Música

Review: Conchita Wurst – Conchita

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Conchita Wurst
Nota: 5,0

    Artista: Conchita Wurst

    Álbum: Conchita

    Gênero: Pop

Há exatamente um ano atrás, Conchita Wurst estava chegando aos holofotes do mundo todo com sua apresentação inesquecível no Eurovision, com o hit “Rise Like a Phoenix” e encantando a todos com sua aparência andrógina e sua voz doce, profunda e incrível, claro. A sua participação foi tão impactante e inesperada que não tinha como não a prêmiar naquela edição. Impecável e com uma produção bem elaborada, a “drag queen” Conchita conseguia se destacar em meio de tantos nomes conhecidos em todo o território europeu (e alguns até fora dele). Hoje, venho fazer um review de seu álbum de estréia, que foi lançado esse mês e posso escrever com todas as letras e em negrito: MARAVILHOSO. Estou viciado.

Apesar de sua popularidade no mundo, Conchita foi ofuscada por tantas outros talentos da música. Sim. Infelizmente não vi muitas notícias e nada sobre o novo álbum. Por isso estou aqui, para relembrar todos que a Conchita está de volta e com um álbum para vocês ouvirem pro resto da vida, ok?

Conchita” consiste em doze faixas que é um menu para todos, indo do pop clássico a referências à Bollywood com dubstep. A equipe responsável pela concepção do álbum foi escolhida a dedo e inclui produtores europeus que tem em suas bagagens nomes como Miley Cyrus, Robyn, Lady Gaga, Ashley Tisdale e Danni Minogue. Nesse trabalho, Conchita diz ter entregado o máximo que pode e que apesar da espera ter sido grande, se diz realizada com o resultado.

Para começar o álbum, o pop clássico em You Are Unstoppable inícia a audição com maestria. Com a uma orquestra, a faixa se transforma quase em um hino de auto estima com o seu refrão poderoso entoado com backing vocals: “Você é mais forte do que imagina. Você é incontrolável”.

Em seguida, Up for Air não deixa espaço e já nos deixa na vibe do pop que ultimamente está tão esmagado com tanto trap eletrônico. A faixa é uma balada pop, suave e nos conquista sem perceber. Os detalhes dessa produção está na voz, e não nos instrumentos. O refrão dá essa certeza. Já alerto que se eu fosse você, ouvia esse álbum com fones de ouvido e preste atenção em cada detalhe. Eles estão lá por toda parte.

Put That Fire Out me dá a impressão que veio de algum musical sobre a América e vejo Conchita toda vestida de militar cantando em algum lugar sombrio de guerra. E nessa música só há a voz dela ecoando e se misturando a um coral tímido que mais parece uma multidão marchando em busca de algo.

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Depois da expressiva anterior, Conchita traz calma com a sua Colours of Your Love cantando que “Meu coração é campo de batalha e você me fez render”. No refrão, uma surpresa: tem um dubstep bem gostoso de ouvir, que é o contrário de tanta barulheira produzida por alguns artistas hoje em dia. Uma cítara bem rápida só está ali pra dizer que vem coisa diferente por aí.

E olha só. Nem demorou! Out of Body Experience parece vir do ocidente só para nos fazer dançar que nem uma odalisca sexy. Sim, a faixa é cheia de ritmos indianos misturados ao pop atual e nem é preciso que a voz de Conchita desliza de um lado pro outro perfeitamente. Se encaixa direitinho, e se em outras via tudo cinza, nessa vejo muitas cores, véus voando e até as danças muito conhecidas em Bollywood.

Cabaré! Essa foi a ideia que tive quando Where Have All The Good Men Gone começou e no refrão se mostrou ser uma faixa totalmente regada à jazz, blues e claro, pop! Nessa música não pouparam em produção e há exagero em toda parte. Seja nos instrumentos, seja nos vocais. É um “desbunde”, como diria minha avó. Mas digo em bom gosto, pois a voz de Conchita chega a notas altas e em um tempo muito curto de respiração. Desculpa aí, mas essa faixa é uma das melhores que ouço em anos.

Estamos no meio do álbum e para mim a faixa a seguir foi a que mais conseguiu mexer comigo e me fazer fechar os olhos e apenas apreciar esse momento. Algumas músicas contam histórias, ou apenas falam aquilo que alguém sente, e isso é lindo. Em Somebody To Love, a sensação e os detalhes tomam conta. Pop genuíno com um refrão fácil e pegajoso, as vezes me pego cantando e com “I tell myself I’m living, but really I just long. For somebody to love…” música presa na cabeça. E aqui é um deleite de detalhes. Só pra não perder o costume:

Firestorm, a minha favorita (até então) habita entre uma junção do eletrônico com o pop que veio cantando nas faixas anteriores e me ganha por ter um piano marcante no refrão. A versatilidade de Conchita é impressionante e não resta dúvidas que esse álbum foi feito com muito cuidado. Sem contar a letra maravilhosa e profunda, onde Conchita expressa seus sentimentos a uma pessoa que está indo embora de sua vida. Nota 10!

Pure vem para acalmar os ânimos e é uma linda balada entoada por um piano e alguns instrumentos de fundo. O refrão forte, traz versos como “Eu dou cada batida do meu coração, cada pedaço da minha alma, me descontrolo para saber como se sente ao ser puro.

Heroes mantém a calmaria, e traz uma faixa um pouco mais agitada. Como se fosse uma conversa, a faixa é uma balada onde “Nós vamos brilhar até nossas cores iluminarem o céu”. Intensa, a faixa se destaca pela grandiosidade de Conchita. Estou extasiado pois cada faixa é uma produção única e bem elaborada. Lembrando que esse foi oficialmente o primeiro single para a promoção do álbum.

Rise Like a Phoenix, a primogênita e dona do buzz, não poderia faltar no álbum de estréia né? Começa clássica e se revela um estrondo no refrão. Uma das músicas que mais ouvi no ano passado e torci para que houvesse um álbum logo. O potencial vocal de Conchita transborda e ela não economiza nem um pouco em talento. Fico feliz que tenha essa música para sempre me lembrar do hit que é, e apesar de ser “nova”, essa faixa é uma produção sem validade. Podemos ouvir daqui vários anos, e ela continuará com essa sonoridade vivaz.

E para fechar com chave de ouro (e já se preparar para recomeçar a ouvir o álbum novamente), Other Side of Me chega com a orquestra que abriu o álbum, mas não espere confissões ou algo sobre amor e sim, sobre algo pessoal. O legal dessa faixa fica por conta da composição, que foi escrita especialmente para Conchita um dia após sua apresentação no Eurovision e o compositor disse que viu nela, algo que ninguém viu. Com a exposição de sua figura, Conchita foi o centro das atenções por ser uma “cantora barbada” e a própria afirmou ficar insegura e achar que seu visual seria mais levado em conta do que sua performance. O fim já sabemos e a letra da música só nos dá a afirmação que essa faixa veio pra “lacrar” o fim do álbum. Other Side Of Me deixa a sensação de um final feliz e libertador, depois prestem atenção (ou procurem um tradutor online – não há desculpa) e diga se não é inspirador.

“Não quero que você saia de mim, mas tente ver o outro lado de mim.
Estou mudando de alguma forma, porém continuarei precisando de você aqui.”

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Concluindo: estou ouvindo vários álbuns, porém nem todos estão me convencendo por completo. Sinceramente muitos deles nem me dão vontade de vir aqui e postar, pois nem vontade de criticar dá. Pois é, e com o álbum da Conchita foi o contrário, no momento que o Spotify (merchã) liberou o álbum, corri e ouvi todo sem perceber que tinha acabado. Ouvi novamente e tive certeza que tinha que deixar essa recomendação.

Conchita veio em uma era em que ser diferente visualmente ou estranhamente belo, não é relevante. Desde que Lady Gaga fez tudo que podia e o que conseguia para ser taxada de irreverente, estranha, feia, bonita, louca e etc, nada visualmente conseguiu a superar. Acredito que o showbizz se educou e aprendeu a ver o talento e o que o artista traz para adicionar. A nossa “mulher barbada” está aí para provar que já estamos vulneráveis a todo tipo de habilidade.

O quesito que mais vejo nesse álbum de estréia é “perfeição”. Não consegui ouvir nenhuma fala e digo que tudo que a gravadora da Conchita confiou e apesar do atraso, não é um álbum que vão conseguir esquecer fácil. Com melodias ricas e letras envolventes, “Conchita” tem seu marco em 2015 e torço que consiga atingir um desempenho relevante nas paradas, pois os fãs vão fazer jus a essa obra prima.

Quem sabe muitas artistas que se intitulam “rainhas” e “princesas”, ouçam esse álbum e fiquem com vergonha com o conteúdo que fazem. Agradeço por existirem as Conchitas e Lady Gagas para mostrar que nem sempre a aparência importa, e sim, o conteúdo que agrega ao nosso pantanoso mundo pop.

Fica a dica: Faça amor, não faça a barba. :)

No iPod: Mariah Carey – Infinity

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Depois do sucesso morno de seu último lançamento, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, Mariah Carey volta com um novo single para que todos seus fãs pirassem.

Infinity é uma música que não é diferente do gênero que Mariah pegou e deixou sua marca. Achei muito boa, e confesso que gostei muito mais que todos os singles que ela veio apresentando ultimamente.

Com muitos gritos e notas agudas, Mimi arrasa e vem confiante que esse também será um hit digno de topo. Abusada ou não, a produção assinada por Eric Hudson, conta com arranjos orquestrados á um violino bem elétrico que conduz “Infinity” em alguns momentos chaves. E claro, tem Mimi fazendo o que ela sabe fazer de melhor: falsetear.

Ouçam a música abaixo e assistam ao lyric video fofo que fizeram. Impossível não amar o violino com borboletas, o coração derretendo e o arco-íris ao fim.

Infinity” já se tornou meu vício e eu perco as contas de quantas vezes ouço por dia. A música fará parte da coletânea hedonista de Mariah, onde só terá hits que conquistaram a posição suprema dos charts. Intitulado “Mariah Carey #1 to infinity”, Mimi mostra que não está de brincadeira e quer esfregar na cara das inimigas tudo o que conseguiu.

Enfim, eu adoro que Mariah tenha voltado a parceria com L.A. Reid e espero que ele dê muito palpite certo dessa vez e que venha muita coisa boa por aí. Quem sabe um dueto com Ariana Grande, Beyoncé, Jennifer Lopez…

Adam Lambert está de volta e em uma “Ghost Town”

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Sim! Adam Lambert voltou e está com seu coração vagando por uma cidade fantasma!

O nosso American Idol favorito lançou seu novo single, chamado “Ghost Town” e que foi produzido pelo hitmaker Max Martin. O resultado não poderia deixar de ser estrondoso né?

A faixa que segue a modinha europop com todos os sintetizadores e uma base trabalhada no house, “Ghost Town” soa acústica e íntima no início, mas a partir do refrão a faixa toma um impulso e se mantém dançante com uma batida envolvente. A letra é simples mas o refrão curto gruda na cabeça e quando você percebe, você já está cantarolando “MY HEART IS A GHOST TOWN”. Para o primeiro single, creio que Adam escolheu bem em apresentar uma faixa mediana e na medida, pois você não cansa de ouvir.

Para impulsionar as vendas do single, Adam soltou um lyric video que na minha opinião, ficou pobre. Achei bem parecido com aquelas visualizações do Windows Media Player, e como designer gráfico não aceito que tenha um conceito “espacial” sendo que podia ter feito algo mais a ver com a música. Enfim… ouça a música abaixo, que na verdade é o que importa:

Desde Trespassing, seu último álbum lançado há três anos, Adam dedicou sua carreira em fazer turnês com a banda Queen, e apresentando todos os sucessos que foram imortalizados na voz de Freddie Mercury junto à formação original da banda, que inclusive estarão no Rock In Rio esse ano. Mais maduro, Adam parece estar mais confiante nessa nova etapa de trabalho, pois com toda a correria da turnê, ainda trabalhou pesado em seu novo álbum, “The Original High”, que irá ser lançado em junho e que além da produção de Max Martin, conta também com a colaboração de Brian May, fundador e guitarrista do Queen e da queridinha do momento, a sueca Tove Lo.

Já prevejo que esse álbum vai ser um dos melhores e um dos que mais vou ouvir durante um bom tempo, pois o Adam consegue a proeza de fazer álbuns balanceados e que ao mesmo tempo que ele te anima com as batidas, ele nos leva a uma calmaria com suas baladinhas e sua voz indescritível. Eu sou fã e assumo que desde que a música foi lançada, já a ouvi mais de 100 vezes, e contando…

E sim Adam, eu te entendo. Eu também sinto as vezes que meu coração é uma cidade fantasma.

No iPod: Francinne – I’m Alive

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franporto

Para os fãs de Britney Spears, Francinne (ou Fran Porto, como é mais conhecida) não é um nome desconhecido. Famosa por ser uma das melhores covers da princesa do pop, Fran se destaca das outras por fazer o trabalho como “impersonator” há mais de dez anos e sendo reconhecida no Brasil todo.

Com o sucesso de sua perfomance na noite, Fran decidiu seguir na carreira de cantora e gravar um single, “I’m Alive” que foi produzido pelo top produtor Mister Jam, que assinou grandes hits, tais eles pertecentes a Wanessa e Kelly Key. A música vem sendo trabalhada há algum tempo, mas só ganhou notoriedade agora, que integra a trilha sonora da novela das oito da Rede Globo, Babilônia.

Eu encontrei a música por acaso em um site de notícias e desde que ouvi pela primeira vez, não parei mais de escutar. A faixa varia entre o electropop e o house que a gente conhece bem. A semelhança da voz de Francinne com Britney é enorme e as vezes “I’m Alive” soa como uma música na voz de Britney. O refrão é bem chiclete e tem aquela batida de quando um hino explode de boate sabe?

Não conseguiu imaginar? Então ouve abaixo e vamos torcer para que Francinne tenha muito sucesso nessa carreira, porque se depender de mim ela já conquistou um lugarzinho no sol.

Se você curtiu o som da gata, compre no iTunes!

No iPod: Grimes – REALiTi

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grimes11

Hoje eu quero trazer para o Fruto Proibido algo que eu tenho um imenso carinho: Grimes.  Claire Bouhcer ou só Grimes de 27 anos, chegou aos meus ouvidos em 2013 aonde uma amiga venho a me indicar Oblivion, qualquer pessoa que já tenha ouvido o som da Canadense sabe que ela é de uma sonoridade bem pessoal e única.

Toda essa “excentricidade” se da por ela começar seu caminho musical desde 2010, tendo influencias do cenário Eletrônico e Industrial Underground de Montreal. A moça nesse mesmo ano lança seu primeiro álbum intitulado “Geidi Primes” seguidos de alguns outros que iriam evoluir sua sonoridade e trabalho. Em 2012 ela lançou o que em minha opinião é sua obra prima “Visions“, foi aclamado pela critica era uma mistura de elementos musicais variados e vocais diferenciados que a fez ser considerada dona de um dos melhores álbuns do ano pelo The New York Times.

Em 2013 ela assinou com a gravadora Roc Nation, contudo REALiTi é uma demo de descartada de seu próximo álbum (que inclusive possuí outra musica descartada chamada “Go”). Com um vídeo que mostra sua viagem pela Ásia durante 2013, a moça mostra sua qualidade musical mesmo com uma faixa ainda não finalizada. As clássicas batidas nostálgicas e os vocais destorcidos causam aquela nostalgia que faz qualquer um se apaixonar pela banda.

Com um álbum previsto para chegar ainda esse ano, Grimes mostra que até mesmo em suas demos o nível de suas musicas continua o mesmo após todo esse tempo. Indicação pessoal de quem não consegue tira-la do repeat.

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