravo e Canela

Sei que não citei Selena Gomez e nem Demi Lovato, mas foi que seus álbuns são maravilhosos mas não consegui me preender neles. O mesmo digo da farofagem da Ellie Goulding que fez um álbum só com faixas fillers. Queria ter dado mais destaque à Lana Del Rey, a Marina & The Diamonds e até Florence + The Machine, apesar de ser incríveis, ouvi pouco (quase nada no caso da Flo), deve ser por razão de eu estar a procura de coisas novas. Enfim, esperei ansiosamente por Rihanna que nos enganou o ano todo, porém nos deu a brilhante Bitch Better Have My Money. Achei que Grimes escorou muito no pop e o que a deixava interessante e diferente, sumiu e ela acabou parecendo uma Charli XCX loira. Amei os álbuns das drags Violet Chachki, Miss Fame e Alaska Thunderfuck!! Achei tendência o som da Allie X e estou esperando por mais exposição na mídia. A Banda Uó trouxe um álbum interessante e bem safadinho. Janet Jackson me fez dormir com o comeback dela. Queria ter amado mais o álbum das Little Mix, porém achei que faltou algo ali.

Menções Honrosas á:
Ariana Grande – Focus
Drake – Hotline Bling
Inês Brasil – Make Love
Karol Conká – Tombei
Tori Kelly – Should’ve Been Us

E para você?? Qual são os melhores deste ano??

Review: Madonna – Rebel Heart

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Rebel Heart
Nota: 5,0

    Artista: Madonna

    Álbum: Rebel Heart

    Gênero: Pop

2015 nem bem começou e o álbum que dominava o centro das atenções era o da rainha do pop, Madonna. Rebel Heart já vinha sido esperado desde o fim da MDNA Tour, onde Madonna já deixava rastros de que estava trabalhando com alguns dos produtores mais bombados do momento, entre eles Diplo e Aviici. Fato esse que começou a ser questionada sobre um novo trabalho e nada era confirmado. Usando sua conta no instagram, Madonna postava fotos que diziam sobre as faixas e algumas hashtags enigmáticas, como por exemplo #unapologeticbitch e #bitchimmadonna. Mas bastou uma demo cair na rede para que Madonna começasse a sua “era rebelde” muito antes do que imaginava.

Madonna sempre esteve envolvida com vazamentos de seu material, precisamente desde os anos 2000 (que me recordo) em que a música Music vazou na internet em uma qualidade baixa e porquíssima, mas mesmo assim quem tinha um computador com conexão naquela época podia ter a música ilegalmente. E quem a ouviu disse que Madonna simplesmente havia se superado e tanto que naquela década, a música nunca mais foi a mesma. Quando de fato Music foi lançada, o delírio dos fãs foi enorme e todo mundo queria ser musicalmente como Madonna, pois era novo e inspirador. Hoje, após quinze anos depois, Madonna foi exposta e do pior jeito que podia: todas as suas demos foram jogadas na internet e todo seu trabalho, que até então estava sendo trabalhado em detalhes, foi interrompido brutalmente e o feedback da rainha começou a vir daquele material não finalizado. E infelizmente, ninguém quis seguir seus passos e nem ouve muito delírio. Apenas caras entediadas e vozes debochadas.

Muitos dizem que o vazamento das faixas foi jogada de marketing para Madonna medir como as faixas soavam e a resposta de cada uma, pois já é tradição que todo álbum que Madonna pretende lançar, suas músicas sempre caem na rede muito antes do lançamento oficial. O FBI encontrou o hacker que fez o vazamento do material e o prendeu, nos mostrando que a coisa parecia ser mais séria do que pensávamos. Mas de nada adiantou, pois já tínhamos ouvido às músicas e tudo que ela estava guardando para trazer como “a novidade”. A assessoria da cantora acelerou o lançamento e fez uma jogada de marketing rápida: colocou as seis primeiras músicas que já estavam finalizadas para venda online e tentar reverter o prejuízo. Deu certo! Porém, para o azar de Madonna, um mês antes do lançamento o álbum vazou INTEIRO na internet e nem preciso dizer que a “internet” não esperava por isso.

Ouvi o álbum desde então e depois de muito ouvir, pensar, analisar, reanalisar e enfim concluir minha opinião, deixo aqui o que achei de cada uma e uma conclusão de todo o trabalho. Fico feliz que vocês tenham me pedido esse review, e peço que o leiam com bastante carinho, pois apesar de extenso, creio que vocês vão se divertir bastante.

Vamos lá?

Madonna

Living For Love foi a melhor música para começar o álbum e toda a nova era de Madonna. Aqui ela já começa a dizer que desprendida de tudo, ela vai seguir em frente e apenas viver por amor. Pra meio entendedor, meia palavra basta não é mesmo? O que me deixou mais admirado nessa música foi toda a produção envolvida, inclusive Diplo que saiu de sua zona de conforto e deixou o estilo “Major Lazer” de lado e criou um hit que varia de estilo e mostra quanto esse trabalho está renovado. O coral ao fim, finaliza a faixa house com aquela sensação de querer ouvir mais uma vez e sair dançando. Coladinha com Living For Love vem Devil Pray, que vem com uma pegada acústica e nem precisa muito pra saber que é uma produção assinada por Aviici, que deixa sua marca em todo o Rebel Heart. Confesso que apesar de estar cansado das produções dele, quase não percebo que foi ele quem a produziu, pois a faixa varia em filtros e alguns sintetizadores mais polidos. E sim, Madonna quer fazer o diabo rezar…

Posso chamar Ghosttown de baladinha? Linda e intensa, mas ao mesmo tempo elétrica, a faixa produzida pelo hitmaker Billboard não deixa a desejar e faz com que o refrão nos faz cantarolar com uma batida que Madonna fez questão de ter, para não esfriar tanto o clima do álbum até então. Falando sobre amor, a rainha faz um convite à sermos apenas duas almas em uma cidade fantasma. Mas a vibe reggae e o estilo próprio de Diplo toma conta quando Unapologetic Bitch chega. Como esse álbum é uma outra reinvenção de Madonna, é claro que ela iria se experimentar e lançar algo com a pegada reggae e nos fazer dançar ao mesmo tempo. E todos já estão avisados que apesar de as vezes soar meio narcisista, ela é uma “garota orgulhosa” que não pede desculpas e se arrepende. É o típico: “Vocês vão ter que me aceitar assim”.

Illuminati começa barulhenta, sem sentido e citando um monte de gente dessa geração que a mídia adora dizer que é Illuminati. E bom, isso é irrelevante até então, até porque Madonna só quer causar e fazer referência a eles todos, assim como fez em sua épica Vogue. Escrita e produzida por Kanye West, era certeza que essa música teria uma pegada eletrônica mixada ao rnb renovado que ele vem produzindo. “Querida, eu sou Madonna!” Bem, é essa mensagem que a rainha do pop quer passar em Bitch I’m Madonna, pois ela pode ser o que você quiser, até porque ela é a Madonna. Junto de Nicki Minaj, essa faixa me chama a atenção pois é uma produção genuína do Diplo e soa comum. O que destoa um pouco é a referência do “bubblegum dance” onde Sophie influenciou e deixou tudo que Diplo fez, soar o refrescante ao máximo. O feat. de Nicki é a cereja do bolo, mas as vezes eu prefiro bolo sem cereja, viu. Amo a Srta Maraj, mas essa parceria devia ter ficado no MDNA.

Hold Tight é uma das minhas favoritas, e não sei nem porque me identifiquei tanto com essa faixa, desde que eu sempre gosto mais das faixas barulhentas. Nessa música de motivação, Madonna só diz pra seguir em frente que tudo vai dar certo. E bom, existe mensagem de superação mais simples e melhor do que essa? Sim! Joan Of Arc, que é outra que eu amo desde que as demos vazaram e que se manteve o mais idêntica à vazada, continuando acústica e ganhando uma batida mais animada no refrão. “Até corações de ferro podem se quebrar”, e com referências sobre ser uma heroína incompreendida como Joana D’arc, ela não quer ter uma conversa sobre seu relacionamento, mas diz que mesmo o mundo caindo ela irá se reerguer. Imagina começar uma música com um verso polêmico de Mike Tyson? Sim, eu me arrepio com a ousadia de Madonna em colocar ele em uma música, quando na verdade ela já é a rainha de tudo isso. Iconic vem com aquela pretensão de falar em ser icônico e como ela mesma disse, Rebel Heart é um trabalho autobiográfico e a todo momento ela citará sobre sua vida e carreira. E vamos combinar que se fomos revisar toda a história pop, 50% dela será sobre a camaleoa que Madonna se tornou, ok? Chance The Rapper faz sua participação com um rap onde só complementa o que a música já frisou, até porque não basta ser uma super estrela… tem que ser inesquecível e ser um ícone!

Madonna

HeartBreak City chega apenas com uma voz incrível e um piano intenso com uma declaração dizendo: “Me cortou ao meio, me machucou um pouco… Você disse que eu era sua rainha. Eu tentei te dar tudo e agora você quer sua liberdade.” Sim, HeartBreak City é uma música sobre fim de relacionamento e como se fosse um acerto de contas. Madonna enfatiza que está em uma cidade dos corações partidos e que não é um lugar muito bonito. Uma balada impecável e na medida. É bom ouvir Madonna sem todos aqueles filtros e distorções. Uma faixa que ela fez para todos que tiveram seu coração partido. É o momento fossa do álbum. Mas não dura muito, pois em seguida vem Body Shop que se destoa de todas as músicas desse trabalho e nos faz lembrar da época em que Madonna fez “Hey You”. Apesar de não ser uma faixa que eu não ouço muito, Body Shop tem como base um banjo muito tímido e ao refrão uma batida que já estamos bem familiarizados. A faixa traz uma paz e nos prepara para o furacão que vem a seguir.

Provocativa e indecente, Madonna não está nem aí e vem trazer o assunto a tona mais uma vez. Com Holy Water, a rainha faz referências ao sexo e diz que apesar de sagrado, nada disso tem gosto de água benta. Escrita por Natalia Kills, a faixa tem algumas características de seus trabalhos. Outra alfinetada que Madonna dá nessa música é sobre as supostas rainhas que aparecem em seu caminho, querendo tomar seu “pódio” e que infelizmente, algumas coisas que ela tem (como talento) não se compra em lojinhas. Bem isso.. Essa mulher está impossível!

Inside Out parece ser uma faixa dos anos 80 que ganhou uma nova roupagem em 2015. Mas não é. A faixa produzida por Mike Dean é cheia de sintetizadores e passagens com base no hiphop que a deixam com uma cara renovada e com um vocal filtrado do jeito que Madonna adora e se garante. Wash All Over Me vazou junto de Rebel Heart, e desde então tinha outra produção. Para a versão finalizada, a música deixou a estrutura eletrônica e remixada para se tornar uma faixa mais calma, apenas com uma bateria que lembra aquelas bandinhas. E fiquei bem chateado, pois a faixa que era feita para dançar, se tornou uma balada morna e repetida. O que salva a seqüência é Best Night que é mais uma da parceria de Toby Gad, Madonna e Diplo. Envolvente, a faixa não é a melhor do álbum como outros hinos, mas o refrão que tem uma influência de uma cítara e nos remete ao ocidente é sensacional. A citação “Se renda ao prazer” me fez lembrar da era Erotica, onde Madonna não poupou na sensualidade e nos incita a fazer parte dessa noite que será a melhor de nossas vidas.

Veni Vidi Vici vem em forma de dobradinha, pois novamente é uma produção do trio queridinho do Rebel Heart. Toda integrada na batida do hip hop atual, Madonna vem contando um pouco de sua história. “Eu era destemida e tinha um sentimento que eu não posso explicar. Não ouvi o que as pessoas disseram. Vim, vi e venci”. Fazendo várias referências a suas músicas, Madonna nos leva a uma faixa constante e com uma batida ora electro, ora rnb. O rapper Nas complementa a música com um pouco de sua vida em um rap bem interessante, dizendo “Minha vida não pode ser comparada a de ninguém.” e mostrando que também venceu nessa vida.

E lá vem Madonna falar sobre seu assunto favorito! S.E.X. é sexy, claro! Falando sobre o que o seu parceiro deve fazer no ato, Madonna sugere que ele segura as mãos nela e tenha uma má atitude até então. Não tem como explicar, é Erotica com Bedtime Stories: “Sexo.. o que você sabe sobre sexo?” Depois de pegar fogo em S.E.X., Madonna quer que você se sinta arrependido e nos joga na cara com Messiah, uma balada onde ela diz que será sempre fiel, “Eu serei a noiva que é casada pela vida inteira”. Uma faixa que termina com batimentos cardíacos e finaliza com “Eu vou lançar um feitiço que você não pode desfazer, até você acordar e descobrir que também me ama.” Bom.. já não dá pra entender muita coisa. As vezes não dá pra levar a Madonna tanto ao pé da letra.

E enfim ela, a faixa título, REBEL HEART: Que fim trágico essa faixa levou! Quando Rebel Heart vazou na internet, foi amor a primeira vista. Claro que fiquei com receio no começo, mas por fim já estava viciado. Tinha uma batida electropop e com uma referência do pop sueco, tanto que jurei ser produzido pelo Aviici, mas na verdade é uma produção do também sueco, Magnus Lidehall. Quando saiu a versão final no cd, eu quis morrer. Eu até entendo a raiva que Madonna sentiu quando todas as músicas vazaram na internet sem ser finalizadas, mas custava deixar Rebel Heart do jeito que era? Enfim, para aqueles sortudos que não a ouviram, a faixa nada mais é que mais uma música nos moldes do Aviici e que já estamos saturados de ouvir. Beautiful Scars é outra que Madonna podia ter deixado de fora nessa versão finalizada. Com uma produção bem íntima e parecendo deep house, a faixa perdeu sua identidade que havia na demo, que na minha opinião soava muito mais a cara do Rebel Heart. A faixa ficou linda finalizada e super futurística. Me lembra muito da era disco e com uma pegada do Daft Punk. Mas eu iria gostar mais dela pop como era na versão vazada.

Queen é excelente, com uma produção impecável que tanto os arranjos quanto os vocais fazem da faixa ser uma das mais notáveis em questão de produção. Mas infelizmente não soa comercial em nenhum momento. Só consigo a imaginar em alguma trilha sonora de algum filme. Vem para mostrar que o álbum está acabando e sendo finalizado. Borrowed Time é uma produção de Aviici e podemos ver que o violão está de volta. Só que com um refrão fraco e nada memorável. Nem vou dizer que a demo é melhor pra não ficar chato, mas é que já que vai ter Aviici, que tenha a farofinha que ele faz né. Graffiti Heart é aquela música que Madonna tentou passar uma mensagem, mas nesse ponto ninguém se importa mais. O refrão tem uma batida intensa e elétrica, impossível não se render. Dá a impressão que essas últimas músicas do álbum só entraram porque a Madonna já tinha feito mesmo, não vejo novidade e nem comprometimento nelas. Estão ali só por estarem.

De repente um choro de criança com autotune invade o seu ouvido. É apenas Autotune Baby, outra música que Madonna vem trazer pro seu Rebel Heart. A necessidade de algo novo era tanto, que ela conseguiu pelo menos chamar nossa atenção em uma música ruim como essa. Me poupe, eu adoro o conceito mas me irrita um pouco essa criança berrando na minha cabeça. É como se a rainha estivesse mandando um recadinho pras “novinhas” que na verdade são todas bebês com auto tune. Mas a própria Madonna é uma das que abusa do recurso. Irônico!? Icônico! Rs

E pra finalizar com chave de ouro, Addicted que sim, é uma música que funciona como imã e quando você a ouve, dá vontade de ouvir o Rebel Heart todo novamente. Jogada de mestre? Talvez sim, pois é uma das que mais gosto. Madonna fala de quando se está em um relacionamento em que você fica viciado na pessoa e não quer abrir mão dela de jeito algum, mesmo ela partindo o nosso coração. No caso, nosso coração rebelde.

Madonna

Como disse, esse review precisava ser analisado e escrito com detalhes. Eram muitas músicas e muitos sentimentos, não dá pra simplesmente ignorar todo o trabalho que Madonna teve em preparar mais uma obra prima. No facebook o que mais vejo, são as insatisfações das pessoas com o Rebel Heart diante às demos que vazaram, tanto que alguns arriscam dizer que elas, os rascunhos, soam melhores que o álbum todo finalizado. E eu acho isso muito infeliz, pois assim como eu, preferir uma ou outra é até aceitável, mas desdenhar o trabalho todo é injusto.

Creio que Madonna preza que suas músicas soem diferentes, mesmo trabalhando com produtores tão saturados e com materiais já muito gastos. A Rainha do Pop consegue transformar cada proposta deles em algo que seja dela! Com seu toque de midas, as músicas vão sendo lapidadas de acordo com seu gosto e que fiquem com sua cara. Madonna não está fazendo um trabalho comum, está esbanjando qualidade e aceitando riscos. Criando algo novo e surpreendente de algo que estamos cansados de ouvir. É arte.

Claro que o mercado fonográfico já não é o mesmo de que quinze anos atrás, quando tudo que Madonna trazia se tornava algo relevante. Hoje ela entra na onda dos nomes populares da música e os molda de acordo com o trabalho que quer, sempre com a autenticidade de refrescar o showbizz.

Já deixo aqui registrado que esse trabalho de Madonna merece cinco estrelas pelo todo o engajamento que teve. Óbvio que eu não presenciei, mas imagino por ser fã e estar sempre acompanhando tudo que Madonna faz, cada trabalho que ela faz é sobre fazer história. Seja lá como, ela dá um jeito. Pois não existe outra que tenha feito um trabalho tão genuíno, moderno e percursor quanto Madonna. E também digo que se hoje existe tantas cantoras e espaço para cada uma brilhar, é porque ela preparou o terreno. Então se curvem à rainha do coração rebelde.

Review: Ariana Grande – My Everything

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Ariana Grande
Nota: 5,0

    Artista: Ariana Grande

    Álbum: My Everything

    Gênero: Pop

Antes de começar a ler essa resenha, gostaria que você soubesse que:

1) O FrutoProibido.Org nunca foi, e nunca será um portal sobre música com a obrigatoriedade de se manter imparcial ou de contar com especialistas no assunto. É um blog onde a nossa opinião prevalece acima de tudo. Você não precisa concordar, mas já fique sabendo que é o que, eu e meus colaboradores pensamos.

2) Quem acompanha o blog sabe muito bem que sempre postei essas resenhas com o intuito de, apenas, compartilhar minha opinião e criar debates sobre as postagens. Não sou formado em música e divido o que sinto ao ouvir os trabalhos de meus artistas favoritos.

3) E pra finalizar, não recebi nenhum feedback negativo sobre isso, mas estou preparando vocês para essa postagem sobre o álbum novo da Ariana Grande, que não me agradou como um todo. Leia abaixo e saiba por quê.

Ariana Grande não é uma diva. Ainda! Mas canta como uma e vende como dez. Conquistando fãs com uma facilidade incrível, a menina pode até ser nova no showbizz, mas acredito que seu “balacobaco” é tudo que já estamos cansados de “ver” em outros nomes consagrados.

Incomodando com seu visual cansado, Ariana é chamada de cópia por uns e outros; mas é impossível não a chamar de pequena notável. De mansinho conquistou seu espaço e fez jus ao seu sobrenome: com um timbre poderoso que espanta as adeptas do playback e autotune.

Bom, já havia ouvido Ariana Grande de seu primeiro trabalho e confesso que não havia achado nada de especial. Para mim soava mais um álbum rnb de uma Mariah qualquer. O destaque veio quando seu nome começou a ser associado com a loira queridinha do momento: Iggy Azalea. Um dueto entre as duas sairia em alguns dias e até parecia ser algo interessante.

Quando tocou “Problem” pela primeira vez em um show da Ariana, um fã gravou a apresentação e no mesmo momento colocou no youtube. Pirei quando ouvi. Não que desse para ouvir muito da música, mas o que dava para ouvir, soava com uma batida pop dance diferente. Após algumas semanas o single saiu e uma porta se abriu para Ariana Grande.


Seu nome rodou o mundo e caiu nas graças de muita gente. A música alcançou o #1 em diversos países e se deu bem, ficando em boas posições rendendo às duas cantoras uma repercussão gigantesca. Só se falava em “Problem”. Só se cantava “Problem”. Concluí que Ariana merecia uma chance, pois saiu de sua zona de conforto e foi parar diretamente nas pistas de dança.

“Ari” não podia ficar presa em “Problem” e aproveitou a onda do mar para pescar mais peixes. Produzida pelo top Dj Zedd, “Break Free” foi lançada na internet e o resultado foi estrondoso. Uma mistura de pop com synth e um dub, fizeram com que aqueles que não tinham se rendido a Ariana, dançarem freneticamente. A faixa teve um desempenho tão bom que ganhou um clipe. Não o melhor da história pop, mas um dos mais decepcionantes. Teve gente que gostou, mas…


Enfim, depois de dois hits esmagadores, eu na minha inocência esperei que seu álbum fosse uma continuação das músicas anteriores e para minha surpresa, não foi. Ouvi o álbum todo esperando mais músicas pop dançantes e menos músicas que me fizessem querer mudar de faixa. Ficamos empolgados com o início do álbum e depois da faixa 5 a empolgação vai se acabando e se tornando em um momento aconchegante.

“One Last Time” é uma baladinha certeira. No ponto! Essa fórmula funciona e com uma letra intimista. O refrão tem uma batidinha pop que gruda. Assim como na seguinte, “Why Try” que é o pop que tem uma pitadinha do rnb, mas o teclado bem intenso toma conta. O timbre está perfeito e com um tom que ora está grave, ora está agudo. Destaco também “Love Me Harder” por ser outra faixa que devia ter sido replicada pois começa tranqüila e explode com um refrão hipnótico.

“Best Mistake” é excelente. Se não tivesse tanta referência pop, eu até diria que é um rnb contemporâneo. O feat. de Big Sean só complementa a canção porque ela está tendo um relacionamento com ele, senão eu iria dispensar. Assim como “Just a Little Bit of Your Heart” e “My Everything” que apesar de obterem o máximo do potencial vocal de Ariana, não me impressionam como um todo. Não me deixa com nenhum sentimento de novidade.

“Be My Baby”, “Hands On Me” e “Break Your Heart Right Back” são faixas de segurança. São aquelas músicas que Ariana fez no primeiro álbum e que agradou. Mas não tiro o mérito delas, pois são o ritmo quente que o álbum precisava para cortar a atmosfera pop eletrônica. É como se fosse um balde de água fria, mas no bom sentido.


Concluo essa resenha admirando muito o talento de Ariana Grande e que achei algumas músicas interessantes, outras nem tanto. Admito que queria mais Problem e menos Be My Baby. Com o passar do tempo posso mudar de ideia, até porque tem dias que a gente quer dançar, e tem dias que queremos deitar na cama e ouvir Adele enquanto chove lá fora. My Everything pode ser tudo de bom pra Ariana, mas pra gente vai ficar sendo um my more or less, my playfair ou até mesmo, my lucky day. Enfim… temos um Problem a menos para enfrentar…

#TGIF: cinco melhores da semana I

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Todo mundo curte bastante as músicas novas que posto aqui e me pedem muito no twitter para apresentar mais e mais.
Daí como toda semana estou com novidades, resolvi reunir as cinco melhores e postar na sexta, para que todos ouçam e dêem aquele gás no fim de semana. Não irei por os links para download, mas nada que uma googleada básica não resolva né?

Espero que gostem das minhas sugestões.

Kelis está voltando e liberou a faixa Jerk Ribs para download gratuito no seu site. E claro, que ela a música é divina!! É suave e cheia de gingado.


Katy B está com seu cd prontinho e esperando a data pra lançar, mas enquanto isso a Crying for No Reason está sendo repetida várias vezes no meu player. Começa midtempo romântica e aos poucos se torna uma batida eletrica.


Love Only Leaves You Lonely da já conhecida Paloma Faith marca presença por sua voz calma e marcante, as vezes até penso que é a Duffy, e devo destacar o refrão. Para os amantes do soul, essa faixa vai chegar no coração.


Kylie Minogue mudou de gravadora e assinou com Jay-Z, mas a musicalidade da loira continua dançante e do jeitinho que a gente adora. Into the Blue tem a pegada que Kylie chamou de sua e embalada por um piano faz a gente dançar bem calminho. O clipe ainda não foi lançado, mas o lyric video é lindo!!


Para finalizar o post, fecho com Colbie Caillat< que deixou a vibe surf e veio pro pop rasgando tudo com Hold On que é pra mim, a melhor dela. O refrãozinho chiclete faz a música ter algo diferente, apesar de ser um pop que a gente ouviu muito. O clipe também é muito legal.


No iPod: Lea Michele – Cannonball

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Lea Michele

Lea Michele me encanta desde a primeira temporada de Glee, onde a mocinha Rachel Berry deseja ser uma estrela e fazer do coral da escola um espetáculo que toda diva tem direito. Sua personagem nada sexy e com uma voz poderosa conquistou muita gente que até então, torcia o nariz para a série. E a nossa admiração pelo potencial de Lea só aumentou e imaginem a minha felicidade quando ela disse que lançaria um álbum solo? Pirei! E fiquei aguardando muito tempo, até que em 2013 foi confirmado o álbum e lançado um single esmagador!

Cannonball foi a escolhida para abrir os trabalhos e fez bonito! Com composição da nossa hitmaker favorita Sia e Benny Blanco, a música fala sobre querer mudar de vida, tomar novas decisões e se entregar. E a produção impecável ficou com o duo norueguês Stargate que é responsável por 80% dos hits que estão no #1 da música atual. Libertadora, a música já está conseguindo boas posições nos charts e em breve será lançado o clipe. Se você não ouviu, não perca mais tempo e ouça logo!

Seu álbum de estréia chamará “Louder” e já está finalizado, apenas aguardando para ser lançado em fevereiro do ano que vem! O álbum contou com um time poderoso nas composições, a começar Sia Furler, Chantal Kreviazuk, Benny Blanco e a talentosa Christina Perri. Se depender deles, Louder não vai ser esquecido fácilmente!
Algumas faixas do álbum foram dedicadas ao seu namorado Cory Monteith, que morreu esse ano por overdose. Uma linda homenagem, né?

Boa sorte Lea!
Estamos juntos nessa nova fase, e por favor: voe!

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