cd

Review: Kelly Clarkson – Piece by Piece

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Ariana Grande
Nota: 3,0

    Artista: Kelly Clarkson

    Álbum: Piece by Piece
    Gênero: Pop

Kelly Clarkson, uma das ex-participantes do American Idol que mais amamos, retorna. Depois de “Wrapped in Red” lá em 2013 (faz quase dois anos gente), ela voltou aos holofotes e mostra porque é uma das nossa artistas favoritas. Longe de grandes disputas como Lady Gaga, Madonna, Katy, Rihanna, Beyonce e afins, que hoje são as grandes do mundo pop e por quem os fãs se estapeiam.

O novo ábum, “Piece By Piece” é algo que esperávamos de Kelly. Na medida, delicioso de se ouvir e com boas amostras do poder vocal que sabemos que ela tem. Nada de extraordinário, mas sem dúvida um trabalho que não pode passar despercebido no mundo pop.

HEARTBEAT SONG: Foi o primeiro single e traz uma melodia gostosa com uma letra tão boa quanto. O clipe, por sua vez, fez jus à música. Não é algo conceitual ou uma super produção, mas cumpre o papel de ilustrar uma boa música.

INVENCIBLE: Batidas intensas da bateria, um pouco de violinos ao fundo e a voz da Kelly destacada sobre toda essa atmosfera quase lírica. Uma das canções mais poderosas do álbum, não tão deliciosa de se ouvir quanto o single, mas dá boa sequência.

SOMEONE: Então chegamos à terceira música do álbum e temos outra canção para mostrar poderes. Porém, diferente de “Invencible”, “Someone” chega com um proposta onde destaca mais a voz de Kelly com o instrumental não tão poderoso lembrando, me corrijam se estiver errado, “Because of you”.

TAKE YOU HIGH: A música já começa com algo que Taylor Swift abusou (e deu certo) no seu último ábum: sintetizadores. A música é um aumento no ritmo, porém sutilmente e tem um refrão poderoso. Não é, nem de longe, a melhor do álbum, mas cumpre o papel de manter a qualidade.

PIECE BY PIECE: Chegamos a canção que dá nome ao álbum. “Piece by Piece” completa a subida de ritmo iniciada em “Take you high” e traz uma balada gostosa de se ouvir, sem ser chiclete ao ponto de incomodar. Cumpre o papel de assinar o trabalho e mostra uma Kelly que sempre amamos sem medo de mostrar voz poderosa, mas também de saber manter o tom.

RUN, RUN, RUN: Sem dúvida minha favorita desse álbum. A canção é um cover da música do Tokio Hotel e tem a participação do John Legend. Não preciso dizer nada mais.

I HAD A DREAM: Chiclete, essa é a palavra que define “I Had a Dream”. Dá pra ver, na minha humilde opinião, um pouco da Kelly de “Breakaway”, não é uma música ruim, mas deixa a desejar depois de uma sequência de canções poderosas.

LET YOUR TEARS FALL: Deixe suas lágrimas caírem”, isso é direcionado aos haters de Kelly. Apenas isso.

TIGHTROPE: Então Kelly decide diminuir o ritmo novamente. Coloca um piano de fundo e mostra sua voz em uma balada linda de suave. Deliciosa.

WAR PAINT: De volta ao pop propriamente dito. “War Paint” traz sintetizadores, batidas animadas e uma canção digna, apenas. Uma sequência interessante para uma balada lenta como “Tightrope”, mas muito bem colocada.

DANCE WITH ME: Pop com voz poderosa e uma combinação que poderia ter dado errado, mas Kelly não deixou. O refrão é muito grudento, acredite, ainda estou cantando “C’mon and Dance With Me”, é claro que pode ser daquelas canções que você enjoa depois de três ou quatro vezes que escuta, mas por agora amei.

NOSTALGIC: “Nostalgic” me deixou exatamente isso: nostálgico. É uma canção muito Kelly início de carreira o que, obviamente, não é algo ruim, mas com a qualidade superior do álbum e uma Kelly Clarkson amadurecida e talentosa, “Nostalgic” fica um tanto perdida num mar com força suficiente para arrastá-la para o fundo.

GOOD GOES THE BYE: Não sei se sou eu, mas “Good goes the bye” está longe da qualidade do restante do trabalho. Parece que Kelly perdeu força na finaleira do processo e isso se refletiu na música que acaba se tornando maçante depois de um tempo escutando.

BAD REPUTATION: Kelly, amor, que cê fez? “Bad Reputation” teve uma sonoridade que não é ruim, mas, no meu ponto de vista destoou do restante do álbum e vir logo depois de “Good goes the bye” deixou as coisas ainda mais complicadas.

IN THE BLUE: Boa. Não é muito, mas é tudo que posso falar sobre “In the blue”, novamente fraca comparada a outras canções do álbum, mas não chega a ser uma música ruim. Ela quase encerra o álbum, mas não tapa os buracos de “Good goes the bye” e “Bad Reputation”

SECOND WIND: O álbum encerra com “Second Wind” e encerra bem apesar dos percalços do final. É uma balada com boa batida e Kelly exibindo sua voz em uma canção interessante, nada de extraordinário, mas ainda sim boa.

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Para concluir, Kelly sempre esteve fora do meio pop realeza, porém sempre foi lembrada por todos por seu talento e qualidade. O álbum está longe, convenhamos, de um Grammy e Kelly de ser tão lembrada e aclamada quanto Beyonce. Apesar disso, vejo um futuro tão bom para Kelly, não apenas por ser fã desde o início de sua carreira, mas porque eu gosto de ver o quanto algumas cantoras conseguem permanecer dentro daquilo que gostam e daquilo pelo que foram conhecidas fazendo ainda que isso lhes custe prêmios e/ou status.

Não me entendam mal, gosto de artistas que se reinventam e saem de sua zona de conforto, fato. O que não gosto são aqueles que perdem sua identidade para vender mais e Kelly não perdeu isso. Ela é se reinventou na medida e ainda assim manteve um brilho da Kelly que conhecemos após o American Idol e a qual amamos.

Review: La Roux – Trouble In Paradise

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Tropicaliente, Elly Jackson segue em frente e acalma nossa euforia com uma viagem no tempo, que ainda não fizemos.

La Roux
Nota: 5,0

    Artista: La Roux

    Álbum: Trouble In Paradise

    Gênero: Pop

Quando se fala em La Roux, o que vem na sua mente? Bom, na minha vem a imagem de Elly Jackson com um topete ruivo e rígido em um cenário futurístico e cheio de cores pastéis cantando a frenética “Bulletproof”. Foi assim que conheci o (até então) duo inglês que não demorou muito e dominou todo o universo indie underground, fazendo de seu primeiro álbum um sucesso entre os mais descolados. Com tal sucesso, o La Roux ganhou espaço na cena mainstream e aí foi um abraço. Todo mundo cantava loucamente os hits “I’m Not Your Toy” e “In For The Kill”.

Problemas pessoais, shows cancelados e incompatibilidade criativa fizeram com que o duo entrasse em conflito. O La Roux se separou e Elly decidiu continuar com o nome e seguir um novo horizonte musical. Cansada da batida oitentista e sintética de suas músicas, ela decidiu se inspirar em algo que lembrasse um ritmo quente e sensual, e ao mesmo tempo que se mantesse calmo e intenso. E digo que sim! Após cinco anos sem gravar material inédito, Elly conseguiu e estamos aficionados por tal trabalho.

“Trouble In Paradise” é aquele álbum que 2014 estava precisando para respirar. Em meio a essa onda pop e rnb que tomou todo nosso cenário musical, era improvável que La Roux voltaria e nos presentearia com músicas que fazem a imaginação percorrer lugares inéditos. Não brinco, a musicalidade trazida no novo cd é peculiar e inteligente. Saindo do meio retro-eletrônico, Elly busca sua paz nos gêneros tropicais e latinos dos anos 70 e no início da era disco. Prova real disso que a maioria das canções você pode perceber uma guitarra destoada a la David Bowie que encanta e faz com que a batida lenta da bateria se sobresaia sobre todo o gingado formado pelo new wave.

Com um tracklist de nove faixas, “Trouble in Paradise” parece ser uma miséria de conteúdo enquanto outros artistas se vangloriam de lançar seus álbuns contendo no mínimo vinte músicas. Mas de verdade, sou do time em que o que vale é a qualidade, quantidade nem tanto. E vamos combinar que com apenas nove músicas, esse álbum é uma abundância de qualidade.

Começa com um bloco incrível contendo “Uptight Downtown”, “Kiss And Not Tell” e a direta “Cruel Sexuality” que vão te fazer dançar tranqüilo e sem precisar bater o cabelo. Bem discreto.. sendo sexy sem ser vulgar. Seguindo a linha apresentada acima, as três são trabalhadas com new wave com destaque na tropicalidade dos anos 70. Ouça (e assista ao clipe de) “Kiss And Not Tell”.


Quando começa “Paradise Is You” você pode esquecer a sensualidade das anteriores e se jogar numa declaração de amor envolvente e que vai te fazer cantar e chorar junto. Até que a bateria novamente toma espaço, trazendo “Sexotheque” e “Tropical Chancer ” que ambas são latinas tropicais, e lembra um oásis no havaí, com palmeiras fazendo sombra na areia e cores, muitas cores, assim como na capa do álbum.

A viagem com drinks e paetês não dura muito, pois “Silent Partner” traz a influência de Michael Jackson, David Bowie e Grace Jones em uma música só. Inusitado e possível, Elly flerta num refrão oitentista chiclete e pedindo silêncio com um bate estaca bem suave no background.

Mas a cereja do bolo vem mesmo em “Let Me Down Gently” quando o álbum se tranforma em uma mistura do folk com o pop contemporâneo e com quase três minutos de música corridos, “Let Me Down Gently” acontece e mostra a que veio. BOOM. A música explode em um synthpop maravilhoso e continua com o título de melhor faixa do “Trouble”.


Depois de ser extasiado com “Let Me Down Gently”, nada mais justo que fechar a conta e lacrar com chave de ouro. “The Feeling” é áquela música que parece que veio de algum clube dos anos 80. Cheia de energia e com uma letra onde Elly diz que tem o sentimento que a pessoa estará a esperando, pois ambos tem o sentimento de se amarem. Encerra aqui o álbum e já corremos para ouvir tudo novamente.

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Concluindo, todo o tempo de espera valeu a pena. Quando Elly cantou algumas músicas do novo álbum em um show há um tempo atrás, todos vibraram e ficamos com gostinho de quero mais. Fui um dos que queria a música em alta qualidade em minha casa no mesmo minuto. O que não aconteceu, pois só pude ouvir essa onda tropical quando o álbum foi lançado.

Achei que foi um trabalho inspirador. Fazer aquilo que quer, deve, ama e pagar o preço alto. Elly não se sentiu intimidada e nem ficou presa ao som que a consagrou e sim, foi lá e fez um som novo com referências que estavam até então, esquecidas. Deu seu toque ao gênero e o trouxe com um frescor e com uma vibe atualizada. Além da estética, Elly Jackson tomou as rédeas do La Roux e fez um trabalho de aplaudir de pé. Um álbum curto para ser degustado aos poucos e sentir a essência de cada faixa com cuidado e medida.

Fica aqui a dica, pois se esse review e a classificação de cinco estrelas não forem o suficiente para você se convencer, eu sinto muito. Para todos os efeitos, há álbuns com sonoridade “atual” que irá te agradar muitíssimo. Basta clicar aqui e se agradar com algum.

Review: Lily Allen – Sheezus

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Cansada da rotina, Lily Allen volta ao mundo da música. Não tão feroz como antes, mas com qualidade de veterana.

Lily Allen
Nota: 5,0

    Artista: Lily Allen

    Álbum: Sheezus

    Gênero: Pop

Para esse post de retorno, decidi postar sobre o retorno esplêndido e brilhante de Lily Allen, que assim como eu, tirou um tempinho para cuidar da vida e voltou com muita disposição.

Nesse post de janeiro havia dito que Lily Allen seria a dona de 2014. Bom, não sei se errei essa previsão, porém eu posso afirmar que ela já se tornou a mais ouvida e amada em meu player. Seu novo álbum é tudo aquilo que a gente gosta nela: personalidade, música explicita e muitas melodias viciantes.

Desde 2009 muita coisa aconteceu. Lily decidiu se aposentar, teve duas filhas, mudou de nome, fez dueto com a Pink e alguns outros feats e num relance de inspiração, resolveu voltar para desbancar algumas cantorinhas aí, que ela andou arranjando briga pela internet. Segundo ela, o que mais motivou a voltar aos estúdios foi o tédio de apenas cuidar das filhas e ter várias idéias surgindo. Ela não podia deixar passar. E não deixou!

Sheezus vem com faixas com produções impecáveis e não economiza no veneno com letras polêmicas e que algumas em que Lily aflora seu lado fofo e meigo. A começar com a homônima “Sheezus” que abre o álbum contando que Allen está voltando e está preparada para confrontar as queridinhas dos charts, mostrando sua vulnerabilidade em ser mulher, acima de toda fama e glamour. E como essa britânica não manda recado, fez questão de citar suas “amigas” Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga e não deixou quieto para a novata Lorde que adora soltar suas alfinetadas por onde passa. O clipe é simplesmente simples, porém cheio de efeitos que parece mais um filme de terror barato. Se você ainda não viu, por favor, veja!

“L8 Cmmr” vem em seguida com uma batida mais alegre e electro. Falando sobre seu companheiro e dizendo o quanto ele é demais, deixando todas as inimigas morrendo de ciúmes.

“Air Balloon” consegue ser mais fofa que a anterior e apesar de parecer inofensiva, mas se você for prestar a atenção na letra, vai ver que Lily não trabalhou como devia, pelo fato da música soar como se fosse uma drogada do bem. Porém a faixa ganhou um clipe bem interessante, que você pode assistir abaixo:

“Our Time” continua deixando o álbum na vibe melosa porém em forma de balada romântica. Lily faz um convite indecente para uma festinha particular e manda chamar a galera pra aproveitar a vida, como se não houvesse amanhã. Também teve clipe lançado!

“Insincerely Yours” era uma faixa que ouvia pouco e que não fazia muita questão de ouvir. Mas tem uma produção bacana e uma letra cheia de verdades, tipo “eu não ligo para sua casa amável e suas crianças feias”. Coitado de quem foi a inspiração para essa música.

“Take My Place” é a faixa que a gente corre para pegar os lencinhos e limpar as lagrimas. Intensa, essa música me ganhou logo na primeira audição. Derrubou a casa e ainda jogou fogo, pois para mim é a melhor. Suave e vai chegando com um refrão profundo.

“As Long As I Got You” para mim é a faixa em que Allen jogou limpo e decidiu fazer o que deu certo. Assim como em Not Fair, ela tratou de trazer mais uma música com influência country que muito nos agradou. E posso dizer? Essa As Long As I Got You é ótima. Sem contar que eu amo essa pegada do banjo!

Depois do frenesi da Família Buscapé, “Close Your Eyes” chega com uma influencia do blues e deixa tudo com um clima sexy. Intimista, essa faixa é um convite íntimo para Lily mostrar tudo que pode fazer quando está inspirada, se é que vocês me entendem.

“URL Badman” começa com um dialogo e eu toda vez imagino Perez Hilton no papel de Alex. A faixa é uma carta aberta de Lily para toda mídia e a algumas pessoas que dedicam a maior parte das suas vidas ridicularizando virtualmente os outros. Com uma produção electropop já faz parte das minhas favoritas.

“Silver Spoon” é R&B classudo! Me faz a lembrar um pouco do começo da Lily e seu ferino Alright Still onde tenta criticar a sociedade e o controle sobre a vida das pessoas. Apesar de ser uma ótima faixa, não a vejo como destaque.

Havaí! “Life For Me” esbanja tranqüilidade em sua melodia e fala sobre a que a vida para ela agora é ser completa com sua família. Que apesar de todas as dificuldades, ela quer ser uma boa pessoa. Aqui a gente até acha que nem é a Lily de tanto amor que essa faixa representa.

“Hard Out Here” é aquilo que já falei aqui. Lily mostra que quem tem talento não precisa ficar rebolando para fazer sucesso. Uma lição para Azealia Banks, com quem teve um atrito ano passado. O clipe é pura ironia e sarcasmo, marca registrado da britânica.

“Wind Your Neck In” começa bem conceitual, porém não é mais que uma pop urban. O refrão é chiclete e é uma que mais gosto também.

“Who Do You Love” é uma baladinha que conquista a gente pela simplicidade dos arranjos. Soa bem o som europeu e adoro essa pegada romântica da Lily.

A quase acústica “Miserable Without Your Love” vem mostrando que as atividades do álbum estão se encerrando. Com uma batida envolvente, a música é toda cantada bem baixinho e sem notas muitos altas, bem do jeitinho que Lily arrasa. Ela vai entregando o fim com muita perfeição.

“Holding On To Nothing” é a penúltima música e vem toda tímida e desenrola um piano balanceado arranhando um jazz contemporâneo, que deixa um gostinho de quero mais. Achei ótima a idéia de deixar as faixas mais agressivas para o começo e finalizar com músicas suaves. Como essas são bônus, nada do que justo que destoem do álbum.

E para finalizar o abusado Sheezus, o incrível cover de “Somewhere Only We Know” que Lily gravou ano passado. Eu já amo essa música, e com essa versão passei a amar mais ainda. Me parece trilha sonora de filme de fadinhas, sei lá, é mágico esse cover. Lily Allen é f*.

Concluo aqui que Sheezus não veio para ser um marco na história e nem ser divisor de águas na carreira de Lily Allen. É um álbum bem feito e dentro dos padrões. Tem crítica, músicas boas e elaboradas, tem potencial para sair bem nas vendas mas é apenas isso.

Eu amei todas as músicas e me surpreendi com esse retorno. Lily é daquelas que não vai ao estúdio a passeio e apenas diz sim ao seus produtores. A mulher vai lá e põe a mão na massa, interage e até diz não. Senti que esse álbum é dela e a gravadora deixou que ela fizesse do jeito que queria. Gostei muito da parceria dela com Greg Kurstin e a maioria das músicas soam 100% Allen.

Desde que vazou já ouvi diversas vezes. Ouço indo para o trabalho, ouço trabalhando, ouço enquanto leio, ouço enquanto dirijo, ouço até quando vou dormir. Esse álbum é uma coletânea de músicas que amei e que vou amar mais ainda.

Vale as 5 estrelas!
Eu que não queria ser Azealia Banks hoje.

Review: Lea Michele – Louder

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Tempo de amadurecimento: Lea apresenta seu álbum
e traz o amor de volta aos nossos players.

Britney Jean
Nota: 5,0

    Artista: Lea Michele

    Álbum: Louder

    Gênero: Pop

Quando se fala em Lea Michele, você já lembra de Rachel Berry e sua personagem sofredora em Glee. Mas a partir desse post, você vai ter que ouvir Lea Michele e só lembrar de quão bom é seu novo álbum, Louder. Ela não é estranha pra ninguém, até porque se você vive nesse mundinho pop sabe que a moçoila decidiu dedicar a sua carreira solo e quem sabe, virar a nova Barbra Streisand. Ok, não é pra tanto. Mas convenhamos, Lea caprichou em seu cd de estréia e está daquele jeito: lindo.

Louder foi um álbum que esperei e quis muito ouvir, pois amava Lea Michele interpretando minhas músicas favoritas em Glee e finalmente ela lança algo dela, com a identidade e sentimentos dela. Quando saiu Cannonball eu surtei, pois a música é demais e bem a cara pop da Lea. Logo ela liberou a faixa Louder e aí sim eu pude imaginar a qualidade do álbum. Que pra mim já é um dos melhores do ano. Acompanhe o review e o que achei desse álbum que você não pode deixar de ouvir.

Break Down! Cannonball começa os trabalhos e traz uma batida pop e com uma letra libertadora, até porque quem nunca quis começar tudo do zero e se sentiu voando como uma bola de canhão? rs Enfim, a música é a cara da Lea, porém foi escrita pela DEUSA DO MÚSICA Sia Furler e foi muito bem recebida quando foi lançada como single. Só ficou devendo um clipe mais intenso, como a música exigia.

On My Way é pop! É maravilhosa! Adoro a vibe dubstep que ela traz e esse refrão chiclete que a gente adora cantar alto. Bom, eu pelo menos faço isso. Mas quando eu ouvi Burn with You pela primeira vez eu fiquei chocado com a letra:

Eu não quero ir pro céu se você for para o inferno. Eu irei queimar (no inferno) com você!

Gente, que profundo isso. Que amor é esse? Eu fiquei imaginando isso acontecendo. Consegui sentir toda o drama dessa música e digo que a melodia nem conseguiu me distrair. Excelente!

Battlefield que seria o carro-chefe do álbum foi deixada em standby por ser tão intensa quanto a anterior. Sob o toque do piano, essa faixa é uma das mais lindas do Louder e que mais senti tocado, e nem foi porque também foi escrita pela Sia, mas essa música transmite o sentimento de ter que deixar o outro seguir em frente. Perfeita.

ATENÇÃO! A seguir a melhor faixa do Louder. A minha favorita: You’re Mine
O ínicio dessa música me lembra Céline Dion e toda a melodia pop também. Envolvente, essa balada me conquistou pelo refrão. “I’m yours and you are mine”. E o fato dessa música ser dedicada a Cory Monteith só me faz o quanto esse sentimento de perda faz da música mais especial.

Thousand Needles é expressiva e também tem seu ápice no refrão. Logo vem a faixa que leva o nome do álbum, Louder que é a minha midtempo favorita até então. Autenticamente pop, a música passeia por uma batida electro e ganha todos no refrão chiclete. Oh Oooh Oh Ohhh

Cue the Rain é romantica porém não consegui a destacar entre as outras. Já a estonteante Don’t Let Go destoa um pouco o romantismo de Louder e traz uma energia nova. Gosto muito dessa faixa e vejo o quanto faz falta músicas inteiramente pop nos álbuns hoje em dia. Revivendo os anos 90.

Empty Handed foi composta por Christina Perri, então a musicalidade suave e amorosa está no ar. E nem preciso falar o quanto essa faixa abrilhantou o Louder, né? É perfeição em quatro minutos de música. Me lembrou muito Coldplay.

Pra fechar com chave de ouro, mais uma faixa dedicada a Cory, If You Say So que para mim é uma linda homenagem. A música tem um refrão marcante que até dói. Lea canta com sua alma e atinge nossos corações. Excepcional.

No saldo total, a gente conclui que Lea não é a compositora, porém ela é a interprete. Cantando com sua verdade e sentimentos faz das músicas obras de arte. Claro que as músicas não seriam nada sem os excelentes produtores e seus toques de midas. Uma parceria bela e que nós podemos desfrutar desse dom deles.

Louder é um álbum pop genuíno. Com referências e batidas modernas, mas que nos faz relembrar músicas já consagradas. Até porque Lea Michele é nascida dessa história e tentou explorar o máximo de seu potencial com o que a gente adora na voz dela. Nota 10! Melhor, 1.000.

Se você não ouviu, eu peço que não perca tempo.
É um álbum para se ouvir sempre. Estando apaixonado ou não.

2014 já tem uma dona: Lily Allen

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Lily Allen

Bom, não necessariamente, até porque tem muita gente boa voltando nesse ano. Mas Lily Allen não vai passar batida não. Polêmica e cheia das verdades, a britânica não poupa palavras quando vai se expressar. E a gente ama isso.

Seus dois álbuns são marcos na história musical e ambos tiveram bons desempenhos. As músicas de Lily são ótimas e lotadas de personalidade. O meu favorito, “It’s Not Me, Is You” é um dos álbuns mais valorizados e muitas músicas foram trabalhadas, logo foi impossível você não ter ouvido alguma. Relembre uma delas, “22”:

Como Lily dá muito valor a sua família, tirou cinco anos para se dedicar aos filhos e por tudo em ordem. E depois de muito esperar, ela está de volta e com a língua mais ferina do que nunca. Uma recente briga no twitter com a cantora também polêmica Azealia Banks, a inspirou em uma nova música e a lição serviu para todas as mulheres que não tem talento e dependem do corpinho para se consagrar na música. O que não é o caso dela, pois ser sexy não é a praia dela.

Se “Hard Out Here” já é boa, Lily vem e lança a já viciante “Air Balloon” que é bem a cara dela. Na primeira vez que ouvi, achei meio irritante e estranha, mas depois que ouvi outras vezes, ela grudou e não sai. Muito gostosinha de ouvir. Na na na na na na… mm…

E pra finalizar também teve o cover de “Somewhere Only We Know” que Lily fez para uma animação que a gente acompanhou no natal passado. O cover ficou incrível e foi bom para matar a saudade da sua doce voz. Se você não viu, eu serei bonzinho e estou deixarando o vídeo aqui em baixo.

2014 promete ser um ano animado para Lily Allen, e ela deve aproveitar o máximo a seu favor. O álbum ainda não tem nome e nem data divulgados mas a gente sabe que virá algo. Como Lily é imprevisível, fará que nem Beyoncé e lancará sem alarde algum. rs

Enquanto isso não acontece, vamos ouvindo o que já temos.

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