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Review: Cher – Closer To The Truth

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Após 12 anos sem álbum novo, Cher volta com novos e velhos ritmos. Mas nada que seja novo, literalmente.

Closer To The Truth
Nota: 3,0

    Artista: Cher

    Álbum: Closer To The Truth

    Gênero: Dance

Dias, anos, décadas, séculos se passaram e o novo cd de Cher nunca saia da gaveta. Com o tempo passando, seu material “novo” ficava cada vez mais ultrapassado e o medo do flop a afrontava. Mas parece que 2013 é o ano da sorte para ela, pois Holy Cher resolveu enfrentar o pop da atualidade e se jogar nas tendências e quebrar o hiatus de 12 anos.

Closer To The Truth foi divulgado e veio com uma capa sensual em que Cherzona está toda loira fatal mostrando pro mundo que tá enxuta e pronta para colocar as poderosas no bolso. Antes de ser lançado, a gravadora liberou o streaming e a gente correu para ouvir. Para variar a voz continua a mesma, mas a qualidade das músicas seguiu a linha mainstream com a essência dance que já tocou muito nas vitrolas de seus fãs. (brincadeira).

O álbum é ótimo, cheio de músicas dance e no estilo que estamos acostumados e que nos faz querer dançar. Baladinhas para se ouvir em dias de chuva também foram incluídas e para a produção das músicas, Cher foi esperta e chamou novos e antigos parceiros, até porque não se mexe em time que está ganhando.

Bom, não crie tantas expectativas em relação ao frescor das músicas; “Closer” não chega a ser o álbum da geração porém também não beira o marasmo de tendências. É como se pegasse o útlimo álbum dela e remixasse com produtores atuais. Claro que dentre tanto clichê, há músicas que merecem atenção e um repeat eterno. Alem da excelente Woman’s World, que tem composição assinada por P!nk e Timbaland, listei abaixo as faixas que mais gostei e despertou em mim uma sensação tão boa que corri para escrever sobre elas.

Take It Like A Man:
Não soa novo, porém tem tanto autotune que eu já amo! Lembra Believe e ainda tem um feat. quase inperceptivel de Jake Shears no refrão e alguns corinhos. Sem contar que é uma 2ª Faixa!

Dressed To Kill:
Essa faixa é pop dance do jeito que gosto. Com intro trabalhada no retro disco, com middle8 carregado e tem um refrão chiclete e autotune, claro. Cher está vestida para matar, e vai matar todas as outras faixas, porque eu só quero ouvir ela!

Red:
”All I see is red now”. Maravilhosa, essa faixa tem uma batida muito boa. Com refrãozinho jogativo e que dá pra fazer passinhos até. Parece aquelas produções do RedOne.

I Walk Alone:
Country Cher! Foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Com um banjo afinado, uma batidinha vem chegando e toma conta com um refrão pop dance! Essa música está na medida.. se mexesse em alguma coisa, piorava. E pra melhorar essa música foi composta pela P!nk. OMG!

I Don’t Have to Sleep to Dream:
Dance dance dance! Composta por nossa amada Bonnie McKee e produzida por Timbaland. Uma delícia de música com uma batida pop e que com certeza a versão original era mais lenta. Não sei porque essa faixa ficou de fora do tracklist standard.

Quem curte baladas, pode ouvir a partir de Sirens pois não se decepcionará. Destaque para I Hope You Find It.
Ouçam o streaming liberado pela gravadora aqui:

Para ser sincero eu não estava esperando esse comeback, mas desde que foi lançado Woman’s World eu sabia que Cher ia voltar atualizada (assim como Madonna faz todo ano) porém quando saiu os previews das músicas, fiquei bem animado. Todas são ótimas mas são tão iguais que enjooa. As vezes tenho a impressão que estou ouvindo apenas pelo arranjo e a produção que foi bem feita, mas pra mim nem importa que seja a CHER. Mas é isso aí, vamos ver qual será o próximo single e torcer para que alguma das que gostei ganhe um clipe bacaninha.

Review: Natalia Kills – Trouble

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De perfeccionista á garota problema, Natalia Kills
mostra seu amadurecimento em novo álbum.

Trouble
Nota: 5,0

    Artista: Natalia Kills

    Álbum: Trouble

    Gênero: Pop

Natalia Kills acabou de lançar seu novo álbum, Trouble, que ao contrário do antecessor, o álbum segue uma linha biográfica, despretensiosa, dramática, pesada e interessante. Toda vez que saia trecho de música, teaser de vídeo e tudo mais sobre Natalia, eu ignorava e pensava que não ia vingar. O passado flop dela irá sempre nos atormentar, pois muito sabemos que ela lutou pra conquistar seu lugar ao sol. Perfeccionist é um álbum que ouvi muito, muito mesmo; pois amava essa essência pop dark que dona Kills trazia, e amava mais por ser ousada e tentar a todo custo ser referência. Mas apesar de vários empurraõzinhos, ela chegou lá! Hoje, um pouco mais estabilizada e com outro conceito, Natalia Kills está apostando todas as suas fichas no sucesso de Trouble, e se depender de nós, pode trazer um disco de ouro pra garota!

Em Trouble é dificil escolher uma faixa para o representar, tal escolha teria sido dificil para a própria Natalia, pois cada uma delas significa um estágio de sua vida conturbada, inclusive a infância em que vivia com sua família problemática que para os outros sempre foram “a família perfeita. Quanto mais ouço, mais me surpreendo com a qualidade e novidade que cada faixa traz. Impossível eleger a favorita. Como vi que vários blogs já comentaram sobre o álbum, vou fazer um review diferente, até porque não quero que ninguem deixe de ouvir essa obra prima. Todas as faixas foram escritas por Natalia Kills com produção de Jeff Bhasker.

1. Television

Deve ouvir porque essa é a história da Natalia Kills. Apesar de ter uma intro meio dramática, a partir do minuto 1:30 a música começa e aí sim podemos desfrutar de Television, uma faixa bem nos moldes de Natalia e que nos embala a um electro rock disfarçado, pois a música com letras pesadas leva a pessoa não prestar atenção no quao triste a realidade de sua família, assim como na vida real estamos sempre mascarando a verdade. Boa sacada, Kills!! :)

2. Problem

Deve ouvir porque é electro dark e tem um refrão frenético. Ah, e porque também tem um clipe legalzinho e polêmico.

3. Stop Me

Deve ouvir porque tem uma letra bem forte, mas a musicalidade é fraca. E não é nada demais. Não sei se deve ou não ouvi-la, rs.

4. Boys Don’t Cry

Deve ouvir porque é hit e lembrem: meninos não choram! A faixa lembra Blondie por ter uma pegada rock dos anos 80s. Excelente!

5. Daddy’s Girl

Deve ouvir porque é a melhor do álbum. Além de conter sample da antiga Rich Girl de Hall & Oates e te deixa com vontade de quero mais. A música é linear e se destaca de todas as outras.

6. Saturday Night

Deve ouvir porque é a mais linda do álbum. Nessa música Natalia retrata de sua infância e conta sobre como se sentia ao conviver com o pai alcoolatra e sua mãe depressiva sofrendo violência doméstica. Triste e emocionante, a música ganhou um clipe tão forte quanto. A faixa é regada com uma batida dark e envolvente. 5 estrelas.

7. Devils Don’t Fly

Deve ouvir porque é uma balada profunda.

8. Outta Time

Deve ouvir porque é bonitinha e retrô! Alegre e fala sobre relacionamentos. Quebra um pouco esse conceito pesado do álbum. E tem lyric video!

9. Controversy

Deve ouvir porque é controversa. Boa mas não sei o que essa faixa faz nesse álbum. Pra ser mais controverso, só faltou chamar a M.I.A. para fazer um feat. Mas o batidão dela é delirante.

10. Rabbit Hole

Deve ouvir porque é do Diplo. Mentira! Mas é excelente também. Gosto bastante do refrão.

11. Watching You

Deve ouvir porque………. não deve ouvir. A não ser que você quiser dormir. Chatinha.

12. Marlboro Lights

Deve ouvir porque tem piano. Outra baladinha da Natalia e essa sim é linda e pode ouvir sem dormir. Mas devia ser a álbum do álbum. Só acho.

13. Trouble

Deve ouvir porque oh oh oh oh oh oh i’m trouble! Ótima e na medida, essa música finaliza o álbum e fica a vontade de ouvir tudo outra vez.

A recepção de Trouble foi boa e todos querem ouvir e conhecer mais sobre a garota problema, pois haja coragem para tirar lá do baú todos os traumas e histórias de sua vida para expor em músicas. Espero que Natalia colha muitos frutos, pois houve sinceridade nesse trabalho.

Nicola Roberts, are you happy?

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Nicola, Cinderela


Cinderella's Eyes
Nota: 5,0

    Artista: Nicola Roberts

    Álbum: Cinderella’s Eyes

    Gênero: Pop

Quis começar esse review do mesmo jeito que Nicola começou sua carreira solo: contando um conto! E se formos analisar, a “confecção” do álbum soa como um conto dos irmãos Grimm em que o começo é sofrido mas ao decorrer da estória, tudo toma seu devido lugar. Sim, a história solo de Nicola Roberts não iniciou muito feliz; já que quando ela assinou contrato com a gravadora, todos os fãs do Girls Aloud duvidaram de sua capacidade. Tanto que conforme iam saindo notícias, menos interesse havia.

Apesar de conhecer o grupo há pouco tempo, jamais pensei que a Nicola iria fazer um trabalho tão diferente e com uma qualidade superior de qualquer outra integrante. Desde então imaginei que o álbum iria vir recheado de baladas e músicas com uma pegada mais romântica. Mas pelo visto, caí do cavalo. Porém me surpreendi muito.

Quando saiu o primeiro vídeo da saga de Miss. Roberts gravando o álbum, com o instrumental de Beat Of My Drum no background, meio que enlouqueci e a curiosidade de ouvir a versão finalizada foi só aumentando. Tudo era muito diferente e brilhante para uma Girl Aloud que não apostavamos todas as fichas. Queria prolongar esse post e contar como foi minha reação a cada música que foi “saindo”, ou em cada novidade sobre esse processo. Mas o foco são as músicas, e até porque quem lê o blog (ou me segue no twitter) acompanhou toda a alegria que foi a redescoberta de Nicola Roberts.

01. Beat Of My Drum

Nicola escalou um time de peso para lhe ajudar a fazer esse sonho possível. O coringa na jogada foi nada mais, nada menos que Diplo, que virou o bambambam depois que começou a usar a nossa musicalidade em suas produções. Beat Of My Drum é a prova que o funk americanizado deu certo e que não precisa ser vulgar para conquistar a todos. Esse single teve tanto impacto que todos se surpreenderam com o batidão envolvendo Nicola, que se rendeu dançando remexendo o popozão.

02. Lucky Day

O álbum ficou na responsabilidade do dj francês Dimitri Tikovoi, que junto com Maya Von Doll e com a própria Nicola, fizeram de Cinderella’s Eyes um dos álbuns britânicos mais esperados do ano. Lucky Day é despojada e com elementos retro. A voz de Nicola está na medida e o refrão nos conquista com sua simplicidade. Escrita “pelo” Dragonette, a música tem seus altos e baixos, porém não deixa de ser uma graça. Uma pena que como single, não tenha atingido bons índices nos charts. O clipe também segue a linha da música e mostra uma Nicola sapequinha andando pelas ruas com seu mini vestido. Veja aqui.

03. Yo-Yo

Yo-Yo foi uma das que mais gostei por ter uma batida tão intismista e ao mesmo tempo comum, que me rendi completamente. A letra da música é profunda, pois ninguem quer se sentir como um iô-iô sendo jogado de um lado para o outro. O detalhe dessa faixa está no bridge quando Nicola explora bem seu timbre e não faz feio ao cantar agudamente. Eu não consigo acompanhar, rs.

04. Cinderella’s Eyes

A faixa-título é uma música genuinamente nos moldes britânicos. Não há duvida que tem uma influência retrô novamente em Cinderella’s Eyes, por conta dos sintetizadores bizarros, mas a música é um prêmio a parte. Debochada, Nicola pergunta se a Cinderela está feliz com seus agudinhos.

05. Porcelain Heart

Porcelain Heart saiu logo em seguida de Beat Of My Drum e também me chamou a atenção por ser uma balada que o Girls Aloud cantaria tranquilamente. Os arranjos são fortes e a batida soa como uma forma de desabafo, do estilo, por favor… não quebre meu coraçãozinho de porcelana! Amo o baita grito que a Nicola dá aos ultimos minutos da música. Arrepiante.

06. I

Desde que que ouvi o preview de I, me senti intrigado com aquele som que lembrava o oriente, e que me dava uma melancolia. Com uma batida assustadora e ao mesmo tempo refrescante, é uma faixa que soa acusticamente muito bem. A voz de Nicola está crua e suas palavras fazem sentido conforme entra em colisão com os elementos lúdicos que só o Metronomy conseguiria fazer tão bem. Um detalhe que percebi foi que essa faixa não tem um refrão estabelecido. I é uma crítica ao nosso egocentrismo? Só sei que essa música começa e termina misteriosa.

07. Everybody’s Got to Learn Sometime

Com certeza o pessoal do The Korgis ficariam muito felizes se ouvissem esse cover que Nicola fez de um de seus maiores sucessos. A versão ficou por conta de pianos e batidas que beiram ao dubstep (que virou sensação agora. todas quer). Nem precisa falar que a voz da Nicola encaixou muito bem nessa versão. PONTO PARA NICÃO!

08. Say It Out Loud

Quem foi o engraçadinho que botou uma música do Goldfrapp no cd da Nicola?? Foi a primeira coisa que pensei na primeira vez que ouvi, porque a musicalidade é idêntica. Todos esses elementos futurísticos e oitentistas são a cara da banda britânica. Amo muito a forma que essa música toma vida. É fantástica e soa como se fizesse parte do filme Xanadu. Uma das minhas favoritas. Produzida pelo trio The Invisible Men, não temos no que se queixar, pois melhor impossível.

09. Gladiator

O batidão tá de volta, mas dessa vez Nicola só quer CHÃO CHÃO CHÃO CHÃO CHÃO. A energia dessa música é fora do normal, e apesar de não ser comercial o bastante, acredito que faria muito sucesso nas pistas. O bridge lembra “Closer” da Kylie Minogue, que também faria um ótimo trabalho se essa faixa caísse em suas mãos. Imagina só a miação de Nicola e Kylie juntas?? hahahaha

10. Fish Out Of Water

Não satisfeito com a bagunça gloriosa que aprontou em I, Metronomy produziu Fish Out Of Water, que também é toda trabalhada no mistério e nos sintetizadores. Simples e coesa, essa música toca como se fizessemos uma viagem no tempo ou pra qualquer lugar que não seria onde estariamos. O timbre suave dessa vez nos faz ficar hipnotizados por essa música que não faz sentido algum, só sei que ela está longe de ser um peixe fora d’agua.

11. Take A Bite

Take a Bite é uma música que me lembra muito a Uffie. Não sei porque mas essa variação de ritmos me fez até pensar que fosse ska ou algo mais urban. O refrão é desconexo e faz a música tomar outra dimensão. O The Invisible Man também foi responsável por essa produção, que também tem uma batida envolvente e que agrada a todos.

12. Sticks + Stones

A baladinha mais borocoxô desde Adele. Cheia de sentimento e mágoas passadas, Nicola não economiza nas emoções e desabafa como foi dificil lidar com as injustiças que passou e todo o drama que foi guardando. Muito comovente e emocionante, palavras sinceras e uma situação que todos já passaram. Uma música que fecha com chave de ouro.

Pois bem, o saldo total desse album sempre será positivo. Fico triste por Disco, Blisters & a Comedown não ter entrado pro álbum, pois é uma das melhores. Talvez não quiseram deixar o cd com ritmos muito repetidos, já que essa música também é um pop britânico.

Acredito que Nicola tem muito do que se orgulhar, apesar de não estar deslanchando nos charts, os fãs que acompanharam toda a saga ficaram muito felizes com esse lançamento. Posso até dizer que foi um dos melhores do ano e está melhor que qualquer outro lançado pela suas amigas de grupo. Não desdenhando o talento das outras, mas é que Nicola soube fazer um trabalho tão bom quanto o que desempenhava no grupo. Mas um debut não se compara a um hit coletivo, né?

Agora podemos confirmar que não existe mais um patinho feio, e sim, uma linda donzela a procura de seu final feliz.

PARABÉNS NICOLA. MUITO SUCESSO PARA VOCÊ!! ME ADICIONA NO MSN!!! hahaha

Wanessa e seu novo DNA

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Wanessa mergulha no dance para se encontrar. Será que agora vai?

Olha, Wanessa com ou sem Camargo sempre fez parte de nossa adolescencia com seus hits apaixonados e com uma lição de moral sobre amor. Quem nunca se pegou cantarolando alguma de suas músicas que atire a primeira pedra. *ok, nessa parte eu corro*

Enfim, eu quero é dizer que Wanessa desde então se viu limitada a cantar as mesmas coisas, e outra que seu público havia crescido e os “novos” nem se interessavam tanto como antes. Resolvida a se adaptar, Wan arrancou o Camargo, pintou o cabelo de loiro e começou a se dedicar as batidas hip hop e cantando em inglês: não deu muito certo.

Com um flop nas costas, decidiu apostar no dance e parece que anda rendendo ótimos frutos. Cantando em todas as faixas em INGLÊS, Wanessa bebeu de todas as fontes que pode e fez o dever de casa. Se vocês vasculharem no blog, vão ver que eu postei BASTANTE sobre tudo que ela andou lançando nos ultimos tempos e vão comprovar a qualidade.

Seu oitavo álbum, intitulado DNA será lançado em breve, porém já caiu na net e está por aí, completo para audição e ACLAMAÇÃO DE TODOS!!! Dê play e vem comentar sobre o novo trabalho da Wanessa comigo!!

Para começar já quero falar que quando saiu essa capa, eu nem acreditei, até porque o ensaio tinha fotos tão mais interessantes e escolheram logo essa aí.

O álbum começa com a faixa homônima DNA, que é uma faixa que tem uma batida ótima e que dá pra dançar sem precisar bater o cabelo. Uma música intimista só pra apresentar o trabalho novo. Stuck On Repeat já era conhecida, porem ganhou uma nova mixagem que a deixou melhor ainda. Essa faixa continua na mesma sintonia da anterior e faz a pessoa dançar e até arriscar alguns passinhos. Murder começa com uma intro que me lembra algo dos filmes de espionagem, sei lá, lembrando mesmo algo relacionado a assassinato. O refrão é impecável com uma batida acelerada e do tipo que chama todo mundo pra dançar junto. Já é uma das minha favoritas.

Worth It continua valendo a pena, até porque todo mundo já sabe de cor e salteado, né? Sticky Dough tem uma batida funk e um feat. de uma tal de Bam Bam que ninguem nunca viu. Mas isso não tira o mérito da música que é ÓTIMA e que tem um refrão regado a prosopopéia alheia, rs. Get Loud! tem moldes europeus e não deixa a desejar em qualidade. Super alto astral, a música não para e os arranjos não perdem o compasso.

Falling For U tem uma vibe house e é uma balada que poderia ter uma participação da Lorena Simpson que tudo ficaria mais lindo ainda. Essa música também estava no ep que a Wanessa havia lançado e ainda entrou pra trilha sonora de Ti Ti Ti. Blow Me Away é toda latina e com influências espanholas e que tem um Q de La Isla Bonita. O refrão é ótimo e a sintonia é incrivel. Outra que tenho como tesourinho. Rescue Mission faz o ritmo do álbum reduzir um pouco e entoa uma musica calma, porém não é ruim, mas tem seu valor. Tonight Forever conta com alguns synths retro e deixa o mesmo ritmo da música anterior. O refrão de longe lembra as baladinhas que Wanessa Camargo fazia.

High chega com um ar potente e não é pra menos: a música é uma das melhores do DNA e uma que conquistou meu coração. Logo de cara gostei da simplicidade da batida e do tom baixo da música. It’s Over é a baladinha mais marcante do álbum e livre de batidas e melodias barulhentas. Essa é pra ouvir pra encerrar o álbum com chave de ouro.

Os remixes e o “epiloghe” Blind Faith nem vou comentar. Até porque nem precisa né?

Achei que Wanessa e Mister Jam fizeram um cd ótimo e conseguiram sim acertar em cheio. Dosou bem o conteudo e não o deixou monótono e cansativo de ouvir. Só basta saber se o cd vai ser bem recebido pelo público brasileiro, e se é que vão reconhecer o árduo trabalho que foi. Enfim, agora sim vejo uma estrada brilhante para a nova mamãe do pedaço. 😀

Born This Way: master review

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No dia seguinte em que o novo álbum de Lady Gaga vazou na rede, eu corri e fiz um mini review só pra não deixar passar batido. Na correria do dia a dia, não pude fazer um post decente e detalhado sobre o álbum. Até porque eu acho super válido, o tanto que comentei aqui no blog não foi brincadeira. Se você não leu o post anterior, faça-o

O estilo musical que seria seguido no álbum foi um mistério, já que a cada single era uma surpresa de gêneros. Principalmente pelos “previews” jogados nos vídeos dos bastidores de gravação, shows, apresentações através do canal no youtube, na série Gagavision.

A arte da capa é um caso a parte. Quando saiu ninguem acreditou que essa seria mesmo a capa para o cd que diziam ser o queridinho da nova geração. Mas aí que está o diferencial, uma capa super exótica e engraçada. Uma imagem que vamos ver e guardar como uma caracteristica da artista. Um dia quem sabe podem falar: você se lembra do Born This Way? Aquele com a famosa capa da moto. Quem sabe…. O ensaio foi feito pelo fotógrafo Nick Knight, que caprichou e deixou a Gaga muito linda nesse photoshoot quase todo em p&b. A cada foto que sai, mais intrigado fico, de tanto que o cara manda bem.

Bom, o conteúdo musical é o que mais importa aqui, certo? Então vou deixar aqui registrado a minha opinião sobre as músicas. Espero que gostem do álbum assim como eu gostei.


1 – Marry The Night

Para começar o álbum bem, Lady GaGa resolveu se casar com a noite. Com direito a marcha nupcial, ela entoa uma melodia acústica, até vir o refrão e a batida tomar conta da música. Mas a marchinha volta, porém não é o destaque mais, que fica por conta de um arranjo impecável, que remete muito ao pop rock vintage, com uma batida enlouquecida e alguns acordes de guitarra que não passam despercebidos.

2 – Born This Way

A faixa do comeback que causou um rebuliço e até comparações, devido o arranjo e a letra libertadora. Eu acho essa música um máximo e não consigo enjoar de ouvi-la, apesar de estar saturada, já que a ouvimos desde fevereiro. Ela tem uma produção muito simples, porém marcante. A batida dela é cativante, faz você mexer o pé enquanto lê algo.

3 – Government Hooker

Para quem já tinha desgustado um pouco do que seria essa faixa num desfile do Thierry Mugler, não foi novidade saber que essa faixa seria toda barulhenta, cheia de batidas e com críticas ás amiguinhas dos governantes que não abusam só do poder, rs. Eu adorei a mixagem, no fone de ouvido dá pra ouvir umas vozes e alguns sussuros da Gaga.

4 – Judas

Infelizmente a faixa não foi recebida com fervor pela crítica, que malhou o Judas e chegou a insinuar que Gaga tinha errado a mão. Com produção de Red One, essa música tem quem “q” de Bad Romance, porem gerou muita polêmica com a letra e com o clipe. Mas nada tira o mérito da música ser uma ótima electro pop com refrão chiclete e que quando gruda…

5 – Americano

Com uma pitada de sadismo com choque cultural. Fernando Garibay deu um jeito de trazer o melhor do ritmo latino com o pop. Os acordes do banjo, com uns claques da castanhola só fizeram essa música ficar mais perfeita. A voz gritada da Gaga então nem se fala. Um conjunto único para uma faixa muito original.

6 – Hair

Como o álbum é uma biografia, Gaga aproveitou para contar nessa música que quando era obrigada a usar uniforme, sua forma de espressão era seu cabelo. “I’m my hair” e “I’m free as my hair” são os lemas desse hino que é entoado por um sax fone e uma batida electro bem a cara do Red One. Soa libertadora mesmo!

7 – ScheiBe

Scheisse ou Merda para os íntimos. Outra música que tivemos uma préviazinha de como seria, mas que mudou todo um conceito que tinha em mente. A faixa é muito animada e tem uma vibe muito boa para as pistas. E nem precisaria de remix algum. Destaque apra o super grito que a Gaga dá no inicio da música.

8 – Bloody Mary

No começo pode parecer uma música bobinha e engraçadinha, mas depois que o batidão dark toma conta da música, só sobra admirar uma das melhores músicas do álbum. Com o tema bíblico ainda, Gaga não tem medo nenhum de falar o que pensa. Ela tambem dá seus gritões nessa música. “Oh Liberaté, mi amor.”

9 – Bad Kids

Se há uma faixa que mistura pop rock, electro, synth e 80’s é essa. Ela exala a rebeldia enjaulada daqueles anos dourados. Eu sou muito aficcionado nessa época (que não vivi, mas sinto que fiz parte… estranho né?), e acho que essa faixa é um tesouro pra nossa música atual. Uma batida perfeita e um refrão super alto astral. Minha favorita desde a primeira vez que ouvi. Thanks Gaga!

10 – Highway Unicorn (Road to Love)

Agora Lady Gaga vai atacar no rock pop, mas claro que vai deixar sua batida e seu vozeirão marcar presença. Ótima música e cheia de atitude. Me lembrou as músicas do Bryan Adams. E o pianinho no final arrebenta também.

11 – Heavy Metal Lover

Gosto dessa faixa desde quando o instrumental dela tocava nas aberturas do Gagavision. O pop industrial é o melhor de todos os que ouvi no álbum. Apesar de ter uma letra não muito expressiva, os arranjos falam por si. O refrãozinho chiclete então… dá vontade de ouvi-la por durante horas que ainda ficaria fascinado pela batida 80’s.

12 – Electric Chapel

Com uma guitarra super venenosa, a música destoa ao som de uma batida electro que causa arrepios quando Gaga diz “Follow me, Don’t be such a holy fool”. O refrão também é marcante e deixa a música com algumas lembranças daqueles órgaos que as antigas igrejas possuiam. Para finalizar, um solo de guitarra mais poderoso que a intro. Só Lady Gaga pra transformar uma capela tradicional em um rock eletrico.

13 – Yoü & I

A baladinha para acalmar os ânimos desse tanto de sintetizadores e guitarras enlouquecidas. Yoü & I é figurinha batida, pois já a conhecemos há muito tempo, mas só solada o piano. Eu adorei essa versão de estúdio e me lembrou muito as baladas da Shania Twain. Uma delícia de ouvir e cantar junto. No refrão há uma batida e uma guitarra bem equilibrada. Tudo feito com muito bom gosto.

14 – The Edge of Glory

Pra fechar com chave de ouro, nada do que caminhar a beira da glória om essa música maravilhosa. Ela é tão profunda quanto Born This Way e Hair, porém com outra intensidade. A letra da música é linda e cheia a tocar o coração dos mais bobos, que nem eu, rs. O saxofone marca a música e faz você viajar.


Faixas Bônus

1 – Fashion Of His Love

A vibe 80’s volta e parece que a gente está ouvindo alguma música da Whitney na voz da Lady Gaga. É fora de base, muito boa, mas com certeza não teria tanto nexo para fazer parte do cd. Essa faixa é uma das melhores, apesar de só estar nas edição especial do cd.

2 – Black Jesus + Amen Fashion

“Jesus is the new black”… A Vogue logo irá anunciar que Amen Fashion vai dominar as passarelas! Com uma batida marcante, a música foi descartada do cd porque se tivesse mais uma faixa falando de assuntos religiosos, meio que seria um cd gospel, rs. A faixa é boa, mas não passa disso. Vistam Jesus sempre, ele nunca sai de moda!!!

3 – The Queen

Soa como uma continuação de The Edge Of Glory, os arranjos são super parecidos e os refrões se encaixam. Lógico que sonoridade repetida não iria ser legal pro cd. Gostei muito dessa música e me lembrou muitissimo as músicas do Goldfrapp, que tambem abusam da electro oitentista. Só finalzinho da música que é chato com um solo de guitarra brega.

Bom, nem vou comentar os remixes porque não tem graça. Adorei o cd todo, claro. Eu aguardei tanto tempo para poder ouvi-lo que criei expectativas e todas foram alcançadas. Principalmente por ser um cd intimista em que a Gaga explorou o máximo das suas origens, experiencias e preferências para tornar o cd mais interessante aos fãs. Adorei toda a produção, inclusive a pitada oitentista em quase todas as faixas. Sou muito fã desse estilo e fiquei muito feliz pois um cd enfim, ficou do jeito que eu queria a tempos e nenhum artista tinha feito com tanta precisão.

O review foi 100% pessoal e não tenho nada a reclamar. Não importa o que os outros dizem sobre, eu gostei e admiro muito o trabalho de todos, incluve da Lady GaGa: que nunca nos decepciona. Born This Way nasceu para ser épico.

… o que importa no fim das contas, é que nascemos assim: livres

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