Crítica

O que esperar de “Supergirl”

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Supergirl

Há alguns dias vazou na internet o episódio piloto de “Supergirl”, nova aposta da CBS no universo dos heróis da DC Comic’s seguindo a onda da The CW que já conta com “Arrow” e “The Flash” e em janeiro de 2016 estreia “Legends of Tomorrow”, assim como Warner que conta com a sombria “Gotham”, todas muito dominadas por homens.

“A história fala de Kara Zor-El, prima de Kal-El, ou Clark Kent, ou Super-Man. A garota de 14 anos tem como missão, diante da iminente destruição de Krypton, seguir a nave do primo até a Terra e cuidar do bebê. Porém, Kara teve a nave arrastada para dentro da Zona Fantasma, uma área do Universo onde o tempo não passa e onde fica a prisão com os maiores criminosos do Universo. 24 anos depois, misteriosamente, a nave consegue deixar a Zona Fantasma e quando Kara pousa na Terra, Kal-El não só é um adulto como já mostrou-se ao mundo como o poderoso Super-Man. Adotada pelos Danvers, Kara passa a levar uma vida normal e esconder seus poderes do resto do mundo, passando a trabalhar para Cat Grant, no melhor estilo “The Devil Wears Prada”. Até que o avião de sua irmã adotiva está prestes a cair e ela acaba se mostrando ao mundo para salvá-lo, nascendo assim a SUPERGIRL”

A crítica, dos fãs, veio em peso sobre a série. Depois do trailer de 6 minutos, as pessoas reclamaram da história parecer muito “comédia romântica” e, sim, muito “O Diabo Veste Prada” SACRILÉGIO. Porém, o que vejo, é uma série promissora. Melissa Benoist veio de “Glee”, onde interpretou a “nova Rachel”, Marley. Assim como Grant Gustin, o Flash. O que sabemos, gera um preconceito irritante sobre os atores.

Apesar disso, apenas no piloto, notamos que Melissa está comprometida. É claro, quem sabe ela ainda não tenha se dado conta da personagem que tem nas mãos e de toda a história que tem por trás de Kara Zor-El. Chloe Bennet também não tinha ao iniciar sua jornada como Skye/Daisy Johnson/Quake em “Agent’s of S.H.I.E.L.D.”, e ainda sim se tornou uma personagem indispensável galgando um posto de extrema importância na história, o que deixa Melissa com uma oportunidade ainda maior, levando em consideração o fato de que ela é a protagonista isolada da trama.

Melissa também pode fazer isso. Supergirl pode ser a precursora para grandes heróinas femininas terem destaque na TV e no cinema. Logo teremos “AKA Jessica Jones”, no Netflix, além dos filmes de solo de “Capitã Marvel” e “Mulher Maravilha”, mas, é bom lembrar que nessa fase, tudo começou com Kara Zor-El e tudo começa com Melissa Benoist. “Supergirl” é uma série que terá, assim como suas co-irmãs, adolescentes como público alvo, logo, ela é trabalhada e feita para esse grupo.

Além disso, é importante ressaltar que o machismo deve ser deixado de lado. “Melissa não é gostosa o suficiente para ser a Kara”, foi uma das frases que li recentemente, algo que também foi dirigido a Gal Gadot que viverá Mulher- Maravilha. É uma série que enaltece o “Girl Power”, ou seja, mostra a força das mulheres e mostra como elas podem sim ser grandes e fortes e não precisam da interferência dos homens para tomarem decisões. Então, no fim, elas não serem “gostosas”, não é algo relevante, se elas podem dar boas surras em alguns vilões. E Supergirl mostrou que pode fazer isso.

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Atente para o elenco: primeiro temos os pais adotivos de Kara. Helen Slater, a mãe de Kara, já é uma velha conhecida desse universo. Ela foi a Supergirl no filme de 1984 e a mãe de Clark em “Smallville”. Já Dean Cain, o pai, era Clark na série “Lois & Clark” e fez o vilão Dr. Curtis Knox, em “Smallville”. Jeremy Jordan (o Jimmy de “Smash”) faz Winslow Scott, mais conhecido nos quadrinhos como o vilão Homem-Brinquedo. Além do personagem Hank Henshaw, que nas HQs se torna o vilão Superciborgue.

O ponto é: os personagens escolhidos para aparecem no primeiro ano da série abrem um leque de possibilidades para “Supergirl”, que não foi feito em outras séries. Temos que lembrar que “The Flash” iniciou uma temporada fraca e acabou alcançando patamares de uma produção de muita qualidade, dando a Grant crédito com fãs que já pedem para vê-lo viver o Velocista Escarlate no cinema. As oportunidades para “Supergirl” são imensas. As mitologias que podem ser mostradas, os personagens que podem ser apresentados e, claro, a imensa vastidão de mundos e realidades que a série “The Flash” abriu para todos os próximos projetos da DC para a televisão, criam expectativas muito amplas do que se pode fazer com esse produto em especial.

Daqui a seis meses estreia, definitivamente, “Supergirl” e então poderemos  ver o que mais a CBS está guardando para nós. A expectativa é alta visto que Andrew Kreisberg é o criador de “The Flash” e “Arrow” e o “pai” de “Supergirl”. E sabemos o que ele fez com o Velocista Escarlate e a temporada excelente que entregou lá pros lados da The CW, assim como os três anos que vem trabalhando nas histórias de Oliver Queen e companhia. Por isso, não faça a linha revoltado, assista “Supergirl”, assista a temporada inteira, deixe-se envolver pela trama, pesquise os easter-eggs, veja as referências, conheça a fundo os personagens e suas histórias. Faça como eu fiz quando iniciei “Arrow” e acredite, o resultado é surpreendente, pois passamos a ver a série e história de uma maneira muito melhor.

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EASTER-EGG BÁSICO

– “Supergirl” se passa em uma realidade alternativa a de “The Flash” e “Arrow”, porém, para quem assiste ambas, sabe que o season finale do Velocista Escarlate trouxe a oportunidade de viagens entre as realidades e os Universos, logo, JÁ QUERO CROSSOVER COM BARRY ALLEN E OLIVER QUEEN PARA ONTEM. OBRIGADO. DE NADA.

Confere aí o trailer e, se quiser, dá uma procurada no piloto que já está zanzando por aí esperando ser baixado.

No iPod: Mariah Carey – Infinity

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Depois do sucesso morno de seu último lançamento, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, Mariah Carey volta com um novo single para que todos seus fãs pirassem.

Infinity é uma música que não é diferente do gênero que Mariah pegou e deixou sua marca. Achei muito boa, e confesso que gostei muito mais que todos os singles que ela veio apresentando ultimamente.

Com muitos gritos e notas agudas, Mimi arrasa e vem confiante que esse também será um hit digno de topo. Abusada ou não, a produção assinada por Eric Hudson, conta com arranjos orquestrados á um violino bem elétrico que conduz “Infinity” em alguns momentos chaves. E claro, tem Mimi fazendo o que ela sabe fazer de melhor: falsetear.

Ouçam a música abaixo e assistam ao lyric video fofo que fizeram. Impossível não amar o violino com borboletas, o coração derretendo e o arco-íris ao fim.

Infinity” já se tornou meu vício e eu perco as contas de quantas vezes ouço por dia. A música fará parte da coletânea hedonista de Mariah, onde só terá hits que conquistaram a posição suprema dos charts. Intitulado “Mariah Carey #1 to infinity”, Mimi mostra que não está de brincadeira e quer esfregar na cara das inimigas tudo o que conseguiu.

Enfim, eu adoro que Mariah tenha voltado a parceria com L.A. Reid e espero que ele dê muito palpite certo dessa vez e que venha muita coisa boa por aí. Quem sabe um dueto com Ariana Grande, Beyoncé, Jennifer Lopez…

No iPod: Francinne – I’m Alive

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Para os fãs de Britney Spears, Francinne (ou Fran Porto, como é mais conhecida) não é um nome desconhecido. Famosa por ser uma das melhores covers da princesa do pop, Fran se destaca das outras por fazer o trabalho como “impersonator” há mais de dez anos e sendo reconhecida no Brasil todo.

Com o sucesso de sua perfomance na noite, Fran decidiu seguir na carreira de cantora e gravar um single, “I’m Alive” que foi produzido pelo top produtor Mister Jam, que assinou grandes hits, tais eles pertecentes a Wanessa e Kelly Key. A música vem sendo trabalhada há algum tempo, mas só ganhou notoriedade agora, que integra a trilha sonora da novela das oito da Rede Globo, Babilônia.

Eu encontrei a música por acaso em um site de notícias e desde que ouvi pela primeira vez, não parei mais de escutar. A faixa varia entre o electropop e o house que a gente conhece bem. A semelhança da voz de Francinne com Britney é enorme e as vezes “I’m Alive” soa como uma música na voz de Britney. O refrão é bem chiclete e tem aquela batida de quando um hino explode de boate sabe?

Não conseguiu imaginar? Então ouve abaixo e vamos torcer para que Francinne tenha muito sucesso nessa carreira, porque se depender de mim ela já conquistou um lugarzinho no sol.

Se você curtiu o som da gata, compre no iTunes!

Review: Madonna – Rebel Heart

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Rebel Heart
Nota: 5,0

    Artista: Madonna

    Álbum: Rebel Heart

    Gênero: Pop

2015 nem bem começou e o álbum que dominava o centro das atenções era o da rainha do pop, Madonna. Rebel Heart já vinha sido esperado desde o fim da MDNA Tour, onde Madonna já deixava rastros de que estava trabalhando com alguns dos produtores mais bombados do momento, entre eles Diplo e Aviici. Fato esse que começou a ser questionada sobre um novo trabalho e nada era confirmado. Usando sua conta no instagram, Madonna postava fotos que diziam sobre as faixas e algumas hashtags enigmáticas, como por exemplo #unapologeticbitch e #bitchimmadonna. Mas bastou uma demo cair na rede para que Madonna começasse a sua “era rebelde” muito antes do que imaginava.

Madonna sempre esteve envolvida com vazamentos de seu material, precisamente desde os anos 2000 (que me recordo) em que a música Music vazou na internet em uma qualidade baixa e porquíssima, mas mesmo assim quem tinha um computador com conexão naquela época podia ter a música ilegalmente. E quem a ouviu disse que Madonna simplesmente havia se superado e tanto que naquela década, a música nunca mais foi a mesma. Quando de fato Music foi lançada, o delírio dos fãs foi enorme e todo mundo queria ser musicalmente como Madonna, pois era novo e inspirador. Hoje, após quinze anos depois, Madonna foi exposta e do pior jeito que podia: todas as suas demos foram jogadas na internet e todo seu trabalho, que até então estava sendo trabalhado em detalhes, foi interrompido brutalmente e o feedback da rainha começou a vir daquele material não finalizado. E infelizmente, ninguém quis seguir seus passos e nem ouve muito delírio. Apenas caras entediadas e vozes debochadas.

Muitos dizem que o vazamento das faixas foi jogada de marketing para Madonna medir como as faixas soavam e a resposta de cada uma, pois já é tradição que todo álbum que Madonna pretende lançar, suas músicas sempre caem na rede muito antes do lançamento oficial. O FBI encontrou o hacker que fez o vazamento do material e o prendeu, nos mostrando que a coisa parecia ser mais séria do que pensávamos. Mas de nada adiantou, pois já tínhamos ouvido às músicas e tudo que ela estava guardando para trazer como “a novidade”. A assessoria da cantora acelerou o lançamento e fez uma jogada de marketing rápida: colocou as seis primeiras músicas que já estavam finalizadas para venda online e tentar reverter o prejuízo. Deu certo! Porém, para o azar de Madonna, um mês antes do lançamento o álbum vazou INTEIRO na internet e nem preciso dizer que a “internet” não esperava por isso.

Ouvi o álbum desde então e depois de muito ouvir, pensar, analisar, reanalisar e enfim concluir minha opinião, deixo aqui o que achei de cada uma e uma conclusão de todo o trabalho. Fico feliz que vocês tenham me pedido esse review, e peço que o leiam com bastante carinho, pois apesar de extenso, creio que vocês vão se divertir bastante.

Vamos lá?

Madonna

Living For Love foi a melhor música para começar o álbum e toda a nova era de Madonna. Aqui ela já começa a dizer que desprendida de tudo, ela vai seguir em frente e apenas viver por amor. Pra meio entendedor, meia palavra basta não é mesmo? O que me deixou mais admirado nessa música foi toda a produção envolvida, inclusive Diplo que saiu de sua zona de conforto e deixou o estilo “Major Lazer” de lado e criou um hit que varia de estilo e mostra quanto esse trabalho está renovado. O coral ao fim, finaliza a faixa house com aquela sensação de querer ouvir mais uma vez e sair dançando. Coladinha com Living For Love vem Devil Pray, que vem com uma pegada acústica e nem precisa muito pra saber que é uma produção assinada por Aviici, que deixa sua marca em todo o Rebel Heart. Confesso que apesar de estar cansado das produções dele, quase não percebo que foi ele quem a produziu, pois a faixa varia em filtros e alguns sintetizadores mais polidos. E sim, Madonna quer fazer o diabo rezar…

Posso chamar Ghosttown de baladinha? Linda e intensa, mas ao mesmo tempo elétrica, a faixa produzida pelo hitmaker Billboard não deixa a desejar e faz com que o refrão nos faz cantarolar com uma batida que Madonna fez questão de ter, para não esfriar tanto o clima do álbum até então. Falando sobre amor, a rainha faz um convite à sermos apenas duas almas em uma cidade fantasma. Mas a vibe reggae e o estilo próprio de Diplo toma conta quando Unapologetic Bitch chega. Como esse álbum é uma outra reinvenção de Madonna, é claro que ela iria se experimentar e lançar algo com a pegada reggae e nos fazer dançar ao mesmo tempo. E todos já estão avisados que apesar de as vezes soar meio narcisista, ela é uma “garota orgulhosa” que não pede desculpas e se arrepende. É o típico: “Vocês vão ter que me aceitar assim”.

Illuminati começa barulhenta, sem sentido e citando um monte de gente dessa geração que a mídia adora dizer que é Illuminati. E bom, isso é irrelevante até então, até porque Madonna só quer causar e fazer referência a eles todos, assim como fez em sua épica Vogue. Escrita e produzida por Kanye West, era certeza que essa música teria uma pegada eletrônica mixada ao rnb renovado que ele vem produzindo. “Querida, eu sou Madonna!” Bem, é essa mensagem que a rainha do pop quer passar em Bitch I’m Madonna, pois ela pode ser o que você quiser, até porque ela é a Madonna. Junto de Nicki Minaj, essa faixa me chama a atenção pois é uma produção genuína do Diplo e soa comum. O que destoa um pouco é a referência do “bubblegum dance” onde Sophie influenciou e deixou tudo que Diplo fez, soar o refrescante ao máximo. O feat. de Nicki é a cereja do bolo, mas as vezes eu prefiro bolo sem cereja, viu. Amo a Srta Maraj, mas essa parceria devia ter ficado no MDNA.

Hold Tight é uma das minhas favoritas, e não sei nem porque me identifiquei tanto com essa faixa, desde que eu sempre gosto mais das faixas barulhentas. Nessa música de motivação, Madonna só diz pra seguir em frente que tudo vai dar certo. E bom, existe mensagem de superação mais simples e melhor do que essa? Sim! Joan Of Arc, que é outra que eu amo desde que as demos vazaram e que se manteve o mais idêntica à vazada, continuando acústica e ganhando uma batida mais animada no refrão. “Até corações de ferro podem se quebrar”, e com referências sobre ser uma heroína incompreendida como Joana D’arc, ela não quer ter uma conversa sobre seu relacionamento, mas diz que mesmo o mundo caindo ela irá se reerguer. Imagina começar uma música com um verso polêmico de Mike Tyson? Sim, eu me arrepio com a ousadia de Madonna em colocar ele em uma música, quando na verdade ela já é a rainha de tudo isso. Iconic vem com aquela pretensão de falar em ser icônico e como ela mesma disse, Rebel Heart é um trabalho autobiográfico e a todo momento ela citará sobre sua vida e carreira. E vamos combinar que se fomos revisar toda a história pop, 50% dela será sobre a camaleoa que Madonna se tornou, ok? Chance The Rapper faz sua participação com um rap onde só complementa o que a música já frisou, até porque não basta ser uma super estrela… tem que ser inesquecível e ser um ícone!

Madonna

HeartBreak City chega apenas com uma voz incrível e um piano intenso com uma declaração dizendo: “Me cortou ao meio, me machucou um pouco… Você disse que eu era sua rainha. Eu tentei te dar tudo e agora você quer sua liberdade.” Sim, HeartBreak City é uma música sobre fim de relacionamento e como se fosse um acerto de contas. Madonna enfatiza que está em uma cidade dos corações partidos e que não é um lugar muito bonito. Uma balada impecável e na medida. É bom ouvir Madonna sem todos aqueles filtros e distorções. Uma faixa que ela fez para todos que tiveram seu coração partido. É o momento fossa do álbum. Mas não dura muito, pois em seguida vem Body Shop que se destoa de todas as músicas desse trabalho e nos faz lembrar da época em que Madonna fez “Hey You”. Apesar de não ser uma faixa que eu não ouço muito, Body Shop tem como base um banjo muito tímido e ao refrão uma batida que já estamos bem familiarizados. A faixa traz uma paz e nos prepara para o furacão que vem a seguir.

Provocativa e indecente, Madonna não está nem aí e vem trazer o assunto a tona mais uma vez. Com Holy Water, a rainha faz referências ao sexo e diz que apesar de sagrado, nada disso tem gosto de água benta. Escrita por Natalia Kills, a faixa tem algumas características de seus trabalhos. Outra alfinetada que Madonna dá nessa música é sobre as supostas rainhas que aparecem em seu caminho, querendo tomar seu “pódio” e que infelizmente, algumas coisas que ela tem (como talento) não se compra em lojinhas. Bem isso.. Essa mulher está impossível!

Inside Out parece ser uma faixa dos anos 80 que ganhou uma nova roupagem em 2015. Mas não é. A faixa produzida por Mike Dean é cheia de sintetizadores e passagens com base no hiphop que a deixam com uma cara renovada e com um vocal filtrado do jeito que Madonna adora e se garante. Wash All Over Me vazou junto de Rebel Heart, e desde então tinha outra produção. Para a versão finalizada, a música deixou a estrutura eletrônica e remixada para se tornar uma faixa mais calma, apenas com uma bateria que lembra aquelas bandinhas. E fiquei bem chateado, pois a faixa que era feita para dançar, se tornou uma balada morna e repetida. O que salva a seqüência é Best Night que é mais uma da parceria de Toby Gad, Madonna e Diplo. Envolvente, a faixa não é a melhor do álbum como outros hinos, mas o refrão que tem uma influência de uma cítara e nos remete ao ocidente é sensacional. A citação “Se renda ao prazer” me fez lembrar da era Erotica, onde Madonna não poupou na sensualidade e nos incita a fazer parte dessa noite que será a melhor de nossas vidas.

Veni Vidi Vici vem em forma de dobradinha, pois novamente é uma produção do trio queridinho do Rebel Heart. Toda integrada na batida do hip hop atual, Madonna vem contando um pouco de sua história. “Eu era destemida e tinha um sentimento que eu não posso explicar. Não ouvi o que as pessoas disseram. Vim, vi e venci”. Fazendo várias referências a suas músicas, Madonna nos leva a uma faixa constante e com uma batida ora electro, ora rnb. O rapper Nas complementa a música com um pouco de sua vida em um rap bem interessante, dizendo “Minha vida não pode ser comparada a de ninguém.” e mostrando que também venceu nessa vida.

E lá vem Madonna falar sobre seu assunto favorito! S.E.X. é sexy, claro! Falando sobre o que o seu parceiro deve fazer no ato, Madonna sugere que ele segura as mãos nela e tenha uma má atitude até então. Não tem como explicar, é Erotica com Bedtime Stories: “Sexo.. o que você sabe sobre sexo?” Depois de pegar fogo em S.E.X., Madonna quer que você se sinta arrependido e nos joga na cara com Messiah, uma balada onde ela diz que será sempre fiel, “Eu serei a noiva que é casada pela vida inteira”. Uma faixa que termina com batimentos cardíacos e finaliza com “Eu vou lançar um feitiço que você não pode desfazer, até você acordar e descobrir que também me ama.” Bom.. já não dá pra entender muita coisa. As vezes não dá pra levar a Madonna tanto ao pé da letra.

E enfim ela, a faixa título, REBEL HEART: Que fim trágico essa faixa levou! Quando Rebel Heart vazou na internet, foi amor a primeira vista. Claro que fiquei com receio no começo, mas por fim já estava viciado. Tinha uma batida electropop e com uma referência do pop sueco, tanto que jurei ser produzido pelo Aviici, mas na verdade é uma produção do também sueco, Magnus Lidehall. Quando saiu a versão final no cd, eu quis morrer. Eu até entendo a raiva que Madonna sentiu quando todas as músicas vazaram na internet sem ser finalizadas, mas custava deixar Rebel Heart do jeito que era? Enfim, para aqueles sortudos que não a ouviram, a faixa nada mais é que mais uma música nos moldes do Aviici e que já estamos saturados de ouvir. Beautiful Scars é outra que Madonna podia ter deixado de fora nessa versão finalizada. Com uma produção bem íntima e parecendo deep house, a faixa perdeu sua identidade que havia na demo, que na minha opinião soava muito mais a cara do Rebel Heart. A faixa ficou linda finalizada e super futurística. Me lembra muito da era disco e com uma pegada do Daft Punk. Mas eu iria gostar mais dela pop como era na versão vazada.

Queen é excelente, com uma produção impecável que tanto os arranjos quanto os vocais fazem da faixa ser uma das mais notáveis em questão de produção. Mas infelizmente não soa comercial em nenhum momento. Só consigo a imaginar em alguma trilha sonora de algum filme. Vem para mostrar que o álbum está acabando e sendo finalizado. Borrowed Time é uma produção de Aviici e podemos ver que o violão está de volta. Só que com um refrão fraco e nada memorável. Nem vou dizer que a demo é melhor pra não ficar chato, mas é que já que vai ter Aviici, que tenha a farofinha que ele faz né. Graffiti Heart é aquela música que Madonna tentou passar uma mensagem, mas nesse ponto ninguém se importa mais. O refrão tem uma batida intensa e elétrica, impossível não se render. Dá a impressão que essas últimas músicas do álbum só entraram porque a Madonna já tinha feito mesmo, não vejo novidade e nem comprometimento nelas. Estão ali só por estarem.

De repente um choro de criança com autotune invade o seu ouvido. É apenas Autotune Baby, outra música que Madonna vem trazer pro seu Rebel Heart. A necessidade de algo novo era tanto, que ela conseguiu pelo menos chamar nossa atenção em uma música ruim como essa. Me poupe, eu adoro o conceito mas me irrita um pouco essa criança berrando na minha cabeça. É como se a rainha estivesse mandando um recadinho pras “novinhas” que na verdade são todas bebês com auto tune. Mas a própria Madonna é uma das que abusa do recurso. Irônico!? Icônico! Rs

E pra finalizar com chave de ouro, Addicted que sim, é uma música que funciona como imã e quando você a ouve, dá vontade de ouvir o Rebel Heart todo novamente. Jogada de mestre? Talvez sim, pois é uma das que mais gosto. Madonna fala de quando se está em um relacionamento em que você fica viciado na pessoa e não quer abrir mão dela de jeito algum, mesmo ela partindo o nosso coração. No caso, nosso coração rebelde.

Madonna

Como disse, esse review precisava ser analisado e escrito com detalhes. Eram muitas músicas e muitos sentimentos, não dá pra simplesmente ignorar todo o trabalho que Madonna teve em preparar mais uma obra prima. No facebook o que mais vejo, são as insatisfações das pessoas com o Rebel Heart diante às demos que vazaram, tanto que alguns arriscam dizer que elas, os rascunhos, soam melhores que o álbum todo finalizado. E eu acho isso muito infeliz, pois assim como eu, preferir uma ou outra é até aceitável, mas desdenhar o trabalho todo é injusto.

Creio que Madonna preza que suas músicas soem diferentes, mesmo trabalhando com produtores tão saturados e com materiais já muito gastos. A Rainha do Pop consegue transformar cada proposta deles em algo que seja dela! Com seu toque de midas, as músicas vão sendo lapidadas de acordo com seu gosto e que fiquem com sua cara. Madonna não está fazendo um trabalho comum, está esbanjando qualidade e aceitando riscos. Criando algo novo e surpreendente de algo que estamos cansados de ouvir. É arte.

Claro que o mercado fonográfico já não é o mesmo de que quinze anos atrás, quando tudo que Madonna trazia se tornava algo relevante. Hoje ela entra na onda dos nomes populares da música e os molda de acordo com o trabalho que quer, sempre com a autenticidade de refrescar o showbizz.

Já deixo aqui registrado que esse trabalho de Madonna merece cinco estrelas pelo todo o engajamento que teve. Óbvio que eu não presenciei, mas imagino por ser fã e estar sempre acompanhando tudo que Madonna faz, cada trabalho que ela faz é sobre fazer história. Seja lá como, ela dá um jeito. Pois não existe outra que tenha feito um trabalho tão genuíno, moderno e percursor quanto Madonna. E também digo que se hoje existe tantas cantoras e espaço para cada uma brilhar, é porque ela preparou o terreno. Então se curvem à rainha do coração rebelde.

No iPod: Tokio Hotel – Love Who Love You Back

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Para quem não sabe, Tokio Hotel é uma banda com origem alemã e que ficou muito famosa em meados de 2007 com seu rock alternativo e que chamava a atenção pela imagem andrógina de seu vocalista, Bill Kaulitz. Em 2009, a banda foi afinando seu estilo, e lançando posteriormente o álbum “Humanoid” com referências eletrônicas e com um som pouco diferente do antecessor, mas contudo foi um grande sucesso.

Depois de cinco anos sem lançar um álbum de estudio, o Tokio Hotel volta com tudo em um álbum que grita novidade. A real prova é o single “Love Who Love You Back” que apesar de ter sido lançado em setembro, só fui ouvir agora e claro, estou vi-ci-a-do! Primeiramente porque a pegada da música é toda retro com elementos oitentistas e ao mesmo tempo futurísticas. Com a produção assinada pelo time Rock Mafia, “Love” é uma faixa em que diz de fato, para amar quem te ama.

Adorei a pegada da música e o clipe é um tanto quanto sexy. Vejam!

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