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Michael Jackson: minhas musicas favoritas

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Hoje é um dia especial! Por mais triste que seja, hoje é dia de relembrarmos o legado do talentoso, inesquecível e único: Michael Joseph Jackson. Não seremos tristes, não queremos lágrimas, não queremos dor nem sofrimento nesse post, queremos relembrar um pouco daquela alegria contagiante que as musicas e apresentações de MJ nos traziam e ainda nos traz.

Cresci ouvindo Michael, mas só quando comecei a criar uma própria personalidade musical que tomei ideia do quanto imensa era sua arte e sua expressão. Desde sempre o vejo como uma inspiração pessoal, profissional e artística. Suas musicas me acompanharam a minha vida desde então, quando preciso escrever uma simples matéria para o blog ou quando preciso afastar os maus pensamentos e ter um bom momento.

Minha pequena homenagem, será um singelo tributo para esse dia que marcam seis anos que ele se foi e nos deixou com imensa saudade do talento excepcional que corria em suas veias. Pois bem vamos ao meu Top 10 Musicas Preferidas do Rei do Pop:

10° – Remember The Time

Canção do álbum Dangerous e lançada como single em 1992, tem um clipe incrível com direção de um dos melhores diretores da época: Jonh Singleton. O clipe tem a presença de alguns famosos como Eddie Murphy e Magic Johnson e tem uma das coreografias de tirar o fôlego.

9° – P.Y.T. (Pretty Young Thing)

Pra mim é uma das musicas mais deliciosas da “Bíblia do Pop” Thriller! Os sintetizadores e o refrão chiclete fizeram de P.Y.T uma das musicas que eu mais cantarolei na minha vida. Ela foi lançada como single em 1983 e relançada em 2008 no Thriller 25th com Will.I.Am. Meu detalhe preferido sobre essa musica é que poucas pessoas sabem é que ela tem backing vocals de Janet Jackson e La Toya Jackson. Não é demais?

8° – Black or White

A mais icônica para mim! Com um vídeo ainda mais polemico, contudo extremamente incrível, lançado em 1991 é o single mais bem vendido na década de 90. MJ era um transgressor, e Black or White demonstra isso. Quando ele escreveu a musica, seu objetivo era calar os boatos em que ele tinha clareado sua pele, quando na verdade o cantor sofria de uma doença que faz com que a pele perca a pigmentação original, chamada Vitiligo. O clipe ainda continha cenas de Michael dançando e destruindo comentários racistas, além de conter homenagens aos filmes como O Pecado Mora ao Lado e Cantando na Chuva.

7° – Liberian Girl

Ok! Nem todos são amantes dessa musica como eu. Contudo todos tem uma história com alguma musica do Michael e a minha é com essa musica. Ela me lembrava uma pessoa imensamente querida que me criou e que faleceu muito cedo, fazendo os versos terem muito mais sentido pra mim. Foi o nono e ultimo single do álbum Bad, lançado apenas na Europa e Austrália e seu clipe é responsável por juntar várias personalidades icônicas como Olivia Newton-John, Whoopi Goldberg, Steven Spielberg e Paula Abdul.

6° – Dangerous

Essa musica sempre funcionou pra mim, teria sido um 10° Single incrível, contudo muita coisa conturbou seu lançamento. Não consigo deixar de imaginar como seria o clipe da musica e como Michael construiria a estética das batidas com as palavras faladas. Dangerous é um dos meus álbuns preferidos de todos os tempos ele possui batidas sarcásticas, letras ousadas, falando de paranoia, racismo e solidão e a arte da capa, que é uma obra de arte a parte.

5° – This Is It

A partir dessa musica TODAS me arrepiam instantaneamente quando aperto o play. This Is It não é exceção, possui uma melodia que é tão agradável e relaxante e representa todo aquele choro que ficou preso na garganta quando ficamos sabendo que ele tinha se ido. É pra mim o último Adeus do Rei do Pop, é quase mágica porque mesmo cheia de triste ela é incrivelmente linda.

4° – Stranger In Moscow

Lançada em 1996, a canção foi um vício porque quando fiz 10 anos meu tio me deu minha versão física do single, e eu escutei tantas e tantas vezes que em um acesso de raiva meu pai escondeu o Cd e eu acabei o perdendo depois disso. A musica é delicada, com batidas tão viciantes, e que me trazem uma paz incrível. Segundo a crítica especializada foi um dos singles que consagraram Michael como ícone porque mostra como ele é capaz de fazer algo tão acolhedor mesmo nos seus momentos tão sombrios.

3° – Smooth Criminal

Essa música é um marco na minha infância, o ritmo, as batidas rápidas, os falsetes, e a voz de Michael, em seguido o vídeo que faz parte do seu filme musical Moonwalker que possui a segunda sequencia de dança mais incrível existe, um figurino impecável. Não tem como não se pegar vibrando como uma criança toda vez que eu a escuto, é literalmente um Hino.

2° – Beat It

Ganhadora de um Grammy. É um divisor de águas na história da música. Lançada em 1983, Beat It é um dos clássicos compostos por Michael e ainda tem um solo de guitarra eletrizante interpretado por ninguém menos, ninguém mais, que Eddie Van Halen, e foi um sucesso tão grande que inspirou Michael a criar outros hit’s com sonoridade semelhante. A musica se tornou um hino anti gangues, e o clipe lançou não apenas assinaturas clássicas de MJ, como as coreografias com dançarinos (cerca de 80 todos membros de gangues reais), como também eternizou a jaqueta de couro vermelha que ele usa como uma peça de desejo atemporal. O clipe recebeu vários prêmios se tornando referencia para as gerações futuras do mercado da musica.

1° – Thriller

Já era de se esperar certo? SIM, essa é minha musica preferida do rei do Pop entre outras tantas que eu poderia listar. Mas eu reafirmo a genialidade desse cara é algo que me fez ficar apaixonado desde titiquim. Lançada em 1993 foi o ultimo single do álbum de mesmo nome, alguns dizem que Thriller é mais um vídeo que uma música, mas eu garanto os dois são igualmente esplendidos e são protagonistas do legado imortal de Michael Jackson. O clipe possui um figurino e maquiagem incríveis, e a histórica coreografia que se tornou atemporal sendo homenageada em vários âmbitos, como Cinema, TV, Moda. A melhor coisa a respeito de Thriller é que uma musica cheia de elementos sonoros diferentes, e que poderiam ser cansativos mas que se completam e se tornam viciantes e nostálgicos ao ser ouvido por qualquer pessoa.

Termino minha pequena homenagem dizendo que Michael Jackson era alguém quase ritualístico, alguém de uma criatividade e talento imenso que irão transpor sua morte e o tempo. reforçando ainda mais o que ele sempre foi e será o nosso incrível Rei do Pop.

Lista: 10 álbuns de 2014

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Vocês se deram conta que 2014 acabou? Bom, eu não. Pra mim tudo passou muito rápido e quando percebi estava montando minha árvore de natal e vendo todo mundo ouvir o cd da Simone.

Enfim, como é tradição aqui no blog, todo ano venho postar os 10 álbuns que mais ouvi, gostei, recomendei, cansei e enjoei ao longo desses doze meses. Vamos começar?

10º Xscape
Michael Jackson
Nunca fui muito a favor de discos póstumos e quando fiquei sabendo que a Sony iria lançar mais um do meu ídolo Michael Jackson achei que a casa ia cair. Primeiro que MJ era super perfeccionista e se não lançou essas músicas, era porque achava que não estavam a sua altura. Mas até que a gravadora teve uma sacada interessante: chamou alguns produtores (djs/mixers) e os deram as demos para que eles as deixassem contemporâneas e dessem uma roupagem nova ao som único do Rei do Pop. Me surpreendi com a qualidade das novas “produções”, mas esse álbum me ganhou mesmo por conter as músicas originais e com aquele jeitinho de Jackson. E um single com a participação de Justin Timberlake dominou o ano, tocando em tudo quanto é canto.
Eu amo: Xscape, Love Never Felt So Good e Do You Know Where Your Children Are
Música delicinha: Loving You

9º Broke With Expensive Taste
Azealia Banks

Se Azealia Banks pudesse ter um outro nome, com certeza seria Guerreira. Passando por tantos perrengues, músicas vazadas, mixtapes lançadas, singles flopados, o descaso da gravadora, brigas, barracos e mais brigas… o seu tão sonhado álbum saiu nesse ano. E posso dizer? A espera valeu a pena. Zezé pegou o suprasumo de suas 10245801 demos e transformou em um dos melhores álbuns de 2014. Digamos que andou jogando poeira no olho de muita veterana aí ein.
Eu amo: Chasing Time, 212 e Luxury
Música delicinha: Ice Princess

8º Louder
Lea Michele

Rachel Berry foi considerada a personagem favorita da série Glee, e isso foi o suficiente para que Lea Michele lançasse um álbum para seus fãs cantando músicas próprias. Estorou e agradou a todos. Seu álbum é pop e romântico, leve e cheio de amor e baladas envolventes. Impossível não amar logo na primeira audição. Eu fiquei preso por dias com You’re Mine em minha cabeça. Você pode ler o review completo aqui.
Eu amo: Cannonball, On My Way, Don’t Let Go e Louder
Música delicinha: You’re Mine

7º Born Naked
RuPaul

Quando alguém fala RuPaul todo mundo se lembra da “corrida” mais louca da televisão. Sim, estou falando do reality show “RuPaul’s Drag Race” que a cada dia conquista mais e mais fãs das dragqueens mais talentosas e divertidas da América. Há três anos conheci a série e me apaixonei, mas de tudo o que mais me chamou a atenção foi a trilha sonora, na qual RuPaul mesmo cantava as músicas. Baixei todos os álbuns e em 2014 a nossa Mama Ru lançou o novo trabalho que serviu de trilha sonora para a temporada que também foi exibida nesse ano. Com participações especiais e uma produção a la Britney Spears, RuPaul fez um álbum que conquistou muitos por aí.
Eu amo: Sissy That Walk, Fly Tonight, Born Naked e Feel Like Dancing
Música delicinha: Can I Get An Amen

6º 1000 Forms Of Fear
Sia

Depois de Happy, Chandelier foi a música que você mais deve ter ouvido nesse ano né? Bom, eu ouvi muito e por livre e espontânea vontade. Sia não se tornou a querida dos produtores a toa. Com uma mente incrível e com sua habilidade em fazer hits, a mulher simplesmente dominou o ano: seja com composições em sua voz ou “emprestando” para outros artistas. O álbum que tem um conceito complexo, mora desde o dia que foi lançado em meu coração e aqui irá continuar, pois esse cd fala por si. Uma obra de arte. Você pode ler o review completo aqui.
Eu amo: Big Girls Cry, Chandelier e Free The Animal
Música delicinha: Eye Of The Needle

5º The New Classic
Iggy Azalea

Sabe aquela artista que bombou na hora certa? Então, essa foi a chance que Iggy Azalea teve e fez bonito! Botou seu single “Fancy” no topo das paradas e se garantiu. Como uma das músicas mais tocadas, o seu álbum foi um dos mais esperados e não ficou devendo. Com seu rap com uma pegada eletrônica, Iggy se tornou um dos icones do ano e exalou sensualidade por onde passou. Eu mesmo me rendi a loira e não consigo mais soltar.
Eu amo: Black Widow, Fancy, Bounce e Work
Música delicinha: Don’t Need Y’all

4º Trouble in Paradise
La Roux

Quando postei o review sobre o álbum do La Roux, eu já estava viciado nele há algum tempo, até porque demorei um pouco para postar, pois estava tentando ser o mais específico possível para descrever o novo trabalho. Creio que ainda me falta palavras para isso, mas só digo uma coisa: o ouçam sempre e nos encontramos no show deles ano que vem!
Eu amo: Kiss and Not Tell, Cruel Sexuality, Sexoteque, Paradise is You, Tropical Chancer e Uptight Downtown
Música delicinha: Let Me Down Gently

3º 1989
Taylor Swift

Chegando perto do fim do ano, Taylor Swift enfim deu as caras e nos deu de presente o álbum 1989. Para ela, o seu renascimento na carreira e sua nova aposta 100% pop. Chamou produtores especialistas no gênero e arrasou nas letras (até porque ela tem muito material inspirador, rs) e nos colocou pra dançar, para cantar, para se declarar, para curar dor de amor e até atacar as inimigas com algumas indiretas. Taylor veio com um cabelinho curto lindo e muita juventude a mostra. Eu até diria que esse álbum é o melhor do ano, porém não o considerei em primeiro lugar porque saiu muito tarde e teve outro que ouvi e me identifiquei mais.
Eu amo: Style, Blank Space, Shake It Off, Bad Blood, Out Of The Woods, Welcome To New York…
Música delicinha: I Know Places

2º Glorious
Foxes

Muita gente pode não conhecer a Foxes, mas com certeza já ouviu muito sua participação na música Clarity do Dj Zedd. Mas eu a conheci por acaso, procurando músicas no Last.Fm ouvindo seu maior hit, “Youth” e daí fui ver e ela não tinha álbum. Não passou muito tempo e ela logo lançou o seu “Glorious” que é uma glória mesmo. Um pop calmo e intenso e com muito electro seguindo a linha da música. Sem contar as letras fortes e otimistas, todas de sua autoria. Me apaixonei e ouvi o ano todinho. Vale a pena!
Eu amo: Night Owls Early Birds, Youth, Let Go for Tonight e Holding Onto Heaven
Música delicinha: Shaking Heads

1º Sheezus
Lily Allen

Lily Allen dispensa apresentações né? Essa britânica da língua solta andou cantando muito por aqui, e não foi pouco também. Ouvia enquanto trabalhava, ouvia enquanto me exercitava, ouvia quando estava dirigindo, ouvia enquanto tomava banho… Enfim, ouvi muito. O álbum é eclético, tem músicas para dançar, para se apaixonar e algumas para soltar os cachorros. Lily sempre polêmica envolve todo tipo de assunto em Sheezus e as vezes faz até paródia de si mesma. Um trabalho impecável depois de anos de férias, Allen fez um álbum que conseguiu manter seu legado. Esse sim, o melhor do ano… na minha opinião. Leia o review aqui.
Eu amo: Hard Out Here, Air Balloon, Silver Spoon, URL Badman e Sheezus
Música delicinha: Take My Place


DESTAQUE: TILL DEATH DO US PARTY
Adore Delano

“PARTY!” é a frase que resumo Adore Delano, uma das competidoras da sexta temporada de RuPaul’s Drag Race e que com seu carisma, singularidade, garra e talento passou por cima das outras “queens” e se tornou a favorita de todas as temporadas. É mole? Sem contar que por pouco não ganhou a competição, pois ficou entre as três finalistas. Aproveitando todo o buzz em cima de seu nome, Adore que antes já no passado já tinha competido no American Idol, foi esperta e gravou um álbum pop e cheio de letras engraçadas e sensuais. E digamos que até ultrapassou o de RuPaul nas vendas, sendo uma das únicas dragqueens a estreiar em rankings de níveis internacionais. Everybody loves Adore. We Adore her. <3 Eu amo: Calling All Goddess, DTF, Party, The Creeps…
Música delicinha: Adore You

E bom, não podia deixar de mencionar a estréia de Ariana Grande que fez o single “Problem” junto com Iggy Azalea ser o hit do ano. O comeback ignorado de Kylie Minogue que trouxe um álbum produzido pelos melhores, mas não segurou tanto nossa atenção. Shakira e seu ótimo álbum autointitulado com músicas excelentes, mas não vi novidade alguma, mas confesso que ouvi umas duas semanas seguidas. Kelis também voltou muito conceitual e lançou um álbum que não conseguiu superar nada que fez em seu elétrico Flesh Tone, mas fiquei viciado em “Jerk Ribs” e a doce “Breakfast”. E pra finalizar, Nicki Minaj e Charli XCX chegaram com seus álbuns e pelo que ouvi, não consegui ver nenhuma música que se pareça com as esmagadoras “Boom Clap” e “Anaconda”, respectivamente.

2014 rendeu né?
E para você?? Qual são os melhores álbuns deste ano??

Review: La Roux – Trouble In Paradise

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Tropicaliente, Elly Jackson segue em frente e acalma nossa euforia com uma viagem no tempo, que ainda não fizemos.

La Roux
Nota: 5,0

    Artista: La Roux

    Álbum: Trouble In Paradise

    Gênero: Pop

Quando se fala em La Roux, o que vem na sua mente? Bom, na minha vem a imagem de Elly Jackson com um topete ruivo e rígido em um cenário futurístico e cheio de cores pastéis cantando a frenética “Bulletproof”. Foi assim que conheci o (até então) duo inglês que não demorou muito e dominou todo o universo indie underground, fazendo de seu primeiro álbum um sucesso entre os mais descolados. Com tal sucesso, o La Roux ganhou espaço na cena mainstream e aí foi um abraço. Todo mundo cantava loucamente os hits “I’m Not Your Toy” e “In For The Kill”.

Problemas pessoais, shows cancelados e incompatibilidade criativa fizeram com que o duo entrasse em conflito. O La Roux se separou e Elly decidiu continuar com o nome e seguir um novo horizonte musical. Cansada da batida oitentista e sintética de suas músicas, ela decidiu se inspirar em algo que lembrasse um ritmo quente e sensual, e ao mesmo tempo que se mantesse calmo e intenso. E digo que sim! Após cinco anos sem gravar material inédito, Elly conseguiu e estamos aficionados por tal trabalho.

“Trouble In Paradise” é aquele álbum que 2014 estava precisando para respirar. Em meio a essa onda pop e rnb que tomou todo nosso cenário musical, era improvável que La Roux voltaria e nos presentearia com músicas que fazem a imaginação percorrer lugares inéditos. Não brinco, a musicalidade trazida no novo cd é peculiar e inteligente. Saindo do meio retro-eletrônico, Elly busca sua paz nos gêneros tropicais e latinos dos anos 70 e no início da era disco. Prova real disso que a maioria das canções você pode perceber uma guitarra destoada a la David Bowie que encanta e faz com que a batida lenta da bateria se sobresaia sobre todo o gingado formado pelo new wave.

Com um tracklist de nove faixas, “Trouble in Paradise” parece ser uma miséria de conteúdo enquanto outros artistas se vangloriam de lançar seus álbuns contendo no mínimo vinte músicas. Mas de verdade, sou do time em que o que vale é a qualidade, quantidade nem tanto. E vamos combinar que com apenas nove músicas, esse álbum é uma abundância de qualidade.

Começa com um bloco incrível contendo “Uptight Downtown”, “Kiss And Not Tell” e a direta “Cruel Sexuality” que vão te fazer dançar tranqüilo e sem precisar bater o cabelo. Bem discreto.. sendo sexy sem ser vulgar. Seguindo a linha apresentada acima, as três são trabalhadas com new wave com destaque na tropicalidade dos anos 70. Ouça (e assista ao clipe de) “Kiss And Not Tell”.


Quando começa “Paradise Is You” você pode esquecer a sensualidade das anteriores e se jogar numa declaração de amor envolvente e que vai te fazer cantar e chorar junto. Até que a bateria novamente toma espaço, trazendo “Sexotheque” e “Tropical Chancer ” que ambas são latinas tropicais, e lembra um oásis no havaí, com palmeiras fazendo sombra na areia e cores, muitas cores, assim como na capa do álbum.

A viagem com drinks e paetês não dura muito, pois “Silent Partner” traz a influência de Michael Jackson, David Bowie e Grace Jones em uma música só. Inusitado e possível, Elly flerta num refrão oitentista chiclete e pedindo silêncio com um bate estaca bem suave no background.

Mas a cereja do bolo vem mesmo em “Let Me Down Gently” quando o álbum se tranforma em uma mistura do folk com o pop contemporâneo e com quase três minutos de música corridos, “Let Me Down Gently” acontece e mostra a que veio. BOOM. A música explode em um synthpop maravilhoso e continua com o título de melhor faixa do “Trouble”.


Depois de ser extasiado com “Let Me Down Gently”, nada mais justo que fechar a conta e lacrar com chave de ouro. “The Feeling” é áquela música que parece que veio de algum clube dos anos 80. Cheia de energia e com uma letra onde Elly diz que tem o sentimento que a pessoa estará a esperando, pois ambos tem o sentimento de se amarem. Encerra aqui o álbum e já corremos para ouvir tudo novamente.

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Concluindo, todo o tempo de espera valeu a pena. Quando Elly cantou algumas músicas do novo álbum em um show há um tempo atrás, todos vibraram e ficamos com gostinho de quero mais. Fui um dos que queria a música em alta qualidade em minha casa no mesmo minuto. O que não aconteceu, pois só pude ouvir essa onda tropical quando o álbum foi lançado.

Achei que foi um trabalho inspirador. Fazer aquilo que quer, deve, ama e pagar o preço alto. Elly não se sentiu intimidada e nem ficou presa ao som que a consagrou e sim, foi lá e fez um som novo com referências que estavam até então, esquecidas. Deu seu toque ao gênero e o trouxe com um frescor e com uma vibe atualizada. Além da estética, Elly Jackson tomou as rédeas do La Roux e fez um trabalho de aplaudir de pé. Um álbum curto para ser degustado aos poucos e sentir a essência de cada faixa com cuidado e medida.

Fica aqui a dica, pois se esse review e a classificação de cinco estrelas não forem o suficiente para você se convencer, eu sinto muito. Para todos os efeitos, há álbuns com sonoridade “atual” que irá te agradar muitíssimo. Basta clicar aqui e se agradar com algum.

7 músicas para cantar no karaokê

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“Nada do que foi será… de novo do jeito que já foi um dia.”

E é assim que eu começo o post de hoje, relembrando uma das muitas músicas que já cantei no karaokê. O post de hoje é sobre isso sim! Para a minha alegria, um dos temas do mês no Rotaroots (grupo de blogagem coletiva que participo) é postar 7 músicas para cantar no karaokê.

Agradeço aos japoneses por essa ideia brilhante de criar um aparelho onde podemos soltar o gogó e ainda admirar lindas paisagens. Desde a sua popularização no Brasil, eu sou um amante do karaokê e além de Lulu Santos, já cantei muito A Lenda e Pense em Mim. Grandes clássicos ein.. duvido que você já não tenha cantado uma delas.

Vocês cantam, eu dou show! É assim… me empolgo e sempre me sinto a Ione do Shopping e dependendo do meu desempenho faço que nem a Flora e mando todo mundo aplaudir, até porque eu não sou obrigado. Mas hoje deixarei aqui o setlist do meu show, que logo estará percorrendo todo o Brasil. Nem anunciei e já fiquei sabendo que já se esgotaram os ingressos. hahaha

Meu show no karaokê funcionará assim: Ato 1: A solidão | Ato 2: A rebeldia
Começo assim:

1. Adele – Hometown Glory


2. Heart – Alone


3. Pitty – Na Sua Estante


4. Michael Jackson – Man In The Mirror


5. The Temptations – My Girl


6. Cassia Eller – Malandragem


7. Guns n’ Roses – Sweet Child O’mine


Bom, essas são as minhas escolhas. Algumas inusitadas, outras clichês. Mas são as que mais gosto e que nem desafino tanto. Mas eu quero saber de vocês, que estão lendo.. qual música gostam de cantar no karaokê?

Comente por aqui ou pelo facebook, mas não deixe de falar.. quero saber!

Grande abraço!
Pedro

O terceiro álbum

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Bons artistas sempre tentam expressar suas emoções, mas isto não é muito fácil no começo de carreira. Há pressão da gravadora, e até do público para que eles continuem seguindo na mesma linha e ‘hitando’. Até que chega o terceiro álbum, quando os mesmos já têm fãs e nome de peso: a combinação perfeita para finalmente cantar o que sentem. E para falar a verdade, esses são os melhores. Vamos ver alguns exemplos?

BRITNEY SPEARS - BRITNEY (2003)
Cansada de ter a sua imagem igualada a de uma menina pura e virgem, Britney decide lançar seu terceiro álbum de estúdio e contrariar tudo. ‘I’m A Slave 4 U’, o primeiro single, veio para demonstrar que ela não estava de brincadeira. Uma música e vídeo sexys fizeram parte da promoção, além de uma icônica performance no VMA da mesma segurando uma cobra. Outras canções pessoais como ‘I’m Not A Girl, Not Yet A Woman’ e ‘Overprotected’ estavam no pacote, dando a cantora uma visão mais madura.

MADONNA – TRUE BLUE (1986)
Um marco da cultura pop! Madonna nunca foi uma ‘ratinha de gravadora’, mas foi com esse álbum que ela evoluiu para ser a Rainha que é. ‘Open You Heart’, ‘Papa Don’t Preach’ e ‘Live To Tell’ se tornaram clássicos, contendo letras pessoais e controversas. Tem como não deixar de citar?

MICHAEL JACKSON – BAD (1987)
Se contarmos o ‘Off The Wall’, como o primeiro álbum solo do Michael (pois todos os outros ainda vinham com o selo dos Jackson 5), ‘Bad’ é seu terceiro álbum, e o mais autoral. Nove das onze faixas do disco foram escritas pelo cantor, demonstrando sua visão do mundo, o amor e suas excentricidades. ‘Leave Me Alone’ é um grande exemplo disso. A faixa título, ‘Man In The Mirror’, ‘The Way You Make Me Feel’, ‘I Just Can’t Stop Loving You’ e ‘Dirty Diana’ foram direto para o topo, fazendo do disco outro clássico.

LADY GAGA – BORN THIS WAY (2011)
O mais recente dos citados, mas não menos importante. O álbum veio com uma missão de espalhar a tolerância sexual, religiosa e racial. Além disso, expressa dores e alegrias vividas pela artista ao longo de sua jornada até a fama. ‘Born This Way’, ‘Hair’ e ‘The Edge Of Glory’ são destaques.

Poderíamos citar álbuns como: ‘Control’ da Janet Jackson (1986), ‘I Am… Sasha Fierce’ da Beyoncé (2008), ‘Unbroken’ da Demi Lovato (2011), e outros.

E vocês, conhecem algum? Comentem!

Carlos Paranhos
Um futuro jornalista de 18 anos. Pisciano fascinado por cinema, música, e arte pop em geral. Tentando ser a mudança que quero ver no mundo.

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