Bau Pop

A Rhythm Nation de Janet Jackson

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Janet Jackson

O ano era 1989 e Janet Jackson lançava uma relíquia intitulada ‘Janet Jackson’s Rhythm Nation 1814’. Eu me lembro da primeira vez que escutei o álbum, e pensei: “o que é isso?”. As melodias eram completamente diferentes do que eu já tinha ouvido, pareciam remixes com batidas fortes e alguns vocais distorcidos. Sensacional!

Todo esse som era uma mistura do new jack swing com o R&B, que mais tarde se popularizaria com o disco Dangerous, do seu irmão, Michael Jackson. As letras – na primeira parte do álbum – falam principalmente sobre injustiças sociais. Racismo e até capitalismo são tratados e colocados de uma forma para que todos possam compreender (alguns exemplos: Rhythm Nation, State Of The World e The Knowledge). Já na segunda parte quando Janet diz: “Get the point? Good, let’s dance!”, você sabe que não conseguirá ficar parado (Miss You Much, Alright e Black Cat exemplificam isso)! E para fechar com chave de ouro, somos presentados com três lindas baladas: Lonely, Come Back To Me e Someday Is Tonight. Inclusive Come Back To Me fez muito sucesso no Brasil.

Uma música em especial, Escapade, merece uma atenção maior. É a melhor música do álbum, e com certeza uma das melhores da carreira da cantora. Ela contém sintetizadores bem sonorizados e uma letra fofinha.

O sucesso de Rhythm foi tão grande, que ele foi considerado o álbum do ano, colocando sete músicas no top 5 da Billboard, e vendendo mais de 15 milhões de cópias mundialmente.

Se você está à procura de um bom som, lhe recomendo este CD. Cada música é única, valendo a pena rodar pelas vinte faixas!

E como Janet bem diz: ‘Nós fazemos parte da NAÇÃO DO RITMO’!


Janet Jackson’s Rhythm Nation 1814 (1989)
1. “Interlude: Pledge”
2. “Rhythm Nation”
3. “Interlude: T.V.”
4. “State of the World”
5. “Interlude: Race”
6. “The Knowledge”
7. “Interlude: Let’s Dance”
8. “Miss You Much”
9. “Interlude: Come Back”
10. “Love Will Never Do (Without You)”
11. “Livin’ in a World (They Didn’t Make)”
12. “Alright”
13. “Interlude: Hey Baby”
14. “Escapade”
15. “Interlude: No Acid”
16. “Black Cat”
17. “Lonely ”
18. “Come Back to Me”
19. “Someday Is Tonight”
20. “Interlude: Livin’…In Complete Darkness”

Carlos Paranhos
Um futuro jornalista de 18 anos. Pisciano fascinado por cinema, música, e arte pop em geral. Tentando ser a mudança que quero ver no mundo.

3 Words: Cheryl é demais

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Cheryl Cole

Estava eu fuçando em meus cds e achei em um mp3 o primeiro álbum solo da Cheryl Cole, que era integrante da única e inesquecível Girls Aloud. Na época eu não a conhecia muito e só baixei por indicação de um amigo que estava falando muito bem dele. O álbum se chamava “3 Words” e gostei muito, logo na primeira vez que ouvi. E aos poucos fui ouvindo e tentando saber quem era Cheryl Cole. Mais pra frente eu me apaixonei pelo Girls Aloud e daí aqui estou.

Enfim, 3 Words é um álbum pop eletrônico que fez muito sucesso em terras britânicas pois Cheryl é bem conhecida por lá. Participar do juri do X Factor fez com que sua fanbase aumentasse consideravelmente, pois todo mundo sabe quem sempre foi a queridinha do Girls Aloud né? rs Mas Cheryl foi atrás de seu sucesso solo e trouxe um álbum redondinho e cheio de músicas boas. E ela deixou a produção do álbum toda nas mãos de Will.I.Am que naquela época não era tão farofa e fez um trabalho de respeito. Para mim é o melhor trabalho de Will em produções, pois o álbum todo conversa e as faixas são ótimas para ouvir em qualquer ocasião. O que me irrita é que mesmo se a faixa não tem o “featuring” escrito o nome dele, ele está lá fazendo algum verso ou coro.

Mas uma coisa eu não posso reclamar: a mulher arrebenta! Canta e dança demais… e sem contar o quanto ela é linda. Eu fico babando, sério. Ela nem é muito grande mas ela exala poder e sedução. E não ia ser diferente em suas músicas e videoclipes né? Para começar, a música de maior sucesso do álbum, “Fight For This Love”, que com certeza você ouviu lá em 2009.

Alem de “Fight” foram lançados mais dois singles, “3 Words” e “Parachute” esse último teve um clipe que é um dos meus favoritos. Das músicas favoritas, “Rain On Me” e “Heaven” que são muito pop e destaco “Stand Up” que foi composta por Taio Cruz e é uma club banger que não dá pra ficar parado. E o feat do Will.I.Am nessa é indispensável, pois ficou muito legal ele dizendo “Ok Cheryl, last dance!”.

Bom, a dica foi dada! Procure um site de ouvir música que você goste e ouça esse álbum. Eu amo e espero que vocês também gostem e o tirem do baú de vez em quando.

Cheryl Cole – 3 Words (2009)
1. 3 Words (feat. Will.i.am)
2. Parachute
3. Heaven (feat. Will.i.am)
4. Fight For This Love
5. Rain On Me
6. Make Me Cry
7. Happy Hour
8. Stand Up
9. Don’t Talk About This Love
10. Boy Like You (feat. Will.i.am)
11. Heartbreaker

Confissões na pista de dança

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Madonna

Hoje para o BAÚ POP resolvi postar o álbum que comecei a olhar para Madonna com outros olhos. Pra falar a verdade eu não tinha conhecimento algum sobre quem era Madonna, pois a conhecia apenas com Like a Virgin, Music e Hollywood e ouvia esporadicamente quando tocava em alguma rádio ou passava algum clipe na tv. Lembro que em 2005, quando eu tinha 14 anos, ouvi Hung Up pela primeira vez na Jovem Pan e fiquei extasiado, a música me chamou a atenção e gostei da musicalidade. Depois de uma semana fui a uma loja e olhando alguns cds, vi o Confessions e na hora comprei. Lembro que ouvi bastante e a cada vez q ouvia me apaixonava mais. Não sabia explicar, mas a partir daquele momento conheci Madonna.

Até no presente momento, Confessions on a Dance Floor é meu álbum favorito dela e acho que o mais completo e coeso. Com uma pegada oitentista futuristica, eu simplesmente amo cada faixa por ser tão únicas. Por não haver pausa, o cd tocou muitas vezes sem que percebesse em que música estava. No começo eu ouvia apenas as que gostava ou as que tinha clipe, mas lembro que depois de um ano voltei a ouvi-lo inteiro. Trabalhava ouvindo, dormia ouvindo e ficava no computador ouvindo. Virou um vício. Nada mais justo que postar esse álbum como uma relíquia e obra prima!

Famosa por se reinventar, Madonna estava cansada do estilo pop que vinha seguindo e das críticas políticas presente em suas músicas. Decidida a se divertir, Stuart Price foi escaladoo a ajudar a rainha do pop e a fez voltar toda saudosista trazendo a discoteca para seu novo álbum que foi o divisor de águas em sua carreira. Mais jovem do que nunca, Madonna aparece toda em forma num maiô rosa se exercitando num estúdio de dança. No fim, ela está se acabando numa pista de dança. Veja:

Esse álbum tem vários hits, alem de Hung Up, temos Get Together, Sorry e a energética Jump. Outras que merecem atenção são I Love New York e How High. Bom, eu amo todas, mas se você não conhece o álbum estará muito bem servido com essas. Confessions foi um álbum que resgatou Madonna de um flop, pois a produção pesada e raivosa apresentada em American Life fez com que a rainha fosse ignorada. A má recepção do álbum refletiu nas vendas e foi um passado doloroso em que Madonna preferiu esquecer com vitória, já que o Confessions teve suas vendas totais estimadas em doze milhões de cópias e sendo o sexto álbum mais vendido no mundo em 2005.

Com mais um Grammy para sua coleção, a Material Girl investiu fundo no pop eletrônico e não passou despercebida. Prova essa que até hoje suas músicas tocam em festas e festivais. O álbum foi uma releitura de seus sucessos antigos e muitas músicas há trechos e sonoridades que lembram algumas músicas dela, como Bordeline por exemplo. Stuart Price também usou e abusou de refências, entre elas Daft Punk, Pet Shop Boys, Depeche Mode e o supra sumo e incrível sample de Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight) do lendário ABBA.

Resumindo: meu álbum favorito entre todos. Ouve logo!

Madonna – Confessions on a Dance Floor (2005)
1. Hung Up
2. Get Together
3. Sorry
4. Future Lovers
5. I Love New York
6. Let It Will Be
7. Forbidden Love
8. Jump
9. How High
10. Isaac
11. Push
12. Like It or Not

Anahi: meu delírio

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Anahi

Desde que fiquei sabendo que Rebelde voltaria a ser exibida no SBT, me enchi de nostalgia e lembrei o quanto adorava a novela, a banda e principalmente, a Anahi. E depois que a banda anunciou o fim, eu comecei a seguir a carreira solo da Any e hoje no Baú Pop vamos desenterrar o primeiro álbum solo pós RBD dela.

Eu sempre amei a cultura latina e várias cantoras latinas também. Mas entre Belinda, Paulina Rubio, Thalia, Shakira, Jennifer Lopez, Anahi sempre teve um lugarzinho maior em meu coração. Lembro que comentei sobre ela algumas vezes aqui no blog, e fiz um reviewzinho do álbum e não mudo minha opinião, aliás, só acrescento. Anahi não dormiu no ponto e como sempre foi a mais talentosa do grupo, já tinha várias músicas compostas e isso acelerou o processo da gravação, saindo na frente de todos os companheiros rebeldes.

Para iniciar a nova fase, Anahi lançou Mi Delirio como single e vamos combinar, a música é muito boa e rendeu bons frutos, pois ela divulgou a música bastantes vezes, inclusive vindo ao Brasil. Me lembro que quando o vídeo foi lançado, causou um choque, literalmente. Any aparece louca em um hospício e é submetida a um “tratamento” com direito a medicação, camisa de força e choque elétrico. Apesar de obscuro, a critica caiu em cima e simplesmente não aceitava o conceito de que um louco tem seus surtos sim e que um delirio desse potencial não tem nada mal, até porque eles queriam se divertir. E se tudo não passou de um sonho? Dai um ano depois Lady Gaga vem com Bad Romance e todo mundo ama. Quem entende? Enfim, veja o vídeo:

Para seguir a divulgação, Anahi escolheu Me Hipnotizas como seu segundo single e que fez muito mais sucesso que Mi Delirio, sendo a sexta música mais tocada nas paradas mexicanas. O clipe é bem breguinha e quase todo em chroma key, e meio lúdico. Ao mesmo tempo ela é ninfa, é egipcia, gangster e toda cheia dos poderes. Viagem.

Quiero é a segunda música do álbum e eu a classifico como 2ª faixa é sempre boa! E por dó, Anahi a lançou e fez um clipe bem romantico. Mas a faixa é uma gracinha e lembra muito o RBD.

O álbum em questão é todo pop eletrônico com pitadas latinas, e a voz doce de Anahi combina com as batidas ora enérgicas, ora tranquilas. Gosto muito de Mi Delirio pois ele foi lançado na época em que só se ouvia as frenéticas Poker Face e Single Ladies e um álbum latino veio para dar um respiro entre tanto pop chiclete. Hasta que llegues tu é uma boa pedida para quem amava o RBD e está acostumado com a essência pop rock. Mas destaco aqui que nem só de pureza vive uma cantora, por isso as faixas mais sexys não ficam de fora: Para qué, El Me Mintió e também tem Hasta Que Me Conociste que finaliza com chave de ouro, pois tem muita referência latina. Perfeito!

Anahi – Mi Delirio (2008)
1. Mi Delirio
2. Quiero
3. Qué Más Da
4. Hasta Que LLegues Tú
5. No Te Quiero Olvidar
6. Me Hipnotizas
7. Para Qué
8. Te Puedo Escuchar
9. El Me Mintió
10. Gira La Vida
11. Hasta Que Me Conociste

No iPod: Flatline – Mutya Keisha Siobhan

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Para quem é novo, Mutya Keisha Siobhan são apenas nomes estranhos na balada, mas pra galerinha oldschool Mutya Keisha Siobhan significa Sugababes.

Bom, quando se fala em girlgroups a gente sempre se lembra de Spice Girls, as percursoras de uma era picante e atrevida na história da música pop. Mas logo mais vieram as Sugababes, que contava com as inglesas Mutya Buena, Keisha Buchanan e Siobhán Donaghy. Elas eram sucesso no Reino Unido e atingiram bom desempenho com as músicas Overload, Run for Cover e New Year. Mas como todo grupo, o Suga não resistiu a muito tempo e logo Siobhan deu no pé querendo seguir carreira na moda. Heidi Range entrou no lugar e o barco seguiu. O sucesso foi estrondoso lá pela terra da rainha, mas também não durou muito pois Mutya ficou doente e teve que dar goodbye ao sonho pop. Outras formações do Sugababes foram colocadas a prova, mas nenhuma rendeu tanto como a inicial e desde então o nome do grupo beirou o fim, flopando até não poder mais. Triste fim? Que nada! O grupo continua em hiato mas MKS chegou.

Em 2012 as integrantes da formação inicial decidiram se juntar novamente para voltar, mas a antiga gravadora tem os direitos autorais do nome Sugababes e não quiseram o liberar para o trio. Pensando que iriam desistir, as meninas foram ousadas e se lançaram como Mutya Keisha Siobhan, que digamos tem muito mais impacto e soa novo ao invés de renovado.

O grupo chegou de fininho e com um “comeback” espetacular e vamos combinar que todo mundo ficou ouriçado quando disseram que essas três estavam junto novamente. E não demorou muito e a faixa Lay Down In Swimming Pools foi postada no soundcloud do produtor das moças e não agradou tanto quando deveria. Mas não foi por menos e Flatline foi postada e tomou conta da atmosfera toda e a gente só respirava essa música. Flatline virou o hit entre os fãs e não fãs do grupo.

A sonoridade não é tão alegre, porém é dramatica e impactante. O som oitentista da bateria predomina e faz juz a batida retrô com o britpop que as meninas já exploraram bastante. Sem contar alguns elementos R&B e dá a impressão que a música sobe e desce. Sensacional. Ouça e veja o clipe da música:

Vintage demais, o clipe é simples e lindo. Ótimo para não criar muitas expectativas e manter uma vibe saudosista. Estava esperando a Lana Del Rey aparecer do nada naquele carro dela…. hahaha

Mutya Keisha Siobhan estão animadas e preparadas para retomar de onde pararam. O single será lançado o dia 1 de setembro e o topo é o mínimo que estão querendo. Mas vamos torcer para que não termine tão cedo, pois estamos órfãos de girlgroups. O álbum de estréia/comeback ainda não foi divulgado e nem sabemos se virá nesse ano, mas vamos torcer para que tenha muitas Flatline, né?

Espero que tenham gostado da música e aguardem o novo FrutoProibido.Org.
Tá 50% pronto! :)

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